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Mini-Reviews: Zone of the Enders HD Collection (Xbox 360)

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Essa coletânea traz dois ótimos “shooters de arena”, nos quais você pilota um robô gigante com total liberdade de movimentos, só que em ambientes controlados. Ambos foram lançados originalmente para o PlayStation 2.

O primeiro ZOE é quase uma prova de conceito: as mecânicas de navegação e combate foram plenamente desenvolvidas e os gráficos eram magníficos para a época, mas há poucas fases e falta criatividade no level design. Ainda assim, os combates são tão ágeis e divertidos que o jogo acaba valendo a pena.

Mas o quente da coletânea é mesmo ZOE2. Os combates ficaram ainda melhores, com a possibilidade de lançar múltiplos disparos teleguiados contra nuvens de inimigos ao melhor estilo Panzer Dragoon. As fases são bem mais variadas, com ambientes que exigem novas estratégias. Dá até para arrancar partes do cenário para lançar contra os inimigos.

A coletânea é altamente recomendada tanto para fãs de robôs japoneses quanto para fãs de shooters.


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Mini-Reviews: The Starship Damrey (3DS eShop)

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Para quem não conhece o gênero Visual Novel, eu resumo: são jogos com ênfase na história, dos quais você não deve exigir muito em termos de jogabilidade. O foco está em viver a história e sentir-se parte dela. Assim é The Starship Damrey, e você deve ter isso em mente ao ler reviews por aí, pois tem muita gente analisando os quesitos errados em um jogo como esse.

Você começa preso em um lugar não identificado. Usando um terminal de computador, você controla remotamente um robô de manutenção, e é através dele que vai explorar os corredores da espaçonave Damrey para solucionar o mistério de quem você é e que diabos está acontecendo.

O jogo é curto, mas a trama é excelente e apresentada com muita inteligência. A nave parece abandonada; você aprende sobre a tripulação entrando em seus aposentos e vendo o que guardavam em seus armários e mesas. É uma experiência fascinante, sutil e profundamente solitária, com um desfecho surpreendente. Os fãs de sci-fi de qualidade não devem perder.


Mini-Reviews: Dead Space (PC) + Dead Space: Extraction (Wii)

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Peguei esses dois para jogar na mesma época, e ficava alternando entre um e outro a cada fase. Foi muita sorte, porque essa é a melhor maneira de curti-los.

O Dead Space original é um survival horror tenso ao extremo. Uma nave abandonada, corredores estreitos e a solidão do espaço — ou quase, pois não faltam criaturas horripilantes. Pior que nem dá para apelar para headshots: você tem que desmembrar os bichos com disparos certeiros em suas articulações, enquanto eles se deslocam rapidamente como asquerosas baratas. Dá um medo desgraçado, de fazer inveja aos primeiros Silent Hill.

Dead Space: Extraction é o “primo esquisitão”: um rail shooter, você só controla a mira. Mas ao contrário de outros jogos do gênero, Extraction tem ótimos personagens e uma trama tensa e elaborada, que dá ainda mais profundidade à já excelente história do jogo original. A ação é altamente satisfatória, e não faltam grandes momentos, incluindo uma assombrosa caminhada no espaço. Imperdíveis, os dois jogos.


Mini-Reviews: Dark Messiah of Might and Magic: Elements (Xbox 360)

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Dark Messiah pintou baratinho numa promoção da LIVE no ano passado. Li críticas ruins, dizendo que a versão de PC era muito melhor.

Se isso é verdade eu não sei, mas adorei o jogo. É fantasia medieval em primeira pessoa, com fases muito bacanas nas quais você explora cavernas cheias de armadilhas, anda por esgotos, cruza túneis escuros infestados por aranhas gigantes… é AWESOME. Adorei a ambientação.

Há quatro classes de personagens disponíveis. Escolhi o assassino, que usa basicamente adagas, podendo se aproximar sorrateiramente por trás dos inimigos e matá-los com um só golpe surpresa. O elemento de stealth funciona muito bem e de maneira bastante atmosférica. A visão noturna exclusiva da minha classe tornou a exploração de túneis escuros muito envolvente. Jogar com outras classes deve oferecer uma experiência completamente diferente.

Honestamente, não entendo a malhação generalizada e recomendo fortemente o jogo aos fãs de aventuras ao estilo Dungeons & Dragons.


Mini-Reviews: Prince of Persia 2008 (PC)

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Depois da bem-sucedida e desafiadora trilogia Sands of Time, a franquia Prince of Persia estava começando a se repetir. Para sair da mesmice, a Ubisoft resolveu sonhar tudo de novo em 2008 com esta abordagem… inusitada.

Que o jogo é belíssimo, ninguém discute. A polêmica é que o príncipe não morre: sempre que erra um salto, é salvo por sua parceira de aventura e pode tentar de novo. Sim, heresia instantânea para os velhos fãs, mas as aparências enganam!

O que a Ubisoft fez foi multiplicar por mil as peripécias acrobáticas do príncipe. Há sequências alucinantes de saltos ousados misturados a descidas em alta velocidade por rampas e escaladas em paredes; momentos que seriam frustrantes e inviáveis em jogos implacáveis como seus antecessores, que puniam o jogador a cada erro. Prince 2008 dá sim uma canja ao jogador, mas essa canja é um preço a pagar por uma experiência deliciosa e inesquecível. A trama empolga, o clima envolve e o final é extraordinário. Recomendadíssimo.


Mini-Reviews: Catherine (Xbox 360)

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Este puzzle da Atlus vendeu 500 mil cópias. Metade deve ter ido parar nas mãos de adolescentes virgens em busca de um pouco de “sacanagem animética”. Mas se você pretende comprar o jogo só por causa do “boob factor”, pense duas vezes!

Catherine é sim meio safadinho, mas é um PUZZLE safadinho. E um puzzle daqueles infernais, descabelantes. Durante o dia, o herói enche a cara no bar com os amigos e tenta “gerenciar” duas garotas: a namorada que quer casar e uma fogosa e desinibida amante. Mas toda noite, um pesadelo o leva a uma enorme torre que ele deve escalar movendo blocos. É frenético, viciante e exige o domínio de várias estratégias.

A trama sobrenatural, que mistura sexo, horror e medo de compromisso, vai ter mais impacto sobre quem é casado ou já sente a pressão. Nos intervalos entre as fases, as decisões do jogador conduzem o protagonista para os braços da namorada ou para os seios da amante. Não vi os oito finais, mas adorei o louco destino que dei ao meu personagem.


Mini-Reviews: Final Fantasy XIII (Xbox 360)

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Fãs e críticos espinafraram este jogo por ser linear demais: você passa o tempo quase todo andando por corredores sem muitas opções de exploração. Mas esse também é o maior trunfo de FFXIII, que corta todas as “gordurinhas” típicas de RPGs.

A trama, movimentadíssima, segue que nem uma flecha do início ao fim, sem nunca perder o pique (coisa rara em RPGs). Os personagens não são lá grandes coisas, mas são unidos por uma luta desesperada por suas vidas, que somada à mecânica otimizada dos combates dá ao jogo um ritmo invejável.

Com o sistema de paradigmas, você não precisa escolher magias nas batalhas: apenas diz “você é o healer e você é o cara das magias de ataque” e pronto, o jogo escolhe as magias com base nas suas ordens.

Parece fácil? Não é: até as batalhas comuns são desafiadoras e exigem um uso criterioso dos paradigmas, senão é derrota na certa. Quem anda meio de saco cheio dos excessos do gênero como eu vai amar; os demais devem passar longe.