
Um festival de música de qualidade.
Por Danilo Viana
Um jogo que não pude jogar na era 16 bit. Finalmente pude ter contato com ele graças aos emuladores, e sinto-me arrependido de não tê-lo jogado antes. Estou me referindo a Final Fantasy 6 – ou 3, como foi lançado nos EUA. Este jogo é simplesmente fantástico, capaz de arrancar lágrimas dos fãs da aclamada série. Se você é um dos poucos seres humanos da face da terra que gosta de RPGs e não o experimentou, faça-o e logo: compre usado para Super Nintendo, pegue um emulador, roube de alguém (brincadeirinha, hehe) mas JOGUE-O AGORA. Após o lançamento original para SNES, ele foi relançado para PSOne e Nintendo DS, então não há desculpas para continuar cometendo nenhum pecado.
A música de Final Fantasy 6, assim como a dos cinco anteriores e a do famoso Final Fantasy 7, foi criada por Nobuo Uematsu. Trata-se de uma trilha sonora não menos que fantástica e que põe a prova todo o poder do DSP do Super Nintendo, com canções que usam muito mais que os três ou quatro instrumentos vistos comumente em videogame music.
A música Prelude é o tema principal de toda a série, pertencendo às aberturas de todos os Final Fantasies desde o primeiro da série. Esta canção foi baseada em um dos prelúdios de Bach e mostra de cara o talento de Uematsu para criar canções que marcam.

Vale notar que, antes da série Final Fantasy, não era muito comum o uso de música erudita em jogos de videogame. Até mesmo os capítulos anteriores da série utilizavam música classica muito “levemente”, normalmente limitadas ao título ou ao último chefe do jogo. Foi em Final Fantasy 6 que Uematsu resolveu se inspirar no estilo erudito para criar a maior parte das canções. Uma coisa que impressiona é que cada um dos QUATORZE personagens que compõem a equipe tem sua própria música tema e história pessoal – é bastante detalhe por personagem para um jogo com tantos, um excelente trabalho da Square Enix – na época SquareSoft – e de Uemastu.
Uma de minhas canções favoritas – e de 14 entre 10 fãs de Final Fantasy 6 – é a famosa ópera cantada pela personagem Celes (Ceres na versão japonesa). Esta é Aria de Mezzo Carattere.
Sniff… é de botar marmanjo pra chorar.
Mas não só de protagonistas vive um bom jogo – os antagonistas também são responsáveis por grande parte do charme de um RPG. No quesito vilões, Final Fantasy 6 dá um show a parte, trazendo um dos vilões mais insanos e odiosos da série Final Fantasy – e porque não dizer de qualquer outro RPG para consoles – o malígno Kefka.
É muito comum, em RPGs para consoles, os vilões serem os mais genéricos possíveis, com motivações clichês e uma necessidade estapafúrdia de matar pessoas “só porque ele é muito mal” – mas não é o que acontece aqui. Acredito que entre os vilões mais memoráveis dos RPGs de videogame estão Sephiroth e Kefka, mas existe um gostinho especial em derrotar o segundo; Kefka é simplesmente LOUCO e suas motivações são erráticas e interessantes. Pense no Coringa do Batman e você vai começar a ter uma idéia de como a mente deste cara funciona. Se você terminar o jogo gostando de Kefka aconselho seriamente que você procure um psicólogo, ou melhor, um psiquiatra.
Como vilão de respeito que é, Kefka merece sua própria música – ou músicas – já que aqui ele tem várias. Seu grande tema é a música Dancing Mad (apropriado, não?) e na trilha sonora oficial do jogo ela é dividida em 5 partes que, juntas, superam os 17 minutos de duração: One Winged Angel? Que nada. Isso que é música tema de respeito. Aqui eu lhes a apresento, dividida em duas partes:
Final Fantasy 6 tem muitas outras músicas que valem mencionar e, se eu desejar falar da metade delas, seria melhor escrever um livro. Então o que recomendo a você, leitor, é que providencie este jogo e jogue. Caso você não possa jogar, esteja sem tempo ou ache esse troço de RPG “um saco”, recomendo pelo menos escutar sua ótima trilha sonora: tenho certeza que não vai se arrepender.
Para fechar este post, recomendo mais algumas músicas para vocês aproveitarem. Fica como dever de casa procurar por elas, ok? Até a próxima.
- Terra’s Theme
- Shadow’s Theme
- Edgar and Sabin’s Theme
- The Fierce Battle
- Searching for Friends
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Filed under: Bônus | Tagged: famicom, Final Fantasy, game music, Nobuo Uematsu, opinião, Square, super nintendo | 6 Comments »

ganhando experiência (as duas: o xp e a prática), sem se preocupar com gear, apenas em ter o mínimo necessário para conseguir se virar durante o caminho. É muito útil também para aprender “wowtiqueta”: saber no que você pode dar need / greed, interação direta com outros players, etc. Mas, o foco desse post não é falar muito do jogo antes do 80, e sim quando você chega nele. Certamente, você já ouviu alguém falar que “WoW começa quando se chega no 80”. Desculpe-me, mas é a pura verdade. É comum, quando se chega neste nível, alguns players sentirem um “vazio”, achando que não há mais nada a se fazer, que o jogo “acabou”, etc. Ora, mas estamos falando de um MMO. A última coisa que a Blizzard quer é que você fique sem ter o que fazer :-) Então, a idéia aqui é apresentar uma “receita de bolo” do básico que você tem que fazer caso queira começar a raidar e aproveitar o conteúdo end game. Vamos a ela:

g) Habilite os canais “General”, “Trade” e “Looking for groups”. 99% das coisas mais interessantes do jogo você vai aproveitar através desses canais, como invites para raids, eventos, dailies, etc;


do Brasil?

