Anúncios

Gagá, agora em 3D…S!

Como vocês já sabem, no ano passado eu cometi a heresia retrogamer suprema de comprar um Xbox 360. Agora, disposto a ser definitivamente excomungado da Igreja Retrô, comprei um portátil moderno! Sim, um 3DS XL, vermelho, com 396 gramas! It’s a boy! E a compra foi um parto, diga-se de passagem.

Comprei via Mercado Livre, porque o preço estava muito bom. Recebi lacradinho, bonitinho, mas… o direcional estava partido ao meio! Holy shit, nunca vi nada parecido. Falei com o vendedor, que era nível platina (NUNCA comprem coisas caras com vendedores que não sejam platina, amiguinhos), e felizmente ele confiou na minha palavra e não criou problemas. Mandei o 3DS de volta e ele trocou por outro numa boa. É como eu costumo dizer: problemas acontecem em qualquer loja, o importante é como a loja resolve o problema. Portanto, agradeço à turma da NEROSHOP por não duvidar da minha palavra e trocar o portátil numa boa.

Direcional partido ao meio? Taí uma coisa que a gente não vê todo dia.

Concluído o “momento merchan”, vamos ao que interessa…

Por que comprei? O que achei?

O Danilão já fez um vídeo bacanudo falando sobre o 3DS em si, então não vou me ater muito a explicações sobre o hardware. Em vez disso, vou falar sobre o que achei do 3DS e de alguns de seus recursos, além dos motivos que me levaram a comprá-lo.

Decidi comprar o 3DS porque minha vida está cada vez mais corrida, e para um gamer casado e atarefado é bem mais fácil acomodar jogatinas rápidas num portátil do que num console de mesa. Às vezes a esposa precisa de um help aqui em casa, ou chega alguma visita de repente… com o 3DS, nunca mais serei xingado por dizer coisas como “peraí paixão, eu tenho que achar um save”: agora é só fechar o portátil, o jogo fica em stand-by no ponto em que estiver. Além disso, posso jogar na cama quando vamos dormir, ou na cozinha quando ela resolve fazer um bolo e quer um pouco de companhia. É perfeito para o meu casamento, e deve funcionar igualmente bem (ou até melhor) se um dia tivermos um filho.

Achei o efeito 3D interessante, mas não uso muito. É preciso manter o portátil à sua frente no ângulo certo, e qualquer mexidinha já faz tudo ficar dobrado na tela. Além disso, sou magrelo e o 3DS é bem pesadinho (quase duas vezes mais que meu antigo DS Lite), então meu “braço graveto” cansa se eu não mudar de posição ou não apoiar o portátil nas pernas. Com isso, nem sempre consigo o ângulo ideal.

3dsxl3DS XL, o portátil mais sexy de todos os tempos

Para piorar, acho o 3D meio cansativo. Força a vista, eu fico meio enjoado… também me aconteceu algo engraçado outro dia: joguei por uma hora com o 3D ligado e fui trabalhar logo em seguida. Quando sentei na frente do computador, tive a impressão de que o texto estava saltando do monitor ^_^ Foi engraçado, mas fiquei com a impressão de que o 3D pode fazer mal à minha vista. Por isso, faço uso criterioso do efeito, ligo só em momentos nos quais ele parece interessante. Ou, no caso de jogos como Mario 3D Land, onde o 3D realmente melhora a experiência, jogo com o efeito num nível bem fraquinho.

Curiosamente, notei que gosto mais do efeito 3D em jogos com jogabilidade 2D. Em Power of Illusion, por exemplo, o efeito dá ainda mais beleza aos cenários caprichados, e não cansa a vista. Já no Luigi’s Mansion, o 3D logo me deixa meio enjoado. Acho que o resultado varia de pessoa para pessoa, cada um tem um nível de tolerância diferente ao efeito.

Se o 3D não me atraiu muito, o tamanho do portátil me agradou. O modelo XL é bem grandão, e meus dedos enormes se sentiram super em casa.

Uma central de diversão para power gamers

Antes de falar sobre os jogos propriamente ditos, permitam-me destacar algumas ferramentas que fazem parte do sistema padrão do 3DS. São ferramentas tremendamente interessantes, e acho que elas não recebem a atenção que merecem — eu sequer sabia que elas existiam até ver o Danilo mencionar algumas no vídeo dele. Vamos lá.

Para começar, adorei a ferramenta para anotações sobre jogos. Jogando Metroid, por exemplo, posso colocar o jogo em segundo plano, abrir a ferramenta de anotações e escrever com a caneta: “Voltar na tela x depois de encontrar o tiro de gelo”. Eu sou do tipo que joga com caderno ao lado para anotar essas coisas, então o 3DS facilitou as coisas para mim. A cereja no bolo é que o 3DS cria blocos de notas específicos para cada jogo, você nem precisa ficar salvando em pastinhas específicas ou escolhendo o arquivo de notas que quer abrir. Tá jogando Zelda, abriu o programa de anotações, só aparecem as notas sobre o Zelda. Adorei.

notas_do_3dsUma das minhas anotações sobre Link’s Awakening

Outra coisa ótima é que você pode deixar o jogo em segundo plano e abrir o navegador de internet. Isso é PERFECT para jogos mais complexos, porque você pode deixar aquela página marota do GameFaqs aberta enquanto joga, ou postar suas dúvidas sobre o jogo nos fóruns da vida. Só tenha em mente que o navegador é meio limitado: ele abre meus emails do Gmail numa boa, mas não roda vídeos do YouTube.

A ferramenta de anotações e a possibilidade de consultar guias enquanto jogo me deixaram muito feliz, porque sou um power gamer e antes precisava de caderno, caneta e notebook para “power jogatinas” de Metroid, por exemplo (qualquer dia mostro para vocês minhas copiosas anotações sobre Metroid Prime). Para mim, ter tudo isso concentrado no portátil me faz ter a sensação de que o bichinho foi “tunado” para power gamers como eu, e não só para o público casual, como muitos imaginam quando se fala em portáteis.

No momento, estou viciado no “Troca-Cartas”, um programinha pré-instalado que permite trocar mensagens com os amigos que têm 3DS. Sou péssimo desenhista, mas adoro desenhar mensagens nesse negócio. Pobres das almas que ousam mandar seus friend codes para mim; volta e meia eu as “presenteio” com a minha “arte”.

troca_cartasAndo pensando em abrir um kickstarter para financiar um livro com as minhas artes. Vocês acham que vai colar?

Conforme você vai usando o Troca-Cartas, novos recursos vão aparecendo, incluindo a possibilidade de desenhar em 3D, anexar imagens e gravar mensagens de voz. Claro, você pode fazer tudo isso com muito mais liberdade mandando um email pelo seu computador, mas as limitações do 3DS te estimulam a fazer coisas mais doidas e criativas! Mas posso esperar pela chegada do MiiVerse ao portátil!

Dois joguinhos já vêm instalados. Um é o Face Raiders, que põe o jogador para atirar em rostos voadores. O grande barato é que os inimigos aparecem voando literalmente ao seu redor, já que o cenário é capturado pela câmera do 3DS! Parece besteira, mas eu acho engraçadíssimo atirar num rosto que está sobrevoando o teclado do meu computador. É para jogar em pé, porque você precisa virar a câmera do portátil para tudo que é lado, fica rodando que nem um louco. Mas o divertido mesmo é que os rostos dos inimigos na verdade são fotos que você mesmo captura. Comecei com uma foto da minha esposa, mas ela ficou brava por me ver atirando nela (^_^), então busquei uma abordagem diferente: capturar rostos de celebridades em revistas. No momento, estou me divertindo um bocado atirando no Bruce Willis, no PSY e no Tiririca. Não funcionou com a Marilyn Monroe e a Jennifer Lawrence, porque eu simplesmente não conseguia atirar nelas :)

faceraidersFace Raiders Gangnam Style!

O outro jogo é aquele de realidade aumentada, vocês já devem ter visto no vídeo do Danilo ou em outros lugares. A gente vira a câmera do 3DS para umas cartinhas especiais que acompanham o portátil, e todo tipo de maluquice começa a acontecer. Pensei que esse negócio de realidade aumentada fosse besteira, mas que diabos, funciona bem demais! É muito legal ver a Samus se mexendo sobre a mesa da cozinha, é cool demais para a gente ignorar.

Enfim, acho que as ferramentas e os games incluídos no portátil mostram bem o motivo da Nintendo ser a líder nesse mercado. Ela fez um portátil totalmente focado na diversão; absolutamente tudo nele gira em torno dos jogos. Até o aplicativo de troca de mensagens parece um joguinho, com recursos que são destravados aos poucos ou comprados com moedinhas que você adquire andando com o 3DS pela rua. Um show o aparelho, estou adorando.

E os jogos?

No momento, tenho três cartuchos: Super Mario 3D Land, Luigi’s Mansion e Mickey Mouse: Power of Illusion (este último comprei para a esposa, e ela está adorando). Vou falar mais sobre eles seguindo o meu atual esquema de mini-reviews aqui no Cosmic Effect, aguardem.

Como de costume nos consoles da Nintendo, os jogos mainstream custam caro, quase tudo é no mínimo 100 reais. Mas porém contudo entretanto, rolam promoções no eShop, para quem não se incomoda em comprar jogos digitais. As promoções nem de longe são boas como as do Steam, mas quebram um galho. Outro dia mesmo o Shin Megami Tensei: Soul Hackers tava por 60 reais, o que é um valor razoável.

eshop_3dsHá muitos jogos divertidíssimos no eshop do 3DS por preços bem razoáveis

Já títulos lançados exclusivamente em formato digital aparecem por preços bem melhores. O eShop está entupido de jogos excelentes vendidos a dez reais ou menos, vale a pena conferir. Mesmo com pouca grana, você nunca vai ficar sem ter o que jogar no portátil. Além disso, há algumas demos disponíveis, e você acaba descobrindo que jogos que pareciam bobos na verdade são muito divertidos (oh God, eu preciso comprar aquele Theatrhythm Final Fantasy).

O Virtual Console é uma delícia. Não vou ser hipócrita, é óbvio que um retrogamer como eu já jogou muita ROM em emulador no PC, mas jogar jogos de Game Boy e Game Gear na tela do 3DS é just perfect. Simplesmente não tem graça jogar esse tipo de jogo no PC, eles foram feitos para telinhas pequenas. Mas tem velharias de NES também, e volta e meia pintam versões 3D de títulos antigos. A SEGA e a Capcom estão empolgadíssimas com a ideia de lançar seus jogos em 3D, e estão prometidas para breve versões de Sonic, Streets of Rage, Mega Man e muitos outros jogos.

Conclusão

Fiquei muito satisfeito com o 3DS XL. A imagem é muito boa, os controles são ótimos, adoro os recursos que ele me oferece e sinto que vou me divertir com ele por muitos anos.

Como o 3DS é um portátil muito louco, nele eu tenho vontade de jogar só coisas doidas. Testei o Resident Evil: Revelations e achei fantástico, paquerei um pouco o Shin Megami Tensei IV, mas ando com vontade mesmo é de comprar jogos pirados que eu nunca compraria no Xbox: Hora de Aventura, Apenas um Show, o Final Fantasy musical esquisitão que citei antes… no Xbox eu quero jogar coisas épicas, mas no 3DS eu quero é muita piração. O portátil parece ter sido feito para a minha metade gamer que não cresceu, e eu estou achando isso o máximo. Mas se você quer “epicidade”, pode cair dentro também, porque não faltam jogos com altos níveis de produção e atmosfera. O 3DS é um sucesso justamente no ponto em que o Wii U vem se mostrando um fracasso: há uma enorme abundância de jogos para todos os tipos de público. Difícil é escolher no que você vai gastar, porque não faltam opções.

E você, já tem 3DS? Então me adicione e una-se ao grupo de privilegiados que recebem meus incríveis desenhos ^_^ Aí vai o meu Friend Code: 2809-8281-5208.

Anúncios

TheBoss Informa 001 – Leilão Da THQ, Nintendo Direct E Novos Jogos Para O Wii U

Amigos do Cosmic Effect, apresentamos o TheBoss Informa, seu resumo semanal de notícias relevantes e irrelevantes sobre games.

Sob o comando jornalístico do Orakio Rob, o nosso Gagá (quem mais? ^_^), conceito visual do Andrey e eu me arriscando na locução, esperamos levar para vocês que nos acompanham um “compacto” dos acontecimentos da indústria dos videogames sem perder o nosso estilo cósmico.

Sem mais delongas, vamos ao primeiro TheBoss Informa, que traz a THQ e a Nintendo no centro das atenções. Esperamos que gostem e, por gentileza, divulguem o quanto puderem!

TheBoss Informa 001

 


Double Dragon 2 (NES)

Double Dragon 2 (NES)
Por Danilo Viana.

Em 1987, uma empresa japonesa chamada Technos cria um beat-em-up chamado Double Dragon, sucessor espiritual de um game que, nos EUA (e aqui), era conhecido como Renegade. Double Dragon pegou o mundo dos arcades de jeito, oferecendo ação para dois jogadores simultâneos e a possibilidade de roubar as armas dos inimigos (isso na época era novidade, bons tempos).

Obviamente as versões de consoles eram obrigatórias – mas estamos falando de tempos negros para os videogames domésticos, onde um port do arcade era garantia de conversões imperfeitas em diversos aspectos. Com Double Dragon, não foi diferente. Infelizmente, as perdas neste caso ultrapassaram todos os limites: fases foram alteradas, permitindo apenas dois inimigos ao mesmo tempo na tela (e ambos eram color swap do um mesmo inimigo) e, o pior de tudo: foi removida a opção de dois jogadores simultâneos, sendo substituída por um esquema “Super Mario Bros.” (os jogadores se alternam cada vez que um morre) e Jimmy se tornou o último chefão do jogo!

Para torcer a faca nas costas do NES, a SEGA adquiriu os direitos para lançar o jogo para seu Master System e o resultado foi bastante superior. Ainda não era perfeito, mas contava com dois jogadores simultâneos, três inimigos na tela ao mesmo tempo e gráficos superiores ao NES.

Parecia que o NES estaria marcado com o estigma de receber os ports ruins de Double Dragon, mas eis que no ano seguinte, em 1988, é lançado para os arcades Double Dragon II: The Revenge. Aqui a missão não é salvar a mocinha, mas sim vingar seu assassinato – já que, no início, a moça é morta pelos bandidos. O jogo de arcade seguia o mesmo estilo do primeiro, mas tinha controles diferentes – ao invés do velho soco e chute, aqui existe um ataque para esquerda e um para direita; para chutar o jogador, era necessário virar ao contrário do lado que iria atacar (virar para esquerda e usar o ataque da direita e vice-versa).

Em 1989, viria a versão do NES do segundo jogo. A expectativa era geral – seria o jogo mal portado como o primeiro? A resposta é: sim e não. Mas, como isso é possível? Bom, para começar a versão de NES é bem diferente do arcade, o que faz dele um mau port. Mas como Ninja Gaiden e Contra estão aí para mostrar, nem sempre um mau port se traduz num game ruim, e aqui descobrimos que a versão de NES é de fato MELHOR que a original de arcade.

Essa vale a pena vingar a morte.Vamos começar pelas semelhanças, que são poucas. Aqui a opção de dois jogadores simultâneos voltou ao NES e introduziu duas opções distintas. No modo A, os jogadores não podem se atingir, tornando o jogo mais fácil; mas, no modo B, eles podem trocar sopapos e isso é até uma manha para mais vidas, já que caso um jogador mate o outro, a vida perdida vai para o vencedor do combate. Outra semelhança é o esquema de combate usando ataque para esquerda e para direita, o que confundiu alguns jogadores na época – inclusive este autor, que tinha um Phantom System com botões B e A trocados por A e B, fazendo com que o botão de ataque para direita fosse na esquerda. A semelhança final é a história: é a mesma no NES, o que surpreende, pois temos um jogo de Nintendo – o videogame mais anti-violência gratuita que existe –  onde o tema do jogo é vingança pela namorada morta.

Agora vamos as diferenças – a começar pelas fases. No arcade existem 4 missões, mas na versão de NES são 9 no total, tornando o jogo maior e mais interessante. No Nintendinho temos também seleção de dificuldade, que inclusive determina o quanto do game o jogador verá (para ver todas as 9 fases é necessário jogar no nível mais difícil). Os inimigos do arcade foram quase todos reproduzidos no NES, mas a versão de console trocou alguns deles por novos sprites, e introduziu alguns novos. Inclusive, o último chefe do NES é diferente e produz uma batalha final mais “épica”, eu diria. O final é diferente também nas duas versões, mas aí vocês terão que jogar para conferir cada um. Como última diferença, a versão de NES conta a história através de cutscenes entre as fases: observem a Marion que aparece na introdução do jogo e decida se não vale a pena vingar a morte da donzela.

Os gráficos da versão de NES são obviamente inferiores à versão de arcade, mas bastante superiores ao primeiro jogo do console. Os sprites são bem diversificados e apenas os inimigos mais fracos são copiados do primeiro jogo. Vale ressaltar a ausência de Abobo, inimigo mais icônico da série e aqui substituído por cópias de Arnold Schwarzenegger e… bem… um cara que “parece” Abobo com cabelo mas é um inimigo completamente diferente e que na versão de NES, usaram o sprite do Abobo como base.

A música é um show à parte – a série sempre foi conhecida por sua ótima trilha sonora e aqui não é diferente. O tema principal está presente e as músicas das fases encaixam-se perfeitamente ao tipo de ação exigida. A música final é super empolgante e faz a última batalha ser ainda mais épica.

Dado o port de baixa qualidade do primeiro Double Dragon e o desastre que foi o terceiro jogo da série (talvez um dia façamos um review dele), é fácil dizer que Double Dragon II: The Revenge é o melhor Double Dragon de NES – se considerarmos ainda que a série andou de molho um bom tempo é fácil perceber que este jogo concorre com louvor a melhor jogo da franquia.

SCORE

GAMEPLAY: Foi perfeito na época, hoje está um pouco duro. O esquema de controle não ajuda, mas no geral, o gameplay é bom 3/5
GRÁFICOS:
Defasagem típica de port de arcade, mas o trabalho ficou excelente 4/5
SOM:
Os básicos socos e chutes, bastante som reaproveitado, mas são bem executados 4/5
TRILHA SONORA:
Perfeita, típica da série. Não há nenhuma música ruim 5/5
DIFICULDADE:
Só no mais difícil se vê o final, há vários momentos de instant death e não há continues, é bem difícil 4/5

DADOS

NOME: Double Dragon II: The Revenge
PLATAFORMA: NES
DISPONÍVEL EM: NES, Virtual Console (Wii), emuladores
DESENVOLVEDORA: Technos
DISTRIBUIDORA: Taito
ANO: 1989

* * *