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Cosmic Fast #10 – MSXRio’2011

MSX. O microcomputador de muito brasileiro marmanjo que hoje trabalha no ramo da computação.

MSX. O microcomputador que era considerado um “videogame de luxo”.

MSX. O microcomputador que…

…foi tanta coisa, pra tanta gente. Aqui no Brasil, foi um sucesso nos anos 80, e alguns dizem que ele até salvou o país do crash dos jogos eletrônicos, que acontecia nos EUA. Mas o MSX foi muito mais do que isso: é motivo de paixão de micreiros de várias partes do mundo, especialmente no Brasil. O Mario Cavalcanti, nosso correspondente do Rio de Janeiro, foi até o encontro MSXRio’2011, organizado pela comunidade de MSX mais antiga em atividade no Brasil. O encontro, que acontece anualmente desde 1996, é um negócio super-divertido: imagina um “fliperama com todo mundo só jogando MSX”. Ou seja, uma espécie de variante do paraíso.

Mais do que a cobertura do encontro, este Cosmic Fast é um convite à celebração do computador mais videogame que já existiu. Sem mais delongas, prepare-se para curtir o MSX em Full HD no…

Cosmic Fast

Edição #10: MSXRio’2011

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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Lendária Antagonista: A Medusa Nos Retrogames

Ela nem é tão bonita assim, mas seu olhar deixa os homens paralisados. Ou eu deveria dizer… petrificados? Provavelmente vocês conhecem essa figura.

Na mitologia grega, a Medusa é um monstro do sexo feminino, um híbrido de mulher e serpente, e que tem na cabeça, em vez de cabelos, diversas cobrinhas. Quem olha diretamente para seus olhos é transformado em pedra. Nos contos gregos, a criatura foi derrotada pelo heroi Perseu, que, guiado pelo reflexo de um escudo, mas sem olhar direto para a Medusa, conseguiu decapitá-la. Posteriormente, ele usou a cabeça dela como arma (assim como o Kratos gosta de fazer).

Nesse meu post de estreia aqui no Cosmic Effect, relacionei dez games onde a fantástica Medusa marcou presença. Tentei organizar de forma cronológica crescente. Deliciem-se!

Eggerland Mistery (1985 / HAL Laboratory)
Plataforma:
MSX

O nome é estranho? No NES, esse jogo de raciocínio ganhou uma espécie de versão ou continuação chamada Adventures of Lolo (ligou?). Você controla uma coisa azul fofinha (Lolo) que basicamente precisa empurrar caixas de forma estratégica e pegar joias para passar de fase. Existem alguns inimigos, como um dragãozinho que solta fogo quando você passa por ele. Mas a Medusa, que nesse jogo fica com os olhos sempre fechados, é um dos obstáculos mais difíceis, pois você não pode simplesmente passar por ela. Ao fazer isso, a danada abre olhos e solta um raio fulminante. Logo, é preciso empurrar uma caixa para frente dela, a fim de bloquear seus olhares. Eu passava horas jogando esse game na infância. A música ecoa na minha mente até hoje. O MSX ainda teve o Eggerland Mistery 2, e houve um remix (muito bom, por sinal) para o Game Boy Color.

Knightmare (1986 / Konami)
Plataforma:
MSX

O saudoso Knightmare é apontado por muitos MSXzeiros como um dos melhores jogos de MSX. Resumidamente falando, no jogo você controla o valente cavaleiro Popolon, que deve enfrentar uma série de desafios para resgatar Afrodite, a deusa do amor e da beleza, que está presa no castelo do Príncipe das Trevas. Em Knightmare, a Medusa é a chefe logo do primeiro estágio (e é bem retratada com características de uma bruxa). Ela fica se movendo para os lados e lança uma espécie de fumaça ou magia contra você.

Kid Icarus (1986 / Nintendo)
Plataforma:
NES

Talvez a representação mais estranha da Medusa tenha sido nesse primeiro jogo da série. Mas isso tem uma explicação: Palutena, a deusa da luz, ficou chateada com Medusa, a deusa das trevas, e a transformou em um monstro horrendo. Posteriormente, em uma batalha entre treva e luz, Palutena foi capturada pela Medusa, e a tarefa de resgatá-la sobrou pra você! Em Kid Icarus, o jogador controla o anjo guerreiro Pit, um soldado de Palutena (personagem inspirada na deusa Atena) que tem que passar por uma série de desafios para encontrar três tesouros sagrados que vão ajudar a destruir a Medusa e a resgatar Palutena. Logo, neste game a grande serpente aparece como principal vilã. Uma curiosidade: o protagonista Pit chegou a aparecer também no desenho animado Capitão N e em outras franquias de games, como Tetris (versão do NES) e Super Smash Bros. Brawl, do Wii.

Phantasy Star (1988 / Sega)
Plataforma:
Master System

Na primeira versão da lendária série de RPG, a heroína Alis percorre masmorras, florestas e labirintos enfrentando diversos seres. Em alguns momentos, o jogo traz uma perspectiva 3D com jogabilidade em primeira pessoa. Confesso que joguei pouquíssimas vezes esse clássico, onde a Medusa aparece como um dos desafios entre inúmeas criaturas como escorpião, centauro, esqueleto, vampiro, zumbi, lobisomem e dragões. A fantástica protagonista desse post também aparece nas sequências e versões de Phantasy Star para outros consoles.

Lord of the Sword (1988 / Sega)
Plataforma:
Master System

Esse aqui foi indicado pelo Cosmonal, que o considera um dos seus games favoritos no Master System. Inclusive o avatar de arqueiro usado por ele é o protagonista do jogo, o guerreiro medieval Landau. Não lembrava, então baixei pra jogar. Achei ótimo colocarem o botão 1 pra disparar flechas e o 2 pra golpear com a espada. Ou seja, armas de longo e curto alcances são default do personagem. Para pular, usa-se o direcional pra cima. Há uma batalha importante no jogo contra a Medusa. Segundo o Cosmonal, ela foi bem retratada pros padrões 8-bit, por conta do gráfico do jogo ser um pouco acima da média pra época. A tela de abertura também é boa.

Monster Party (1989 / Bandai)
Plataforma:
NES

Aqui a Medusa, um dos chefes da segunda fase (sim, tem mais de um chefe), foi interpretada praticamente sem a sua parte mulher, sendo ela, nesse game, um grande ofídio com os clássicos cabelos de serpentes. Você controla um garoto que, com seu taco de baseball, tem que baixar o cacete em monstros pequenos e grandes. No jogo também figuram outras tradicionais criaturas como múmias, dragões, aranhas gigantes, plantas carnívoras e zumbis. Curiosamente esse jogo não se tornou popular no NES (pelo menos no Brasil), mas poderia, já que tem ingredientes interessantes. Durante o jogo, por exemplo, o heroi se transforma em um dragão (numa vibe meio Altered Beast) quando pega uma determinada pílula.

Rings of Medusa (1991 / Bomico)
Plataformas:
Amiga / Atari-ST / Commodore 64 / IBM PC (DOS)

Sei pouco sobre Rings of Medusa (também chamado de ROM). Cheguei a vê-lo em 1991 no Amiga de um coleguinha da escola. Rodava em disquete de 3 1/2 polegadas (eu babava por esses disquetes, pois no MSX, nessa época, eu só tinha o formato maior, de 5 1/4 polegadas). Nunca baixei para jogar em emulador, mas, recorrendo à Wikipédia, resgatei parte da história, que se passa num mundo imaginário. A tarefa do jogador é ganhar dinheiro para construir um exército a fim de destruir a Medusa. A grana basicamente era levantada comprando itens mais barato em uma cidade e os vendendo mais caro em outras. Naquela época, o jogo já tinha um esquema de mapa interativo que lembra Age of Empires e outros games de estratégia. Ele é classificado como um misto entre adventure e estratégia, com uma pitada de simulação (aliás, no Amiga eram comuns os jogos adventure, estratégia, RPG…). Apesar de eu não ter conseguido uma tela que mostre a Medusa, fica claro que neste jogo ela é a principal vilã (e objeto de todo o enredo). Teve uma continuação (Rings Of Medusa 2 – Return Of Medusa), lançada em 1991, e um remake (Rings Of Medusa Gold) em 1994, ambos para PC (DOS).

Super Castlevania IV (1991 / Nintendo)
Plataforma: Super Nintendo

A híbrida criatura aparece neste clássico como sendo o segundo chefe de fase. E aparentemente aqui ela está com queda de cabelo, visto que as serpentes saltam de sua cabeça e rastejam em direção ao nobre Simon Belmont. Quando nosso vampire killer derrota a Medusa, rola uma pequena explosão de serpentes. A figura fantástica também marca presença em outros games da franquia, como Castlevania: Harmony of Despair (Xbox), Castlevania: Resurrection (DreamCast) e Castlevania: Curse of Darkness (Xbox e PlayStation 2). Uma coisa legal: em Curse of Darkness, existe um anel chamado Anel da Medusa, que oferece resistência à petrificação.

Sexy Parodius (1996 / Konami)
Plataformas:
Arcade / Sega Saturn / PlayStation

No quinto jogo da alucinada série Parodius, a Medusa aparece numa versão toda graciosa, com direito a batom, cílios longos e orelhas pontudas. No arcade, ela é a chefe do quarto estágio e para afetá-la é preciso atirar em seus olhos. Cada vez que se acerta a Medusa, ela emite um gemido um tanto quanto erótico, como se tivéssemos encontrado um ponto G ou coisa do tipo. É um inimigo difícil, já que ela lança raios pelos olhos, e as serpentes na cabeça soltam tiros, proporcionando um festival de projéteis. Está longe de ser um bullet hell, mas dão um certo trabalho. Em 2007, Sexy Parodius foi lançado para o PSP.

God of War (2005 / Sony Computer Entertainment)
Plataforma:
PlayStation 2

Viajando alguns anos para frente, temos o God of War como exemplo de jogo recente onde a Medusa aparece. A história é boa. Em sua passagem pela cidade de Atenas, Kratos, o Fantasma de Esparta, encontra a deusa Afrodite. Ela o diz que os deuses estão esperançosos com seu progresso e que, por causa disso, receberá uma nova habilidade, a capacidade de petrificar seus oponentes. Para isso, entretanto, ele deve derrotar a Medusa, cortando sua cabeça (pois é, “só isso”). Então Kratos, com seu incansável vigor físico que deixa qualquer triatleta no chinelo, parte pra briga. Uma maneira eficaz de escapar do olhar petrificante é sair rolando pelo chão igual um louco. O mais legal é que depois de derrotar a híbrida, o heroi é realmente recompensado com a habilidade de usar a cabeça dela para petrificar outros inimigos. Nesse game, a Medusa é retratada com longas garras afiadas e se movimenta com muita agilidade. Está quase sempre acompanhada de minotauros um tanto quanto violentos. Uma festa! Em God of War 2, Kratos enfrenta uma Medusa maior e mais gordinha.

Conclusão: é interessante notar que em todos os jogos citados a Medusa sempre foi inserida ou como um chefe de fase, ou como um obstáculo relativamente difícil de ser contornado. Isso nos faz concluir que é um senso comum entre as desenvolvedoras adotar a Medusa como um ser com, digamos, valor agregado. Ou seja, evitam usá-la como um inimigo simples. Caso lembrem de outros games, por favor, adicionem nos comentários. Abraços!

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Cosmic Fast #6 – Adventure

Amigos, sem muita conversa aqui no texto – estou muito ansioso para compartilhar com vocês a experiência da primeira vez… er… da primeira grande aventura em um videogame :) É isso aí, vamos lá.

Cosmic Fast

Edição #6: Adventure

Observação: é importante para a atmosfera deste vídeo que seu
volume esteja no mais alto possível ou então que esteja utilizando
um headphone. Confie em mim, prometo que não irá se arrepender.
E não se esqueça da tela cheia :)
(versão 720p está disponível)

Versão “podcast”
(Somente áudio, clique em ▼ no player para baixar MP3)

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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Mr. Chin (MSX)

Por Euler Vicente.

Com tantos jogos famosos para o MSX, o que motiva revisitar  um título praticamente desconhecido? O primeiro motivo é exatamente esse: há bastante conteúdo abordando medalhões como Knightmare ou Goonies, mas nunca encontrei de Mr. Chin. Afinal de contas, nós do Cosmic Effect gostamos de inovar! :D O segundo motivo é o aniversário de 25 anos que meu cartucho do Mr. Chin faz em 2011!

Minha relação com este jogo começou no Natal de 1986. Foi uma época inesquecível, pois ali eu ganhava meu melhor presente até hoje: um Expert da Gradiente!

Comprado na Mesbla do recém-inaugurado Shopping Piedade em Salvador, meu Expert veio acompanhado, além do “Ligue-se ao Expert”, do Mr. Chin, que pude escolher dentre as poucas opções disponíveis na loja.

Sobre o jogo

Controlamos o Mr. Chin, um artista de circo que faz aquele número em que o malabarista equilibra pratos. O objetivo é basicamente manter os pratos equilibrados, girando-os nos mastros. Quando o Mr. Chin conseguir equilibrar todos os pratos, você passa de fase. No momento em que um prato cai, o jogador perde. Simples e divertido.

Mas a missão não é tão fácil assim. Os pratos equilibrados vão perdendo força e girando cada vez mais devagar. Então, a medida em que vamos equilibrando novos pratos, temos de ficar atentos aos pratos equilibrados anteriormente para que não caiam. Além disso, há um espírito de porco no circo que faz de tudo para estragar o espetáculo do Mr. Chin.

É divertido, sim!

A dinâmica da preocupação que o jogador deve ter com os pratos é o charme do gameplay. O efeito do prato girando mais devagar é muito bem feito, por sinal. Percebemos claramente quando ele está prestes a cair. É nesse momento que o jogo fica divertido! É um desespero sair correndo em direção do prato que está perto de beijar o chão, subir no mastro e girá-lo novamente. Imaginem ter de fazer isso com até 15 pratos simultanemanete e ainda com um sacana te jogando facas e pratos?

À medida em que avançamos, as fases se tornam cada vez mais complexas, mas sempre com a mesma premissa.

Estratégias são essenciais para avançarmos de fase. Percebi que uma boa é nunca equilibrar os pratos do próximo andar sem antes girar novamente todos os pratos dos andares inferiores do cenário. Assim, ganhamos mais um tempoinho para trabalhar com os pratos do andar em que estamos, sem ter de se preocupar em descer para girá-los a todo instante.

Esse é o típico jogo que faria sucesso num dispositivo móvel de hoje em dia!

Parabéns Mr. Chin!

A caminhada que meu cartucho do Mr. Chin percorreu até hoje é impressionante e o cartucho está em perfeito estado, ainda na embalagem original da Gradiente. É um verdadeiro sobrevivente:

– Passou por duas mudanças de cidade da minha família (alguma coisa sempre se perde em meio à mudança);
– Depois que ganhei o drive de disco 5 1/4, decidi vender todos os cartuchos, pois já tinha os mesmos jogos em disquete. Mr. Chin foi o único que não consegui vender na época, apesar de ter tentado bastante;
– Tempos depois, tive que vender meu MSX para comprar meu primeiro PC (um 386) e o comprador do MSX não quis levar o cartucho!

E para não dar mais sopa para o azar e acabar perdendo o cartucho, decidi doar o cartucho para a coleção do Eric. Hoje o cartucho se encontra são e salvo (espero! :P) na “coleção Cosmic Effect de raridades gamísticas”.

Parabéns Mr. Chin! E que venham mais 25 anos de vida!

E vocês? Têm alguma estória parecida? Compartilhem conosco nos comentários!

SCORE

GAMEPLAY: Uma idéia simples, mas original que garante a diversão 5/5
GRÁFICOS:
São simples se comparados ao de títulos da KONAMI por exemplo, mas pelo menos são coloridos. O efeito do prato girando ficou bom 3/5
SOM:
Atende ao propósito, mas nada de excepcional 3/5
TRILHA SONORA:
Há uma musiquinha chinesa no começo do jogo que é até legal. Durante o jogo também rola uma música que ajuda a ditar o ritmo da partida 3/5
DIFICULDADE:
Na medida certa. Aumenta progressivamente, como manda o figurino  4/5

DADOS

NOME: Mr. Chin
PLATAFORMA: MSX 1
DISPONÍVEL EM: Cartucho e PC via emuladores
DESENVOLVEDORA: HAL Laboratory, Inc
DISTRIBUIDORA: HAL Laboratory, Inc
ANO: 1984

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