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TheBoss Informa 022 – Acharam E.T.!

Será que estes cartuchos de E.T. ainda telefonam… minha casa… River Raid 4! H.E.R.O. 2! Frostbite 2! NASA! OH YEAH!

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Cosmic Cast #46 – Você Conhece Este Atari?

Unboxing (como é possível?) e review do Atari 7800 ProSystem, o último console da era dourada produzido pela empresa que criou a indústria dos videogames. Um episódio feito sob medida para os apaixonados pelos maravilhosos sprites desenhados para os consoles e arcades da década de 80.

Inclui neste episódio: reviews de Centipede, Ms. Pac Man e Pole Position II do Atari 7800, com capturas diretas do sinal RF original do console para o seu YouTube. E mais: aparições-bônus de Pitfall II, River Raid e Grand Prix do Atari 2600, Super Monaco GP do Mega Drive e um incrível jogo de fómula 1 genuinamente explosivo lançado nos fliperamas, no longínquo ano de 1983…

Cosmic Cast #41 – H.E.R.O.

H.E.R.O. do Atari 2600. Um show de jogo. Um sucesso entre os jogadores brasileiros.

Conheça ou reviva conosco, com toda a riqueza de detalhes que este super clássico merece, o jogo estrelado por Roderick Hero: o primeiro grande herói dos videogames. Física e level design são características a serem apreciadas neste título. Como é? Em um catucho feito para um hardware que previa jogos “tipo Pong melhorados?” É para isso que existem os gênios…

Este episódio teve seu gameplay inteiramente capturado no Game Room da Xbox Live do Xbox 360, com o H.E.R.O. oficial da Activision portado/emulado com perfeição absoluta nesta plataforma. Nosso vídeo também exibirá um pouco deste excelente serviço exclusivo da Microsoft que oferece jogos de Atari 2600, Intellivision e arcade numa apresentação que realmente homenageia a era dourada dos jogos eletrônicos.

Mas estamos falando de Atari. O foco mesmo… reside em atingir o high-score. Um milhão de pontos e “a operação de resgate deixa de existir”. Será mesmo?

“Quem disse que H.E.R.O. não é eterno?”

Cosmic Cast

Episódio #41 – H.E.R.O.

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Cosmic Cast #36 – A Magia Do Atari 2600 – Terceira Parte

“Racing the Beam”. O famoso livro que tenta explicar o relacionamento entre a técnica e a expressão criativa permitida pelo Atari 2600. Certamente uma leitura recomendada a todos os grandes criadores de jogos atuais. Eles terminam a vida dos consoles sem conseguirem explorar todo o poder do hardware. Talvez não haja mais esta preocupação; por extrapolar em algo.

No Atari 2600, aconteceu exatamente o inverso: a máquina foi deixada para trás…

Amigos, esta é a última parte da nossa saga em homenagem aos 40 anos da Atari. O sentido da existência deste episódio reside nas lembranças que vocês compartilham conosco ao assistirem o vídeo. Nós, genuinamente,  agradecemos todo o feedback positivo e igualmente apaixonado de todos. Vocês fizeram, literalmente, esta “trilogia Atari” conosco.

Parados na frente da TV
vimos um castelo de cores que,
de repente, nos encheu
de sonhos, para sempre…

Cosmic Cast

Episódio #36: A Magia Do Atari 2600 – Terceira Parte

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Se não assistiu a primeira parte:

Cosmic Cast #36 – A Magia do Atari 2600 – Primeira Parte

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Cosmic Cast #36 – A Magia Do Atari 2600 – Segunda Parte

Continuem conosco na viagem rumo às profundezas mágicas do Atari 2600, na segunda parte deste episódio “espontaneamente especial” de nossa série em vídeo sobre retrogaming.

O cartucho de Video Chess, o xadrez da Atari, que gerava imagens na tela da TV dignas de uma manifestação epiléptica (como assim, tanta ação em um jogo de xadrez?); a tradição de jogos de nave ambientados em cavernas e uma lente de aumento na arte atemporal de certos cartuchos — que inclui até um console dentro de um… porta-frios?

Amigos, a técnica de programar jogos começa a se transformar em algo que os criadores do Atari 2600 nunca iriam imaginar…

Cosmic Cast

Episódio #36: A Magia Do Atari 2600 – Segunda Parte

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Se não assistiu a primeira parte:

Cosmic Cast #36 – A Magia do Atari 2600 – Primeira Parte

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Cosmic Cast #36 – A Magia Do Atari 2600 – Primeira Parte

“O Atari da Atari”.

Amigos do Cosmic Effect: por gentileza, peço-lhes que cliquem no play e façam esta viagem conosco nos mistérios do videogame que começou tudo: o Atari 2600.

Lembre da caixa de sapatos do seu amigo repleta de cartuchos loose de Atari. Viaje na magia do intrigante projeto de hardware do console, que estimula a criatividade do amante da tecnologia e da cultura dos videogames — até os dias de hoje.

Este episódio conta com a ilustre presença de um convidado muito especial, apresentado por aqui no Cosmic Cast #29: o Arnaldo Diniz. Agora, exibimos o conteúdo inteiro do nosso papo recheado com cartuchos de Atari (e Halo… como?) sobre a mesa e um console com 30 anos de idade que sequer tinha led — que dirá 3 luzes vermelhas.

Seria este o motivo do Atari 2600 ser eterno? Descubra conosco no…

Cosmic Cast

Episódio #36: A Magia Do Atari 2600 – Primeira Parte

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(clique com o botão direito no ícone abaixo e “salve como”):

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Solar Fox (Atari 2600)

A Atari anda chateada com alguns desenvolvedores atuais. A companhia tem removido das lojas de aplicativos qualquer jogo que tenha a menor semelhança com seus títulos antigos. A popularidade do iPhone e Android como plataforma de games tem chamado a atenção da empresa que criou a indústria dos videogames. Assim como a música pop mostrou-se ser um movimento de estilos cíclicos, os jogos eletrônicos também têm demonstrado esta característica. Talvez, exatamente agora, estejamos justamente vicenciando a completude do seu primeiro ciclo.

Afinal, o que jogávamos no início dos anos 80? Qual era a mecânica predominante? Se você pensou nos assim chamados “jogos casuais”, estamos em pleno acordo. Outro dia saiu na loja de aplicativos da Apple um jogo intitulado Vector Tanks. Sim, Battlezone… “reimaginado” para os smartphones branquelos. Pois é amigos, quem diria: o Atari Flashback é muito mais do que o nome daquele console retrô sucesso de vendas nos EUA…

E ainda há muito terreno para peregrinação, especialmente no Atari 2600. Com seu hardware inspirador para engenheiros e programadores da época, não há como negar a genialidade eterna de certos títulos. Sem mencionar os Pitfalls e H.E.R.O.s da vida, temos ainda em sua biblioteca centenas de jogos de mecânica cativante, viciante e rápidos de compreender: a originalidade, para uns tão difícil de ser encontrada na indústria dos jogos, pode ser vista de camarote por aqueles que continuam jogando este console até os dias do hoje; até o final dos tempos…

Solar Fox pode vir a ser um bom exemplo. Um port relativamente fiel ao original de arcade da Midway, é um dos cartuchos desconhecidos que tem muito a oferecer no terreno da jogatina rápida, gratificante e — como estamos falando de retrogaming e não de jogos de smartphone — desafiadora.

Alguma coisa relacionada com o nosso planeta necessitando obter células de energia fora do nosso sistema solar por conta dos “séculos de desperdício” dos humanos e… ah, ora, onde é que eu atiro?

Em Solar Fox, o jogador controla uma espaçonave com movimentos limitados a uma grade não-visível, devendo comer quadradinhos (as “células solares”) em 20 fases diferentes, mais 6 de bônus. A nave nunca deixa de se movimentar na tela e, ao manter pressionado o botão do joystick, voa mais rapidamente. Há dois sentinelas protegendo as células, disparando bolas de fogo. E não, você não atira.

O negócio é rapidamente desviar-se das bolas de fogo e tentar comer os quadradinhos o mais rápido possível. Comeu todos, próximo rack (fase). Até o sexto rack, cada célula (quadradinho) é única; a partir da sétima fase, as células são duplas, obrigando o jogador a passar duas vezes (similar a Q-Bert nos estágios mais avançados, onde os cubos precisam ser “pisados” mais de uma vez). Aqui entra uma novidade interessante: o “Skip-A-Rack™” (Sim, trademark: há um “Featuring the Skip-A-Rack Timer” gravado na caixa original do cartucho, hehe).

Se o jogador consegue comer todas as células antes do timer exibido no canto inferior-esquerdo da tela terminar, a próxima fase é pulada completamente — e o  melhor: todos os pontos referentes à mesma são somados ao score. Sacada genial: estimula a velocidade do jogador e, ao mesmo tempo, pode virar sua própria ruína: uma morte e o timer desaparece naquela fase, sem chance para tentar de novo. Mas você não deixa de correr no próximo rack: afinal, quem nunca desejou pular completamente uma fase? Mais gratificante, impossível! :) Algo similar acontece nas fases de bônus, porém o benefício neste caso é, no mínimo, curioso: se o jogador completar o Challenge Rack antes do medidor “challenge” desaparecer, é exibida uma letra na tela. E só.

Estes mistérios eram uma delícia, cortesia da época do Atari. Uma letra e nada mais. Como naquele tempo nem sempre (ou quase nunca) tínhamos acesso aos manuais dos jogos, estes acontecimentos tinham um sabor diferente. “H”, é a primeira letra exibida ao completar o primeiro Challenge Rack com sucesso; 5 fases depois, mais uma de bônus… e, caso consiga novamente comer todos os quadradinhos antes do CHALLENGE! desaparecer por completo, mais uma letra: “E”. Um código? O que devo fazer, anotar? Sim… havia algum tipo de prêmio oferecido pela CBS, possivelmente um emblema de pano similar ao que a Activision costumava enviar aos jogadores que “destravavam certos achievements” em seus jogos.

A partir do sétimo rack, com as células duplas, o desafio dá um verdadeiro salto. Há momentos emocionantes com você no controle, concentrado, desviando-se das bolas de fogo e, ao mesmo tempo, buscando o trajeto mais otimizado. É um daqueles jogos nos quais seu cérebro, após algumas partidas, consegue responder tão rapidamente que nem você mesmo acredita. Tanto que a última jogadinha do dia é a que costuma deixar o high-score. Claro que as aleatoriedades dos tiros dos sentinelas podem sabotar seu bom desempenho numa jogada aquecida… bom, é a vida no Atari 2600.

Também, Solar Fox apresenta o tipo de mecânica onde o desempenho costuma ser maior para aqueles que fazem questão de utilizar a excelente alavanca original do Atari 2600, ainda que jogando no teclado (por emulação) há a sensação imediata de estar jogando o bom e velho Nibbles que acompanhava os antigos MS-DOS e, mais tarde, os celulares.

Com incríveis 8 KB, Solar Fox é um ilustre desconhecido que até obteve melhor êxito comercial no console em comparação com o desempenho do original de arcade onde, por sinal, é possível atirar, o grid é visível e há presença de inimigos no campo de jogo — justificando o poder de fogo de sua nave. Sábia decisão do programador que fez o port ao remover o tiro da versão do Atari 2600 pois, ao jogá-lo no MAME, tive a impressão de estar lidando com um jogo típico de nave: atirando, sua estratégia muda naturalmente para algo mais ofensivo, digamos assim. De qualquer maneira, provavelmente o tiro foi removido do Atari por limitação do hardware ou mesmo pela falta de um botão adicional no controle… nunca saberemos.

Para exibir até uma dezena de bolas de fogo em movimento na tela, foi usado a famosa técnica de flicker, aquela do Pac-Man, onde os sprites são desenhados rapidamente em locais diferentes e a fosforecência das TVs da época garantiam a persistência do objeto na tela. Tanto que capturas de tela por emulação nunca captam mais do que duas bolas de fogo… mas não se engane: são até uma dezena delas na tela em alguns momentos na versão do Atari!

Claro. Solar Fox é “mais um jogo de Atari”, console de acervo díspare e pouco confiável por conta da liberdade de desenvolvimento, próprio de um tempo anterior ao conceito “[insira nome de uma empresa de console aqui] Seal Of Quality”. Mas não encare o Atari 2600 apenas pela nostalgia: há, sim, títulos desconhecidos que merecem atenção especial do velho retrogamer que há em todos nós.

Para ilustrar: pequeno vídeo com a “sexy” propaganda americana
do Solar Fox e uma partidinha aquecida (risos) do Cosmonal,
capturada diretamente do Atari da Polyvox do SuperConsole :)

Pelo jeito, a nova geração de jogadores de telefones celulares já esqueceu Nibbles e, volta a pergunta — desta vez, para eles: “Have you played Atari today”? Os atuais desenvolvedores de jogos casuais que o digam…

SCORE

GAMEPLAY: Mais direto e interessante do que a versão original de arcade 5/5
GRÁFICOS: Deixa a desejar, para onde foram os 8 KB? :) 2/5
SOM: Efeitos sonoros demasiadamente tradicionais, ruído branco “basicão”  2/5
TRILHA SONORA: “Arpejo de programador” no start, F- neste quesito! (risos) 1/5
DIFICULDADE: Suas partidas costumam durar menos de 5 minutos… 4/5

DADOS

NOME: Solar Fox
PLATAFORMA: Atari 2600, Commodore 64 e Arcade
DISPONÍVEL EM: Cartucho/ROM
ANO: 1983
DESENVOLVEDORA: Midway
DISTRIBUIDORA: CBS Electronics

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