H.E.R.O. x Pitfall

Um grande segredo dos tempos do Atari 2600
foi descoberto pelo Cosmic Effect.
Vamos compartilhar com vocês agora.

Antes de mais nada, cuidado com pessoas
observando seu computador. Caso esteja
no tablet, aproxime-o dos seus olhos.

Primeiro, pegue o cartucho original de H.E.R.O. e
insira-o no seu Atari, mas não no emulador:
só funciona naquele console original,
frente de madeira.

Espere um dia de chuva. Aguarde pelo momento
torrencial. Quando acontecer, puxe a alavanca
Game Reset 5 vezes e olhe para esquerda.

Importante: se você possuir aquele joystick wireless
original da Atari, desligue-o antes do procedimento ou tudo falhará.

Agora, pegue Pitfall. Coloque o cartucho no sol,
pela manhã, numa posição que permita a projeção
da sombra na base do seu console.
Se fez tudo certo, um mapa será revelado
com um link para um pequeno vídeo.

A Activision nega, mas foram encontradas
fitas VHS escondidas dentro de um Atari 7800
perdido no sótão da residência do Sr. David Crane.
No conteúdo das fitas, muitas pitfalizações e a
sequência que assistirão a seguir, com exclusividade cósmica.

Se você viu este vídeo aqui, evite comentar em páginas
de rede sociais que não são seguras. Também, desconfiem
de qualquer página da Internet que apresente mais pixels
do que os cartuchos de Atari.

Talvez um projeto de desenho animado com
os dois maiores heróis de toda uma geração?

Autor: anônimo
IP: [bloqueado]
DELTREE/Y *.*
CLS

“Somente é forte a força coletiva!” P.H.

Produzido por © 2012 CFX Team

Música: “Ascension To Virginity”
Dave Grusin: Ocean’s Twelve OST
© 2004 Warner Bros.

* * *

Solar Fox (Atari 2600)

A Atari anda chateada com alguns desenvolvedores atuais. A companhia tem removido das lojas de aplicativos qualquer jogo que tenha a menor semelhança com seus títulos antigos. A popularidade do iPhone e Android como plataforma de games tem chamado a atenção da empresa que criou a indústria dos videogames. Assim como a música pop mostrou-se ser um movimento de estilos cíclicos, os jogos eletrônicos também têm demonstrado esta característica. Talvez, exatamente agora, estejamos justamente vicenciando a completude do seu primeiro ciclo.

Afinal, o que jogávamos no início dos anos 80? Qual era a mecânica predominante? Se você pensou nos assim chamados “jogos casuais”, estamos em pleno acordo. Outro dia saiu na loja de aplicativos da Apple um jogo intitulado Vector Tanks. Sim, Battlezone… “reimaginado” para os smartphones branquelos. Pois é amigos, quem diria: o Atari Flashback é muito mais do que o nome daquele console retrô sucesso de vendas nos EUA…

E ainda há muito terreno para peregrinação, especialmente no Atari 2600. Com seu hardware inspirador para engenheiros e programadores da época, não há como negar a genialidade eterna de certos títulos. Sem mencionar os Pitfalls e H.E.R.O.s da vida, temos ainda em sua biblioteca centenas de jogos de mecânica cativante, viciante e rápidos de compreender: a originalidade, para uns tão difícil de ser encontrada na indústria dos jogos, pode ser vista de camarote por aqueles que continuam jogando este console até os dias do hoje; até o final dos tempos…

Solar Fox pode vir a ser um bom exemplo. Um port relativamente fiel ao original de arcade da Midway, é um dos cartuchos desconhecidos que tem muito a oferecer no terreno da jogatina rápida, gratificante e — como estamos falando de retrogaming e não de jogos de smartphone — desafiadora.

Alguma coisa relacionada com o nosso planeta necessitando obter células de energia fora do nosso sistema solar por conta dos “séculos de desperdício” dos humanos e… ah, ora, onde é que eu atiro?

Em Solar Fox, o jogador controla uma espaçonave com movimentos limitados a uma grade não-visível, devendo comer quadradinhos (as “células solares”) em 20 fases diferentes, mais 6 de bônus. A nave nunca deixa de se movimentar na tela e, ao manter pressionado o botão do joystick, voa mais rapidamente. Há dois sentinelas protegendo as células, disparando bolas de fogo. E não, você não atira.

O negócio é rapidamente desviar-se das bolas de fogo e tentar comer os quadradinhos o mais rápido possível. Comeu todos, próximo rack (fase). Até o sexto rack, cada célula (quadradinho) é única; a partir da sétima fase, as células são duplas, obrigando o jogador a passar duas vezes (similar a Q-Bert nos estágios mais avançados, onde os cubos precisam ser “pisados” mais de uma vez). Aqui entra uma novidade interessante: o “Skip-A-Rack™” (Sim, trademark: há um “Featuring the Skip-A-Rack Timer” gravado na caixa original do cartucho, hehe).

Se o jogador consegue comer todas as células antes do timer exibido no canto inferior-esquerdo da tela terminar, a próxima fase é pulada completamente — e o  melhor: todos os pontos referentes à mesma são somados ao score. Sacada genial: estimula a velocidade do jogador e, ao mesmo tempo, pode virar sua própria ruína: uma morte e o timer desaparece naquela fase, sem chance para tentar de novo. Mas você não deixa de correr no próximo rack: afinal, quem nunca desejou pular completamente uma fase? Mais gratificante, impossível! :) Algo similar acontece nas fases de bônus, porém o benefício neste caso é, no mínimo, curioso: se o jogador completar o Challenge Rack antes do medidor “challenge” desaparecer, é exibida uma letra na tela. E só.

Estes mistérios eram uma delícia, cortesia da época do Atari. Uma letra e nada mais. Como naquele tempo nem sempre (ou quase nunca) tínhamos acesso aos manuais dos jogos, estes acontecimentos tinham um sabor diferente. “H”, é a primeira letra exibida ao completar o primeiro Challenge Rack com sucesso; 5 fases depois, mais uma de bônus… e, caso consiga novamente comer todos os quadradinhos antes do CHALLENGE! desaparecer por completo, mais uma letra: “E”. Um código? O que devo fazer, anotar? Sim… havia algum tipo de prêmio oferecido pela CBS, possivelmente um emblema de pano similar ao que a Activision costumava enviar aos jogadores que “destravavam certos achievements” em seus jogos.

A partir do sétimo rack, com as células duplas, o desafio dá um verdadeiro salto. Há momentos emocionantes com você no controle, concentrado, desviando-se das bolas de fogo e, ao mesmo tempo, buscando o trajeto mais otimizado. É um daqueles jogos nos quais seu cérebro, após algumas partidas, consegue responder tão rapidamente que nem você mesmo acredita. Tanto que a última jogadinha do dia é a que costuma deixar o high-score. Claro que as aleatoriedades dos tiros dos sentinelas podem sabotar seu bom desempenho numa jogada aquecida… bom, é a vida no Atari 2600.

Também, Solar Fox apresenta o tipo de mecânica onde o desempenho costuma ser maior para aqueles que fazem questão de utilizar a excelente alavanca original do Atari 2600, ainda que jogando no teclado (por emulação) há a sensação imediata de estar jogando o bom e velho Nibbles que acompanhava os antigos MS-DOS e, mais tarde, os celulares.

Com incríveis 8 KB, Solar Fox é um ilustre desconhecido que até obteve melhor êxito comercial no console em comparação com o desempenho do original de arcade onde, por sinal, é possível atirar, o grid é visível e há presença de inimigos no campo de jogo — justificando o poder de fogo de sua nave. Sábia decisão do programador que fez o port ao remover o tiro da versão do Atari 2600 pois, ao jogá-lo no MAME, tive a impressão de estar lidando com um jogo típico de nave: atirando, sua estratégia muda naturalmente para algo mais ofensivo, digamos assim. De qualquer maneira, provavelmente o tiro foi removido do Atari por limitação do hardware ou mesmo pela falta de um botão adicional no controle… nunca saberemos.

Para exibir até uma dezena de bolas de fogo em movimento na tela, foi usado a famosa técnica de flicker, aquela do Pac-Man, onde os sprites são desenhados rapidamente em locais diferentes e a fosforecência das TVs da época garantiam a persistência do objeto na tela. Tanto que capturas de tela por emulação nunca captam mais do que duas bolas de fogo… mas não se engane: são até uma dezena delas na tela em alguns momentos na versão do Atari!

Claro. Solar Fox é “mais um jogo de Atari”, console de acervo díspare e pouco confiável por conta da liberdade de desenvolvimento, próprio de um tempo anterior ao conceito “[insira nome de uma empresa de console aqui] Seal Of Quality”. Mas não encare o Atari 2600 apenas pela nostalgia: há, sim, títulos desconhecidos que merecem atenção especial do velho retrogamer que há em todos nós.

Para ilustrar: pequeno vídeo com a “sexy” propaganda americana
do Solar Fox e uma partidinha aquecida (risos) do Cosmonal,
capturada diretamente do Atari da Polyvox do SuperConsole :)

Pelo jeito, a nova geração de jogadores de telefones celulares já esqueceu Nibbles e, volta a pergunta — desta vez, para eles: “Have you played Atari today”? Os atuais desenvolvedores de jogos casuais que o digam…

SCORE

GAMEPLAY: Mais direto e interessante do que a versão original de arcade 5/5
GRÁFICOS: Deixa a desejar, para onde foram os 8 KB? :) 2/5
SOM: Efeitos sonoros demasiadamente tradicionais, ruído branco “basicão”  2/5
TRILHA SONORA: “Arpejo de programador” no start, F- neste quesito! (risos) 1/5
DIFICULDADE: Suas partidas costumam durar menos de 5 minutos… 4/5

DADOS

NOME: Solar Fox
PLATAFORMA: Atari 2600, Commodore 64 e Arcade
DISPONÍVEL EM: Cartucho/ROM
ANO: 1983
DESENVOLVEDORA: Midway
DISTRIBUIDORA: CBS Electronics

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Cosmic Cast #29 – Agora É Retrô

Amigos do Cosmic Effect: este é um episódio especial da nossa série de vídeos sobre retrogaming. Nele, apresentaremos as novidades que estamos preparando para os próximos episódios. Aproveitamos também a oportunidade para agradecer a todos vocês que nos acompanham pelo imenso carinho, apoio e colaboração que recebemos durante este 1 ano e meio em que produzimos este conteúdo em vídeo.

O Cosmic Cast começou em junho de 2010 e, desde sempre, levamos em conta cada feedback que recebemos em busca da constante melhoria da nossa série. Hoje, temos até um certo orgulho em poder dizer que conseguimos produzir 29 vídeos sobre a cultura do retrogaming, em nosso português bem brasileiro. E estamos mais do que empolgados e empenhados a continuar.

Não se sinta desanimado pelos 35 minutos de um “vídeo de apresentação de novidades”: o efeito cósmico tomou conta de nós durante a produção do episódio e, como sempre, a nossa preocupação em manter a informação e os videogames como o foco de tudo que fazemos por aqui liderou todo o processo. Alguns futuros episódios ainda em produção irão pintar neste Cosmic Cast — portanto, não se preocupe: prometemos recompensar cada segundo do seu tempo dedicado ao nosso vídeo… ou a sua ficha de volta :)

Viaje conosco na celebração da arte e do gameplay… tudo isso produzido na mais Alta Definição Pixelada ™ — uma exclusividade do Cosmic Effect Team para todos nós ;-)

Cosmic Cast

Episódio #29: Agora É Retrô

Se você gostar do que viu, nós do Cosmic Effect pedimos
gentilmente que divulgue este episódio para seus amigos!

Agradecemos antecipadamente também aos que
clicarem em “Gostei” no YouTube!

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Se preferir, faça o download do vídeo em máxima qualidade
(clique com o botão direito no link abaixo e “salve como”):

(2.1 GB, MPEG4/H264, 1080p, Audio AAC 224 kbps)

 —

Canais somente com vídeos originais produzidos pelo Cosmic Effect

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Pitfall Wasteland – 30 Anos Depois…

Um pequeno update no vídeo “Pitfall Wasteland”, produzido pelo Andrey Santos, para todos nós. A mensagem ecológica que não deve nunca calar. Quem entende mais do que Pitfall Harry para alertar os jogadores (e quem não joga também, claro) de um possível futuro nada animador? Nem o mundo pixelado de Pitfall suportaria tanto desprezo do homem pelo meio-ambiente…

Espalhem a mensagem… novamente! :)

Pitfall Wasteland – 30 Anos Depois…

Conceito & Arte por Andrey Santos
Música (versão do tema de “Pitfall II: The Lost Caverns”) por Eric Fraga

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Dia Da Árvore 2011

Hoje, dia 21 de setembro, comemora-se no Brasil o Dia da Árvore. E, para celebrar a data, pensei em seguir a mesma linha daquele post sobre a Medusa, só que, dessa vez, listando games memoráveis ou desconhecidos onde a árvore (ou partes dela) tem um papel importante: seja no cenário, como item ou até mesmo como chefe de fase (evitei aqui os jogos de RPG, senão a lista seria infinita).

E antes que alguém pense que este é um post forçado, encare de outra forma: nos dias de hoje, consciência ambiental é fundamental, e todo retrogamer (e new gamer) que se preze, amantes de parafernálias tecnológicas, se preocupa com o meio ambiente. É uma boa defesa, não? (risos). Além do mais, qual retrogamer não gosta de recordar bons jogos? Então vamos nessa. Ah, e árvore, parabéns! Obrigado pelo oxigênio, pela sombra, e espero que encontremos cada vez mais formas de preservá-la.

Frogger (1981)
Plataformas: Arcade, Atari 2600 e outras

Ao lado de Pac-Man, Pitfall e Yars’ Revenge, Frogger foi um dos primeiros jogos que tive no Atari. Acho difícil um retrogamer não lembrar do sapinho que precisava atravessar uma avenida e um riacho, se esquivando de veículos e usando toras de árvore e cascos de tartarugas como pontes. As toras talvez sejam os elementos mais memoráveis desse jogo, depois do próprio sapinho, e por isso ele figura aqui na lista. Engraçado que eu lembro de me sentir mais seguro pegando carona nos troncos, em vez dos cascos, talvez por ser uma linha reta. Curiosamente, soube só há pouco tempo que a versão arcade, ou seja, a original, foi criada em parceria entre a Sega e a Konami. Legal, hein?

Magical Tree / Árvore Mágica (1985)
Plataforma: MSX

O nome já demonstra que aqui a árvore tem papel importante. Nesse game, você está na pele de um pequeno índio que deve escalar a Árvore Mágica, uma árvore tão alta que passa por nuvens. Entre os desafios (além do fato de escalar) estão corujas e raios (que saem de nuvens com caras de mal). Esse jogo me garantiu horas de diversão. Outra coisa que não posso deixar de mencionar é que a música do gameplay do Magical Tree está na lista das trilhas sonoras que até hoje sei assobiar (mentalmente, claro. Não fico por aí assobiando game musics assim sem cobrar nada). Se você não conheceu Magical Tree ou quer relembrar o jogo, aconselho fortemente ler esta resenha do nosso prezado amigo Gagá. Está tudo lá e não preciso dizer mais nada. Até os comentários da galera são bons. Mas termina de ler o post aqui antes, né?

The Legend of Kage (1985)
Plataforma: Arcade, NES

Não me pergunte por qual motivo, mas eu não tinha coragem de jogar esse jogo nos fliperamas. Simplesmente o achava difícil só de olhar, e sempre tinha um marmanjo jogando. E o jogo não é assim nada demais. Tem outros da mesma época que talvez sejam mais difíceis e eu jogava, como Ghost’n Goblins, Black Dragon, Double Dragon e Tiger Road. Enfim, em Legend of Kage você assume o papel de Kage (que significa Sombra), um jovem ninja que passa por vários cenários e desafios para resgatar a princesa Kiri, que está nas mãos dos vilões Yuki e Yoshi. O jogo já começa em uma densa floresta, na qual você pode escalar árvores e inclusive travar duelos aéreos com ninjas do mal. As armas do herói são shurikens e uma espada curta (capaz de rebater shurikens inimigos). O lance de escalar árvores era bem utilizado, por isso ficou marcado. Pensou em The Legend of Kage, pensou em florestas e em saltos pelas árvores. Quando eu olhava pra tela do jogo em um fliperama, sempre tinham árvores. Duas décadas depois, esse jogo ganhou uma sequência para o Nintendo DS, The Legend of Kage 2, e manteve os mesmos elementos, inclusive muitas árvores, o que mostra que é uma característica da franquia.

Fantasy Zone II (1987)
Plataformas: Master System

Enquanto alguns ignoravam este game devido ao seu visual fofinho, o encarei como um side scrolling shooter bem desafiante. Fantasy Zone II certamente foi um dos jogos que mais dominei. Isso, claro, depois de adquirir o Rapid Fire, o tal adaptador para joystick que habilitava repetição automática dos botões. Na TV, chegou a passar comerciais da Tec Toy sobre o Rapid Fire, e o jogo que usavam como exemplo era justamente o Fantasy Zone II. Quando vi, pensei “é disso que preciso”, e foi assim que passei a zerar o jogo inúmeras vezes. O primeiro chefe de fase é uma árvore cíclope. O carismático personagem Opa-Opa deve desviar-se de toras menores que ficam flutuando e vindo na sua direção, bem no estilo Frogger. O jogo foi portado para outras plataformas, como MSX e NES, mas o original do Master System é emblemático, com excelente jogabilidade.

Castle of Illusion (1990)
Plataformas: Mega Drive, Master System

A aventura do Mickey Mouse para o Mega Drive foi um dos jogos que mais conquistaram os fãs da plataforma, por muitos motivos: jogabilidade, gráficos, trilha sonora, desafio, humor… tudo de primeira linha. Quem não se lembra do estágio na fábrica de brinquedos, ou do estágio das sobremesas? Pois bem, o jogo do rato mais famoso do planeta figura na lista porque o chefe da primeira fase, que, por sinal, se passa numa floresta, é uma árvore gigante e mal intencionada. O rosto da árvore se desprende e vira um tronco que rola na direção do Mickey.

The Way of the Tiger (1986)
Plataformas: ZX Spectrum, MSX

Um jogo um tanto quanto raro – e um dos inúmeros games de ninja que existiam no MSX. Em The Way of the Tiger você faz treinamento ninja sem armas, com espadas ou com bastões. Eu tinha esse jogo no MSX, na época das fitas cassetes ainda. Por ser um port do ZX Spectrum, o gráfico não era nada atraente, mas joguinhos de luta eram sempre bem-vindos na minha infância. Uma das cenas clássicas deste título é a luta de bastões em cima de um tronco que cruzava um córrego fazendo papel de ponte. Você precisava derrubar seu oponente acertando-o em lugares estratégicos, ora golpeando a cabeça, ora golpeando as pernas. Podia arriscar dar pulos para se esquivar dos golpes, mas numa dessas você poderia escorregar no tronco e cair no riacho. Aí era fim de combate.

Pitfall (1982)
Plataformas: Atari 2600

Sim! Pitfall, um dos games que mais inspiram as páginas e vídeos do Cosmic Effect, não poderia ficar de fora. Certamente nosso querido mascote Harry ficou feliz por esta lembrança. Pensou em Pitfall, pensou em florestas, árvores, cipós e troncos rolando. Esse jogo foi um dos responsáveis por chamar a minha atenção para cenários de games. A propósito, quando eu era pequeno, meu pai comprou esse jogo com o nome de Pantanal (seguindo a tradição daquelas brilhantes traduções de títulos do Atari e do Odissey).

Double Dragon I e II (1987 e 1988)
Plataformas: Arcade e diversas outras

Poderia ficar horas falando sobre Double Dragon, que é o meu jogo do coração e um dos mais brilhantes dos arcades nos anos 80. A música e os detalhes do cenário foram só alguns dos elementos que me deixaram louco. Anteriormente mencionei que nunca joguei The Legend of Kage nos fliperamas por achar difícil. Engraçado que quando conheci o Double Dragon, também tive medo de jogar, mas fiquei tão deslumbrado, que fui comprando fichas e treinando, até me tornar um verdadeiro mestre. Zerava Double Dragon sem perder vidas. A terceira fase do Double Dragon é clássica e se passa em uma floresta, com direito a árvores cortadas. Já na sequência, Double Dragon II, uma tora de árvore torna-se um dos objetos que podemos pegar para arremessar nos inimigos. Pequenos detalhes que a gente não esquece.

World Games / Jogos Mundiais (1987)
Plataformas: Amiga, Amstrad CPC, Apple II, Apple IIgs, Atari ST, Commodore 64, NES, DOS, SEGA Master System, Wii, ZX Spectrum

World Games (Jogos Mundiais) é um curioso conjunto aleatório de jogos que fazem sucesso em vários cantos do mundo. São 10 modalidades que vão desde Salto com varas e Sumô, até Esqui e Salto sobre barris. E uma das modalidades é a de rolar em cima de um tronco sobre a água (log rolling) a fim de derrubar seu oponente (vide screenshot). O esporte não é conhecido por aqui, mas já assisti pela ESPN uma vez, quando a emissora transmitiu uma competição mundial de lenhadores (ou coisa do tipo). As dez modalidades do World Games são: Salto sobre barris (Barrel jumping), Montaria em touro (Bull riding); Cabo de guerra (Caber toss); Salto de penhasco (Cliff diving); Rolamento no tronco (Log rolling); Salto de plataforma (Platform diving); Salto com varas (Pole vault); Esqui (Skiing); Sumô (Sumo wrestling) e Levantamento de peso (Weightlifting). Outra curiosidade é que o game foi lançado para uma penca de plataformas, como mostra acima. Só o conheci no MSX.

Mortal Kombat II (1993)
Plataformas: Arcade e outras

Lembro ainda hoje da primeira vez que vi o MKII. Foi numa loja de fliperamas não muito longe da minha casa. E uma coisa que me vem à cabeça quando alguém fala nesse game é o cenário onde aparecem árvores com faces medonhas e que ficavam fazendo cara feia enquanto lutávamos. Nos consoles esse cenário não me chamou tanto a atenção, mas na época, na versão arcade, me pareceu muito bem feito.

É isso. Tenho uma leve impressão que por dentro as árvores da vida real estão tão furiosas quanto essas do Mortal Kombat II, quase que odiando os seres humanos com seus hábitos devastadores. Enfim: valorize a natureza, valorize o que já estava aqui bem antes de nós. E se lembrarem de mais games onde árvores sejam protagonistas ou importantes coadjuvantes, por favor, compartilhe conosco nos comentários! Até a próxima. o/

Arte adicional por Andrey Santos

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