Game Music > Streets Of Rage – Moon Clear, Go!

Streets Of Rage. O primeiro jogo que lembro de exibir o nome do compositor na tela de abertura. “Music (c) Yuzo Koshiro”. Que interessante. Por que será? – pensei. Vamos ver: “start”, escolho entre três personagens – bem SEGA – e lá vou eu. Ahhhh! Entendi… Era 1991 e, além de ser talvez o melhor ano da SEGA na história, o início da década chegou trazendo um gênero novo para a música eletrônica: a dance music, como era conhecida. Evolução do technopop, o estilo caiu nas graças dos disc jockeys de todo o mundo, e passou de moda para estilo dominante no cenário pop, por um tempo. Em um gênero onde, normalmente, a música não é um grande destaque, este jogo foi destaque neste aspecto. Não estamos falando de game music típica: o cara fez um trabalho de dance music, no auge daquela sonoridade. Não dá pra não falar da versão que fiz sem mencionar um pouquinho da história de um dos responsáveis pelo sucesso deste clássico da SEGA.

Yuzo Koshiro foi, em sua infância, um gamer japonês típico: trocava aulas por Space Invaders nos fliperamas e era fascinado por shooters – Gradius em especial. Por causa da música, chegava ao ponto de ir aos arcades com gravador k7. Essas gravações não tinham por objetivo somente escutar a trilha do jogo em casa: ele queria reproduzí-las. O cara tinha um computador da NEC baseado em Z80, popular no Japão naquela época; ele fazia versões para o chip  de áudio que este computador possuía e mandava para uma revista. Ganhou destaque e ficou conhecido como o “PSG God” na própria revista. (PSG é o tipo de chip de síntese sonora que estava presente em 9 entre 10 consoles  e computadores da década de 80/meados de 90). Mais do que músico, ele queria ser diretor de games: participou de uma seleção da Falcom (isso mesmo, Y’s) mas só conseguiu vaga como compositor – ele não desistiu e teve sua própria empresa de games mais tarde. Mas se consagrou como compositor de game music, como sabemos.

Este remix que fiz nasceu no programa Mega Drive for Life, da Radio Gamer Station (de novo :-), que é apresentado pela Bárbara Vaz. Como fã incondicional da SEGA e, mais ainda do 16 bit dela, virei fã do programa da retrogamer e mandei sugestão para que os ouvintes selecionassem uma música que ganharia uma versão exclusiva. Bárbara escolheu 4 pérolas: Magical Sound Shower (se você está aqui não preciso dizer o nome deste jogo :-), Path of Fiend de Golden Axe, Angel Island de Sonic 3 e Go Straight de Streets Of Rage 2. Ao invés de remixar somente a escolhida pela audiência, fiz um pequeníssimo medley do jogo, adicionando “Moon Beach” de SoR1 e “Level Complete”, vinhetinha sensacional da passagem de fase que toca nos dois primeiros jogos. Para os músicos de plantão: foi totalmente produzida no Triton Classic, incluindo todos os efeitos – os timbres techno deste instrumento dispensam qualquer outra fonte. Apenas a finalização foi realizada no Adobe Audition (compressão, basicamente). Espero que gostem!

Escute agora (clique em ▼ para baixar):

A original (somente Go Straight):

Streets Of Rage – Moon Clear, Go! (by Cosmonal).
Remix por (c) 2010 Eric Fraga.

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Game Music > Sword Of Vermilion – The Last City

Sword Of Vermilion para Mega Drive é um ilustre desconhecido RPG no cenário geral, mas é um jogo cultuado por muitos fãs do Mega Drive. Sou fanático por este role play da SEGA: joguei-o diversas vezes na época, em 1990, e até guardei o hintbook de 100 páginas que o acompanhava, até hoje (curiosidade: ninguém locava este jogo numa locadora que eu frequentava na época e o balconista entregou-me o cartucho com o hintbook; na devolução, ele não fez questão do livrinho… tudo bem que eu não fiz questão de devolver também, mas acho que ficou em boas mãos, afinal :-)

A música é fantástica: o jogo é de 1989 e a SEGA foi ao limite utilizando samples de bateria de excelente qualidade, deixando a síntese FM somente para os sons melódicos. Uma coisa que me marcou muito neste jogo: o soundtest é acionado utilizando o segundo joystick, pressionando A+B+C+Start simultaneamente; um belo dia, eu fiz isso sem querer. Não acreditei quando surgiu o soundtest, dentre outros testes (testes do joystick e de vídeo, se não estou enganado). Era um debug mode, na verdade. Como eu já gravava as músicas dos jogos e o Mega Drive tinha soundtest em quase todos, corri, peguei o gravador e eternizei, em k7 :-0 minhas musiquinhas favoritas de Sword Of Vermilion. Que, por acaso, são todas.

A versão que lhes apresento é tocada num único momento do jogo: na última cidade, Cartahena. Este jogo tem seus seguidores, mas não é muito popular. De qualquer maneira, está aí: Sword Of Vermilion – The Last City. No soundtest, ela era chamada de “Last City”, sem o artigo.

Um fato importante acerca deste remix: foi feito em 1995 –  portanto há 15 anos. Na época eu estava com 17 anos de idade – não tinha os equipamentos e o amadurecimento “game-musical” de hoje. Portanto, conto com a compreensão dos ouvintes, uma vez que não é uma versão que teria a qualidade de algo que eu fizesse nos dias atuais. Para os interessados, todos os sons são de um Yamaha PSR-510, que tive por muitos e muitos anos. Já utilizava MIDI com o computador nesta época – minha limitação técnica maior era a fonte sonora. Mesmo assim, tenho muito carinho pela música (é tudo “filho”, não é mesmo? :-)

Escute agora (clique em ▼ para baixar):

A original do Mega Drive:

Sword Of Vermilion – The Last City (by Cosmonal).
Versão por (c) 1995 Eric Fraga.

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Game Music > Phantasy Star – Lassic’s Theme (Gagá’s Version)

Estava eu em mais um domingo gamer, quando larguei o joystick para escutar a estréia do programa Blogroll, da Rádio Gamer Station, a favorita de 10 entre 10 brazucas amantes da game music. No primeiro programa, o entrevistado foi o Gagá do Gagá Games, famoso retrogamer deste mesmo país. O bate-papo da apresentadora Jejé com o Gagá foi super-divertido, e contou com o playlist do Gagá tocando ao fundo. Nas favoritas do cara, não poderia faltar ou mesmo de encabeçar a lista: Phantasy Star, do Master System.

Como muitos fãs da game music e do Master System, a trilha de PS é épica. É difícil escolher uma ou outra que poderia ser considerada melhor. É como um bom álbum, de uma banda convencional: você ouve todas as faixas e se pergunta se é uma coletânea do grupo. Os temas de dungeons, nota 10; as músicas temas dos planetas? De arrepiar. Até a “musiquinha” das cidades é bela.

Como eu nunca havia produzido nenhuma música deste jogo, agora era a hora. “Gagá, escolhe aí a música de PS que eu produzo!” E o Gagá me escolhe uma que pode até ser considerada underground neste jogo: o tema da batalha com Lassic.

Para os músicos de plantão: mantive (quase) a mesma velocidade (a original é 145 bpm, a versão está a 140). Fiz arranjos caprichados na bateria e no baixo, pontos fracos no que se refere aos timbres gerados pelos consoles 8 bit – o esmero foi maior nestes instrumentos justamente para criar a sensação no ouvinte de “upgrade sonoro” :-) A melodia original está intacta, tirada nota por nota, com apenas um leve dueto no final. Como a música é rápida, com uma espécie de refrão suave intercalando a parte principal, adicionei alguns synths “funkeados” (funk aqui no sentido musical, por favor… :-) que cabiam e combinavam com o baixo slap.

É isso. Espero que gostem! Escute agora (para baixar, clique em ▼):

A original:

Phantasy Star – Lassic’s Theme (Gagá’s Version) (by Cosmonal).
Remix por (c) 2010 Eric Fraga.

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Phantasy Star e Mass Effect 2

Por Eric Fraga.

Apenas uma foto para “refletir”: duas pessoas jogando, ao mesmo tempo e no mesmo lugar, dois RPGs famosos e separados por duas décadas. É uma cena de diálogo, em ambos os jogos.

Clique para ver em alta resolução.

O jogo antigo, emulado no netbook do primeiro plano, é o marcante Phantasy Star. Famoso por diversos motivos, um deles o fato de adicionar elementos de ficção-científica ao gênero ainda neném na época. Também, por apresentar uma protagonista feminina, e não o típico ser masculino. O jogo ao fundo é Mass Effect, o segundo. Ficção-científica pura, puríssima, um jogo que só poderia ter sido feito pela Lucas Games ou pela própria Bioware. A desenvolvedora é certamente uma das mais apropriadas atualmente para desenvolver um jogo como este – sua experiência com a franquia favorita de 10 entre 10 nerds em Knights Of The Old Republic (o “KOTOR”) garantiu o sucesso da sua inédita franquia, Mass Effect.

Qual dois dois é o “melhor”? Qual dos dois é (“será”, no caso do ME) o mais influente?

Phantasy Star do Master System está sendo jogado por uma pessoa inexperiente em jogos, especialmente RPG de console de videogame. Como sua primeira experiência, ela está simplesmente adorando e já sente aquela vontade de voltar ao mundo de Algol (universo, eu sei, foi figurado :-) sempre que não está nele. Bom sinal. Para garantir o “efeito console”, ela está jogando num (bom) joystick com direcional tradicional (dica pra quem gosta de emular: Logitech Precision, um gamepad retrô fantástico) e áudio do Master System no modo tradicional do ocidente (sem o chip FM). Precisou de uma dica para comprar o roadpass (quem não precisa, ora? :-), mas está evoluindo bem.

Eu estou jogando Mass Effect 2, no PC, com toda glória gráfica da resolução máxima, do áudio 5.1, da tela grande e et cetera. Este jogo me provoca aquele efeito de um grande RPG: assim como a jogadora iniciante de Phantasy Star, eu quero voltar para o mundo de Mass Effect 2 (aqui também é universo, droga :-) sempre que possível. Quero jogá-lo, quando não estou jogando.

Ok, ok. Rasgação de seda à parte,  o que mudou de 1988 para 2010? Muita coisa ou, essencialmente, um RPG eletrônico “bom” tem o mesmo efeito sobre o jogador? Fica aí esta dúvida maravilhosa…

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A Música De Final Fantasy 6

Um festival de música de qualidade.

Por Danilo Viana

Um jogo que não pude jogar na era 16 bit. Finalmente pude ter contato com ele graças aos emuladores, e sinto-me arrependido de não tê-lo jogado antes. Estou me referindo a Final Fantasy 6 – ou 3, como foi lançado nos EUA. Este jogo é simplesmente fantástico, capaz de arrancar lágrimas dos fãs da aclamada série. Se você é um dos poucos seres humanos da face da terra que gosta de RPGs e não o experimentou, faça-o e logo: compre usado para Super Nintendo, pegue um emulador, roube de alguém (brincadeirinha, hehe) mas JOGUE-O AGORA. Após o lançamento original para SNES, ele foi relançado para PSOne e Nintendo DS, então não há desculpas para continuar cometendo nenhum pecado.

A música de Final Fantasy 6, assim como a dos cinco anteriores e a do famoso Final Fantasy 7, foi criada por Nobuo Uematsu. Trata-se de uma trilha sonora não menos que fantástica e que põe a prova todo o poder do DSP do Super Nintendo, com canções que usam muito mais que os três ou quatro instrumentos vistos comumente em videogame music.

A música Prelude é o tema principal de toda a série, pertencendo às aberturas de todos os Final Fantasies desde o primeiro da série.  Esta canção foi baseada em um dos prelúdios de Bach e mostra de cara o talento de Uematsu para criar canções que marcam.

Nobuo Uematsu

Vale notar que, antes da série Final Fantasy, não era muito comum o uso de música erudita em jogos de videogame. Até mesmo os capítulos anteriores da série utilizavam música classica muito “levemente”, normalmente limitadas ao título ou ao último chefe do jogo. Foi em Final Fantasy 6 que Uematsu resolveu se inspirar no estilo erudito para criar a maior parte das canções. Uma coisa que impressiona é que cada um dos QUATORZE personagens que compõem a equipe tem sua própria música tema e história pessoal – é bastante detalhe por personagem para um jogo com tantos, um excelente trabalho da Square Enix – na época SquareSoft – e de Uemastu.

Uma de minhas canções favoritas – e de 14 entre 10 fãs de Final Fantasy 6 – é a famosa ópera cantada pela personagem Celes (Ceres na versão japonesa). Esta é Aria de Mezzo Carattere.

Sniff… é de botar marmanjo pra chorar.

Mas não só de protagonistas vive um bom jogo – os antagonistas também são responsáveis por grande parte do charme de um RPG. No quesito vilões, Final Fantasy 6 dá um show a parte, trazendo um dos vilões mais insanos e odiosos da série Final Fantasy – e porque não dizer de qualquer outro RPG para consoles – o malígno Kefka.

KefkaÉ muito comum, em RPGs para consoles, os vilões serem os mais genéricos possíveis, com motivações clichês e uma necessidade estapafúrdia de matar pessoas “só porque ele é muito mal” – mas não é o que acontece aqui. Acredito que entre os vilões mais memoráveis dos RPGs de videogame estão Sephiroth e Kefka, mas existe um gostinho especial em derrotar o segundo; Kefka é simplesmente LOUCO e suas motivações são erráticas e interessantes. Pense no Coringa do Batman e você vai começar a ter uma idéia de como a mente deste cara funciona. Se você terminar o jogo gostando de Kefka aconselho seriamente que você procure um psicólogo, ou melhor, um psiquiatra.

Como vilão de respeito que é, Kefka merece sua própria música – ou músicas – já que aqui ele tem várias. Seu grande tema é a música Dancing Mad (apropriado, não?) e na trilha sonora oficial do jogo ela é dividida em 5 partes que, juntas, superam os 17 minutos de duração: One Winged Angel? Que nada. Isso que é música tema de respeito. Aqui eu lhes a apresento, dividida em duas partes:

Final Fantasy 6 tem muitas outras músicas que valem mencionar e, se eu desejar falar da metade delas, seria melhor escrever um livro. Então o que recomendo a você, leitor, é que providencie este jogo e jogue. Caso você não possa jogar, esteja sem tempo ou ache esse troço de RPG “um saco”, recomendo pelo menos escutar sua ótima trilha sonora: tenho certeza que não vai se arrepender.

Para fechar este post, recomendo mais algumas músicas para vocês aproveitarem. Fica como dever de casa procurar por elas, ok? Até a próxima.

  • Terra’s Theme
  • Shadow’s Theme
  • Edgar and Sabin’s Theme
  • The Fierce Battle
  • Searching for Friends

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