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Cosmic Fast #9 – Guinness & E3 2011

Você sabia que os seios avantajados de Lara Croft foram aumentados em 150% por acaso, enquanto o artista Toby Gard brincava com seus vetores? Sabia que os membros da equipe viram o que ele fez e disseram “ficou bom, deixa assim, Toby”?

Ou então que o jogo mais curto oficialmente lançado é o Jack In The Dark, um spin-off criado para promover Alone In The Dark 2?

Que tal esta: sabia que o programa de TV que mais provocou ataques de epilepsias é um episódio de Pokémon veiculado em dezembro de 1997, desencadeando 635 ataques epilépticos?

Ou esta: sabia que o maior funeral para um objeto fictício que já aconteceu foi no dia 23 de novembro de 2006, onde 80 pessoas de luto se reuniram no lançamento de Guitar Hero II em Londres, honrando a morte definitiva da… air guitar?

Essas e outras informações, úteis ou não, mas certamente curiosas para os amantes da cultura gamística, serão exibidas numa sessão de leitura da primeira publicação oficial do Guinness somente com recordes relacionados aos jogos eletrônicos: o Guinness World Records Games 2008. O livro conta com a parceria de nada menos do que a Twin Galaxies,  autoridade mundial em estatísticas de videogames desde 1981.

Além disso, o momento é propício: a E3 2011 acontece nesta semana e já é uma das mais esperadas de todos os tempos: com a indústria dos videogames exercendo o papel de “I’m the king of the world” do entretenimento, algumas conversas sobre uma possível bolha estar se formando e de que ela estouraria a qualquer momento surgiram por aí. Eis que vem a Nintendo e anuncia que uma nova geração esta por vir – surpreendendo desde o simples dono de Wii até os maiores colunistas do assunto, pondo um fim nessa conversa de crash. Mais recordes para o Guinness dos games? Veremos em breve. Enquanto isso…

…viaje conosco nos recordes oficiais do passado da indústria que já tem idade suficiente pra ter muita história para contar. Este Cosmic Fast pretende passear com vocês, amigos apaixonados pela indústria dos jogos eletrônicos, nas páginas do livro conhecido como “Bíblia dos Games”. O vídeo é um grande amálgama de assuntos abordando literalmente desde o Magnavox Odyssey até jogos da geração atual – tem para todos os gostos neste episódio. Como de costume, uma bela trilha sonora gamística com músicas finas que vão de Vampire Killer a Mass Effect…

A última: sabe quem foi eleita pelo Guinness a mais sexy personagem de jogos de luta?

Já já, no…

Cosmic Fast

Edição #9: Guinness & E3 2011

Deseja conhecer mais e mais recordes e
curiosidades da indústria dos videogames?
Seus problemas acabaram:

Cosmic Fast

Edição #9: Guinness & E3 2011 (Edição Estendida)

(mais conteúdo, mais footages, trilha sonora de fundo mais variada e
bônus especial, exclusivo do Cosmic Effect, no final da Edição Estendida)

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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Obras de Arte dos Jogos Eletrônicos

Por Eric Fraga

A era dourada dos videogames já pode ter acontecido. Já ouvi em algum lugar (provavelmente na revista PC Gamer) que a golden age dos jogos de computadores teria sido no início dos anos 90, com os adventures da Lucas/Sierra, o surgimento do gênero FPS com Wolf 3D e Doom de MS-DOS e shooters cinemáticos como Wing Commander e X-Wing. Nos consoles, talvez a melhor época da história pode ter acontecido com os 16 bits durante a briga Nintendo x SEGA – na mesma época do auge do MS-DOS como plataforma de jogos.

Faz sentido: a era 16 bits dos consoles dispunha de bom hardware, mas ainda sem a inicialmente nociva (“FMV é o futuro dos games”) não-limitação dos CDs;  as músicas ganhavam variações de timbre, mas os compositores ainda não tinham total liberdade musical, pois ainda haviam limitações técnicas; e, graficamente, certamente tivemos os melhores pixel art já vistos – novamente, pelo equilíbrio naturalmente oferecido pelos hardwares nem tão fracos (8 bit) nem tão poderosos (era PlayStation) que os estimulassem a “ir 3D”. E os computadores eram bem mais potentes que os consoles, mas seus jogos em geral não tinham a mesma abordagem. Por fim, é importante ressaltar que estamos falando da era pré-3D onde os computadores só tinham poder para “ensaiar” jogos com X, Y e Z e os videogames menos, bem menos ainda.

Estes fatores estimulavam os desenvolvedores de jogos a ultrapassarem os (ainda) muito impositivos limites de hardware – e da criatividade. E parece mesmo que a dificuldade estimula o ser humano a dar verdadeiramente o melhor, o máximo de si. Por isso, gostaria de celebrar alguns exemplos de jogos que transmitem este sentimento de obra de arte, em um videogame. Não estou me referindo a um aspecto isolado, como visual, músicas ou até mesmo gameplay. O todo é que define esta qualidade; o indescritível. Ao jogar ou até mesmo observar um destes games, você deverá sentir um prazer similar ao do entusiasta por pinturas: admiração, encantamento e imaginação nas nuvens – ou onde quer que o criador da obra deseje. Também, não estaremos citando somente retrogames – ainda que estes serão a vasta maioria, talvez por terem envelhecido o suficiente. Atualmente, já se discute a inclusão dos jogos eletrônicos como uma oitava forma de arte. Nada mais justo.

Quando pensamos desta maneira com relação aos jogos de videogame, os nomes a seguir são os primeiros que surgem nas mentes de Eric, Danilo e Euler – os blogueiros do Cosmic Effect. Sintam-se em uma galeria de arte, por favor.

Eric encara como obra prima:

Out Of This World

Shadow Of The Colossus

The Dig

Bioforge

Danilo considera estes jogos verdadeiras pinturas:

Braid

The Elders Scrolls IV: Oblivion

Baldur’s Gate

E Euler quando pensa em “obra de arte jogável”, lembra de:

Grim Fandango

Okami

Menções Honrosas
NiGHTS Into Dreams (Saturn, SEGA)
X-Wing Vs. Tie Fighter (PC, Lucas Arts)
God Of War 3 (PS3, SCEA)
King’s Quest VI (PC, Sierra)
Terranigma (SNES, Enix)
Phantasmagoria (PC, Sierra)
Ico (PS2, Team ICO)
Portal (Multi, Valve)
Fallout 1 (PC, Interplay)
Darkseed (PC, Cyberdreams)
E.V.O. Search For Eden (SNES, Enix)

Gostaríamos muito de ouvir os jogos que vocês também consideram obra de gênio, pois temos genuíno interesse em conhecê-los. Lembre-se que não deve necessariamente ser aquele jogo favorito; e sim o que consegue reunir qualidades que o deixa com um sabor diferente dos jogos típicos; um sabor de… obra de arte.

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