
FPS só no PC? Think again.
Por Danilo Viana
Muitos gamers, principalmente aqueles que adotam o PC como plataforma, conhecem a série Battlefield. Publicado pela EA Games e desenvolvido pela DICE, a série nasceu no fantástico Battlefield 1942, lançado em setembro de 2002 e foi um marco na época por ser exclusivamente online, algo feito antes apenas por Unreal Tournament. Como em Unreal Tournament, o jogo apresentava um modo offline contra bots que continha algumas “missões” que tinham como objetivo treinar o jogador para o certame online, mas que em nada se assemelhavam ao verdadeiro treinamento em campo de batalha contra jogadores de todo o mundo.
Alguns anos se passaram, uma sequência e uma versão moderna foram lançados e a série até ganhou um modo campanha em Battlefield Bad Company, mas a DICE resolveu voltar as raizes e fazer um jogo estritamente online situado na segunda guerra: nasce Battlefield 1943. Bom, vários anos se passaram desde Battlefield 1942, os jogadores ficaram mais exigentes e é bastante arriscado você tentar arrancar US$ 60,00 (ou R$ 259,99, ai meu bolso) do jogador usando como desculpa uma “volta às origens” – então a DICE pensou: “como faço para lançar este jogo, ganhar aceitação e não ter ninguém chorando na porta acusando-me de lançar um jogo velho como novo?” Simples, use os serviços online dos consoles.
É isso mesmo, Battlefield 1943 saiu para a Xbox Live Arcade e PSN, numa manobra arriscada que deixou de fora os PCs – pelo menos por enquanto – pois a versão PC está ainda agendada para o segundo trimestre de 2010. Esses serviços online dos consoles parecem perfeitos para isso, os jogos são pequenos (Battlefield usa mais ou menos 600MB do HD do console, uma pechincha hoje em dia) e os preços baixos, em média US$20,00 no caso de Battlefield.
E o jogo é bom? É o que veremos, mas basta dizer que, quando foi lançado, a imprensa se viu atônita em como um jogo para os serviços online, normalmente destinados a jogos casuais, pôde se parecer tanto com um jogo completo prontinho para ser vendido numa prateleira por US$60,00. Não fosse a simplicidade do jogo ele poderia fácil ser lançado como retail.
História
Não tem muita, o jogo visa recriar combates em ilhas do Japão que ocorreram durante a segunda guerra – e é isso. Você vai lutar ao lado dos aliados ou das forças japonesas e vai tentar f**** com a vida dos seus adversários. O jogo também tem uma visão bem cômica da “coisa toda”, o que você notará no primeiro momento em que sair de sua base em um barco, pegar um jipe, atropelar alguns inimigos parando ao lado de um tanque, usando o tanque para destruir um aeroporto e roubar um monomotor – tudo em questão de 5 minutos.
Gráficos
Muito bons, principalmente considerando que se trata de um jogo para serviço online de console. Uma versão simplificada da engine Frostbite é usada aqui, o que significa cenários destrutíveis mas não no nível visto em Bad Company.

Os efeitos de água, apesar de não serem os melhores já vistos, impressionam, permitindo que se observe a luz do sol fazer um lindo reflexo na areia embaixo d’água. Os terrenos são vastos e as construções são bem realistas, inclusive na forma como elas são destruídas conforme a batalha segue.
Uma crítica que faço é relacionada às animações: elas não são ruins, mas “genéricas”. Quando você acerta um soldado, ele se inclina para trás com o impacto, mas a inclinação é igual independente do local do tiro (portanto a animação é sempre a mesma, apesar dos tiros nos diversos locais do corpo afetem o dano causado). Uma mega garfe que presenciei: um avião decolando e o trem de pouso subindo antes do avião começar a andar, fazendo-o “flutuar” por alguns segundos. Se era pra fazer isso era melhor nem pôr trem de pouso.

Um ponto muito positivo: os veículos transmitem ótima sensação de realismo. O tanque em especial ficou lindo, com uma perfeita animação da corrente. Nos terrenos, algumas divergências mas – felizmente – mais acertos. As texturas das áreas de terra são ótimas, mas a grama e os arbustos são as velhas “texturas chapadas em cima de um quadrado transparente”. As texturas das pedras também podiam ser mais caprichadas – quase não usam bump map, o que dá um ar de jogo de PlayStation 2 a elas. Visto que outras partes do cenário usam bump map, não entendi por que as pedras ficaram de fora. As árvores são excelentes, principalmente porque são destrutíveis, criando belas estratégias onde se derruba todas elas para atravessar com o tanque. Não chegam ao nível de Crysis – mas não ficam devendo.
Em geral, o visual agradou muito. Visto que este Battlefield consome somente 600 MB e, tipicamente, jogos crescem muito por causa dos gráficos – é impressionante ver o que eles fizeram com o espaço.
Som
O jogo não tem música, exceto durante a navegação dos menus; mas, em compensação, o clima de imersão em uma zona de combate supera esta deficiência. A todo momento você ouve tiros, explosões de granadas e mísseis, seus companheiros comemorando um “headshot” ou pedindo ajuda e muito mais.

Novamente, o destaque fica nos veículos: ouvir um avião passar por cima de você é fantástico e o tanque novamente dá o ar da graça fazendo sua sala tremer se você tiver um kit de som com subwoofer. Quando leva um tiro, o jogador fica surdo por uns momentos – como se fosse “surdo de dor”. A tela avermelha-se e a movimentação fica difícil. Caso uma granada exploda por perto, ouve-se um apito e surdez total em seguida, recuperando lentamente a audição. Enfim, nota dez para a parte sonora deste jogo.
Jogabilidade
Aqui vem o divisor de águas: alguns gamers irão amar este jogo e outros podem vir a odiar. Se eu pudesse definir a jogabilidade de Battlefield 1943 em uma palavra, seria “simplicidade”.
A mecânica do jogo é das mais simples. A cada rodada uma ilha é escolhida automaticamente: sem votação, nem escolha de líder da sala – nada disso. O jogo escolhe a ilha para você. A propósito, são apenas três ilhas, quatro se você contar com Coral Sea que é uma exclusiva para jogar de avião. Seu time também é aleatório – nada de escolher a sala ou o time em que você quer ficar. O jogo já te joga do lado dos aliados ou do Japão.
O gamer, então, escolhe sua classe. Daí, você pensa: “finalmente escolho alguma coisa nesse jogo”. Bom, escolhe, mas não é um mar de opções: apenas três, sendo que, no Battlefield 1942 original, haviam cinco. O Infantry é sua classe de combate próximo, contando com uma submetralhadora de bom dano mas pouca precisão à distância, um lança-mísseis anti-tanque e granadas. Ele também é o único capaz de reparar veículos, usando a chave de boca. O Rifleman é uma classe “pau pra toda obra”: tem um rifle de assalto com dano e alcance moderados, um “lança granadas” muito divertido, que consiste em uma granada presa a um pedaço de metal e encaixado no rifle para ser atirado, e granadas do mesmo tipo do Infantry. Por fim, o Scout é sua classe de longa distância. Conta com
um rifle sniper, uma pistolinha para momentos de desespero e dinamites que ele pode pôr em veículos ou no chão e detonar remotamente. Como deu para perceber, as classes têm seu papel bem definido e nenhuma é absolutamente melhor que a outra. Você vai se ver constantemente trocando entre elas numa partida.
Agora é só jogar, o jogo te deixa em uma das “bases” e você pode sair matando seus inimigos da maneira que te convir. As regras: cada campo de batalha é dividido em bases com uma bandeira; inicialmente, cada time começa em sua base inicial e as outras bandeiras estarão neutras. Os times, então, precisam avançar e tomar estas bases, bastando aproximar-se da bandeira até a mesma levantar e ser substituída pela bandeira de seu país.
Enquanto isso, a matança rola solta – mas para vencer, não basta sair matando todo mundo. Esta é uma parte bem interessante da estratégia de Battlefield. Cada base que seu time controla, aumenta seu reinforcement tickets – que é representado por uma barra no topo da tela. Cada vez que alguém do seu time morre, esta barra diminui – mas o quanto ela diminui é controlado pelo número de bases controladas. Assim, se você morrer mas seu time controlar todas as bases, quase não afetará o reinforcement tickets. Porém, se você morrer enquanto seu time não controla nenhuma base, o reinforcement tickets vai diminuir bastante. Nas partidas em que joguei muito raramente um time ganhou enquanto controlava poucas bases.

Se o jogo peca na variedade de classes pra escolher, ele dá aula na variedade de maneiras de matar seu inimigo. Existe o básico – atirar com sua arma até ele morrer – mas existe também no cenário uma diversidade de “apetrechos” para te ajudar. Primeiro os veículos: você pode encontrar tanques, aviões monomotores, jipes com metralhadoras montadas e barcos para se locomover e trazer terror ao inimigo. Depois, existem metralhadoras montadas, bunkers e canhões flak anti-aéreos que você pode usar contra inimigos e veículos. Por último, há um único prédio no cenário com um rádio que chama o air raid – três aviões que sobrevoam o cenário e disparam uma saraivada de bombas em uma grande área matando qualquer um que esteja até mesmo protegido em casas e abrigos. Obviamente controlar este prédio se torna um dos grandes objetivos do jogo.
Para não dizer que são tudo mil maravilhas, algumas coisas atrapalham a experiência. A primeira e mais significativa é o lag. Aqui ele não chega a arrancar cabelos e normalmente fica num nível aceitável, mas você vai constantemente “compensar” a latência atirando adiantado prevendo aquele quase 1 segundo de movimento futuro do inimigo. Felizmente, o lag só afeta a velocidade em que os tiros são disparados e um eventual pulo que o inimigo executa, mas sua movimentação é sempre fluida. Outro ponto meio frustrante é que o cenário tem algumas armadilhas – lugares onde você acha que deveria passar reto mas alguma pedrinha no chão ou pedaço de arbusto param seu personagem no meio da corrida. Não acontece muito, mas, num jogo frenético como este, parar até mesmo um segundo pode fazer pedaços de seu cérebro irem ao chão.
Resumindo, a jogabilidade é boa o suficiente para te deixar viciado, mas poderia oferecer mais. Claro, se considerarmos que é um jogo de serviço online… então esta falha está perdoada. Meu amigo Cézar vive dizendo: por que não tem arma tal, porquê não tem tal classe, e eu sempre respondo pra ele que é um jogo baratinho, feito pra serviço online, quer mais vá jogar Bad Company 2 por US$60,00.
Conclusão
Battlefield é um excelente jogo, cujas qualidades superam em muito os seus defeitos. Mais impressionante ainda ver que é um jogo lançado para serviços online de consoles, custando menos de US$20,00. Um jogo como este sinaliza o mercado de que o gamer quer também jogos casuais de qualidade – e com a mesmo acabamento visto em jogos retail.
SCORE
GAMEPLAY: Ótimas opções para entrar em combate e bom equilíbrio entre as classes, porém estas poderiam ser mais variadas 4/5
GRÁFICOS: Ótimos para um jogo de serviço online; animações poderiam ser melhores 3/5
SOM: Nada menos que excelente, imersão total 5/5
TRILHA SONORA: N/A
DIFICULDADE: Num jogo online depende da partida, e isso faz a dificuldade ser bem equilibrada. O jogo é simplesmente viciante por isso mesmo 3/5
DADOS
NOME: Battlefield 1943
PLATAFORMA: Xbox 360 e PlayStation 3
DISPONÍVEL EM: Xbox Live Arcade e PlayStation Network
ANO: 2009
DESENVOLVEDORA: Dice
DISTRIBUIDORA: EA Games
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ganhando experiência (as duas: o xp e a prática), sem se preocupar com gear, apenas em ter o mínimo necessário para conseguir se virar durante o caminho. É muito útil também para aprender “wowtiqueta”: saber no que você pode dar need / greed, interação direta com outros players, etc. Mas, o foco desse post não é falar muito do jogo antes do 80, e sim quando você chega nele. Certamente, você já ouviu alguém falar que “WoW começa quando se chega no 80”. Desculpe-me, mas é a pura verdade. É comum, quando se chega neste nível, alguns players sentirem um “vazio”, achando que não há mais nada a se fazer, que o jogo “acabou”, etc. Ora, mas estamos falando de um MMO. A última coisa que a Blizzard quer é que você fique sem ter o que fazer :-) Então, a idéia aqui é apresentar uma “receita de bolo” do básico que você tem que fazer caso queira começar a raidar e aproveitar o conteúdo end game. Vamos a ela:

g) Habilite os canais “General”, “Trade” e “Looking for groups”. 99% das coisas mais interessantes do jogo você vai aproveitar através desses canais, como invites para raids, eventos, dailies, etc;



Minha experiência com Bioshock começa em 2008 e só continua 1 ano e 6 meses após (exatemente, por coincidência). Joguei-o em setembro de 2008 e, nesta época, a Bethesda lançou Fallout 3 – como muitos fãs desta franquia, parei tudo que estava fazendo e fui deliciar-me na Wasteland por um longo tempo – e Bioshock teve de esperar. Influenciado pelos tweets enviados pelo Xbox 360 do amigo 

As lutas com os big daddies. Ah, as lutas com os big daddies… o grande momento do jogo, e acontece muito – são muitos deles para você, opcionalmente, combatê-los. São uma espécie diferente de boss: o jogador o percebe aleatoriamente no cenário pelo som de seus passos (espero que você jogue com um subwoofer – seu sofá vai tremer a cada pisada) e seu mugido bovino. E, claro, com eles, as famosas e assustadoras little sisters. Elas são inofensivas. Mas cada uma tem um big daddy como bichinho de estimação – o que as torna instantaneamente sua maior inimiga, pelo menos a princípio. Só se aproxime das menininhas quando souber o que estiver fazendo.
O que me leva aos minigames. Hackear em Bioshock é mais um elemento muito bem inserido no gameplay: é possível, além de poder sabotar todas as maquininhas de venda – garantindo preços menores e mais itens disponíveis – , fazer das câmeras de vigilância suas aliadas (como já mencionado) e, até mesmo, os droidzinhos que são acionados por elas isoladamente. Pessoalmente, adoro Pipe Dream (ou Pipe Mania) – este foi o minigame escolhido par
a os hacks de Bioshock. Vejo críticas sobre quando o minigame é desconectado do jogo principal – aqui é o caso. Isso não importa: acredito que tenha sido uma feliz escolha dos desenvolvedores, no que se refere ao fato de adicionar estes elementos intercalando a jogabilidade principal sem a necessidade desses estarem diretamente conectados ao main game. É uma maneira simples e eficaz de adicionar variedade e – por que não – os minigames têm um lado retrô, um lance “game” bem puro. Ora, para um jogador dos tempos da vovó como eu, não há do que não gostar :-) Puxa, chegou um ponto em que importava mais vencer os Pipe Dreams mais difíceis do final do jogo do que os combates rolando às voltas daquele minigame…



Quando a Capcom anunciou RE5 fiquei bastante animado. Imagine um Resident Evil com os gráficos do PS3? Affff… vai ser, facilmente, o melhor jogo do PS3 – pensei com meus botões.
A primeira mudança siginificativa em relação ao predecessor é o co-op, ou “jogo de dois”, como díziamos antigamente :-) Existe a possibilidade de se jogar cooperativamente em rede, ou com um colega no mesmo PS3 (o jogo dá um split na tela), ou single player, com o console controlando a Sheva. Infelizmente, só joguei no modo single player e, no que se refere à jogar co-op com o computador, devo dizer que não gostei da experiência. O trabalho de IA não ficou bom. Não sei se estou pedindo demais, mas a burrice da Sheva chegava a me irritar. Gastava munição nas horas erradas, não ajudava da maneira que deveria e quando era claramente necessário fugir e se esconder, ela ficava dando sopa. Lembrei daquele quadro do Chaves: o professor Girafales fazia uma pergunta à Chiquinha e ela respondia errado – então o Chaves dizia: “Que burra! Dá zero pra ela!”

