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Retrocrônica: Back To The Future Part III (MD)

O ano era 2007. Combinei uma visita a um amigo de longa data, na qual levaria o meu notebook carregado de emuladores de sistemas antigos, acompanhado de joysticks para podermos jogar uns games clássicos. Lá chegando fizemos a instalação do equipamento na televisão e começamos a jogar.

Fizemos um tour por várias plataformas, sempre degustando aqueles jogos que eram mais memoráveis para nós. Em determinado instante, enquanto estávamos jogando Mega Drive, vi listado o infame Back To The Future III. Comentei com meu amigo que havia alugado aquele jogo na época em que foi lançado e que ele tinha sido uma imensa decepção.

Talvez decepção não seja o termo mais adequado, já que os jogos baseados em filmes realmente costumam deixar muito a desejar, mas o fato é que não podemos esquecer que também existiram aqueles de grande qualidade, como por exemplo Aladdin do Mega Drive, que chamou a atenção pelos méritos técnicos e artísticos.

O excelente Aladdin de Mega Drive

Mas esse texto não é sobre Aladdin. Expliquei para o meu amigo que Back To The Future III tinha gráficos fracos, uma jogabilidade sofrível e uma dificuldade completamente desbalanceada – a primeira fase já era bastante difícil, causando grande frustração. Àquela altura era praticamente obrigatório mostrar-lhe o jogo. Carreguei-o e então começou.

Após a abertura somos levados à primeira fase que consiste em, controlando o Dr. Emmett Brown montado em um cavalo, salvar Clara Clayton que está a bordo de uma carruagem desgovernada. O veículo se dirige em alta velocidade a um precipício e devemos alcançá-lo antes que caia.

Acredite: é um jogo do mesmo console. Bela escolha de paleta de cores, não?

A tarefa do Dr. Brown não é fácil. Partindo para a perseguição, você tem uma série de obstáculos a superar: aves de rapina em rasantes mortais (você deve se agachar para escapar); machados lançados contra você por seres invisíveis (você deve destruí-los com um tiro certeiro); baús e caixotes jogados no caminho (você deve saltá-los com o cavalo); crateras no chão (saltar de novo); caixas de presente voadoras (tiros novamente); pedras rolantes e saltitantes (é preciso agachar) e assassinos a cavalo, que você deve despachar com um tiro.

Como é possível notar, são muitos obstáculos e eles se sucedem em alta velocidade. À medida em que você avança no nível, tudo fica mais rápido e surgem combinações, como por exemplo uma pedra saltitante junto com um baú no chão, ou seja, você deve pular agachando! Isso exige uma boa dose de rapidez. E ainda nem chegamos nas apelações…

Vai que é sua, Dr. Brown!

Por exemplo, no caso do bandido que vem atirando montado num cavalo, é obrigatório matá-lo. Se você troca tiros e se esquiva de modo a passar o tempo e evitar novos obstáculos (enquanto você duela com ele, não há obstáculos), o malfeitor é deixado para trás, mas você não consegue pular o buraco seguinte. O botão simplesmente não funciona.

Outro detalhe bizarro são os itens que aparecem ao longo da jornada. Alguns são marcados com um relógio, que poderiam lhe dar mais tempo, quem sabe o direito de morrer mais uma vez. Mas não. Os itens são absolutamente inúteis e não te ajudam um nada. Apenas te distraem para tomar uma machadada na cabeça ou tropeçar num baú. Isso é tão estranho que fico me perguntando se estávamos realmente compreendendo bem o jogo, mas o fato é que ambos não percebemos qualquer efeito naqueles itens. Algum bug, talvez?

Pegar a calçola de Clara Clayton (!) vale alguns pontos.

Era bizarro, mas naquele momento estávamos nos divertindo genuinamente com aquele jogo, justamente porque ele era ruim. Gargalhávamos quando morríamos vítimas de alguma nova combinação mortal de obstáculos, ou quando percebíamos alguma apelação nova. Tentávamos alternadamente passar a fase. Sempre que um morria, dava vez ao outro. Passamos um tempo nessa hilariante jogatina, até que depois de várias mortes, eu consegui alcançar a carruagem e salvar Clara.

Mas a revolta permaneceu. Por que fazer um primeiro estágio tão difícil? Por que apelar dessa forma? Explico que não sou contra jogos difíceis, muito pelo contrário. Acho que um jogo difícil que possui uma jogabilidade honesta e coerente pode ser extremamente cativante e recompensador. Mas para isso normalmente o game design deve incluir um incremento razoavelmente gradual da dificuldade, ou então só há frustração.

Como exemplo de um jogo difícil, mas que obedece a esses preceitos temos Battletoads. Ainda perto do início somos desafiados também com um nível que tem um rolamento bem rápido da tela, no qual o sapo pilota um jet ski. Mas o jogador leva alguns minutos até chegar ali. Além disso os desafios são grandes, mas totalmente coerentes e sem apelações.

Battletoads do NES: desafio alto, mas com jogabilidade sólida

Ainda em 2007, depois de alguns dias me peguei pensando novamente em BTTF III. E se eu tentasse passar aquela fase novamente? E se como desafio adicional eu tentasse passá-la sem morrer nenhuma vez? Resolvi tentar e após um jogar um pouco, consegui. Confesso que foi bem menos difícil do que eu supunha, talvez pelo treino anterior na casa do meu amigo, talvez pelo fato de não estar gargalhando sem parar. Provavelmente por ambos os motivos.

Para mostrar o feito ao meu amigo gravei a partida em um vídeo e publiquei-o no YouTube. Ele até que ficou impressionado, mas o que chamou a minha atenção mesmo foi o fato de que ao longo desses anos o quantitativo de pessoas que assistiu ao vídeo foi bem substancial: no momento ele tem pouco mais de 20 mil visualizações, mesmo sem qualquer tipo de divulgação. De alguma forma esse obscuro game chama a atenção das pessoas e elas também registram uma série de comentários hilariantes que valem a pena a leitura. Bem, sem mais delongas, o vídeo em questão:

É curioso observar também que o tema que toca durante a fase é extremamente parecido com a canção “Ghost Riders in the Sky”, composta por Stan Jones e que possui uma série de covers famosos, como por exemplo The Ventures e Johnny Cash. Será que pagaram direitos autorais? Bem, essa é outra história…

E você, tem alguma história pitoresca sobre algum jogo que achou difícil e/ou ruim?


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TheBoss 007 – Halo 4

Master Chief está de volta. Halo está de volta como o FPS de sempre que tão bem representa o Xbox 360.

Só que, neste jogo em especial, Halo 4 tem ares de um título feito, quem sabe, para o Xbox 720…

TheBoss 007

Halo 4

 

Download MP4 TheBoss 007 – Halo 4

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TheBoss 005 – Double Dragon Neon

Uma ode ao sentimento dos anos 80. Um beat’em up despretencioso… nada disso: um Double Dragon genuíno, produzido por gente talentosa, detalhista e que faz sintonia fina no gameplay.

Double Dragon há muito não pertence à Technos Japan, mãe da franquia. Já foi portado até para o Zeebo (saiu-se bem lá!) e chega à sétima geração dos consoles, que está prestes a se despedir. E chega, assim… ARRASANDO.

Amigos, conheçam e apreciem Double Dragon Neon, para Xbox 360. Especialmente para você, fã dos anos 80 e de desenhos como He-Man: é a sua chance de lutar contra… Esqueleto? Sim!

E as músicas que tocam neste jogo? As BGMs, lembram delas? Aquelas instrumentais que a gente chama de game music porque se repetem muito? Aqui, elas vão além… Faça pipoca, fique confortável e prepare-se para o…

TheBoss 005

Double Dragon Neon

 

Download MP4 TheBoss 005 – Double Dragon Neon

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TheBoss NewGame 001 – Sleeping Dogs

Pessoal, uma série secundária em nosso canal sobre jogos atuais. Batizada de TheBoss NewGame (nome da série por Andrey, como de costume), daremos uma espiada aqui e acolá — ou seja, nas principais plataformas — em demos, trials e se um dia conseguirmos um tíquete para um beta privado não perdoaremos: seu gameplay será devidamente capturado para posterior apreciação dos amigos do Cosmic Effect.

Vídeos com menor duração, apenas com trechos do gameplay e alguns comentários acerca do mesmo, como de costume. Talvez um pedido para “aumentar o volume” se a trilha sonora for muito boa, no máximo algo por aí. Espero que gostem e até gostaria de pedir-lhes que divulguem, se possível, em suas timelines.

Nesta primeira incursão, Sleeping Dogs da Square Enix. Pra animar um pouco a conversa, capturei do Xbox 360, PS3 e do PC também. O jogo promete, mesmo com o v-sync desabilitado de sempre do PS3…

TheBoss NewGame 001

Sleeping Dogs

 

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Cosmic Cast #6 – Crysis Not Retro Enough

Mais um vídeo sobre videogames para os amigos que acompanham o nosso blog. Desta vez, abordaremos um pouquinho da história dos First Person Shooters, o gênero que nasceu nos computadores e tomou conta de todas as plataformas, culminando no polêmico Crysis.

O FPS lançado em 2007 deveria salvar os PCs da baixa popularidade que andava sofrendo por conta da presença dos consoles da (então) nova geração – que ofereciam experiências no mesmo nível dos computadores, só que sem os seus problemas. Mas o tiro da Crytek e da Electronic Arts saiu pela culatra: Crysis mostrou os gráficos mais incríveis já vistos num jogo eletrônico, mas era necessário um computador de quase 4000 reais para que se pudesse apreciá-lo. Além disso, muitos bugs da versão de lançamento – cercada de extremo hype, diga-se de passagem – quase o eleva a status de fracasso completo, não fosse algumas análises positivas dadas pela imprensa especializada em jogos para PC.

Três anos se passaram e nós do Cosmic Effect resolvemos dar uma chance ao monstro tecnológico criado pela Crytek: mas sem tocar nos assuntos “placa de vídeo”, “framerate” e “overclock”. Não-fanáticos pelo gênero e apreciadores do bom gameplay, nossa abordagem será puramente gamística – queremos mostrar que há algo a se apreciar neste título, mas ficou escondido atrás de  tanta lamúria. No mínimo, você ficará empolgado ao assistir a abertura mais excitante já vista em um jogo, apresentada no final do vídeo :)

Atrás do monstro e do hype, existe um joguinho legal?

Cosmic Cast

Episódio #6: Crysis Not Retro Enough

Os mesmos 15 minutinhos de sempre em duas partes apenas para garantir melhor qualidade. Quem possuir uma boa conexão, convido a  escolher “720p” no canto inferior-direito do vídeo, tela cheia e aumentar o volume :)

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Pra quem tiver um tempinho, esta versão possui muito mais cenas de gameplay, principalmente do trecho com os alienígenas. Recomendado para fãs hardcore de ficção-científica e da franquia Alien :)

Versão Estendida (45 min)

Nossos canais somente com os vídeos da série Cosmic Cast:

No YouTube
http://www.youtube.com/user/CosmicEffectGaming

No Vimeo
http://www.vimeo.com/user4397129

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