Cosmic Fast #15 – Brasil Game Show 2011

Entre os dias 5 e 9 de outubro, aconteceu a “maior feira de games da América Latina”: Brasil Game Show, no Rio de Janeiro. A feira é um convite a qualquer apaixonado por videogames, está em sua terceira edição anual e foi idealizada por um dos maiores colecionadores do Brasil, o empresário Marcelo Tavares.

Neste Cosmic Fast, acompanhe a visita do nosso Mario Cavalcanti ao primeiro e terceiro dias da feira. Além da ênfase nos lançamentos do ano, o ambiente contou com um “Museu dos Games” exibindo consoles de todas as gerações (inclusive o Microvision, primeiro portátil de cartuchos, muito raro) e até a proposta de um arcade com algumas máquinas antigas — ainda que tenha ficado um pouquinho vazio, infelizmente. Mas o evento parece ter sido um sucesso, com seus jogos de Atari 2600 em telões até Just Dance 3 no Kinect, curiosamente um título muito apreciado por fãs de… Fantasy Zone?

Nossa cobertura do BGS 2011 é apenas um passeio pela feira ao som da boa game music e algumas surpresas ao longo do caminho, preparadas pelo “Cosmic Effect Team” :) Aumente o volume e clique play no…

Cosmic Fast

Episódio #15: Brasil Game Show 2011

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NOVO!

Se preferir, faça o download do vídeo em máxima qualidade
(clique com o botão direito no link abaixo e “salve como”):

Download Cosmic Fast #15: Brasil Game Show 2011

(1.1 GB MPEG4/H264 baseline, 1080p, Audio AAC 224 kbps)

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Canais somente com vídeos originais produzidos pelo Cosmic Effect

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Dia Da Árvore 2011

Hoje, dia 21 de setembro, comemora-se no Brasil o Dia da Árvore. E, para celebrar a data, pensei em seguir a mesma linha daquele post sobre a Medusa, só que, dessa vez, listando games memoráveis ou desconhecidos onde a árvore (ou partes dela) tem um papel importante: seja no cenário, como item ou até mesmo como chefe de fase (evitei aqui os jogos de RPG, senão a lista seria infinita).

E antes que alguém pense que este é um post forçado, encare de outra forma: nos dias de hoje, consciência ambiental é fundamental, e todo retrogamer (e new gamer) que se preze, amantes de parafernálias tecnológicas, se preocupa com o meio ambiente. É uma boa defesa, não? (risos). Além do mais, qual retrogamer não gosta de recordar bons jogos? Então vamos nessa. Ah, e árvore, parabéns! Obrigado pelo oxigênio, pela sombra, e espero que encontremos cada vez mais formas de preservá-la.

Frogger (1981)
Plataformas: Arcade, Atari 2600 e outras

Ao lado de Pac-Man, Pitfall e Yars’ Revenge, Frogger foi um dos primeiros jogos que tive no Atari. Acho difícil um retrogamer não lembrar do sapinho que precisava atravessar uma avenida e um riacho, se esquivando de veículos e usando toras de árvore e cascos de tartarugas como pontes. As toras talvez sejam os elementos mais memoráveis desse jogo, depois do próprio sapinho, e por isso ele figura aqui na lista. Engraçado que eu lembro de me sentir mais seguro pegando carona nos troncos, em vez dos cascos, talvez por ser uma linha reta. Curiosamente, soube só há pouco tempo que a versão arcade, ou seja, a original, foi criada em parceria entre a Sega e a Konami. Legal, hein?

Magical Tree / Árvore Mágica (1985)
Plataforma: MSX

O nome já demonstra que aqui a árvore tem papel importante. Nesse game, você está na pele de um pequeno índio que deve escalar a Árvore Mágica, uma árvore tão alta que passa por nuvens. Entre os desafios (além do fato de escalar) estão corujas e raios (que saem de nuvens com caras de mal). Esse jogo me garantiu horas de diversão. Outra coisa que não posso deixar de mencionar é que a música do gameplay do Magical Tree está na lista das trilhas sonoras que até hoje sei assobiar (mentalmente, claro. Não fico por aí assobiando game musics assim sem cobrar nada). Se você não conheceu Magical Tree ou quer relembrar o jogo, aconselho fortemente ler esta resenha do nosso prezado amigo Gagá. Está tudo lá e não preciso dizer mais nada. Até os comentários da galera são bons. Mas termina de ler o post aqui antes, né?

The Legend of Kage (1985)
Plataforma: Arcade, NES

Não me pergunte por qual motivo, mas eu não tinha coragem de jogar esse jogo nos fliperamas. Simplesmente o achava difícil só de olhar, e sempre tinha um marmanjo jogando. E o jogo não é assim nada demais. Tem outros da mesma época que talvez sejam mais difíceis e eu jogava, como Ghost’n Goblins, Black Dragon, Double Dragon e Tiger Road. Enfim, em Legend of Kage você assume o papel de Kage (que significa Sombra), um jovem ninja que passa por vários cenários e desafios para resgatar a princesa Kiri, que está nas mãos dos vilões Yuki e Yoshi. O jogo já começa em uma densa floresta, na qual você pode escalar árvores e inclusive travar duelos aéreos com ninjas do mal. As armas do herói são shurikens e uma espada curta (capaz de rebater shurikens inimigos). O lance de escalar árvores era bem utilizado, por isso ficou marcado. Pensou em The Legend of Kage, pensou em florestas e em saltos pelas árvores. Quando eu olhava pra tela do jogo em um fliperama, sempre tinham árvores. Duas décadas depois, esse jogo ganhou uma sequência para o Nintendo DS, The Legend of Kage 2, e manteve os mesmos elementos, inclusive muitas árvores, o que mostra que é uma característica da franquia.

Fantasy Zone II (1987)
Plataformas: Master System

Enquanto alguns ignoravam este game devido ao seu visual fofinho, o encarei como um side scrolling shooter bem desafiante. Fantasy Zone II certamente foi um dos jogos que mais dominei. Isso, claro, depois de adquirir o Rapid Fire, o tal adaptador para joystick que habilitava repetição automática dos botões. Na TV, chegou a passar comerciais da Tec Toy sobre o Rapid Fire, e o jogo que usavam como exemplo era justamente o Fantasy Zone II. Quando vi, pensei “é disso que preciso”, e foi assim que passei a zerar o jogo inúmeras vezes. O primeiro chefe de fase é uma árvore cíclope. O carismático personagem Opa-Opa deve desviar-se de toras menores que ficam flutuando e vindo na sua direção, bem no estilo Frogger. O jogo foi portado para outras plataformas, como MSX e NES, mas o original do Master System é emblemático, com excelente jogabilidade.

Castle of Illusion (1990)
Plataformas: Mega Drive, Master System

A aventura do Mickey Mouse para o Mega Drive foi um dos jogos que mais conquistaram os fãs da plataforma, por muitos motivos: jogabilidade, gráficos, trilha sonora, desafio, humor… tudo de primeira linha. Quem não se lembra do estágio na fábrica de brinquedos, ou do estágio das sobremesas? Pois bem, o jogo do rato mais famoso do planeta figura na lista porque o chefe da primeira fase, que, por sinal, se passa numa floresta, é uma árvore gigante e mal intencionada. O rosto da árvore se desprende e vira um tronco que rola na direção do Mickey.

The Way of the Tiger (1986)
Plataformas: ZX Spectrum, MSX

Um jogo um tanto quanto raro – e um dos inúmeros games de ninja que existiam no MSX. Em The Way of the Tiger você faz treinamento ninja sem armas, com espadas ou com bastões. Eu tinha esse jogo no MSX, na época das fitas cassetes ainda. Por ser um port do ZX Spectrum, o gráfico não era nada atraente, mas joguinhos de luta eram sempre bem-vindos na minha infância. Uma das cenas clássicas deste título é a luta de bastões em cima de um tronco que cruzava um córrego fazendo papel de ponte. Você precisava derrubar seu oponente acertando-o em lugares estratégicos, ora golpeando a cabeça, ora golpeando as pernas. Podia arriscar dar pulos para se esquivar dos golpes, mas numa dessas você poderia escorregar no tronco e cair no riacho. Aí era fim de combate.

Pitfall (1982)
Plataformas: Atari 2600

Sim! Pitfall, um dos games que mais inspiram as páginas e vídeos do Cosmic Effect, não poderia ficar de fora. Certamente nosso querido mascote Harry ficou feliz por esta lembrança. Pensou em Pitfall, pensou em florestas, árvores, cipós e troncos rolando. Esse jogo foi um dos responsáveis por chamar a minha atenção para cenários de games. A propósito, quando eu era pequeno, meu pai comprou esse jogo com o nome de Pantanal (seguindo a tradição daquelas brilhantes traduções de títulos do Atari e do Odissey).

Double Dragon I e II (1987 e 1988)
Plataformas: Arcade e diversas outras

Poderia ficar horas falando sobre Double Dragon, que é o meu jogo do coração e um dos mais brilhantes dos arcades nos anos 80. A música e os detalhes do cenário foram só alguns dos elementos que me deixaram louco. Anteriormente mencionei que nunca joguei The Legend of Kage nos fliperamas por achar difícil. Engraçado que quando conheci o Double Dragon, também tive medo de jogar, mas fiquei tão deslumbrado, que fui comprando fichas e treinando, até me tornar um verdadeiro mestre. Zerava Double Dragon sem perder vidas. A terceira fase do Double Dragon é clássica e se passa em uma floresta, com direito a árvores cortadas. Já na sequência, Double Dragon II, uma tora de árvore torna-se um dos objetos que podemos pegar para arremessar nos inimigos. Pequenos detalhes que a gente não esquece.

World Games / Jogos Mundiais (1987)
Plataformas: Amiga, Amstrad CPC, Apple II, Apple IIgs, Atari ST, Commodore 64, NES, DOS, SEGA Master System, Wii, ZX Spectrum

World Games (Jogos Mundiais) é um curioso conjunto aleatório de jogos que fazem sucesso em vários cantos do mundo. São 10 modalidades que vão desde Salto com varas e Sumô, até Esqui e Salto sobre barris. E uma das modalidades é a de rolar em cima de um tronco sobre a água (log rolling) a fim de derrubar seu oponente (vide screenshot). O esporte não é conhecido por aqui, mas já assisti pela ESPN uma vez, quando a emissora transmitiu uma competição mundial de lenhadores (ou coisa do tipo). As dez modalidades do World Games são: Salto sobre barris (Barrel jumping), Montaria em touro (Bull riding); Cabo de guerra (Caber toss); Salto de penhasco (Cliff diving); Rolamento no tronco (Log rolling); Salto de plataforma (Platform diving); Salto com varas (Pole vault); Esqui (Skiing); Sumô (Sumo wrestling) e Levantamento de peso (Weightlifting). Outra curiosidade é que o game foi lançado para uma penca de plataformas, como mostra acima. Só o conheci no MSX.

Mortal Kombat II (1993)
Plataformas: Arcade e outras

Lembro ainda hoje da primeira vez que vi o MKII. Foi numa loja de fliperamas não muito longe da minha casa. E uma coisa que me vem à cabeça quando alguém fala nesse game é o cenário onde aparecem árvores com faces medonhas e que ficavam fazendo cara feia enquanto lutávamos. Nos consoles esse cenário não me chamou tanto a atenção, mas na época, na versão arcade, me pareceu muito bem feito.

É isso. Tenho uma leve impressão que por dentro as árvores da vida real estão tão furiosas quanto essas do Mortal Kombat II, quase que odiando os seres humanos com seus hábitos devastadores. Enfim: valorize a natureza, valorize o que já estava aqui bem antes de nós. E se lembrarem de mais games onde árvores sejam protagonistas ou importantes coadjuvantes, por favor, compartilhe conosco nos comentários! Até a próxima. o/

Arte adicional por Andrey Santos

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Cosmic Fast #14 – A Força Está Com Os Retrogames

Amigos do Cosmic Effect, o 29 de maio de 2011 foi histórico para os baianos. O segundo evento geek da história do estado aconteceu neste dia (o primeiro foi a solitária apresentação do Video Games Live em 2009): O Aliança Salvador, primeiro evento relacionado a Star Wars que aconteceu na capital Salvador, desde o seu lançamento em 1977, realizado pelo Conselho Jedi Bahia. Surpreso com o acontecimento e apenas mais um fã de Star Wars, apareci por lá com o intuito de aproveitar a reunião de fãs da maior saga do cinema e, quem sabe, encontrar outros baianos interessados em retrogaming. E não é que encontramos um novo colaborador para o nosso blog (o Sérgio Oliveira) e até uma garotinha de 3 anos que já fala papai, mamãe e… “Yoda”? :)

Se você leva videogame a sério, é muitíssimo provável que seja um fã do nosso Guerra nas Estrelas. Os filmes de George Lucas foram tão marcantes na vida de tanta gente que, praticamente todo mundo, é fã de Luke, Han Solo, Leia e Vader. Alguns praticam fanatismo por Chewbacca, R2-D2, Boba Fett, Greedo ou até mesmo nutre fascínio pelo co-piloto de Lando; talves até mesmo você seja um adorador dos Ewoks na Batalha de Endor, quem sabe. O fato é: alguma coisa em Star Wars o fascina e não dá pra negar que os quase 100 jogos oficiais lançados até hoje da franquia garantem o status, de longe, de mais bem-sucedida adaptação para videogames do cinema.

Com tantos jogos (que incluem algumas pérolas gamísticas no enorme acervo) e espalhados em tantos gêneros, este Cosmic Fast pretende ser um passeio pela franquia que começou em grande estilo no Atari 2600, atravessou praticamente todas as plataformas de jogos eletrônicos existentes e continua firme e forte, até hoje. Falando em Força… que ela esteja com você, sempre!

Cosmic Fast

Edição #14: A Força Está Com Os Retrogames

Perdoem a qualidade da gravação, mas é que este episódio não foi exatamente previsto, estávamos sem câmera HD no dia. Afinal, evento geek em Salvador ninguém espera! De qualquer maneira, você estará assistindo na melhor qualidade possível – utilizamos a Força das ferramentas de edição de vídeo para melhorar ao máximo o resultado final para vocês :)

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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Lendária Antagonista: A Medusa Nos Retrogames

Ela nem é tão bonita assim, mas seu olhar deixa os homens paralisados. Ou eu deveria dizer… petrificados? Provavelmente vocês conhecem essa figura.

Na mitologia grega, a Medusa é um monstro do sexo feminino, um híbrido de mulher e serpente, e que tem na cabeça, em vez de cabelos, diversas cobrinhas. Quem olha diretamente para seus olhos é transformado em pedra. Nos contos gregos, a criatura foi derrotada pelo heroi Perseu, que, guiado pelo reflexo de um escudo, mas sem olhar direto para a Medusa, conseguiu decapitá-la. Posteriormente, ele usou a cabeça dela como arma (assim como o Kratos gosta de fazer).

Nesse meu post de estreia aqui no Cosmic Effect, relacionei dez games onde a fantástica Medusa marcou presença. Tentei organizar de forma cronológica crescente. Deliciem-se!

Eggerland Mistery (1985 / HAL Laboratory)
Plataforma:
MSX

O nome é estranho? No NES, esse jogo de raciocínio ganhou uma espécie de versão ou continuação chamada Adventures of Lolo (ligou?). Você controla uma coisa azul fofinha (Lolo) que basicamente precisa empurrar caixas de forma estratégica e pegar joias para passar de fase. Existem alguns inimigos, como um dragãozinho que solta fogo quando você passa por ele. Mas a Medusa, que nesse jogo fica com os olhos sempre fechados, é um dos obstáculos mais difíceis, pois você não pode simplesmente passar por ela. Ao fazer isso, a danada abre olhos e solta um raio fulminante. Logo, é preciso empurrar uma caixa para frente dela, a fim de bloquear seus olhares. Eu passava horas jogando esse game na infância. A música ecoa na minha mente até hoje. O MSX ainda teve o Eggerland Mistery 2, e houve um remix (muito bom, por sinal) para o Game Boy Color.

Knightmare (1986 / Konami)
Plataforma:
MSX

O saudoso Knightmare é apontado por muitos MSXzeiros como um dos melhores jogos de MSX. Resumidamente falando, no jogo você controla o valente cavaleiro Popolon, que deve enfrentar uma série de desafios para resgatar Afrodite, a deusa do amor e da beleza, que está presa no castelo do Príncipe das Trevas. Em Knightmare, a Medusa é a chefe logo do primeiro estágio (e é bem retratada com características de uma bruxa). Ela fica se movendo para os lados e lança uma espécie de fumaça ou magia contra você.

Kid Icarus (1986 / Nintendo)
Plataforma:
NES

Talvez a representação mais estranha da Medusa tenha sido nesse primeiro jogo da série. Mas isso tem uma explicação: Palutena, a deusa da luz, ficou chateada com Medusa, a deusa das trevas, e a transformou em um monstro horrendo. Posteriormente, em uma batalha entre treva e luz, Palutena foi capturada pela Medusa, e a tarefa de resgatá-la sobrou pra você! Em Kid Icarus, o jogador controla o anjo guerreiro Pit, um soldado de Palutena (personagem inspirada na deusa Atena) que tem que passar por uma série de desafios para encontrar três tesouros sagrados que vão ajudar a destruir a Medusa e a resgatar Palutena. Logo, neste game a grande serpente aparece como principal vilã. Uma curiosidade: o protagonista Pit chegou a aparecer também no desenho animado Capitão N e em outras franquias de games, como Tetris (versão do NES) e Super Smash Bros. Brawl, do Wii.

Phantasy Star (1988 / Sega)
Plataforma:
Master System

Na primeira versão da lendária série de RPG, a heroína Alis percorre masmorras, florestas e labirintos enfrentando diversos seres. Em alguns momentos, o jogo traz uma perspectiva 3D com jogabilidade em primeira pessoa. Confesso que joguei pouquíssimas vezes esse clássico, onde a Medusa aparece como um dos desafios entre inúmeas criaturas como escorpião, centauro, esqueleto, vampiro, zumbi, lobisomem e dragões. A fantástica protagonista desse post também aparece nas sequências e versões de Phantasy Star para outros consoles.

Lord of the Sword (1988 / Sega)
Plataforma:
Master System

Esse aqui foi indicado pelo Cosmonal, que o considera um dos seus games favoritos no Master System. Inclusive o avatar de arqueiro usado por ele é o protagonista do jogo, o guerreiro medieval Landau. Não lembrava, então baixei pra jogar. Achei ótimo colocarem o botão 1 pra disparar flechas e o 2 pra golpear com a espada. Ou seja, armas de longo e curto alcances são default do personagem. Para pular, usa-se o direcional pra cima. Há uma batalha importante no jogo contra a Medusa. Segundo o Cosmonal, ela foi bem retratada pros padrões 8-bit, por conta do gráfico do jogo ser um pouco acima da média pra época. A tela de abertura também é boa.

Monster Party (1989 / Bandai)
Plataforma:
NES

Aqui a Medusa, um dos chefes da segunda fase (sim, tem mais de um chefe), foi interpretada praticamente sem a sua parte mulher, sendo ela, nesse game, um grande ofídio com os clássicos cabelos de serpentes. Você controla um garoto que, com seu taco de baseball, tem que baixar o cacete em monstros pequenos e grandes. No jogo também figuram outras tradicionais criaturas como múmias, dragões, aranhas gigantes, plantas carnívoras e zumbis. Curiosamente esse jogo não se tornou popular no NES (pelo menos no Brasil), mas poderia, já que tem ingredientes interessantes. Durante o jogo, por exemplo, o heroi se transforma em um dragão (numa vibe meio Altered Beast) quando pega uma determinada pílula.

Rings of Medusa (1991 / Bomico)
Plataformas:
Amiga / Atari-ST / Commodore 64 / IBM PC (DOS)

Sei pouco sobre Rings of Medusa (também chamado de ROM). Cheguei a vê-lo em 1991 no Amiga de um coleguinha da escola. Rodava em disquete de 3 1/2 polegadas (eu babava por esses disquetes, pois no MSX, nessa época, eu só tinha o formato maior, de 5 1/4 polegadas). Nunca baixei para jogar em emulador, mas, recorrendo à Wikipédia, resgatei parte da história, que se passa num mundo imaginário. A tarefa do jogador é ganhar dinheiro para construir um exército a fim de destruir a Medusa. A grana basicamente era levantada comprando itens mais barato em uma cidade e os vendendo mais caro em outras. Naquela época, o jogo já tinha um esquema de mapa interativo que lembra Age of Empires e outros games de estratégia. Ele é classificado como um misto entre adventure e estratégia, com uma pitada de simulação (aliás, no Amiga eram comuns os jogos adventure, estratégia, RPG…). Apesar de eu não ter conseguido uma tela que mostre a Medusa, fica claro que neste jogo ela é a principal vilã (e objeto de todo o enredo). Teve uma continuação (Rings Of Medusa 2 – Return Of Medusa), lançada em 1991, e um remake (Rings Of Medusa Gold) em 1994, ambos para PC (DOS).

Super Castlevania IV (1991 / Nintendo)
Plataforma: Super Nintendo

A híbrida criatura aparece neste clássico como sendo o segundo chefe de fase. E aparentemente aqui ela está com queda de cabelo, visto que as serpentes saltam de sua cabeça e rastejam em direção ao nobre Simon Belmont. Quando nosso vampire killer derrota a Medusa, rola uma pequena explosão de serpentes. A figura fantástica também marca presença em outros games da franquia, como Castlevania: Harmony of Despair (Xbox), Castlevania: Resurrection (DreamCast) e Castlevania: Curse of Darkness (Xbox e PlayStation 2). Uma coisa legal: em Curse of Darkness, existe um anel chamado Anel da Medusa, que oferece resistência à petrificação.

Sexy Parodius (1996 / Konami)
Plataformas:
Arcade / Sega Saturn / PlayStation

No quinto jogo da alucinada série Parodius, a Medusa aparece numa versão toda graciosa, com direito a batom, cílios longos e orelhas pontudas. No arcade, ela é a chefe do quarto estágio e para afetá-la é preciso atirar em seus olhos. Cada vez que se acerta a Medusa, ela emite um gemido um tanto quanto erótico, como se tivéssemos encontrado um ponto G ou coisa do tipo. É um inimigo difícil, já que ela lança raios pelos olhos, e as serpentes na cabeça soltam tiros, proporcionando um festival de projéteis. Está longe de ser um bullet hell, mas dão um certo trabalho. Em 2007, Sexy Parodius foi lançado para o PSP.

God of War (2005 / Sony Computer Entertainment)
Plataforma:
PlayStation 2

Viajando alguns anos para frente, temos o God of War como exemplo de jogo recente onde a Medusa aparece. A história é boa. Em sua passagem pela cidade de Atenas, Kratos, o Fantasma de Esparta, encontra a deusa Afrodite. Ela o diz que os deuses estão esperançosos com seu progresso e que, por causa disso, receberá uma nova habilidade, a capacidade de petrificar seus oponentes. Para isso, entretanto, ele deve derrotar a Medusa, cortando sua cabeça (pois é, “só isso”). Então Kratos, com seu incansável vigor físico que deixa qualquer triatleta no chinelo, parte pra briga. Uma maneira eficaz de escapar do olhar petrificante é sair rolando pelo chão igual um louco. O mais legal é que depois de derrotar a híbrida, o heroi é realmente recompensado com a habilidade de usar a cabeça dela para petrificar outros inimigos. Nesse game, a Medusa é retratada com longas garras afiadas e se movimenta com muita agilidade. Está quase sempre acompanhada de minotauros um tanto quanto violentos. Uma festa! Em God of War 2, Kratos enfrenta uma Medusa maior e mais gordinha.

Conclusão: é interessante notar que em todos os jogos citados a Medusa sempre foi inserida ou como um chefe de fase, ou como um obstáculo relativamente difícil de ser contornado. Isso nos faz concluir que é um senso comum entre as desenvolvedoras adotar a Medusa como um ser com, digamos, valor agregado. Ou seja, evitam usá-la como um inimigo simples. Caso lembrem de outros games, por favor, adicionem nos comentários. Abraços!

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Game Music > Altered Beast – Rise From Your Grave (Unintended Piano Version)

Amigos, esta é uma rápida versão da música lindíssima da primeira fase de Altered Beast. Na verdade, é mais uma performance “ao vivo”, e seria um teaser do que pretendo ainda fazer com esta canção em breve. O tema da primeira fase de Altered Beast do Mega Drive, composta pelo Tohru Nakabayashi (obrigado pela informação, Rafael00Agent) – mesmo compositor da trilha de Golden Axe — é meio que “tema do Mega Drive”, lá do seu início.

O motivo óbvio era o fato do cartucho ser incluído na embalagem das versões iniciais do Mega Drive dos principais mercados. Mesmo antes de Sonic, o 16-bit teve muito sucesso com as conversões de arcade, como sabemos. E Altered Beast era um dos beat’em up de sucesso da SEGA, que foi convertido com perfeição para o console doméstico.

Já no Altered Beast do Master System, onde conheci o jogo, havia tido uma queda por essa música em especial. Mas quando finalmente escutei no Mega Drive… foi um sonho, a canção havia sido elevada à décima potência (só encontrei um arcade do AB alguns anos mais tarde). Antes de ter o MD, eu parava quase que diariamente numa certa loja de um shopping center apenas para olhar o demo do Altered Beast, showcase do Mega Drive.

E, no horário que aparecia por lá (meio-dia, após a escola), o local era vazio e era possível escutar muito, mas muito bem a música. A loja era de departamentos, a sessão de videogames era misturada com a área das roupas — que garantiam uma ótima acústica ao local :)

Pouco tempo depois, comprei meu primeiro teclado (por volta de 1992) e uma das primeiras músicas que tentei tirar de ouvido foi Rise From Your Grave. Até hoje, quando vejo um piano (real), uma das músicas que obrigatoriamente executo é esta clássica de Altered Beast.

Por conta de tocá-la muito, durante quase duas décadas, passei a improvisar bastante em cima da original. Às vezes, passava (passo) meia hora ou mais somente tocando a mesma música… viajando nos arranjos e improvisando… Power up!

Apesar da história toda, esta faixa que lhes apresento é somente, repetindo, um pequeno (1 min.) teaser (somente piano e algumas cordas) do que pretendo realizar em breve, com uma versão “full featured” da Rise From Your Grave, que deve ser a game music que mais performei desde que me entendo por “gamer músico” (risos) e que me traz tão intensamente a nostalgia do início da era 16-bit.

É isso amigos, espero que curtam esta “rapidinha” da…

“Rise From Your Grave (Unintended Piano Version)”
(clique em ▼ no player para baixar a MP3)

Altered Beast – Rise From Your Grave (Unintended Piano Version) (by Cosmonal)
Versão por (c) 2011 Eric Fraga

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