Cosmic Fast #7 – Essa Tal De PSN

*Se estiver sem tempo para ler o “ensaio” a seguir, desce logo até o vídeo no final do post!

Quinta-feira, 21 de abril de 2011. O dia em que a PSN parou. Até a data deste post, o serviço que deixou órfão jogadores das modalidades multiplayer online de títulos recém-lançados de peso como Portal 2 e Mortal Kombat “9”, ainda não teria voltado, completando 9 dias fora do ar. A situação, que impede tanto a jogatina online quanto os demais serviços oferecidos pela PlayStation Network (download de DLCs e de jogos, acesso a filmes e outras mídias, dentre outros), ganhou notoriedade espantosa, chegando até a mídia não-especializada. Imagina só, uma rede online de videogames ganhando matéria no Jornal Hoje. Videogame anda bem popular esses dias. E, se você tem um PlayStation 3, seu número de cartão de crédito também.

Enquanto a PSN não volta, muitas piadinhas, muita gente caçoando da Sony por aí – que se orgulhava do seu todo-poderoso PlayStation 3, a máquina dos sonhos do gamer em 2006, lembram? Já antes de lançar, ganhou status de “super-computador” por conta do seu hardware “poderosíssimo”. Nada disso se mostrou muito útil, e já estamos em 2011 aguardando “os desenvolvedores ficarem à vontade para mostrar o potencial”. Conversa fiada – lembram dos jogos da primeira leva do Super Nintendo e do Mega Drive? Eles já eram tecnicamente bons, ótimos até – o poder da máquina já tinha sido “unleashed” pela Nintendo e pela SEGA desde o lançamento, ora. Claro que alguns jogos saem melhores com o passar do tempo, mas nunca é nada tão gritante.

Empolgada demais com seu novo console, a Sony andou até soltando uma mentira deslavada no lançamento do PS3: que o console teria poder para rodar jogos na mítica resolução Full HD – inclusive o fabricante aproveitava e lembrava das suas TVs Full HD que iriam “unleash the power of PlayStation 3”. Só tinha um problema: nenhum jogo típico manteria um framerate aceitável nessa resolução – o conjunto do hardware simplesmente não dá conta. Justamente por isso, nenhum jogo “grande”, com gráficos típicos, foi lançado nessa resolução até hoje – e nunca será.  No final das contas, tecnicamente, é um “Xbox 360 da Sony” – com algumas exceções de gráficos até inferiores, como o famoso caso do Bayonetta. Quem diria: pra quem gosta de gráficos e resolução, a empresa menos “recomendada” atualmente nesse território,  vai ser a que (muito provavelmente) trará o tal do Full HD de verdade antes de todo mundo, na próxima E3… Pra terminar, voltando à Sony: sua rede, a tal PSN, é indiscutivelmente menos interessante do que a Live da concorrente. Não precisava nem deste estrago para percebermos isso.

Por favor, não entenda mal: o console da Sony é um legítimo PlayStation, o que por si só, já vale a compra (3/4 dos colaboradores deste blog possuem o bixinho). Só que a empresa estava um pouquinho de salto-alto, ou pelo menos exibia excessiva confiança no seu novo produto e talvez até precisasse dessa rasteira dos hackers (além da rasteira dada pelo Wii) para refletir e voltar com mais força e, por que não, humildade. O terceiro PS tem vendido bastante ultimamente, e no final das contas, se estabeleceu muito bem entre os jogadores de videogame desta geração.

Nós do Cosmic Effect decidimos prestar solidariedade à Sony, ao PlayStation 3 e à PSN. Este Cosmic Fast mostra como o gamer típico se sente desnorteado, incapacitado, impotente com a PlayStation Network fora do ar. Um episódio onde toda a tripulação do Cosmic Effect participa, além de dois convidados especialíssimos muito conhecidos na PSN, digo, na nossa retrosfera.E falando em PSN, no final do vídeo apresentaremos um terceiro convidado: sua PSN ID será revelada para quem desejar um multiplayer de Killzone com o cara – quando a PSN voltar, basta adicioná-lo, ele é muito receptivo. É conhecido por ser o melhor jogador do planeta. Do Killzone.

Não se preocupem: apesar de todo esse papo next-gen, este vídeo terá o mesmo conteúdo retrogamer que já estão acostumados. Bem, amigos, este é o…

Cosmic Fast

Edição #7: Essa Tal De PSN

Sem tempo para assistir o vídeo?
O nosso amigo Sephrox fez um resumão:

As participações do Sephrox aqui no Cosmic Effect são raras, porém brilhantes.
Obrigado Sephrox. Estamos te esperando na rodoviária para uma calorosa recepção.

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Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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O Primeiro Console A Gente Nunca Esquece: Atari 2600*

O ATARI 2600

*extraído da página que inaugurou o Cosmic Effect, O SuperConsole, para o meme “O Primeiro Console A Gente Nunca Esquece”.

Em 1984, o primeiro videogame da família foi adquirido: O Atari 2600. Acompanhado de Pole Position e Defender, minha vida gamística estava prestes a se iniciar. E assim aconteceu.

Não foi uma escolha difícil, pois a maioria dos amigos possuía Atari (acervo de cartuchos estendido automaticamente) e já tínhamos tido contato com o Odyssey – que parecia ter uma biblioteca menor de jogos, apesar de ser um videogame de aparência sofisticada – provavelmente por conta da presença do teclado no console. Além disso, o marketing da Atari, mesmo no Brasil, era fantástico. Joguei Atari até não poder mais. Fazia campeonatos em casa (um teve até troféu artesanal) com os amigos; voltar correndo da escola porque trocou cartucho com coleguinha e está louco para experimentá-lo – os jogadores de Atari sabem bem do que estou falando.

A primeira vez que saí sozinho de casa, aos 7 anos, foi para devolver uma fita na locadora (!) do meu bairro – a boa e velha locada no sábado para devolver na segunda. Gostava de explorar os jogos enigmáticos típicos da plataforma – só fui entendê-los na era da Internet: Raiders Of The Lost Ark, Porky’s, Riddle Of The Sphinx e os Swordquest me fascinavam em especial. No Atari tinha de tudo, de jogos que poderiam ser chamados de “títulos AAA” como H.E.R.O., Adventure, Montezuma’s Revenge, Cosmic Ark, James Bond 007 passando por cartuchos escabrosos de ruim, como (não, ET não era ruim)…  deixe estes pra lá. Como não havia o conceito de ‘fim’ nos jogos, pois em geral eram competitivos, alguns títulos inspiravam o jogador a jogá-lo incessantemente, talvez numa promessa de algo diferente acontecer em algum momento. Cosmic Ark, por exemplo: eu jogava acreditando que se conseguisse resgatar uma certa quantidade de alienígenas, surgiria algum cenário diferente, possivelmente o planeta originário da nave que controlamos. Enfim… na era do Atari 2600, havia um senso de descoberta, imaginação e mistério que provavelmente nunca mais se repetirá nos videogames. Hoje, todos os jogos estão documentados na rede e a equipe desenvolvedora tem twitter e facebook.

Para ilustrar essa imaginação tão intensa e divertida que só o nosso primeiro console pôde nos trazer, convido-os a assistir este vídeo que fizemos recentemente sobre um cartucho muito especial: o simples e épico Adventure, de 1979, produzido pelo própria Atari. Tenho certeza que após assistí-lo por inteiro, a memória de cada um de nós sobre a aventura que certos jogos do nosso primeiro videogame nos trazia (seja ele Atari, Odyssey, NES, Mega, Master, SNES…) se tornará tão intensa que você vai parar o que estiver fazendo para jogar aquele jogo favorito daquele console… :)

Quem não viu o vídeo a seguir aqui no nosso blog, se tiver um tempinho adoraria que assistisse e compartilhasse da sensação conosco :)

É, amigos… a primeira vez a gente nunca esquece.

Clique no play e aumente o volume :)

*O vídeo é o “Cosmic Fast #6: Adventure”, da série de vídeos
sobre retrogaming produzida pelo Cosmic Effect.

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Blogs participantes do meme
“O Primeiro Console A Gente Nunca Esquece”

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Game Music > Altered Beast – Rise From Your Grave (Unintended Piano Version)

Amigos, esta é uma rápida versão da música lindíssima da primeira fase de Altered Beast. Na verdade, é mais uma performance “ao vivo”, e seria um teaser do que pretendo ainda fazer com esta canção em breve. O tema da primeira fase de Altered Beast do Mega Drive, composta pelo Tohru Nakabayashi (obrigado pela informação, Rafael00Agent) – mesmo compositor da trilha de Golden Axe — é meio que “tema do Mega Drive”, lá do seu início.

O motivo óbvio era o fato do cartucho ser incluído na embalagem das versões iniciais do Mega Drive dos principais mercados. Mesmo antes de Sonic, o 16-bit teve muito sucesso com as conversões de arcade, como sabemos. E Altered Beast era um dos beat’em up de sucesso da SEGA, que foi convertido com perfeição para o console doméstico.

Já no Altered Beast do Master System, onde conheci o jogo, havia tido uma queda por essa música em especial. Mas quando finalmente escutei no Mega Drive… foi um sonho, a canção havia sido elevada à décima potência (só encontrei um arcade do AB alguns anos mais tarde). Antes de ter o MD, eu parava quase que diariamente numa certa loja de um shopping center apenas para olhar o demo do Altered Beast, showcase do Mega Drive.

E, no horário que aparecia por lá (meio-dia, após a escola), o local era vazio e era possível escutar muito, mas muito bem a música. A loja era de departamentos, a sessão de videogames era misturada com a área das roupas — que garantiam uma ótima acústica ao local :)

Pouco tempo depois, comprei meu primeiro teclado (por volta de 1992) e uma das primeiras músicas que tentei tirar de ouvido foi Rise From Your Grave. Até hoje, quando vejo um piano (real), uma das músicas que obrigatoriamente executo é esta clássica de Altered Beast.

Por conta de tocá-la muito, durante quase duas décadas, passei a improvisar bastante em cima da original. Às vezes, passava (passo) meia hora ou mais somente tocando a mesma música… viajando nos arranjos e improvisando… Power up!

Apesar da história toda, esta faixa que lhes apresento é somente, repetindo, um pequeno (1 min.) teaser (somente piano e algumas cordas) do que pretendo realizar em breve, com uma versão “full featured” da Rise From Your Grave, que deve ser a game music que mais performei desde que me entendo por “gamer músico” (risos) e que me traz tão intensamente a nostalgia do início da era 16-bit.

É isso amigos, espero que curtam esta “rapidinha” da…

“Rise From Your Grave (Unintended Piano Version)”
(clique em ▼ no player para baixar a MP3)

Altered Beast – Rise From Your Grave (Unintended Piano Version) (by Cosmonal)
Versão por (c) 2011 Eric Fraga

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The Cake Is Not A Lie

Cosmic Effect: Gagá, você já jogou Portal?

Gagá: Nunca, mas parece bem divertido.

[.. Em nome do Cosmic Effect ..]

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Cosmic Fast #6 – Adventure

Amigos, sem muita conversa aqui no texto – estou muito ansioso para compartilhar com vocês a experiência da primeira vez… er… da primeira grande aventura em um videogame :) É isso aí, vamos lá.

Cosmic Fast

Edição #6: Adventure

Observação: é importante para a atmosfera deste vídeo que seu
volume esteja no mais alto possível ou então que esteja utilizando
um headphone. Confie em mim, prometo que não irá se arrepender.
E não se esqueça da tela cheia :)
(versão 720p está disponível)

Versão “podcast”
(Somente áudio, clique em ▼ no player para baixar MP3)

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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