Retrodia das Crianças 2010

Ok, este garoto não sou eu. Mas minha reação ao ganhar o primeiro videogame, O Atari 2600, foi até similar à do famoso “Nintendo 64 Kid”, como ficou conhecido o menino que vibrou com uma empolgação que supreende todo mundo que assiste o vídeo, exceto pessoas como nós, retrogamers de coração. Uso “retrogamer” aqui em especial, porque desejo expressar nosso apreço pelas maquininhas de sonhos que se realizam a cada novo jogo, desde o “início dos tempos”.

Dia das Crianças. Não somos mais uma delas, mas quem tem o espírito de jogador de videogame não perde (mesmo) a magia da infância. O nosso Gabriel do GLStoque, atento a este sentimento comum a todo retrogamer, convocou a blogosfera retrô para o meme Retrodia das Crianças. Contando com o apoio e a divulgação do Gagá Games, só poderíamos esperar a participação de todos os retroblogs que versam sobre o assunto.

Portanto, vamos lá.

Resolvi escolher um jogo que considero agradável às crianças da 2ª geração de consoles, outro da 3ª e, por último, um cartuchinho da quarta geração. A primeira geração achei melhor deixar de fora – afinal, todos eram fanáticos somente por Pong, vai entender :-)

Atari 2600

Sneak ‘n Peek (U.S. Games)

Para crianças de até 8 anos ou retrogamers de 30+

Quem quando criança nunca brincou de Esconde-Esconde? A brincadeira mundialmente popular (o tópico do Wikipedia é disponibilizado em 33 línguas) significava diversão garantida. E era possível brincar até com apenas 2 pessoas, numa boa. Um dos primeiros cartuchos que pedi para meu pai comprar para o Atari 2600 foi justamente o “Esconde-Esconde”, da CCE. Soube da existência dele vendo a embalagem numa loja – e o vendedor espertamente explicando: “esse jogo é de esconde-esconde!”.

Quem jogava Odyssey e Atari nessa época deve se lembrar que grande parte das sessões de jogatina era com os amiguinhos. De fato, o videogame já foi concebido como uma diversão para um grupo de pessoas; praticamente todos os jogos dessa geração tinham modos para 2 ou até mais jogadores. Sneak ‘n Peek (ou “Peak”, como saiu impresso no label do cartucho da CCE) parecia um sonho de uma brincadeira materializada num cartucho, principalmente pela ilustração do rótulo –  hoje, nem acho lá essas coisas, mas na época… Até que o joguinho era bem legal: tinha música quase todo o tempo (meio desafinada às vezes, mas tudo bem), dava pra se esconder em umas dezenas de lugares na casa e – o mais legal – o seu amiguinho tinha realmente de fechar os olhos enquanto você se escondia!

Enfim, sempre que a turma estava reunida e o braço não aguentava mais Decathlon, Sneak ‘n Peak era uma boa pedida – levando em conta as limitações do Atari 2600, o joguinho conseguia simular até bem a brincadeira. A vista de fora da casa até hoje me enche a memória de fantasias, achava a imagem linda! :-)

Master System

Fantasy Zone: The Maze (SEGA)

Para crianças de até 10 anos ou retrogamers de 25+

Depois da Atari, vieram Nintendo e SEGA com máquinas poderosíssimas que permitiram novas modalidades de jogos; por sinal, estes foram os responsáveis pela base do que jogamos até os dias atuais. Mas, um joguinho muito particular, perdido na então crescente biblioteca do Master System, era uma diversão fantástica quando jogado com um amiguinho: Fantasy Zone: The Maze foi o terceiro da série no Master, e era um reminiscente de Pac-Man, que muitos de nós adorávamos no Atari! (Nem venha com aquele papo de que a versão doméstica da Atari era inferior à dos arcades que eu sei que você jogava mesmo era no console :)

Na época, achava que The Maze era o primeiro da série, uma vez que Fantasy Zone 1 e 2 eram shoot’em up (ou “cute’em up” porque eram muito bonitinhos) que claramente tinha um valor de produção bem maior do que o The Maze. Só muito mais tarde descobri que este seria o último Fantasy Zone a ser produzido no 8-bit da SEGA.

Dificílimo quando jogado sozinho, e divertidíssimo quando jogado de duas pessoas. Com certeza um excelente presente para uma criança que tem ainda pouco contato com o mundo dos videogames. Um joguinho simples, que herda o visual surreal dos antecessores combinado com a jogabilidade que remonta aos primórdios dos jogos eletrônicos: um labirinto, um personagem carismático (assim como Pac-Man, Opa-Opa é muito legal e ainda soa natural em português :) e pontos a coletar. Do que mais uma criança precisa? De quebra, conta com belíssimas músicas do Hiroshi Miyauchi, mago da game music da SEGA. Infelizmente, é o único dos Fantasy Zone que ainda não está disponível no Virtual Console do Wii.

Mega Drive

Wonder Boy In Monster World (SEGA e Wetstone Co. Ltd.)

Para crianças de até 12 anos e retrogamers de 20+
Também disponível no Virtual Console (Wii)

Fechando nossas sugestões de bons jogos para crianças que ainda não foram poluídas com os GTAs e Counter Strikes da vida (adulta): Wonder Boy In Monster World, no Mega Drive. Este já é para os “maiorzinhos”: temos um jogo de plataforma, com elementos de RPG e beat’em up para esquentar. Gráficos inspiradíssimos e “fofíssimos”, músicas marcantes e um jogo em que o garotinho ou garotinha vão poder salvar para continuar mais tarde.

Este é o quinto game da série Wonder Boy, que se inicia no Arcade/Master System com o jogo homônimo. É o terceiro da sub-série “Monster World”, agregando elementos de RPG à jogabilidade somente plataforma neste e em outros dois títulos (Monster Land no Master e Monster World IV no Mega, este último somente no Japão). É uma série muito popular entre os fãs da SEGA e, de fato, carrega o charme dos jogos da empresa deste período. Foi lançado nos EUA em 1992, ano em que o Genesis gozava do seu período de extrema popularidade entre os jogadores americanos, com o sucesso de Sonic dividindo as atenções com o recém-lançado Super Nintendo.

Para mim, foram os anos iniciais nos RPGs eletrônicos, quando jogava muito os adventures/RPGs dos PCs e a biblioteca não muito extensa do gênero nos consoles da SEGA. Wonder Boy In Monster World era cativante pois, apesar de primariamente ser um platformer (o gênero estava até um pouco saturado nesta época), realmente agregava elementos do RPG típico: várias “locações”, conversar com pessoas para dar seguimento a história, troca de armas, armaduras, mágicas diversas, itens para comprar e… Inn para salvar e restaurar o life. Grindind também marcava presença, uma vez que as moedinhas típicas soltavam de cada monstro abatido. Algum backtracking para completar e aí está, o role-playing game bem disfarçado.

Um belo jogo, com um ar de infância em cada cenário, em cada música e efeito sonoro. Um prato cheio para aquela criança bem no início da adolescência, que ainda tem muito intensos o espírito de fantasia e imaginação – que sente um prazer inigualável no simples ato de entrar numa casinha de um vilarejo para conversar com um personagem, enquanto aprecia a mobília colorida e imagina a paisagem vista daquela janelinha :)

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Blogs participantes do Retrodia das Crianças 2010:

GLStoque > “Retrodia das Crianças: Kirby Super Star”

Passagem Secreta > “Retrodia das Crianças: Vídeo-Análise de World Of Illusion”

Gagá Games > “Retrodia das crianças: Lunar The Silver Star Story Complete”

O Gamer > “Meme Retrodia das Crianças: Super Mario Kart”

The Four on > “Mega Drive – Dodge Ball Kuy Kid – Retrodia das crianças”

Vão Jogar! > “Game & Watch E O Dia Das Crianças”

Retroplayers > “RetroReview especial Retro Dia das Crianças: Little Nemo: the Dream Master”

Santuário do Mestre Ryu > “Retrodia das Crianças na Blogsfera Gamer: Retrolândia para a Criançada – Jogos Clássicos do Mega Drive”

Dimensão X > Retro-Dia das Crianças: Super Mario Kart

Gamesportmania > Retrodia das crianças – Crystal’s Pony Tale

Macho Gamer > Jogos pra Pequenos Machos: Yo! Noid

Museum dos Games > Retrodia das Crianças

NZ Games > Retrodia das Crianças – Goof Troop (SNES)

Puff Puff Room > Zombies Ate My Neighbors

Tecnicamente > Retrodia das Crianças! Miracle Girls

The Twosday Code > Retrodia das Crianças – Kirby’s Dream Land (Game Boy)

Ziro Video Game Nerd > Retro dia das crianças 2010

Pitfall: The Last Forest

A Crytek resolveu investir pesado no mercado retrogamer, um filão que sempre passou despercebido pela empresa.

Até agora.

Depois de Crysis, ela procurou quem realmente entende de perigos na floresta. “Pitfall – The Last Forest” reune tudo que a boa jogabilidade de Pitfall e a tecnologia de peso de Crysis podem oferecer! No poderoso e igualmente pesado PlayStation 3 e, também, na Xbox Live (o jogo não coube em 1 DVD, a Micro$oft preferiu deixar os jogadores baixando 50 GB pela Internet mesmo – que legal!) Os jogadores de PC com suas placas de vídeo caríssimas multiplicadas por 3 nem esperem uma versão para computador desta vez. Pitfall Harry já tem problemas suficientes na floresta, lidar com piratas já é sacanagem.

A brincadeira é do nosso amigo e colaborador do Cosmic Effect
Andrey Santos

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Desafios Mortais

Por Danilo Viana

A Microsoft nunca foi conhecida por inovar. Suas maiores “criações” não passam de novas roupagens a idéias antigas, às vezes até se provando cópias descaradas de suas contrapartes em outros sistemas. Mesmo assim, ultimamente ela tem pisado em novos terrenos que quase beiram a inovação – não se enganem, ainda são idéias antigas, mas está levando tais idéias a novos níveis, acabando por criar uma “idéia nova” por conta da remasterização.

Exemplo do que estou falando é o Kinect, uma cópia do WiiMote mas que se arriscou em um novo nível ao apresentar jogabilidade totalmente livre de controles, ao contrário do PS Move, uma mera cópia com tecnologia mais precisa. Se esta idéia vai vingar só o tempo dirá, mas não estou aqui para falar de hardware, esse assunto dá muito pano pra manga e hoje quero falar de algo mais light – as conquistas e os desafios.

O sistema de conquistas, ou achievements, como o conhecemos hoje – automático, online e disponível para todos verem o quanto você é bom em um jogo – foi uma “criação” da empresa de Bill Gates. A idéia, obviamente, é antiga para os gamers – nós sempre mantivemos registros de nossas proezas gamísticas, mas a Micro$oft transformou num sistema integrado ao jogo e, a sua divulgação, online e automática. A partir daí, Blizzard, Sony, Steam e um incontável número de outras empresas criaram versões do mesmo sistema, introduzindo suas próprias particularidades. Quem quiser saber mais sobre os sistemas de conquistas online, dá uma olhada no site Snake in the Box, que publicou um post bem legal sobre o assunto bem aqui.

Agora a Microsoft de novo dá um “revamp” em sua própria idéia através dos desafios – ou “challenges” – que apareceram no novíssimo Halo Reach. Vamos conceituar a diferença entre uma conquista e um desafio, no contexto de jogos online: enquanto no primeiro os feitos estão lá, aguardando o dia em que teremos a paciência de conquistá-los, no segundo os feitos nos são oferecidos. Caso não os aceitemos, o feito simplesmente desaparece e perdemos a chance de obtê-los, pelo menos até um dia ele nos ser oferecido de novo.

clique na imagem para vê-la ampliada.A sacada desses desafios em Halo Reach é que eles são divididos em duas categorias, diários e semanais. Como o próprio nome diz, os desafios diários são renovados diariamente e os semanais são renovados a cada semana. Isso quer dizer que, em cada desafio, você tem tempo limitado para resolvê-lo. Caso não consiga e o tempo expire, aquele desafio some da lista e um novo é colocado no lugar. Se você não cumpriu o desafio, adeus – agora só quando ele resolver aparecer novamente.

Os prêmios por cumprir desafios em Halo Reach são créditos (o dinheiro do jogo, usado para comprar partes de armadura, vozes, etc.) e experiência (usada para progredir a patente). Os desafios são bem interessantes, como por exemplo: vencer qualquer missão do jogo em co-op no nível lendário ou matar 5 inimigos usando a espada de energia no modo Firefight (Tiroteio na versão nacional). O interessante sobre estes desafios é que são atualizados online, ao invés de simplesmente estarem engessados na mídia do jogo. Sempre que o jogador entra online, novos desafios para aquele dia/semana são baixados automaticamente. Isto se traduz em longevidade à experiência, afinal, se o gamer não se vê voltando ao modo campanha tão cedo, mas um novo desafio exige terminar a última fase no modo lendário em menos de X minutos, o jogador pode decidir jogar “só mais uma partidinha”.

Desafios renováveis não são novos: a Blizzard e seu World of Warcraft conta com alguns achievements baseados em épocas do ano e oferece um sistema de “raids semanais” que, para quem não experimentou o MMO, são desafios para enfrentar determinado chefe de determinada dungeon naquela semana. Mesmo assim, este tipo de desafio não é muito difundido em outros jogos, principalmente de outros gêneros. Antes do Reach, não conhecia um único game além de WoW que possuísse esta mecânica; mas, agora que os consoles contam com um jogo com este funcionamento, possivelmente iremos presenciar a popularização desta abordagem. Pessoalmente, acho ótimo que meu jogo ganhe novos desafios numa base diária – mesmo que sejam coisas bobas que eu mesmo poderia fazer como um desafio pessoal. É sempre legal ter aquela “assinatura” de que eu cumpri um feito. E que venham mais.

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Revista retro GAMER – na mão!

Recentemente o colaborador do nosso blog, Euler Vicente, viajou de férias e, entre uma escala e outra na Europa (chique o rapaz) gastou algumas libras bem no estilo Cosmic Effect: comprou um PlayStation Move para ele e presenteou o Cosmic Effect com um exemplar da retro GAMER!

“The Essential Guide To Classic Games”. Muitos conhecem o periódico pelos PDFs que estão entre nós. Mas não tem jeito: o prazer de ter a revista nas mãos é até maior do que o de jogar no console e não no emulador. Abri a revista e passei por algumas matérias, coisa rápida pois ainda não a li – mas fiquei empolgado para compartilhar com vocês, amigos retrogamers.

Logo na primeira página, propaganda “Call Of Duty: Black Ops”. Uau, que susto! Estou com um exemplar psicografado da finada EGM nas mãos? “Bom, eles precisam pagar as contas” – pensei.

E era isso mesmo, porque desde o índice até a última página é design retrô, jogos retrô, análises retrô – tudo com uma qualidade que, desde os PDFs, sempre me lembrou a PC Gamer – que é só de jogos de PC, mas tem uma qualidade editorial que sempre considerei acima da média. As duas são britânicas, por sinal.

E é só amigos, aqui vão mais umas fotinhas para sua apreciação. Podem babar durante o processo, porque se pingar no monitor é só passar um paninho. Se vierem aqui em casa, saibam que entubei a edição numa redoma de vidro esterilizado.

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Cosmic Cast #6 – Crysis Not Retro Enough

Mais um vídeo sobre videogames para os amigos que acompanham o nosso blog. Desta vez, abordaremos um pouquinho da história dos First Person Shooters, o gênero que nasceu nos computadores e tomou conta de todas as plataformas, culminando no polêmico Crysis.

O FPS lançado em 2007 deveria salvar os PCs da baixa popularidade que andava sofrendo por conta da presença dos consoles da (então) nova geração – que ofereciam experiências no mesmo nível dos computadores, só que sem os seus problemas. Mas o tiro da Crytek e da Electronic Arts saiu pela culatra: Crysis mostrou os gráficos mais incríveis já vistos num jogo eletrônico, mas era necessário um computador de quase 4000 reais para que se pudesse apreciá-lo. Além disso, muitos bugs da versão de lançamento – cercada de extremo hype, diga-se de passagem – quase o eleva a status de fracasso completo, não fosse algumas análises positivas dadas pela imprensa especializada em jogos para PC.

Três anos se passaram e nós do Cosmic Effect resolvemos dar uma chance ao monstro tecnológico criado pela Crytek: mas sem tocar nos assuntos “placa de vídeo”, “framerate” e “overclock”. Não-fanáticos pelo gênero e apreciadores do bom gameplay, nossa abordagem será puramente gamística – queremos mostrar que há algo a se apreciar neste título, mas ficou escondido atrás de  tanta lamúria. No mínimo, você ficará empolgado ao assistir a abertura mais excitante já vista em um jogo, apresentada no final do vídeo :)

Atrás do monstro e do hype, existe um joguinho legal?

Cosmic Cast

Episódio #6: Crysis Not Retro Enough

Os mesmos 15 minutinhos de sempre em duas partes apenas para garantir melhor qualidade. Quem possuir uma boa conexão, convido a  escolher “720p” no canto inferior-direito do vídeo, tela cheia e aumentar o volume :)

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Pra quem tiver um tempinho, esta versão possui muito mais cenas de gameplay, principalmente do trecho com os alienígenas. Recomendado para fãs hardcore de ficção-científica e da franquia Alien :)

Versão Estendida (45 min)

Nossos canais somente com os vídeos da série Cosmic Cast:

No YouTube
http://www.youtube.com/user/CosmicEffectGaming

No Vimeo
http://www.vimeo.com/user4397129

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