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Phantasy Star e Mass Effect 2

Por Eric Fraga.

Apenas uma foto para “refletir”: duas pessoas jogando, ao mesmo tempo e no mesmo lugar, dois RPGs famosos e separados por duas décadas. É uma cena de diálogo, em ambos os jogos.

Clique para ver em alta resolução.

O jogo antigo, emulado no netbook do primeiro plano, é o marcante Phantasy Star. Famoso por diversos motivos, um deles o fato de adicionar elementos de ficção-científica ao gênero ainda neném na época. Também, por apresentar uma protagonista feminina, e não o típico ser masculino. O jogo ao fundo é Mass Effect, o segundo. Ficção-científica pura, puríssima, um jogo que só poderia ter sido feito pela Lucas Games ou pela própria Bioware. A desenvolvedora é certamente uma das mais apropriadas atualmente para desenvolver um jogo como este – sua experiência com a franquia favorita de 10 entre 10 nerds em Knights Of The Old Republic (o “KOTOR”) garantiu o sucesso da sua inédita franquia, Mass Effect.

Qual dois dois é o “melhor”? Qual dos dois é (“será”, no caso do ME) o mais influente?

Phantasy Star do Master System está sendo jogado por uma pessoa inexperiente em jogos, especialmente RPG de console de videogame. Como sua primeira experiência, ela está simplesmente adorando e já sente aquela vontade de voltar ao mundo de Algol (universo, eu sei, foi figurado :-) sempre que não está nele. Bom sinal. Para garantir o “efeito console”, ela está jogando num (bom) joystick com direcional tradicional (dica pra quem gosta de emular: Logitech Precision, um gamepad retrô fantástico) e áudio do Master System no modo tradicional do ocidente (sem o chip FM). Precisou de uma dica para comprar o roadpass (quem não precisa, ora? :-), mas está evoluindo bem.

Eu estou jogando Mass Effect 2, no PC, com toda glória gráfica da resolução máxima, do áudio 5.1, da tela grande e et cetera. Este jogo me provoca aquele efeito de um grande RPG: assim como a jogadora iniciante de Phantasy Star, eu quero voltar para o mundo de Mass Effect 2 (aqui também é universo, droga :-) sempre que possível. Quero jogá-lo, quando não estou jogando.

Ok, ok. Rasgação de seda à parte,  o que mudou de 1988 para 2010? Muita coisa ou, essencialmente, um RPG eletrônico “bom” tem o mesmo efeito sobre o jogador? Fica aí esta dúvida maravilhosa…

* * *

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17 Respostas

  1. Nunca joguei Mass Effect 2. Agora to até com medo de pensar em jogar. Se for me causar o mesmo efeito viciante que um dos RPGs mestres do Universo (leia Phantasy Star) to fu… eu perco minha vida social (e perco a esposa tb!), rsrs

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    • Vida social, o que é isso? Ah, lembrei: é quando eu encontro um NPC, rs

      Deixe de jogar não (ME2 e o 1). É um verdadeiro “next-gen”. Pra nós, gamers do tempo da manivela, é fantástico apreciar o que há de bem feito hoje. Assim como Phantasy Star foi em 1988… Acima da média como “jogo de videogame” e um dos pioneiros do gênero que se consagrou bem mais tarde.

      Valeu Leo!

      (adicionando QG Master ao blogroll… now :-)

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  2. Não joguei ME2 ainda, mas quando meu amigo Eric me perguntou o que achei de ME1, respondi: Nota 9, porque se eu der 10 fico sem nota pra ME2.

    É um RPG fantástico e pra aqueles que não gostam de RPGs em turno é perfeito por seu combate em tempo real, mas ainda assim lento o suficiente (se comparado a call of dutys e gears of wars da vida) pra ser estratégico. Esqueça o que é vida social, pague um cruzeiro pra esposa e se jogue mesmo.

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    • “…pague um cruzeiro pra esposa e se jogue mesmo.”
      Ou coloca-a para jogar um RPGzinho de gráficos fofinhos como Phantasy Star 1 uhauahuahauh

      Fico até com pena de ver você jogando o primeiro novamente, Danilo, para esperar pelo segundo em platinum ou “mais em conta”. Pena mesmo. É a vida. Não se pode ter tudo.

      Bom, eu vou voltar aqui para Sheppard porque a coisa está feia numa nave que está em curso de colisão com um asteróide e tenho uma reunião com Martin Sheen e minha party antes de iniciar a missão. Dá licença, pessoal. Volto já.

      (eheheheheheheheh)

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      • É assim mesmo, quem joga em XBOX tem que fazer tipo o Gagá e montar um rifão pra financiar a jogatina.

        Mas um dia eu vendo a casa e compro ME2 e dou prosseguimento a paixão, o jogo é realmente tudo que dizem e um pouco mais.

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  3. Eu tenho curiosidade em jogar o Mass Effect, todo mundo elogia tanto. E interessante a sua pergunta… acho que ainda não dá para responder. Phantasy Star pintou quando o gênero começava a fincar raízes nos consoles, e hoje nós podemos ver a influência que o jogo teve sobre os demais. Com o Mass Effect, é esperar para ver o caminho que os outros RPGs vão tomar depois dele.

    Eu não joguei ME, como eu disse, então não tenho como dar uma boa opinião. Mas tenho a sensação de que um World of Warcraft vá acabar sendo mais influente. Embora esse esquema de MMORPG (odeio esse nome, como se pronuncia esse negócio?) ainda não me atraia muito, vai saber o que o futuro não vai nos proporcionar quando o gênero for aprimorado?

    E fico feliz que a caixa tenha inspirado a sua patroa a dar umas partidas de Phantasy Star :)

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    • Isso aí Gagá. O Mass Effect tem personalidade. Certamente é a melhor maneira de você seguir um diálogo em um RPG, intervendo, é neste jogo. Quando você jogar, instantaneamente, TODOS os RPGs eletrônicos que você jogou antes ficam obsoletos, neste aspecto. Só isso vale a jogada, você não tem noção de como é gostoso dialogar neste jogunho.

      O segundo, que é o que estou jogando agora, diminuiu muito os elementos típicos de RPG da interface. Encapsulou, na verdade – e o comentário é um elogio, apesar de eu gostar dos elementos típicos de um RPG. Eles estão lá. Vou deixar para dar os detalhes no post sobre o jogo em breve, você vai gostar de ler e ver as imagens que ilustram a novidade que este jogo trouxe e que até mesmo um fã de RPG típico se rende.

      Agora, sobrou o famoso WoW, Gagá… interessante seu comentário e tenho algo a lhe dizer: eu descobri (sério, descobri mesmo) que os jogadores de MMORPG, em sua aparente maioria, NÃO SÃO GAMERS. Eles são jogadores… daquele MMORPG. Assim como você, sempre evitei MMOs, a vida toda, desde Ultima Online até… junho de 2009. Influenciado pelo Marcelo, que até fez um post aqui sobre o jogo em questão, resolvi finalmente jogar um “massivo online” e foi justamente o maior deles, World of Warcraft. Sem discutir os méritos do jogo, o que percebi, meio que infiltrado numa comunidade de jogadores dele e até me dedicando bastante ao mesmo, é que os participantes não jogam outros jogos. Mas quando digo que não jogam, é NÃO jogam mesmo. Só jogam ele. E a coisa se torna um pouco social, mesmo quando se está apenas online jogando – “social” aqui me refiro às obrigações sociais que passam a surgir com qualquer convívio… bem… social :-) Olha, o papo é digno de um post, algo como “Extra! Extra! Gamer descobre que MMORPG nada mais é do que The Sims “hardcore””. E, quando eu terminar minha missão “infiltrado na guilda”, vou fazê-lo.

      Dito isso, você encontra coisa boa lá (o que a tal Blizzard é especialista, combate, é de fato profundo e a itemização é das mais complexas que você já viu em RPGs), mas essa parte boa não substitui, não compensa os jogos “de verdade” não. Mas não mesmo. Ah, e você Gagá, que é fã de RPG como eu: o role play é mínimo. A história é contada às pressas, sem muitos rodeios. E, pra terminar, um detalhe que realmente colide com o “estilo gamer de ser”: todos os jogadores assumem que você deve ler um “detonado” antes de qualquer nova luta ou dungeon ou quest ou whatever. Isso, pra mim, foi derradeiro. Você é crucificado se tentar jogar tentando descobrir. Então, o que sobra: um Starcraft com elementos de RPG. Mas que você não se preocupa muito com eles (com os elementos de RPG) – só com o combate. Então, poderia ser melhor: “Starcraft em um AMBIENTE de RPG”. Pronto :-)

      E sim sim, ela começou a jogar após a chegada da belíssima caixa feita pela sua patroa (vou te mandar ou postar a foto do lugar que ela ficou na prateleira). Coloca ela pra jogar PS também – então depois a gente dá um jeito de colocá-las ao telefone e vê-las tricotando sobre a localização do baú que contém a bússola de Odin – daria um vídeo do youtube recordista uhauahuahuahau

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      • Como pessoa que também se “infiltrou” na esfera MMORPG (Multiplayer Massively Online Role Playing Game, eta zorra… sou mais usar a sigla mesmo) posso dizer que acho difícil que WoW gere influência em elementos como gameplay e história em outros RPGs, justamente porque ele rouba muitos elementos de RPGs das antigas, como level grinding e método de storytelling, e só acrescenta o aspecto social de se ter muita gente online ao mesmo tempo.

        Ou seja, pra um jogo “imitar” WoW ele teria que ser outro MMORPG, porque qualquer outro elemento não seria imitar WoW, seria imitar Phantasy Star, Final Fantasy, Dragon Quest, etc.

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  4. Sheila jogando RPG??? É sério isso??

    hehehe

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    • É sério, Euler! Ela estava dedicando tempo demais à Farmville, então sugeri ela experimentar um jogo de verdade. Por trás disso tudo, está a vontade dela de melhorar o inglês, uma vez que ela sabe que funciona vendo nós gamers lendo e escrevendo sem nunca ter pisado num curso de língua inglesa – prova irrefutável.

      Um RPG seria a melhor maneira dela juntar as duas coisas (jogar algo melhor do que Farmville – muito melhor, no caso ehehehe + aprender inglês). E Phantasy Star tem um certo appeal pelo lance da protagonista ser feminina e ter aqueles gráficos 8 bit “fofos”. Ela sentiria medo se os inimigos de PS fossem renderizados em 3D como são hoje, lotado de detalhes, áudio realista e música erudita ehehehehehe

      O mais interessante é que ela realmente se empolgou e está num level grind danado (Euler e os não-jogadores de RPG: isso é aquela parte do RPG que afasta muita gente, ficar matando monstros pra subir de nível e ganhar dinheiro) e anotando os diálogos para não ser perder eheheheh. O melhor é que ela não pode olhar na web. O máximo é me perguntar e eu dou uma dica incompleta. Vamos ver até onde isso vai, tenho medo dela abandonar numa dungeon maiorzinha que às vezes o jogador se perde e alguns podem achar isso irritante…

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      • Sheila tá fazendo level grind? Man, como você consegue essas coisas?

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        • uhauhauahuah

          Expliquei pra ela que não tinha jeito, já que ela queria subir no mapa indiscrimadamente no level 1 “pra entrar em outra cidadezinha porque já falei com todo mundo dessas duas aqui”.

          Morria no primeiro bixo que aparecia…

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  5. Eu acho que as duas coisas podem acabar se misturando, as narrativas de qualidade dos RPGs offline e o mundo “comunitário” dos MMORPGs. Talvez algum dia alguém bole uma maneira genial de unir as duas coisas. Quem sabe até se um dia alguma fabricante não volta aos velhos RPGs de mesa e decide implementar “mestres” que controlem o andamento da trama nos MMORPGs?

    Mas no momento eu concordo com a opinião de vocês. É que o futuro é um negócio muito louco, tudo é possível.

    Adorei essa da sua esposa querer ir logo para as outras cidades, rs… muito engraçado!

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    • uhauauah pois é Gagá, agora ela já até deu aquela espiada em Motavia e já encontrou a floresta Eppi ehehehehe

      Sobre o MMO/WoW, não deixa de ser uma experiência interessante, uma hora dessas você faz uma “Cruzada MMORPG” e o banner vai ser o símbolo do gagá no lugar da cabeça de um Orc :-) :-)

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  6. Engraçado ler este post antigo. Pesquisei o nome “Mass Effect” para saber se tive alguma coisa aqui sobre o 1. Comecei a jogar nessa semana… Não tinha jogado antes porque ele era exclusivo pra Xbox 360. Agora que comecei a jogar, para mim entrou nos top 5 dos melhores jogos dessa geração.

    A minha esposa está viajando e em uma semana eu já tenho mais de 26 horas de jogo Todas as missões secundárias que eu poderia fazer eu já fiz. Mass Effect tem o melhor universo de ficção científica que já vi num jogo.

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    • Marcelo!!! Puxa, que coincidência meu caro, você reavivando este singelo post “velhaco”!

      Já virou top 5 por aí, hein? De fato, a última frase do seu comentário… é difícil, muito difícil discordar… eu acredito que você saiba, mas o “Effect” do nosso Cosmic Effect é exatamente fruto desta sensação que você está vivendo agora durante seu primeiro contato com Mass Effect 1, o primeiro e único.

      Quando Marcelo vai lá, pousa num planeta…. sai com a tripulação ao som da trilha soberbamente oitentista com pitadas de “grandiosidade Império Contra-Ataca”… observa aquele visual convidativo, que parece esconder um artista apaixonado por ficção-científica *mesmo* e não apenas “um cara bem pago que sabe mexer no Maya”… quando Marcelo viu, já tinham se passado 26 horas de jogo…… rs…

      …e minerar hein… aquele clima de que nada vai acontecer aqui, ninguém vem neste planeta, só eu (o jogador)…….. uau………

      Grande Marcelo!

      (obrigado por me deixar descontrolado querendo ao menos entrar em Mass Effect 1 por uns instantes agora e parar tudo aqui, rs…)

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      • Não sabia que o Effect do nome do site era homenagem ao Mass Effect. Muito bom saber disso.

        Pois é, meu amigo. Pra quem é fã de ficção científica, fico até meio envergonhado em dizer que só fui começar a jogar ME agora. E mesmo com todos os defeitos do primeiro jogo (combate meio estranho e alguns bugs de áudio), as suas qualidades são tantas e tão concentradas que realmente o jogo já entrou no top 5. Aliás, ele é o segundo melhor jogo que joguei nesta geração, perdendo somente para o Demon’s Souls. Sei que é uma comparação meio injusta, porque são jogos e temas muito diferentes, mas Demon’s Souls foi para mim quase uma volta à epoca 16 bits, quando jogos ainda eram “mágica” que acontecia na TV. E olha que ainda não joguei Skyrim, ME2, ME3, Dead Space 3…

        Bem, voltando ao ME 1, a sensação de explorar os planetas é muito semelhante ao que você descreveu, ainda com o bônus de encontrar uma minhoca gigante ou um grupo de Geths prontos pra acabar com você. Teve um dia que eu fiquei literalmente explorando cada canto do planeta só pra ver se achava mais alguma coisinha.

        Outra coisa que me chamou muito a atenção foi o nível de detalhe e inteligência dos diálogos. Como o conteúdo é muito rico, o pessoal soube aproveitar isso de maneira competente. Meu time é sempre um Krogan e um Turian e quando estou dentro do elevador, o diálogo entre os dois é sensacional.

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