Game Music > Sword Of Vemilion – Statts 2010

Um RPG que pode ser apreciado somente pela trilha sonora. Um trabalho sublime de Hiroshi Kawaguchi, o Hiro. Desde a abertura, que possui um tema heróico arrebatador; depois, entramos com o nome do nosso personagem (até a vinheta desta tela é bonita); passamos para a introdução, onde o jogador é introduzido ao clima da desolada história de Vermilion, com uma música melancólica e lindíssima.

Então, surge a primeira tela do jogo e, com ela… esta música: Statts. Uma obra-prima, uma música que “funciona” isolada do jogo, do videogame. Um tema sombrio ao extremo, porém com uma beleza cristalizada, através de uma melodia originalíssima de Hiro.

Faz muitos anos que iniciei esta versão, em 1997; porém, ficou dependente da sonoridade que eu tinha na época, e não era das melhores. Decidi abandoná-la e não produzi a versão final, até este final de semana. Sempre desejei construir uma versão de Statts que fizesse jus à idéia do compositor. E acho que, agora, esta é minha versão pessoal definitiva: Statts 2010. Espero que gostem, e quem curtir as músicas deste jogo, também aqui no blog está presente uma versão da música da última cidade deste mesmo RPG da SEGA. Em breve, mais versões de game music deste clássico do Mega Drive. Deixe-se levar pela trilha sonora de Sword Of Vermilion.

Escute agora (clique em ▼ para baixar):

A original do Mega Drive:

Sword Of Vermilion – Statts 2010 (by Cosmonal)
Versão por (c) 2010 Eric Fraga.

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Game Music > Lord Of The Sword – Battle Theme

O não muito popular Lord Of The Sword para o Master System é um daqueles esforços feitos pela SEGA visando divulgar o console de 8 bit da empresa, frente às third parties desenvolvendo com exclusividade para o NES. Um híbrido de RPG com ação, com gráficos fantásticos (com direito a paralax), três continues, sem save ou password, LotS é, pessoalmente, um dos melhores jogos feitos para o querido Master System. Porém, o backtracking excessivo e a dificuldade um pouco acima da média, não permitiram que esta pérola da SEGA fosse muito apreciada.

Como fã do jogo e tendo jogado muitas e muitas vezes na época, a música da batalha ficou tanto em minha cabeça que nem tenho certeza se ela é tão boa assim, merecedora de uma versão. Mas, vocês jogadores, sabem como é: de tanto ouvir e de tanto gostar de um determinado jogo antigo, o fator nostálgico fala mais alto quando se escuta aquela “musiquinha”, mesmo que você saiba que ela não é tão maravilhosa. Em 2007, produzi esta versão que agora compartilho com vocês e, realmente, estou curioso em saber se alguém vai gostar. De qualquer maneira, considerem isto uma raridade pois nunca vi outra versão desta música na web.

Escute agora (clique em ▼ para baixar):

A original:

Gameplay pra quem não conhece:

Lord Of The Sword – Battle Theme (by Cosmonal)

Versão por (c) 2007 Eric Fraga.

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Game Music > Sonic The Hedgehog – Sonic 2001

Ok, ok, é clichê: Green Hill Zone. Quantas versões existem por aí desta mesma música? Já estamos até cansados de ouvi-la… estamos? De qualquer maneira, aqui está a versão que fiz em 2001 – por isso o nome “Sonic 2001”, dado na época mesmo. A motivação para fazê-la foi no mínimo curiosa: um amigo músico havia comprado um teclado arranjador (Roland G600 para os interessados); enquanto eu o experimentava, notei um kit de bateria que tinha uma caixa (a snare drum, o “tambor” da bateria) que soava simplesmente idêntica à da música original do Mega Drive. Iniciei a produção da minha versão imediatamente, só por isso :-) Propositalmente, existem algumas alterações sutis nas harmonias mas a base da música é da original – meio que tive a intenção de fazer uma homenagem.

Claro que adoro a original, significa muito para mim como jogador de videogame, marcou época, etc, etc. Mas a musiquinha de Green Hill Zone compensa todo este apreço? A resposta é um musicalmente sonoro SIM. As notinhas desta canção são originais (como expressão musical) e as três partes se completam como poucas músicas por aí. Enfim, é mais que uma game music. Agradecemos ao Masato Nakamura por ter marcado época com a trilha de Sonic, dando o toque final à obra-prima maior da SEGA.

Escute agora (clique em ▼ para baixar):

Sonic The Hedgehog – Sonic 2001 (by Cosmonal).
Versão por (c) 2001 Eric Fraga.

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Starflight e o Savegame de 20 Anos

Por Eric Fraga

Em 1992, eu nunca iria imaginar que, em 2010, poderia estar escrevendo um log que ficaria disponível para quem quisesse ler em todo o planeta. Nessa época, só pensava em explorar os planetas e as galáxias jogando meu jogo favorito dos favoritos de Mega Drive: Starflight – e achar que este seria o futuro. Joguei-o sem manual, sem Internet, só com meu aliado de todo RPG eletrônico nessa época: o dicionário inglês-português.

Passar horas nas superfícies de planetas aleatórios e, de repente, dar de cara com uma construção contendo uma mensagem que contava um fragmento da história ou dava algumas coordenadas de outro lugar… “conversar” com aquela raça de robôs que falavam em binário… Tentar decifrar as poesias de uma certa raça alienígena… Imaginar a voz dos Thrynn, dos Elowan e dos Veloxi a partir dos  acidentes do texto de suas falas… procurar qualquer coisa nas galáxias dominadas pelo Uhlek, que não falam pelo menos conosco, só atiram e nunca apareceram… o senso de mistério era maravilhoso, a grandeza do jogo era de deixar qualquer dito open world de hoje com uma pontinha de inveja.

O caderninho de passwords agora estava repleto de coordenadas e fragmentos de texto que eu considerava importante. O jogo deveria ser jogado com a ajuda de um mapa estelar que o acompanhava, na versão de Mega e de PC (mas é até dispensável, porém ajudaria). Eu lembro que pulei quando consegui destruir o tal planeta de cristal e vi a sequência do final. Coisa de meses depois de começar a jogar. Se fosse fazer um diário num blog, naquela época, os leitores passariam um semestre acompanhando o mesmo jogo. Tipo: “Post 129: alguém ouviu falar do Black Egg?” :p

Não vou falar muito dele neste momento – deixarei isso para um post/declaração de amor ao jogo mais tarde: agora o objetivo é mostrar para vocês que a qualidade dos cartuchos, como um todo, dá inveja à qualquer mídia que inventaram até agora: meus dois save games daquele longínquo ano estão intactos no mesmíssimo cartucho.

Enquanto não colecionava videogames, guardei este cartucho do Mega Drive embaladíssimo nas minhas gavetas de roupas, durante os últimos 18 anos, imaginem só. A versão para PC comprei por acidente em 1995, (9 anos depois do lançamento de Starflight original, portanto) numa feira de Informática aqui da cidade. No último dia, perto de fechar, um stand vendia jogos “para CD-ROM multimídia” e, perdido entre os Wing Commanders & X-Wings da vida, adventures da LucasArts e aqueles FMVs da época, estava lá: Starflight para PC, original, da brazuca Brasoft. Mas a caixa é importada, original mesmo, apenas tem o selinho da Brasoft colado. A vendedora, que estava descalça (sim, lembro deste detalhe, pois já estavam desarmando os stands — era final de feira) me vendeu por 20 reais. Dois floppies de 360k (dois disquetes de 5 e 1/4 de dupla densidade continham 6 meses de aventura), o manual, o code wheel para a proteção anti-cópia (moda na época) e… o starmap!

Eu já tinha PC, corri pra casa e consegui instalar aqueles floppies (eles leram! Ufa) e o MS-DOS do Windows 95 ainda rodava aquele código, com a ajuda do AT-Slow (softwarezinho que desacelerava o clock da CPU para que jogos muito antigos que não usavam o timer da BIOS rodassem na velocidade normal). No PC, o visual era pior (modo de vídeo EGA, 16 corzinhas…), sem falar no som de PC Speaker – ele não suportava nem Adlib. Mas lembre-se: o jogo é de 1986. Mesmo sabendo disso, tive a certeza naquele momento que a versão do Mega Drive arrasava mesmo. Ora, eu não estava “afim” de levar em conta a diferença de anos entre os dois. Não cheguei a jogá-lo até o final no PC, um dia pretendo.

Um das mais recentes franquias de sucesso de X360/PC é fortemente inspirada neste jogo e poucos sabem disso… Muito em breve falarei da minha experiência com ela aqui no Cosmic Effect e contarei mais detalhes ;-)

Em tempo 1: no vídeo a seguir, “ERIC” sou eu :p e “MOCA” era o apelido de um colega da mesma rua que teve Mega Drive antes de mim, mas só jogava Super Mônaco GP… Fiz ele assistir eu jogar um dos inúmeros playthrus, e este era o save em que ele assistia.

Em tempo 2: Starflight só tem um tema musical para o jogo todo. É é claro que eu adoro também e, um dia, sai a minha versão! :-)

Agora sim: veja o cartucho original da Electronic Arts sendo inserido num Mega Drive II da Tec Toy  (no SuperConsole, claro :-) e compartilhe comigo a sensação de ver o mesmo save sendo carregado, quase 20 anos depois de sua concepção!

Não se preocupe: sem spoilers!

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Game Music > Streets Of Rage – Moon Clear, Go!

Streets Of Rage. O primeiro jogo que lembro de exibir o nome do compositor na tela de abertura. “Music (c) Yuzo Koshiro”. Que interessante. Por que será? – pensei. Vamos ver: “start”, escolho entre três personagens – bem SEGA – e lá vou eu. Ahhhh! Entendi… Era 1991 e, além de ser talvez o melhor ano da SEGA na história, o início da década chegou trazendo um gênero novo para a música eletrônica: a dance music, como era conhecida. Evolução do technopop, o estilo caiu nas graças dos disc jockeys de todo o mundo, e passou de moda para estilo dominante no cenário pop, por um tempo. Em um gênero onde, normalmente, a música não é um grande destaque, este jogo foi destaque neste aspecto. Não estamos falando de game music típica: o cara fez um trabalho de dance music, no auge daquela sonoridade. Não dá pra não falar da versão que fiz sem mencionar um pouquinho da história de um dos responsáveis pelo sucesso deste clássico da SEGA.

Yuzo Koshiro foi, em sua infância, um gamer japonês típico: trocava aulas por Space Invaders nos fliperamas e era fascinado por shooters – Gradius em especial. Por causa da música, chegava ao ponto de ir aos arcades com gravador k7. Essas gravações não tinham por objetivo somente escutar a trilha do jogo em casa: ele queria reproduzí-las. O cara tinha um computador da NEC baseado em Z80, popular no Japão naquela época; ele fazia versões para o chip  de áudio que este computador possuía e mandava para uma revista. Ganhou destaque e ficou conhecido como o “PSG God” na própria revista. (PSG é o tipo de chip de síntese sonora que estava presente em 9 entre 10 consoles  e computadores da década de 80/meados de 90). Mais do que músico, ele queria ser diretor de games: participou de uma seleção da Falcom (isso mesmo, Y’s) mas só conseguiu vaga como compositor – ele não desistiu e teve sua própria empresa de games mais tarde. Mas se consagrou como compositor de game music, como sabemos.

Este remix que fiz nasceu no programa Mega Drive for Life, da Radio Gamer Station (de novo :-), que é apresentado pela Bárbara Vaz. Como fã incondicional da SEGA e, mais ainda do 16 bit dela, virei fã do programa da retrogamer e mandei sugestão para que os ouvintes selecionassem uma música que ganharia uma versão exclusiva. Bárbara escolheu 4 pérolas: Magical Sound Shower (se você está aqui não preciso dizer o nome deste jogo :-), Path of Fiend de Golden Axe, Angel Island de Sonic 3 e Go Straight de Streets Of Rage 2. Ao invés de remixar somente a escolhida pela audiência, fiz um pequeníssimo medley do jogo, adicionando “Moon Beach” de SoR1 e “Level Complete”, vinhetinha sensacional da passagem de fase que toca nos dois primeiros jogos. Para os músicos de plantão: foi totalmente produzida no Triton Classic, incluindo todos os efeitos – os timbres techno deste instrumento dispensam qualquer outra fonte. Apenas a finalização foi realizada no Adobe Audition (compressão, basicamente). Espero que gostem!

Escute agora (clique em ▼ para baixar):

A original (somente Go Straight):

Streets Of Rage – Moon Clear, Go! (by Cosmonal).
Remix por (c) 2010 Eric Fraga.

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