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TheBoss 034 – Castlevania: Lords Of Shadow 2

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TheBoss Extra 012 – O PlayStation 4

Todas as gerações do PlayStation em um só vídeo! Do DualShock 1 ao DualShock 4, não perca nosso unboxing que inclui até upgrade do HD do PS4 p/ 1 TB!

TheBoss Extra 006 – Unboxing E Review Completo Do OUYA!

Amigos, o OUYA chegou. Vamos conhecer juntos um novo console de alguma geração de videogames inumerável…

TheBoss 013 – DeathSpank: Thongs Of Virtue

DeathSpank: Thongs Of Virtue é um adventure que pega emprestado as mecânicas de MMO, confunde-se com RPG de ação e tem Ron Gilbert no comando. Palavra-chave: Guybrush Threepwood…

TheBoss 012 – Gears Of War: Judgment

O quarto Gears Of War foi lançado com a toda-poderosa Unreal Engine no final da carreira do Xbox 360. Neste título, o cover mais eficiente da indústria — molde para a mecânica de metade dos jogos de ação em terceira pessoa com tiroteio dos últimos anos — é apresentado em toda sua glória.

Sob o olhar de um novato na franquia que imaginava este jogo como um “FPS em terceira pessoa”, convido-os a assistirem nosso review do Gears Of War: Judgment repleto de referências relevantes e irrelevantes…

TheBoss 012

Gears Of War: Judgment

 


TheBoss NewGame 012 – God Of War: Ascension

Kratos, a arma secreta da Sony, está de volta em God Of War: Ascension — um prequel que, na prática… é o quarto grande, enorme, magnânimo jogo da principal franquia da dona do PlayStation.

Esmagamento de botões e quicktimes da melhor qualidade. Descubra um Kratos mais humano, no jogo que se passa dez anos antes dos acontecimentos do God Of War original de PlayStation 2.

TheBoss NewGame 012

God Of War: Ascension

 


Retrocrônica: Back To The Future Part III (MD)

O ano era 2007. Combinei uma visita a um amigo de longa data, na qual levaria o meu notebook carregado de emuladores de sistemas antigos, acompanhado de joysticks para podermos jogar uns games clássicos. Lá chegando fizemos a instalação do equipamento na televisão e começamos a jogar.

Fizemos um tour por várias plataformas, sempre degustando aqueles jogos que eram mais memoráveis para nós. Em determinado instante, enquanto estávamos jogando Mega Drive, vi listado o infame Back To The Future III. Comentei com meu amigo que havia alugado aquele jogo na época em que foi lançado e que ele tinha sido uma imensa decepção.

Talvez decepção não seja o termo mais adequado, já que os jogos baseados em filmes realmente costumam deixar muito a desejar, mas o fato é que não podemos esquecer que também existiram aqueles de grande qualidade, como por exemplo Aladdin do Mega Drive, que chamou a atenção pelos méritos técnicos e artísticos.

O excelente Aladdin de Mega Drive

Mas esse texto não é sobre Aladdin. Expliquei para o meu amigo que Back To The Future III tinha gráficos fracos, uma jogabilidade sofrível e uma dificuldade completamente desbalanceada – a primeira fase já era bastante difícil, causando grande frustração. Àquela altura era praticamente obrigatório mostrar-lhe o jogo. Carreguei-o e então começou.

Após a abertura somos levados à primeira fase que consiste em, controlando o Dr. Emmett Brown montado em um cavalo, salvar Clara Clayton que está a bordo de uma carruagem desgovernada. O veículo se dirige em alta velocidade a um precipício e devemos alcançá-lo antes que caia.

Acredite: é um jogo do mesmo console. Bela escolha de paleta de cores, não?

A tarefa do Dr. Brown não é fácil. Partindo para a perseguição, você tem uma série de obstáculos a superar: aves de rapina em rasantes mortais (você deve se agachar para escapar); machados lançados contra você por seres invisíveis (você deve destruí-los com um tiro certeiro); baús e caixotes jogados no caminho (você deve saltá-los com o cavalo); crateras no chão (saltar de novo); caixas de presente voadoras (tiros novamente); pedras rolantes e saltitantes (é preciso agachar) e assassinos a cavalo, que você deve despachar com um tiro.

Como é possível notar, são muitos obstáculos e eles se sucedem em alta velocidade. À medida em que você avança no nível, tudo fica mais rápido e surgem combinações, como por exemplo uma pedra saltitante junto com um baú no chão, ou seja, você deve pular agachando! Isso exige uma boa dose de rapidez. E ainda nem chegamos nas apelações…

Vai que é sua, Dr. Brown!

Por exemplo, no caso do bandido que vem atirando montado num cavalo, é obrigatório matá-lo. Se você troca tiros e se esquiva de modo a passar o tempo e evitar novos obstáculos (enquanto você duela com ele, não há obstáculos), o malfeitor é deixado para trás, mas você não consegue pular o buraco seguinte. O botão simplesmente não funciona.

Outro detalhe bizarro são os itens que aparecem ao longo da jornada. Alguns são marcados com um relógio, que poderiam lhe dar mais tempo, quem sabe o direito de morrer mais uma vez. Mas não. Os itens são absolutamente inúteis e não te ajudam um nada. Apenas te distraem para tomar uma machadada na cabeça ou tropeçar num baú. Isso é tão estranho que fico me perguntando se estávamos realmente compreendendo bem o jogo, mas o fato é que ambos não percebemos qualquer efeito naqueles itens. Algum bug, talvez?

Pegar a calçola de Clara Clayton (!) vale alguns pontos.

Era bizarro, mas naquele momento estávamos nos divertindo genuinamente com aquele jogo, justamente porque ele era ruim. Gargalhávamos quando morríamos vítimas de alguma nova combinação mortal de obstáculos, ou quando percebíamos alguma apelação nova. Tentávamos alternadamente passar a fase. Sempre que um morria, dava vez ao outro. Passamos um tempo nessa hilariante jogatina, até que depois de várias mortes, eu consegui alcançar a carruagem e salvar Clara.

Mas a revolta permaneceu. Por que fazer um primeiro estágio tão difícil? Por que apelar dessa forma? Explico que não sou contra jogos difíceis, muito pelo contrário. Acho que um jogo difícil que possui uma jogabilidade honesta e coerente pode ser extremamente cativante e recompensador. Mas para isso normalmente o game design deve incluir um incremento razoavelmente gradual da dificuldade, ou então só há frustração.

Como exemplo de um jogo difícil, mas que obedece a esses preceitos temos Battletoads. Ainda perto do início somos desafiados também com um nível que tem um rolamento bem rápido da tela, no qual o sapo pilota um jet ski. Mas o jogador leva alguns minutos até chegar ali. Além disso os desafios são grandes, mas totalmente coerentes e sem apelações.

Battletoads do NES: desafio alto, mas com jogabilidade sólida

Ainda em 2007, depois de alguns dias me peguei pensando novamente em BTTF III. E se eu tentasse passar aquela fase novamente? E se como desafio adicional eu tentasse passá-la sem morrer nenhuma vez? Resolvi tentar e após um jogar um pouco, consegui. Confesso que foi bem menos difícil do que eu supunha, talvez pelo treino anterior na casa do meu amigo, talvez pelo fato de não estar gargalhando sem parar. Provavelmente por ambos os motivos.

Para mostrar o feito ao meu amigo gravei a partida em um vídeo e publiquei-o no YouTube. Ele até que ficou impressionado, mas o que chamou a minha atenção mesmo foi o fato de que ao longo desses anos o quantitativo de pessoas que assistiu ao vídeo foi bem substancial: no momento ele tem pouco mais de 20 mil visualizações, mesmo sem qualquer tipo de divulgação. De alguma forma esse obscuro game chama a atenção das pessoas e elas também registram uma série de comentários hilariantes que valem a pena a leitura. Bem, sem mais delongas, o vídeo em questão:

É curioso observar também que o tema que toca durante a fase é extremamente parecido com a canção “Ghost Riders in the Sky”, composta por Stan Jones e que possui uma série de covers famosos, como por exemplo The Ventures e Johnny Cash. Será que pagaram direitos autorais? Bem, essa é outra história…

E você, tem alguma história pitoresca sobre algum jogo que achou difícil e/ou ruim?