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Revista Jogos 80 – Especial De Natal 2011

Amigos, o Marcus Garrett, autor do livro 1983: O Ano dos Videogames no Brasil, pilota outro projeto muito legal: a revista Jogos 80. Foram publicadas 7 edições incrivelmente bem-feitas, altamente nostálgicas e informativas, entre os anos 2004 e 2006.

Sempre dividindo igualmente seu conteúdo entre os consoles e os computadores da marcante década de 80, a revista retornou no final de 2010 em sua sétima edição e, após o lançamento do seu livro, o Marcus voltou sua atenção para a publicação online em grande estilo: esta edição “Especial de Natal”, terá mais de 100 páginas! A julgar pelas edições anteriores… teremos conteúdo suficiente para o Natal mais feliz dos últimos anos-retrô de nossas vidas! :)

Nota pessoal: as primeiras edições tiveram uma grande influência sobre meu interesse em comprar consoles antigos. Ao terminar de ler a primeira edição, em 2004, imediatamente fui procurar um Atari 2600 para comprar e… o resto é “história”. Dá pra dizer que a Jogos 80 foi a “gota d’água que faltava” para que me tornasse um pequeno colecionador de videogames antigos.

Oferecendo conteúdo 100% original, a Jogos 80 é um projeto que nós, retrogamers brazucas, somos privilegiados em ter disponível por aqui. Não somente revisitando jogos antigos, os caras tentam resgatar informações históricas – uma matéria favorita está presente na segunda edição, onde o Marcus fez uma visita aventureira ao local onde ficava o escritório da Canal 3, pioneira fabricante de cartuchos Atari no Brasil.

Com arte e tipografia que remonta às revistas da época, lembrando em estilo a Atari Age americana, é um trabalho imperdível que deve ser conhecido. Baixem e divulguem, amigos: o download da edição integral é gratuito no site www.jogos80.com.br. Nem o Pac-Man vai perder esta edição da Jogos 80…

Arte do Banner: Andrey Santos

 Chegou a nova edição da Jogos 80 (número 8), especial de Natal, com muita coisa bacana e com 117 páginas! Passamos 6 meses preparando a revista e esperamos que ela esteja do agrado de vocês. Eis um pouco do que encontrarão nela:

– Programando jogos “One-Liner” no TK90X. Dicas e informações sobre como fazer seus próprios games na modalidade em que toda a programação é feita em somente uma linha de código. Verdadeiro desafio!

– Entrevista Internacional: Tim Follin. O “mago” compositor de trilhas para Commodore 64, Spectrum, Amiga e outras plataformas conta curiosidades sobre seu trabalho e revela informações fantásticas.

– Especial: Don Priestley. Conheça ou relembre o notório programador de jogos – Popeye, The Trap Door e outros! – para o ZX Spectrum.

– Faça você mesmo: cartucho de Atari com 15 jogos. Saiba, passo-a-passo, como construir seu próprio multicart de Atari; do software ao hardware.

– Entrevista Nacional: Kazuaki Ishizu. O ex-funcionário da Splice do Brasil, responsável pela produção e pelas vendas do SpliceVision (clone nacional do Coleco), conta curiosidades e sana dúvidas antigas em uma excelente entrevista.

– Especial: Ficção Interativa. Um gênero muito popular – e comercial! – nos anos 70 e 80 que fez a cabeça dos jogadores. Saiba como funcionavam – e ainda funcionam – os “parsers”, os interpretadores de texto que eram o coração dos adventures de texto puro.

– Fairchild Channel F. Conheça o console que precedeu o Atari 2600, sendo o primeiro a usar cartuchos na história!

– A história do Commodore Amiga – Primeira Parte. Saiba como o famoso micro de 16 bits da Commodore começou!

– Entrevista Nacional: Paolo F. Pugno e Mario Camara. Os ex-funcionários da Plan-Soft, da Disprosoft e da Orionsoft revelam como foi trabalhar em empresas que vendiam jogos em cassete para MSX, ZX Spectrum e outros à época. Esperem por “causos” engraçados e muita informação!

– Segunda parte da matéria “Túnel do Tempo da Folha de S. Paulo”. Com, entre outras, reportagem sobre o lançamento do Expert da Gradiente!

– Reviews de jogos: Poltergeist (TRS-Color), 1 Million B.C. (Atari 800), Beyond the Ice Palace (ZX Spectrum), The North Star (ZX Spectrum), Goonies ´R´ Good Enough (MSX/MSX2) e outros.

– Computer Camps. Conheça ou relembre os lendários acampamentos de computação dos anos 80 em que as crianças, além de nadar e de praticar esportes, aprendiam programação em Basic.

– Os jogos da Activision no ColecoVision. Veja um comparativo com as respectivas versões – mais conhecidas – do Atari 2600 em relação ao console da Coleco. Melhores? Piores? Comprove!

– Exposição Game ON no MIS. Estivemos na exposição, no dia de estréia, e contamos o que vimos por lá – além de entrevistarmos, brevemente, um dos curadores, o inglês Patrick Moran.

E muito mais!

Acessem:

www.jogos80.com.br

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Dia Da Árvore 2011

Hoje, dia 21 de setembro, comemora-se no Brasil o Dia da Árvore. E, para celebrar a data, pensei em seguir a mesma linha daquele post sobre a Medusa, só que, dessa vez, listando games memoráveis ou desconhecidos onde a árvore (ou partes dela) tem um papel importante: seja no cenário, como item ou até mesmo como chefe de fase (evitei aqui os jogos de RPG, senão a lista seria infinita).

E antes que alguém pense que este é um post forçado, encare de outra forma: nos dias de hoje, consciência ambiental é fundamental, e todo retrogamer (e new gamer) que se preze, amantes de parafernálias tecnológicas, se preocupa com o meio ambiente. É uma boa defesa, não? (risos). Além do mais, qual retrogamer não gosta de recordar bons jogos? Então vamos nessa. Ah, e árvore, parabéns! Obrigado pelo oxigênio, pela sombra, e espero que encontremos cada vez mais formas de preservá-la.

Frogger (1981)
Plataformas: Arcade, Atari 2600 e outras

Ao lado de Pac-Man, Pitfall e Yars’ Revenge, Frogger foi um dos primeiros jogos que tive no Atari. Acho difícil um retrogamer não lembrar do sapinho que precisava atravessar uma avenida e um riacho, se esquivando de veículos e usando toras de árvore e cascos de tartarugas como pontes. As toras talvez sejam os elementos mais memoráveis desse jogo, depois do próprio sapinho, e por isso ele figura aqui na lista. Engraçado que eu lembro de me sentir mais seguro pegando carona nos troncos, em vez dos cascos, talvez por ser uma linha reta. Curiosamente, soube só há pouco tempo que a versão arcade, ou seja, a original, foi criada em parceria entre a Sega e a Konami. Legal, hein?

Magical Tree / Árvore Mágica (1985)
Plataforma: MSX

O nome já demonstra que aqui a árvore tem papel importante. Nesse game, você está na pele de um pequeno índio que deve escalar a Árvore Mágica, uma árvore tão alta que passa por nuvens. Entre os desafios (além do fato de escalar) estão corujas e raios (que saem de nuvens com caras de mal). Esse jogo me garantiu horas de diversão. Outra coisa que não posso deixar de mencionar é que a música do gameplay do Magical Tree está na lista das trilhas sonoras que até hoje sei assobiar (mentalmente, claro. Não fico por aí assobiando game musics assim sem cobrar nada). Se você não conheceu Magical Tree ou quer relembrar o jogo, aconselho fortemente ler esta resenha do nosso prezado amigo Gagá. Está tudo lá e não preciso dizer mais nada. Até os comentários da galera são bons. Mas termina de ler o post aqui antes, né?

The Legend of Kage (1985)
Plataforma: Arcade, NES

Não me pergunte por qual motivo, mas eu não tinha coragem de jogar esse jogo nos fliperamas. Simplesmente o achava difícil só de olhar, e sempre tinha um marmanjo jogando. E o jogo não é assim nada demais. Tem outros da mesma época que talvez sejam mais difíceis e eu jogava, como Ghost’n Goblins, Black Dragon, Double Dragon e Tiger Road. Enfim, em Legend of Kage você assume o papel de Kage (que significa Sombra), um jovem ninja que passa por vários cenários e desafios para resgatar a princesa Kiri, que está nas mãos dos vilões Yuki e Yoshi. O jogo já começa em uma densa floresta, na qual você pode escalar árvores e inclusive travar duelos aéreos com ninjas do mal. As armas do herói são shurikens e uma espada curta (capaz de rebater shurikens inimigos). O lance de escalar árvores era bem utilizado, por isso ficou marcado. Pensou em The Legend of Kage, pensou em florestas e em saltos pelas árvores. Quando eu olhava pra tela do jogo em um fliperama, sempre tinham árvores. Duas décadas depois, esse jogo ganhou uma sequência para o Nintendo DS, The Legend of Kage 2, e manteve os mesmos elementos, inclusive muitas árvores, o que mostra que é uma característica da franquia.

Fantasy Zone II (1987)
Plataformas: Master System

Enquanto alguns ignoravam este game devido ao seu visual fofinho, o encarei como um side scrolling shooter bem desafiante. Fantasy Zone II certamente foi um dos jogos que mais dominei. Isso, claro, depois de adquirir o Rapid Fire, o tal adaptador para joystick que habilitava repetição automática dos botões. Na TV, chegou a passar comerciais da Tec Toy sobre o Rapid Fire, e o jogo que usavam como exemplo era justamente o Fantasy Zone II. Quando vi, pensei “é disso que preciso”, e foi assim que passei a zerar o jogo inúmeras vezes. O primeiro chefe de fase é uma árvore cíclope. O carismático personagem Opa-Opa deve desviar-se de toras menores que ficam flutuando e vindo na sua direção, bem no estilo Frogger. O jogo foi portado para outras plataformas, como MSX e NES, mas o original do Master System é emblemático, com excelente jogabilidade.

Castle of Illusion (1990)
Plataformas: Mega Drive, Master System

A aventura do Mickey Mouse para o Mega Drive foi um dos jogos que mais conquistaram os fãs da plataforma, por muitos motivos: jogabilidade, gráficos, trilha sonora, desafio, humor… tudo de primeira linha. Quem não se lembra do estágio na fábrica de brinquedos, ou do estágio das sobremesas? Pois bem, o jogo do rato mais famoso do planeta figura na lista porque o chefe da primeira fase, que, por sinal, se passa numa floresta, é uma árvore gigante e mal intencionada. O rosto da árvore se desprende e vira um tronco que rola na direção do Mickey.

The Way of the Tiger (1986)
Plataformas: ZX Spectrum, MSX

Um jogo um tanto quanto raro – e um dos inúmeros games de ninja que existiam no MSX. Em The Way of the Tiger você faz treinamento ninja sem armas, com espadas ou com bastões. Eu tinha esse jogo no MSX, na época das fitas cassetes ainda. Por ser um port do ZX Spectrum, o gráfico não era nada atraente, mas joguinhos de luta eram sempre bem-vindos na minha infância. Uma das cenas clássicas deste título é a luta de bastões em cima de um tronco que cruzava um córrego fazendo papel de ponte. Você precisava derrubar seu oponente acertando-o em lugares estratégicos, ora golpeando a cabeça, ora golpeando as pernas. Podia arriscar dar pulos para se esquivar dos golpes, mas numa dessas você poderia escorregar no tronco e cair no riacho. Aí era fim de combate.

Pitfall (1982)
Plataformas: Atari 2600

Sim! Pitfall, um dos games que mais inspiram as páginas e vídeos do Cosmic Effect, não poderia ficar de fora. Certamente nosso querido mascote Harry ficou feliz por esta lembrança. Pensou em Pitfall, pensou em florestas, árvores, cipós e troncos rolando. Esse jogo foi um dos responsáveis por chamar a minha atenção para cenários de games. A propósito, quando eu era pequeno, meu pai comprou esse jogo com o nome de Pantanal (seguindo a tradição daquelas brilhantes traduções de títulos do Atari e do Odissey).

Double Dragon I e II (1987 e 1988)
Plataformas: Arcade e diversas outras

Poderia ficar horas falando sobre Double Dragon, que é o meu jogo do coração e um dos mais brilhantes dos arcades nos anos 80. A música e os detalhes do cenário foram só alguns dos elementos que me deixaram louco. Anteriormente mencionei que nunca joguei The Legend of Kage nos fliperamas por achar difícil. Engraçado que quando conheci o Double Dragon, também tive medo de jogar, mas fiquei tão deslumbrado, que fui comprando fichas e treinando, até me tornar um verdadeiro mestre. Zerava Double Dragon sem perder vidas. A terceira fase do Double Dragon é clássica e se passa em uma floresta, com direito a árvores cortadas. Já na sequência, Double Dragon II, uma tora de árvore torna-se um dos objetos que podemos pegar para arremessar nos inimigos. Pequenos detalhes que a gente não esquece.

World Games / Jogos Mundiais (1987)
Plataformas: Amiga, Amstrad CPC, Apple II, Apple IIgs, Atari ST, Commodore 64, NES, DOS, SEGA Master System, Wii, ZX Spectrum

World Games (Jogos Mundiais) é um curioso conjunto aleatório de jogos que fazem sucesso em vários cantos do mundo. São 10 modalidades que vão desde Salto com varas e Sumô, até Esqui e Salto sobre barris. E uma das modalidades é a de rolar em cima de um tronco sobre a água (log rolling) a fim de derrubar seu oponente (vide screenshot). O esporte não é conhecido por aqui, mas já assisti pela ESPN uma vez, quando a emissora transmitiu uma competição mundial de lenhadores (ou coisa do tipo). As dez modalidades do World Games são: Salto sobre barris (Barrel jumping), Montaria em touro (Bull riding); Cabo de guerra (Caber toss); Salto de penhasco (Cliff diving); Rolamento no tronco (Log rolling); Salto de plataforma (Platform diving); Salto com varas (Pole vault); Esqui (Skiing); Sumô (Sumo wrestling) e Levantamento de peso (Weightlifting). Outra curiosidade é que o game foi lançado para uma penca de plataformas, como mostra acima. Só o conheci no MSX.

Mortal Kombat II (1993)
Plataformas: Arcade e outras

Lembro ainda hoje da primeira vez que vi o MKII. Foi numa loja de fliperamas não muito longe da minha casa. E uma coisa que me vem à cabeça quando alguém fala nesse game é o cenário onde aparecem árvores com faces medonhas e que ficavam fazendo cara feia enquanto lutávamos. Nos consoles esse cenário não me chamou tanto a atenção, mas na época, na versão arcade, me pareceu muito bem feito.

É isso. Tenho uma leve impressão que por dentro as árvores da vida real estão tão furiosas quanto essas do Mortal Kombat II, quase que odiando os seres humanos com seus hábitos devastadores. Enfim: valorize a natureza, valorize o que já estava aqui bem antes de nós. E se lembrarem de mais games onde árvores sejam protagonistas ou importantes coadjuvantes, por favor, compartilhe conosco nos comentários! Até a próxima. o/

Arte adicional por Andrey Santos

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Cosmic Cast #11 – Unidos do Retrogaming

É carnaval. Pra muita gente, período de extravasar nas ruas da sua cidade, cantando (cantando?) e dançando (dançando?) até o amanhecer. Para os retrogamers de verdade, são dias importantes pra deixar a roupa de fantasia de lado e ir para a fantasia genuína que somente nossos queridos videogames, companheiros de tantos feriadões, podem nos proporcionar. Cosmonal, Dancovich e Andrey ZX foram ao local mais badalado do carnaval de Salvador, o “Circuito Barra-Ondina” conversar sobre TK90, NES, Mega Drive, Nintendo 64, Arcade e mais. Até sugestões inusitadas de jogos que realmente  lembram a festa tão popular em nosso país apareceram. E não estou me referindo somente ao Carnival do Atari 2600. Entre um trio elétrico e um Companion Cube de Portal (sim, dois destes surgiram em plena avenida), nós lembramos games que foram grandes companheiros de carnavais passados e que gostaríamos de compartilhar com nossos amigos que nos acompanham.

Falando em amigos, este episódio contou com a inédita participação especialíssima de três retrogamers de peso do nosso Brasil tão carnavalesco. Através de um moderno link via satélite exclusivo do Cosmic Effect, o Gagá, Rafael00Agent e o Mano Beto contam pra nós, em intervenções “ao vivo”,  quais jogos eles indicam pra garantir um bom carnaval. Inclusive, com técnicas exclusivas para disfarçar daquela namorada/esposa que curte a festança de rua e que começou a reclamar que “você vai passar o carnaval inteiro jogando o mesmo joguinho”…

Sem mais delongas, o Cosmic Effect orgulhosamente apresenta:

Cosmic Cast

Episódio #11: Unidos do Retrogaming

Observação: este episódio foi inteiramente filmado em 1080p! Portanto, se tiver banda ou puder esperar um pouquinho, recomendamos que selecione “720p” pelo menos – inclusive as capturas de jogos, em sua grande maioria, são em alta resolução para garantir a qualidade final do vídeo.

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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Ótimo Jogo, Péssimo Gameplay

Por Eric Fraga.

Todos nós temos aquele jogo favorito que, numa rodinha de jogadores, no meio daquele gostoso papo de qual o melhor jogo que cada um acha, dá aquela vergonha de admitir. Por que não conseguimos assumir? Excluindo o caso de quando o game se chama “Cho-Aniki”, qual o fator que te faz duvidar de sua própria sanidade (sexualidade, no caso do jogo supra-citado…) ao escolher um videogame tão ruim e coroá-lo como um favorito pessoal?

Amigos, acredito seriamente que a resposta está no gameplay. Um péssimo gameplay. Aliado a uma ótima idéia. Que combinação!

Vou começar por um não tão desconhecido e que, inclusive, irá demonstrar minhas fenomenais capacidades de atuação no cinema, na TV e no YouTube. Nosso terceiro vídeo da série Cosmic Cast, falamos sobre o ótimo Bioforge. Abrimos com o Danilo jogando um beat’em up, primariamente conhecido pelos seus péssimos controles – o que, aliado à falta de música durante um jogo em plena era 16 bit, garante momentos bem ruins com o controle do Mega Drive na mão. Esta foi minha linha de diálogo, ao ver Danilo jogando: “Sword of Sodan do Mega Drive? Não tinha nada melhor não???”. Sim, pessoal: eu estava mentindo.

Adoro Sword of Sodan. Na época, aprendi a apreciá-lo pelo “desafio da dificuldade” (apesar de não ser nada impossível), pelos personagens grandes e detalhados e, principalmente, pelo uso de poções, que podiam ser combinadas gerando efeitos diversos – positivos ou negativos – durante as batalhas. Quando joguei um dos melhores RPGs ocidentais já feito, Oblivion, imediatamente lembrei de Sodan (quem diria) quando comecei a fazer poções – claro que em Oblivion a coisa tem muito mais profundidade.

Adoro Cyber-Cop. É um FPS com estratégia para Mega Drive, que lembra muito Deus Ex – você leu corretamente. Original de MS-DOS, Amiga e Atari ST – ou seja, só computadores. O único port para console é justamente este para Mega Drive, única versão que conheci. A jogabilidade é bem complexa: inclui o controle em primeira pessoa do personagem e uso de itens/objetos no cenário bem no estilo adventure. Eu era louco por jogos de MS-DOS, mas ainda não tinha um PC – Cyber-Cop me lembrava os “jogos de computador” da época, justamente por sua complexidade e o jeitão sério. No console da SEGA os gráficos também são 3D, numa janela pequena. Até os objetos do cenário e inimigos são modelos vetoriais, o que deixa o jogo com slowdowns incríveis.

Mas o game apresenta elementos de stealth e espionagem muito interessantes – você é um agente infiltrado numa empresa suspeita de desenvolver robôs para uso ilegal. A partir desta premissa, o gameplay ganhou as características que o tornam similares com Deus Ex, como citado – só que estamos falando de um game de 1990. Dificílimo e desafiador, muito por conta do “painful gameplay” (é o título de um vídeo que achei para demonstrar para vocês, melhor impossível). Na época, terminei várias vezes, locava para o final de semana e jogava todinho. Ah, como tínhamos tempo livre e poucos jogos naquela época…

Adoro Heavy Nova. Este é um jogo para Mega Drive de luta entre robôs – ou melhor, organismos cibernéticos, para não ferir os sentimentos dos bichinhos. Meio beat’em up, meio fighting game – porque no final de cada fase tem um boss com uma luta mais longa. O jogo é muito bem-feito: os personagens são grandes, os cenários são bonitos, a abertura é bem legal e as animações são detalhadas.

Muito detalhadas. A ponto de estragar os controles, pois o seu robô não “desliza”, como é o padrão neste tipo de jogo; cada passo é animado e o controle se torna terrivelmente duro. Virar para o outro lado demora mais do que  nos melhores survival horror. O estrago está feito. Ah, mencionei que as músicas são ótimas? :)

Gosto de E.T. do Atari 2600. Mas não vou entrar em detalhes :)

Torturei* Danilo, Euler e Andrey e eles escaparam com vida do meu interrogatório porque decidiram falar no último instante quais os jogos “favoritos” deles.

Danilo foi o primeiro a confessar:

“Chega, chega, eu falo!!! Too Human, para Xbox 360! Esse jogo veio com meu videogame, fui obrigado a gostar dos controles meio esquisitos e dos gráficos ruins para next-gen! Eu não tive escolha!!! Joguei por meses e acabei gostando, até queria uma continuação! Agora pare de me dar choque!!!”

Euler resistiu um pouco mais, mas eventualmente começou a falar:

“Não aguento mais, tá bom!!! Jet Li: Rise to Honor, para PlayStation 2! É um beat’em up repetitivo demais, mas eu gostava da ambientação, fazia você achar que estava num filme B de kung fu! Me solta, eu já falei tudo que tinha pra falar!!!

Andrey cedeu rápido e me deu dois nomes, mas pediu alto em troca:

“É contra minha vontade, mas admito que Last Ninja 2, do TK90, estragava quase tudo pois em momentos cruciais da ação, era necessário uma volta no teclado para selecionar itens. Rambo II, para MSX, é doloroso jogar porque não usa a diagonal para controlar, como em Ikari Warriors. Ok? Falei tudo. Agora, quero minha imunidade assinada pelo presidente da Tec Toy.”

Danilo, ao escutar o acordo feito por Andrey, grita:

“Ei, ei! Eu quero imunidade também! Er… Nightmare on Elm Street, do NES!!! O jogo não explica o que você tem de fazer, os controles são “moles demais” mas se você colocar ele em minha frente, eu jogo até morrer! Agora… ONDE EU ASSINO???”

Vivemos a sétima geração dos videogames. Como nós do Cosmic Effect jogamos os jogos de ontem e hoje, para fazer jus ao banner do blog, percebemos que os games atuais, quando são ruins, não os são por conta de jogabilidade péssima (com exceção de Too Human?). Eles estão tão polidos neste ponto, os desenvolvedores tentam facilitar a jogatina para “aumentar a quantidade de gamers” que o gameplay acaba sendo fluido e amigável quase o tempo todo. Dá pra arriscar dizer que, as maiores pérolas neste sentido, estão no nosso querido mundo retrogamer. Mais um motivo que enriquece ainda mais e estimula a continuar desbravando o interminável universo dos jogos antigos, caros amigos.

E você, admita para nós: qual jogo você adora e que não tem com quem conversar? AGORA!

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*Nenhum retrogamer sofreu injúrias durante a confecção deste post.