Cosmic Fast #13 – Zelda Day 2011

O nosso Mario Cavalcanti deu um pulinho no Zelda Day de 2011, que aconteceu na capital do Rio de Janeiro no dia 30 de julho. Como o nome sugere, é um encontro dos fãs de uma das maiores franquias de todos os tempos, e a galera se reúne pra celebrar e tocar as músicas marcantes dos jogos do herói Link. Eles tentam transformar a bela praça que escolheram para o encontro numa Hyrule em miniatura.

Amigos do Cosmic Effect, dêem um descontinho (!) na turma que tocou violino nas músicas de Zelda e curtam este episódio – além das imagens do evento, não deixamos de tentar emocioná-lo com alguns momentos marcantes de um certo episódio da série…

Cosmic Fast

Edição #13: Zelda Day 2011

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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Cosmic Fast #11 – O Primeiro Portátil A Gente Nunca Esquece

E então amigos, um jogador de videogame pode viver sem um console portátil? Toda a sua vida? Parece que não.

Este Cosmic Fast é um unboxing de uma vida inteira…

Cosmic Fast

Edição #11: O Primeiro Portátil A Gente Nunca Esquece

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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Cosmic Fast #9 – Guinness & E3 2011

Você sabia que os seios avantajados de Lara Croft foram aumentados em 150% por acaso, enquanto o artista Toby Gard brincava com seus vetores? Sabia que os membros da equipe viram o que ele fez e disseram “ficou bom, deixa assim, Toby”?

Ou então que o jogo mais curto oficialmente lançado é o Jack In The Dark, um spin-off criado para promover Alone In The Dark 2?

Que tal esta: sabia que o programa de TV que mais provocou ataques de epilepsias é um episódio de Pokémon veiculado em dezembro de 1997, desencadeando 635 ataques epilépticos?

Ou esta: sabia que o maior funeral para um objeto fictício que já aconteceu foi no dia 23 de novembro de 2006, onde 80 pessoas de luto se reuniram no lançamento de Guitar Hero II em Londres, honrando a morte definitiva da… air guitar?

Essas e outras informações, úteis ou não, mas certamente curiosas para os amantes da cultura gamística, serão exibidas numa sessão de leitura da primeira publicação oficial do Guinness somente com recordes relacionados aos jogos eletrônicos: o Guinness World Records Games 2008. O livro conta com a parceria de nada menos do que a Twin Galaxies,  autoridade mundial em estatísticas de videogames desde 1981.

Além disso, o momento é propício: a E3 2011 acontece nesta semana e já é uma das mais esperadas de todos os tempos: com a indústria dos videogames exercendo o papel de “I’m the king of the world” do entretenimento, algumas conversas sobre uma possível bolha estar se formando e de que ela estouraria a qualquer momento surgiram por aí. Eis que vem a Nintendo e anuncia que uma nova geração esta por vir – surpreendendo desde o simples dono de Wii até os maiores colunistas do assunto, pondo um fim nessa conversa de crash. Mais recordes para o Guinness dos games? Veremos em breve. Enquanto isso…

…viaje conosco nos recordes oficiais do passado da indústria que já tem idade suficiente pra ter muita história para contar. Este Cosmic Fast pretende passear com vocês, amigos apaixonados pela indústria dos jogos eletrônicos, nas páginas do livro conhecido como “Bíblia dos Games”. O vídeo é um grande amálgama de assuntos abordando literalmente desde o Magnavox Odyssey até jogos da geração atual – tem para todos os gostos neste episódio. Como de costume, uma bela trilha sonora gamística com músicas finas que vão de Vampire Killer a Mass Effect…

A última: sabe quem foi eleita pelo Guinness a mais sexy personagem de jogos de luta?

Já já, no…

Cosmic Fast

Edição #9: Guinness & E3 2011

Deseja conhecer mais e mais recordes e
curiosidades da indústria dos videogames?
Seus problemas acabaram:

Cosmic Fast

Edição #9: Guinness & E3 2011 (Edição Estendida)

(mais conteúdo, mais footages, trilha sonora de fundo mais variada e
bônus especial, exclusivo do Cosmic Effect, no final da Edição Estendida)

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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Super Metroid (SNES)

(screenshots do Super Metroid digitalizados diretamente do console real!)

Esse negócio de ser retrogamer é bom demais: com a next-gen percorrendo um caminho duvidoso ultimamente – notícia de um lançamento para breve, Mass Effect 3: “último capítulo da franquia oferece possibilidade de relacionamento do mesmo sexo para o jogador*” – os jogos do passado serão um prato cheio num eventual caos gamístico num futuro próximo. Por gentileza, conheçam Super Metroid.

Jogo obrigatório para quem teve o Super NES em sua época, este é um exemplar raro nos videogames. Atribui-se muito crédito ao primeiro Metroid ter introduzido o conceito de exploração nos videogames – apesar de já existirem jogos com alguma liberdade, como o próprio Pitfall (1982) – mas Metroid, lançado 4 anos depois, trouxe relevância e complexidade ao conceito.

Só que o primeiro jogo da franquia tem uma dificuldade elevada no início, o que acaba afastando alguns jogadores de tentar completá-lo – eu incluso. Super Metroid ou simplesmente Metroid 3 (sétimo na cronologia) passa a impressão de ser o update do primeiro Metroid, sob vários aspectos e, provavelmente, o melhor título de toda a franquia.

Sem entrar nos detalhes de que ele é uma “combinação de Mario com Zelda” e outras características já conhecidas, gostaria de ressaltar a belíssima influência (aparentemente assumida) da franquia de cinema Alien e da sensação de ser um jogo ainda melhor do que Metroid Prime – a versão FPS, que a Nintendo prefere chamar, com propriedade, de “first-person adventure“. Como pode, um jogo 2D, de 1994, ser ainda superior ao já fantástico Metroid Prime?

Apesar de conhecer Metroid do NES, só fui jogar por completo o Metroid Prime (o primeiro e parte do segundo) no Wii, da franquia Metroid. Fiquei completamente seduzido com a delícia que é a exploração neste game.

Não estamos falando de uma liberdade total (ainda bem) e sim de uma lineariedade bem escondida – Metroid faz teasing com o jogador o tempo inteiro: Samus adentra uma sala, explora o cenário e descobre que não alcança certos locais; o ambiente “informa” que você deve procurar uma solução, mas talvez suas ferramentas ainda não são suficientes.

Guarde o local na memória, meu caro, porque num dado momento, um novo item irá prover alguma habilidade necessária à Samus Aran atingir aquele ponto. Até lá… sofra de ansiedade, ou até tente explorar um brecha ou glitch – existem alguns casos onde há essa possibilidade. É plataforma no seu melhor.

No Prime, em 3D, a Retro Studios fez um jogaço sob a supervisão da Nintendo: a sensação é do bom e velho Metroid, só que na perspectiva tridimensional – sequências de pulos e mais pulos são o maior indicativo de que você está num plataforma, e não num FPS.

Inclusive lembrou automaticamente os bons tempos dos first-person shooter da id Software – para quem acha que Doom e Quake tratam somente de atirar em monstros, como nos jogos da atualidade do gênero, é porque nunca jogou suas campanhas single player por inteiro: há ótimos momentos de exploração e quebra-cabeça nos mapas de John Romero.

Só um FPS da Nintendo poderia trazer isso de volta ao gênero. Mas, o detalhe que gostaria de pontuar é: Super Metroid consegue dar a sensação de que ELE é o update do Metroid Prime, e não o contrário.

Ainda que haja (um pouco) mais de exploração do que na versão 2D, achei o backtracking um pouquinho excessivo no Prime, tornando-o cansativo por vezes; no Super NES, é mais rápido atingir áreas distantes e isso é uma delícia.

Por conta da tal ênfase na exploração, ambos (acredito que todos Metroid façam o mesmo) facilitam a vida de Samus: excetuando-se as batalhas com os chefes, é bem tranquilo matar os inimigos, Samus Aran quase nunca morre durante suas andanças.

Na trilogia nova, seus finais melhores dependem não tanto do menor tempo consumido (como era o caso até então), e sim de mais upgrades dos itens como o míssil ou tanques de energia. Tal fato força o jogador a gastar mais tempo no backtracking, em busca destes itens.

Por fim, o mapa de Prime, que se apresenta como um modelo vazado em 3D muito bonito, torna-se confuso em muitos momentos; Super Metroid, com seu automapa em glorioso 2D, é como um mapa que a gente desenhava no caderninho de mapas e passwords que nos acompanhava antigamente… parece que foi você mesmo quem fez! :)

Controlar Samus é uma maravilha, a fluidez é absurda. Fiz questão de jogar no Super Nintendo, com seu controle original para aproveitar ao máximo a experiência.

À medida em que os upgrades vão sendo descobertos pelo jogador e uma nova área é atingida, seu senso de “isso compensa” aumenta.

O mapa foi desenhado visando premiar as habilidades da heroína, como em qualquer jogo do tipo; mas o design é tão genial que, em dado momento, você literalmente esquece que os elementos do ambiente são pretextuais. Fabuloso.

Uma maneira legítima de se conseguir realismo em um videogame, diria eu. Além dos segredos básicos que são descobertos através das habilidades de Samus (após adquirir o óculos de raio-x, você fica tentado a scanear cada cantinho que passou antes), o jogo oferece alguns “achievements” escondidos.

Foi num destes desafios ocultos que passei um dos melhores momentos no Super Metroid, por sinal: o X-Ray Scope está num local onde é necessário usar o gancho (Grappling Beam) que minha Samus ainda não dispunha; o piso é feito de farpas, impedindo andar por muito tempo sem morrer – só à la Tarzan, uma vez que o bloquinho com o símbolo que corresponde ao gancho estava lá sinalizando “você precisará do gancho para passar por aqui”.

Como já havia obtido o Ice Beam – que congela qualquer inimigo por um certo tempo, permitindo usá-lo como plataforma – e haviam algumas criaturas voadoras vagando por ali… depois de muitas e muitas tentativas, foi possível congelar uma delas num ponto do seu vôo em que era possível alcançar com um pulo simples; de lá, aguardei uns poucos segundos até uma segunda criatura surgir, congelei-a e pulei em cima… até conseguir chegar na porta que levava à sala do item, o óculos de raio-x.

Voltei pelo solo, perdendo energia até sair do trecho com as farpas no chão… mas vivo, ainda que com o alarme da Samus soando. Isso compensa.

Os gráficos de Super Metroid são minimalistas na medida certa e, realmente, pega emprestado do clima de Alien.

O visual do primeiro filme, de 1979, foi concebido por um cara chamado H.R. Giger. Ele é um artista plástico suíço, genial, responsável por todo o visual do Alien (não só da criatura), considerado o “pai da estética biomecânica” – onde mistura características orgânicas e mecânicas no mesmo design.

O filme Alien contém sua obra mais conhecida (inclusive ganhou Oscar de efeitos visuais, atribuído ao Giger) e nele você observa como seu visual sombrio é absolutamente sem precedentes. Metroid, lançado no mesmo ano em que a explosiva e igualmente fantástica continuação saía nos cinemas (“Aliens”, em 1986), bebeu desta fonte sob diversos aspectos.

A protagonista mulher, Samus, que inclusive fica com pouca roupa no final – exatamente como a tenente Ripley no primeiro Alien; o guardião da Mother Brain, “Ridley” – mesmo nome do diretor Ridley Scott, do primeiro filme.

Forçando um pouco a barra, “Mother” é o nome do computador principal da nave Nostromo do mesmo filme… voltando para algo mais palpável, a mistura de orgânico com mecânico em alguns cenários é evidente, como em certos trechos de Norfair.

O mais legal é que foram inspirações e citações soltas, nada mais – Metroid constrói sua própria história com bastante personalidade (principalmente em Metroid Prime, com Samus a todo instante obtendo informações textuais nos computadores).

A trilha sonora é aclamadíssima, composta por Kenji Yamamoto, com a colaboração da Minako Hamano. Acredito que seu grande feito foi ter conseguido casar divinamente com o clima dos cenários. As músicas, isoladas, não são brilhantes – não apresentam grandes arranjos e nem são muito variadas, por exemplo – mas faz todo sentido no jogo, são músicas sugestivas.

Elas trazem o “tom Nintendo” ao Super Metroid: são sombrias como a atmosfera pede, mas não muito. O tema do trecho avermelhado de Brinstar lembrou músicas do Amiga, do Shadow of the Beast…

Enfim, toda a trilha aos poucos vai te conquistando e se torna inesquecível – tanto que o mesmo compositor foi convidado para o Metroid Prime, onde atualizou certos temas, dando um senso de continuidade às músicas. Para mim, que joguei primeiro a nova trilogia, quando escutei o tema das sessões das ruínas antigas de Norfair no SNES – que também toca no Prime – foi uma nostalgia ao contrário.

Assim como encontrar pela primeira vez os vaga-lumes e saber de antemão que não deveria matá-los…

Enfim, o terceiro jogo da franquia Metroid figura quase sempre nas listas de melhores de todos os tempos mundo afora.

E não há muito o que discutir: com um dos melhores controles que você já teve em suas mãos – Samus tem tanta graciosidade que você só imagina uma mulher por trás daquela armadura; um mapa com segredos engenhosos saindo pelo ladrão, itens relevantes que se conectam ao cenário como poucas vezes se vê… dificuldade equilibrada…

E a cereja do bolo, para os casos onde um fã do cineasta Ridley Scott está com o joystick do SNES nas mãos: atmosfera e estética inspiradas no filme Alien. É videogame no estado-da-arte.

Ah, a música principal de Brinstar…

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* Em tempo: o comentário sobre Mass Effect 3 não tem intenção sexista; simplesmente acho que este tipo de informação *prévia* sobre um JOGO DE VIDEOGAME nunca deveria ser considerada relevante, nem deveria despertar interesse num jogador – jogo eletrônico não se trata disso. Aliás, *jogos* não se tratam disso, na minha humilde opinião – ou pelo menos não deveriam. Publishers: se não tiverem o que falar, pelo menos anunciem que os gráficos serão incríveis, ou algo do gênero, que já tá de bom tamanho :)

Game Music > Zelda II – Temple Reprise

Amigos, apresento minha primeira experiência com uma versão de música da franquia Zelda. E foi logo no Zelda mais underground, underrated, under-tanta-coisa de todos: o Zelda II: The Adventure Of Link. Num papo informal com o Orakio Rob, mais conhecido como Gagá, perguntei qual música era favorita neste Zelda. Ele, que havia terminado a pouco e tinha um post engatilhado, me mandou a trilha quase toda pra ouvir, mas destacou a música “Temple”. Achei lindíssima de cara, na primeira escutada. Não é do Koji Kondo, paizão das músicas principais do Zelda: o diferentão da série teve músicas do menos conhecido Akito Nakatsuka (Spelunker, Punch-Out, Pilot Wings 64). Certamente a trilha não é um grande sucesso somente porque o jogo não obteve êxito, uma vez que, pelo que escutei, deu pra notar que todas as outras canções também são inspiradíssimas. A versão apareceu no imperdível post do Gagá onde ele conta a saga de tê-lo jogado “…uns bons vinte anos após a vitória ter me escapado entre os dedos pela primeira vez em um cruel lance do destino”. A versão que fiz pode, quem sabe, ter servido de trilha sonora para a boa leitura proporcionada pelo velhote :) E, claro, está aqui no Cosmic Effect.

A música original nunca “se resolve”, lindamente. São três partes curtas, que trazem aquela atmosfera mágica e de suspense obrigatórias a uma boa música de dungeon. Bom, está aqui minha interpretação da música “Temple”, que virou aqui “Temple Reprise”. Há um pouco de devaneio de minha parte ao estilo que normalmente aparecem nas minhas versões (principalmente na bateria), mas não muito :) Uma frase do Gagá bem legal sobre a versão: “Gostei da bateria e do baixo “dando as cartas” na sua versão. Parece que o teclado só “passeia” por cima deles”. Uma coisa foi proposital pra conquistar o velhote: mandei um timbre direto de um dos Phantasy Star pra garantir a nota alta dada pelo rapaz. Será que você consegue identificar qual é o instrumento? Dica: é do Phantasy Star que sofre o mesmo tipo de preconceito que o Zelda II ;-)

Tema “Temple Reprise” (clique em ▼ no player para baixar a MP3)

A original:

Zelda II: The Adventure Of Link – Temple Reprise (by Cosmonal)
Versão por (c) 2011 Eric Fraga

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