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Retrospectiva 2013! Parte 2

Relembre conosco o segundo semestre gamístico de 2013 e descubra o melhor jeito de passar um reveillon, para o caso de videogame ser mais que um hobby pra você.

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TheBoss 027 Parte 2 – Minecraft (Xbox 360)

Minecraft: onde as coisas simplesmente acontecem…

TheBoss 027 – Minecraft (Xbox 360) Parte 1

Um delicioso passeio por Minecraft do Xbox 360 (filmando a TV!) com Orakio “O Gagá” Rob e suas meticulosas criações faraônicas.

O adeus ao Xbox 360 do Gagá

No final do ano passado, eu vinha devorando todo tipo de informação sobre o Wii U, visto que as franquias da Nintendo são minhas favoritas. Mas o lançamento do Wii U acabou se revelando uma grande decepção, com preço alto e jogos escassos. Achei que seria melhor esperar as coisas esquentarem e dar um ano para o console antes de comprá-lo.

Como eu estava naquela fome de comprar um console novo, parti para o Xbox 360. O preço estava bom, e como eu vinha de longos anos de retrogaming, havia muitas franquias modernas que eu queria conhecer. Comprei o bichinho (sob veementes protestos da minha esposa, que achou o console enorme, horroroso, um desastre para a estética da nossa sala etc) já pensando em vendê-lo um ano depois para comprar o Wii U. Conforme o planejado, anunciei o bichinho no Mercado Livre e comprei o Wii U na semana passada (o Xbox ainda está à venda, caso alguém esteja interessado).

Vou fazer um post falando sobre o Wii U para vocês, mas desta vez eu quero mesmo é contar como foi o ano que eu passei com o Xbox 360. Afinal, valeu a pena comprar o console da M$ ou foi uma grande roubada?

Valeu a pena comprar o Xbox 360?

Já respondendo à pergunta: valeu sim, com certeza. Tirei o meu atraso com várias franquias icônicas que até então eu nunca tinha jogado: comprei o remake do primeiro Halo (Halo Anniversary) e curti o jogo apaixonadamente até o final. Acho que até desenvolvi um certo apego retrô ao jogo, porque há algumas semanas peguei Halo 3 e achei o primeiro muito melhor ^_^ Joguei um pouco de Assassins Creed II, e embora não o tenha terminado, consegui entender por que o jogo é tão popular. De posse da coletânea Metal Gear Solid HD Collection, finalmente joguei Metal Gear Solid 2 e 3, que eram enormes rombos no meu currículo (visto que sou fã de carteirinha do Metal Gear Solid de PSX e curto a franquia desde os tempos do MSX).

O feroz confronto com uma imensa horda de alienígenas na selva de Halo Anniversary foi um momento inesquecível do ano que passei com o Xbox 360

Após anos de abstinência, voltei a me deliciar com Final Fantasy. O último que eu havia jogado tinha sido FFIX, no primeiro Playstation, e para minha surpresa adorei o tão odiado Final Fantasy XIII. Apostei no Dark Messiah of Might and Magic, mesmo em meio às críticas extremamente negativas que li, e fui premiado com uma das experiências gamers mais gratificantes do ano. Fiquei surpreso com o pouco apreciado Divinity II, um RPG que mistura habilmente características de RPGs de computador e de console (como não gostar de um RPG onde a gente pode virar dragão e cruzar os céus PanzerDragoon-style?). Depois disso tudo, quase pirei com os enlouquecedores puzzles e seios fartos dilemas morais do esquisitão Catherine.

Não sucumbi aos tão adorados shooters do console. Minha breve experiência com Call of Duty foi desastrosa e não me animou muito. Achei Gears of War interessante, mas não o suficiente para que eu fosse além do que uma demo me ofereceu. Comprei Borderlands 2 e o primeiro Crysis, mas se joguei meia hora de cada foi muito. Nesse sentido, acho que a experiência de jogatina moderna deste retrogamer que vos escreve não foi tão herética quanto imaginei que seria a princípio.

Esqueçam as críticas mocorongas: Divinity II é um RPG maravilhoso!

Aliás, a jogatina retrô também marcou fortemente meu ano com o Xbox. Curti muitos remakes e “remixes”. Sempre dou risada quando lembro dos meus intensos esforços para desbancar o recorde do Eric no Pac-Man Championship Edition DX (foram muitas semanas tensas de “vou bater o recorde, vou bater o recorde… não bati” até que finalmente eu conseguisse). Também lembro de uma divertida tarde em que “esbarrei” no Rafa e no ANTIDEUS online, e acabamos todos disputando uns rachas no Daytona USA.

Na arena naturalmente retrô dos indies, delirei jogando Mark of the Ninja, o primeiro jogo de ninja que realmente fez com que eu me sentisse como um. Sem muita pretensão, Hell! Yeah! Wrath of the Dead Rabbit me conquistou e proporcionou horas e horas de diversão com jogabilidade retrô de alta qualidade e um humor negro genuinamente divertido (há tempos não ria tanto com um jogo). Por fim, o excelentíssimo Dust: An Elysian Tail me tacou na parede e me chamou de lagartixa: o jogo é uma delícia, com gráficos lindos e jogabilidade divertida. Se você não tem Xbox, aproveite que saiu no Steam outro dia.

Gente, QUE MARAVILHA o Dust: An Elysian Tail. Pela madrugada!

E por favor, nem me falem em Minecraft. Senão, vou ter que contar do corredor suspenso que eu construí, do observatório que ergui no alto de uma montanha, da minha aconchegante casinha de dois andares e do medo infernal que eu sinto quanto escuto os esqueletos e as aranhas em volta dela durante a noite. Fiz até uma cerca para manter os bichos longe da minha janela, mas ainda assim eu sinto medo. Muito medo.

Skyrim… ah, Skyrim…

Mas o grande barato do meu Xbox foi mesmo Skyrim. Já devo ter quase 200 horas de jogo e não me canso. Acredito que não seja exagero dizer que Skyrim é a realização do sonho de todos os amantes de RPGs que cresceram jogando os Phantasy Star e Final Fantasy clássicos — e se isso que estou dizendo lhe soa familiar, é porque o Danilo roubou descaradamente a minha fala outro dia num episódio do Games com Café :P  Tudo o que a gente sonhava em ver num jogo quando moleque, seja em termos gráficos ou em termos de liberdade, Skyrim torna real.

Bati essa foto da minha TV. Observem o dragão pousado lá no alto, sobre a rocha, no meio da tela. É ou não é lindo esse jogo?

Eu realmente endoidei com Skyrim. O mundo é vasto, lindo e cheio de coisas acontecendo. Há sim uma quest principal e vários eventos roteirizados, mas quem mergulha mesmo nessa aventura logo para de JOGAR Skyrim e passa a VIVER em Skyrim. Mais cedo ou mais tarde, na estrada que o leva à “conclusão” da missão principal, alguma coisa vai cruzar seu caminho, te seduzir e te arrastar para cada vez mais longe daquele caminho. Há sim muitas missões a serem cumpridas, mas as melhores histórias em Skyrim são aquelas que não estão no script; felizes combinações de situações aleatórias que criam uma história só sua.

Certa vez, vi um dragão voando e decidi enfrentá-lo. “Estacionei” meu cavalo numa área protegida por árvores, fui enfrentar o dragão e voltei. Quando cheguei, o cavalo estava morto. Fiquei olhando para o corpo dele no chão pensando no que poderia ter acontecido, quando subitamente uma flecha disparada logo atrás de mim passou zunindo pela minha orelha direita. Ouvi um barulho; levantei os olhos e um esqueleto armado com uma espada se desmontou todo na minha frente. Enquanto eu estava distraído olhando para o cavalo, o esqueleto saiu do meio das árvores e ia me acertar um golpe certeiro, mas minha parceira de viagens, que estava mais recuada, me salvou em cima da hora com seu arco.

Cavalos podem parecer desperdício de dinheiro em Skyrim, mas as boas histórias que eles geram fazem a grana valer a pena

Claro, comprei outro cavalo depois disso. Um dia, explorando as planícies geladas de Skyrim, encontrei um esconderijo de bruxas. Saltei do cavalo, matei as bruxas todas e quando saí… cadê o cavalo? Procurei, procurei e nada. A noite caía e começava a nevar furiosamente, eu já não estava enxergando nada direito. Decidi voltar para uma cidade ali perto e continuar as buscas no dia seguinte.

De manhã cedo, voltei ao esconderijo das bruxas. Fiquei rondando aquele pedaço, na esperança de topar com o cavalo, ou pelo menos com o corpo dele para virar logo essa página. A tarde chegou, e voltou a nevar com força. Eu estava prestes a desistir do bicho quando, bem ao longe, no meio da neve, vi umas luzes brilhando. Conforme fui me aproximando, identifiquei uma bruxa lançando feitiços contra alguma coisa… grande, que a atacava como se não houvesse amanhã. A visão foi se tornando mais clara aos poucos, até que eu entendesse o que estava acontecendo: era o meu cavalo, descendo a lenha numa bruxa que tinha sobrevivido na noite anterior! :)

Não sei se os cavalos de Skyrim são programados para ter personalidade ou não, mas eu juro que meu cavalo anterior era um verdadeiro covarde, fugindo ao primeiro sinal de perigo, mas que este aqui parte pra cima de todas as criaturas que se aproximam com uma violência extraordinária!

Elisif the Fair, a soberana de Solitude, momentos antes de ser atingida por minha súbita flechada

E aquela vez em que, sem receber qualquer ordem nesse sentido, só para entrar mais no meu personagem e apoiar o líder Ulfric, matei a rainha de uma cidade rival bem na sala do trono? Fui perseguido por toda a guarda local, cruzei os portões da cidade e mergulhei no mar para fugir. Enquanto nadava para longe, as flechas que os guardas disparavam lá do alto caíam ao meu redor como uma chuva letal.

Fui nadando para longe dali, sem saber para onde ia, até avistar uma faixa de terra. Saí do mar, e enquanto recuperava o fôlego naquela região isolada e sem árvores, achando que tinha escapado do pior, a enorme sombra de uma asa cobriu o som por uma fração de segundos. Mais um dragão para a minha coleção.

Mais um belo capítulo da minha história gamer

Pode parecer que estou fugindo do assunto com esse papo sobre Skyrim, mas não estou não. O que estou tentando fazer é ilustrar uma opinião. A gente pensa que compra um videogame para matar todo mundo num Halo, para acompanhar a história de um LA Noire ou para ser o campeão supremo de Street Fighter IV, mas a verdade é que os momentos que nós mais lembramos da nossa experiência com esses jogos são aqueles que nascem do acaso: aquela sequência brilhante de acrobacias que realizamos num golpe de sorte numa partida de Mark of the Ninja; aquele chefe que nós enfrentamos por quase uma hora no Final Fantasy e derrotamos quando só resta um mísero ponto do nosso HP; a flecha de um aliado que salva a nossa vida no último instante no Skyrim.

Adeus, querido Xbox! Não esqueça de escrever! *sniff*

Tendo vivido todas essas experiências com o meu Xbox, eu me declaro um cliente satisfeito. Agora, vendo o “preto velho” com a esperança de que seu novo dono viva tantas emoções quanto eu vivi com ele. Agradeço à Microsoft pelas muitas horas de diversão que me ofereceu, e parto agora para o mundo selvagem do Wii U… desejem-me sorte!

TheBoss Informa 018 – Tudo Sobre A Conferência Da Microsoft Na E3 2013!

Amigos, acompanhem nosso resumão sobre a conferência da Microsoft na E3 2013 no TheBoss Informa!

TheBoss Informa 08/04/2013 – Fim da LucasArts? Xbox 720? Far Cry? Doom 4? Minecraft?

TheBoss Informa, seu resumo semanal de notícias relevantes e irrelevantes sobre games.

Nesta edição, choramos copiosamente no dia em que a música e a LucasArts morreram, ficamos na dúvida se preferimos Minecraft ou Terraria, cruzamos os dedos por Doom 4, geramos um “WTF” coletivo com novidades sobre Far Cry 3: Blood Dragon, damos mais munição para os sonystas detonarem o novo Xbox e mostramos um pouquinho de Fuse para vocês irem se animando.

Assistam, comentem, e por favor, cliquem no botão “Curtir” do YouTube para ajudar a equipe do TheBoss a financiar o desenvolvimento do primeiro RPG com piratas motoqueiros da história!

TheBoss Informa 08/04/2013

 


Terraria (PC)

Este artigo faz parte da série “Indie no Cosmic Effect”

Por Heider Carlos

Muitos jogos clamam ser sandbox hoje em dia. Assim como muitos jogos clamam ser RPGs. É moda, vende, e o marketing se aproveita bem disso.

Longe de discutir se um jogo é ou não de determinado estilo: isso gera flamewars gigantes e é, no fundo, uma grande perda de tempo. Sandbox (caixa de areia) é um termo utilizado por jogos que oferecem uma liberdade enorme aos jogadores.

Os exemplos batidos são GTA, Ultima, The Elder Scrolls e um punhado de outras franquias famosas. Há centenas de coisas a se fazer por fora da história principal, tanto que muitos jogadores gastam dezenas de horas em GTA sem terem a menor idéia do roteiro do jogo. Simplesmente entram e vão se divertir, normalmente matando pessoas e fugindo dos agentes da lei.

Mas seria a liberdade algo sólido e bom a ponto de sustentar um jogo por si só? Alguns jogos tentaram. O primeiro nome que vem a mente é Minecraft. O jogo 3D de empilhar blocos fez um sucesso enorme.

Pouco tempo depois surgiu um rival que não ganhou em vendas ou popularidade, mas fez certo barulho e tem um grupo de jogadores dedicados.

O nome é Terraria, um jogo 2D do mesmo estilo de Minecraft, ou seja, é um sandbox mais puro: não o vejo como um clone. Acontece que o tipo de jogo tem poucos representantes e, assim, títulos do mesmo estilo sempre são comparados.

O mesmo aconteceu com Diablo e os RPGs de ação para PC; ou DOtA, que acabou virando um estilo de RTS próprio (há controvérsias sobre o nome). O mundo de Terraria a ser explorado é bem mais inspirado em jogos e histórias medievais, com uma boa pegada par combate, enquanto Minecraft é voltado mais pra construção mesmo.

Ao começar Terraria, o primeiro passo é criar um personagem. Você coloca um nome, muda o visual… Nada diferente do que se está acostumado. Já o segundo é bem mais incomum: você cria um mundo.

Na verdade, você coloca um nome para o mundo e escolhe seu tamanho (pequeno, médio ou grande) e ele será gerado aleatoriamente. Então, você entra naquele mundo e sua aventura começa.

A princípio, você não tem nenhum item — nem a roupa do corpo — e somente três ferramentas: a picareta, a espada e o machado. O que fazer? Você decide. O recomendado é criar uma casa para se proteger, já que os monstros da noite são mais abundantes e perigosos.

Mas não há uma trama a seguir, um reino a salvar, um tutorial para te levar adiante… Cada um realmente faz o que quer. E, como a liberdade é tão, mas tão grande,  acredito que seja relevante para o amigo leitor que apenas acompanhe um breve relato de algumas coisas que fiz durante minhas horas em Terraria.

Depois de criar uma casa, fui andando pra direita. Muito. Não me preocupava em matar monstros, apenas saí correndo mesmo. Passei por um deserto, uma área roxa, e cheguei num oceano. Pulei e morri afogado. Ressuscitei no centro do mundo. Resolvi cavar. Peguei muita pedra. Achei um pouco de aço também e cobre também.

Voltei pra casa e fiz uma forja e uma bigorna. Consegui criar uma picareta de aço e uma armadura de cobre. Resolvi dar um tempo na mineração e fui criar um castelo.

Conforme criava cômodos, alguns NPCs foram aparecendo e começaram a morar lá. Adentrei numa área de corrupção e encontrei uma orb. Quebrei. Apareceu a mensagem “um calafrio corre pela sua espinha”.

Pouco tempo depois apareceu um chefe, o Eye of Cthulhu. Morri em menos de um minuto. Resolvi me preparar para dar uma surra no infeliz. Com a ajuda de um amigo, minerei um meteoro e fiz um Sabre de Luz. O chefe durou pouco contra minha arma Jedi.

Com mais de 30 horas de jogo, dá pra sentir que possuo um pouco mais de experiência: o relato até aqui confere apenas 3 horinhas de jogo.

Agora, uso uma armadura feita do corpo de um chefe derrotado, uma cobra gigantesca chamada Devorador de Mundos. Juntei estrelas cadentes o bastante para aprender magias.

Até receber amigos está ótimo: tenho um castelo grande o suficiente para não passar vergonha. O jogo é muito dinâmico, sempre há coisa nova para descobrir e eventos acontecendo. Tédio não se aplica neste sandbox.

Terraria tem multiplayer e — como todo o resto do jogo — é bem liberal. Você pode guerrear em um PvP “cada-um-por-si”, formar grupos e estabelecer disputar por coisas como “quem vai achar a Shadow Key na dungeon primeiro” ou jogar no modo cooperativo, tentando chegar ao inferno ou em alguma ilha flutuante.

Vale lembrar que seu mundo é o cartão de visitas, e sempre rola uma certa pompa ao apresentar o que foi feito para os amigos. Um conhecido acabou com o deserto do mundo dele para juntar areia, transformando-a em vidro.

Desta maneira, ele conseguiu criar uma fortaleza no espaço — um castelo totalmente feito de vidro que só pode ser alcançado por quem tem o item “asas” e uma “bota de propulsão”, além de ter de partir do lugar certo do mapa.

É algo impressionante, muito bonito e que gastou um bom tempo pra ser feito. Tenho certeza de que ele nem viu o tempo passar e tem um orgulho danado de sua obra.

O visual 2D é simples e prático. Não é daqueles jogos com uma pixelart trabalhada, muito detalhes e um clima super caprichado. É uma coisa mais funcional mesmo, daqueles jogos que quase dá pra ver a engine trabalhando. O mais impressionante é que o jogo consome apenas 20 megabytes no disco.

Há vários mimos para o jogador, como uma roupa baseada no Link de The Legend of Zelda, ou o chapéu do Indiana Jones, ou Sabres de Luz Tem tanta coisa que o maior desafio de Terraria é ser organizado. Quem comprou na pré-venda pôde acompanhar as várias atualizações de conteúdo gratuitas que Terraria foi recebendo mas, hoje em dia, o jogo vive um estado de finalizado.

Os efeitos sonoros e a trilha, em si, são simples também, mas passam informações vitais para o jogador. Dá um alívio ouvir a canção tema do dia às 4:00 da madrugada e saber que vai amanhecer: pois as coisas vão ficar mais fáceis. Ou um desespero ao ouvir o barulho de monstros no fundo de uma caverna, com pouco espaço para lutar ou para retornar e sem iluminação suficiente para saber o que está acontecendo.

Muita gente não vai gostar de Terraria. Ele tem um público bem específico: pessoas que gostam de criar. A ambientação e os elementos clássicos de RPGs servem para familiarizar o jogador, mas o que realmente o mantém jogando é sua própria curiosidade e inventividade.

É como se o jogo fosse uma grande caixa de brinquedos e nós fôssemos novamente crianças, brincando de criar aventuras com o que temos. Ao não fornecer amarras, Terraria nos prende como poucos, em uma aventura que começa e termina quando — e como — você quiser.

SCORE

GAMEPLAY: Tudo pode ser feito de maneira prática e rápida e a jogabilidade se adequa as várias possibilidades e estilos do jogo 5/5
GRÁFICOS: Representam bem os itens e o mundo em geral, mas não são particularmente bonitos ou marcantes 3/5
SOM: Os efeitos sonoros situam bem o jogador 4/5
TRILHA SONORA: Não é muito variada 2/5
DIFICULDADE: Vai do nivel mais básico e fácil até desafios barra-pesada que dificilmente são derrotados por um jogador sozinho 5/5

DADOS

NOME: Terraria
PLATAFORMA: Windows
DISPONÍVEL EM: Steam
DESENVOLVEDORES: Andrew “Redigit” Spinks
DISTRIBUIDORA: Valve Corporation
ANO: 2011

* * *

Todos os jogos da série “Indie no Cosmic Effect” (até este artigo)

Jamestown: Legend Of The Lost Colony (PC) por Heider Carlos
Outland (X360) por Danilo Viana
VVVVVV (PC) por Émerson Watanabe
Insanely Twisted Shadow Planet (X360) por Danilo Viana
The Binding Of Isaac (PC) por Heider Carlos
Terraria (PC) por Heider Carlos