TheBoss Informa 019 – Tudo Sobre A Conferência Da Sony Na E3 2013!

Amigos, acompanhem nosso resumão sobre a conferência da Sony na E3 2013 no TheBoss Informa! E que venham os jogos usados!

TheBoss Informa Bonus Stage 001 – PlayStation 4!

TheBoss Informa Bonus Stage, edição especial com notícias urgentes que não podem esperar até segunda-feira!

Gagá ficou acordado até tarde da noite para nos trazer o “Plantão PlayStation 4”, a cobertura completa do evento da Sony que apresentou seu novo console ao mundo! 8 GB de RAM! Processador de PC! Conheça o botão “Share” do novo controle e saiba porque ele pode não ser um simples gimmick para a geração atual de gamers. E muito mais — na verdade, tudo!

TheBoss Informa Bonus Stage 001

 


Cosmic Fast #7 – Essa Tal De PSN

*Se estiver sem tempo para ler o “ensaio” a seguir, desce logo até o vídeo no final do post!

Quinta-feira, 21 de abril de 2011. O dia em que a PSN parou. Até a data deste post, o serviço que deixou órfão jogadores das modalidades multiplayer online de títulos recém-lançados de peso como Portal 2 e Mortal Kombat “9”, ainda não teria voltado, completando 9 dias fora do ar. A situação, que impede tanto a jogatina online quanto os demais serviços oferecidos pela PlayStation Network (download de DLCs e de jogos, acesso a filmes e outras mídias, dentre outros), ganhou notoriedade espantosa, chegando até a mídia não-especializada. Imagina só, uma rede online de videogames ganhando matéria no Jornal Hoje. Videogame anda bem popular esses dias. E, se você tem um PlayStation 3, seu número de cartão de crédito também.

Enquanto a PSN não volta, muitas piadinhas, muita gente caçoando da Sony por aí – que se orgulhava do seu todo-poderoso PlayStation 3, a máquina dos sonhos do gamer em 2006, lembram? Já antes de lançar, ganhou status de “super-computador” por conta do seu hardware “poderosíssimo”. Nada disso se mostrou muito útil, e já estamos em 2011 aguardando “os desenvolvedores ficarem à vontade para mostrar o potencial”. Conversa fiada – lembram dos jogos da primeira leva do Super Nintendo e do Mega Drive? Eles já eram tecnicamente bons, ótimos até – o poder da máquina já tinha sido “unleashed” pela Nintendo e pela SEGA desde o lançamento, ora. Claro que alguns jogos saem melhores com o passar do tempo, mas nunca é nada tão gritante.

Empolgada demais com seu novo console, a Sony andou até soltando uma mentira deslavada no lançamento do PS3: que o console teria poder para rodar jogos na mítica resolução Full HD – inclusive o fabricante aproveitava e lembrava das suas TVs Full HD que iriam “unleash the power of PlayStation 3”. Só tinha um problema: nenhum jogo típico manteria um framerate aceitável nessa resolução – o conjunto do hardware simplesmente não dá conta. Justamente por isso, nenhum jogo “grande”, com gráficos típicos, foi lançado nessa resolução até hoje – e nunca será.  No final das contas, tecnicamente, é um “Xbox 360 da Sony” – com algumas exceções de gráficos até inferiores, como o famoso caso do Bayonetta. Quem diria: pra quem gosta de gráficos e resolução, a empresa menos “recomendada” atualmente nesse território,  vai ser a que (muito provavelmente) trará o tal do Full HD de verdade antes de todo mundo, na próxima E3… Pra terminar, voltando à Sony: sua rede, a tal PSN, é indiscutivelmente menos interessante do que a Live da concorrente. Não precisava nem deste estrago para percebermos isso.

Por favor, não entenda mal: o console da Sony é um legítimo PlayStation, o que por si só, já vale a compra (3/4 dos colaboradores deste blog possuem o bixinho). Só que a empresa estava um pouquinho de salto-alto, ou pelo menos exibia excessiva confiança no seu novo produto e talvez até precisasse dessa rasteira dos hackers (além da rasteira dada pelo Wii) para refletir e voltar com mais força e, por que não, humildade. O terceiro PS tem vendido bastante ultimamente, e no final das contas, se estabeleceu muito bem entre os jogadores de videogame desta geração.

Nós do Cosmic Effect decidimos prestar solidariedade à Sony, ao PlayStation 3 e à PSN. Este Cosmic Fast mostra como o gamer típico se sente desnorteado, incapacitado, impotente com a PlayStation Network fora do ar. Um episódio onde toda a tripulação do Cosmic Effect participa, além de dois convidados especialíssimos muito conhecidos na PSN, digo, na nossa retrosfera.E falando em PSN, no final do vídeo apresentaremos um terceiro convidado: sua PSN ID será revelada para quem desejar um multiplayer de Killzone com o cara – quando a PSN voltar, basta adicioná-lo, ele é muito receptivo. É conhecido por ser o melhor jogador do planeta. Do Killzone.

Não se preocupem: apesar de todo esse papo next-gen, este vídeo terá o mesmo conteúdo retrogamer que já estão acostumados. Bem, amigos, este é o…

Cosmic Fast

Edição #7: Essa Tal De PSN

Sem tempo para assistir o vídeo?
O nosso amigo Sephrox fez um resumão:

As participações do Sephrox aqui no Cosmic Effect são raras, porém brilhantes.
Obrigado Sephrox. Estamos te esperando na rodoviária para uma calorosa recepção.

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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Déjà Vu

Por Euler Vicente

Jogando Killzone 2 do PS3, não pude deixar de me incomodar com os constantes loadings que esse jogo faz. E não me refiro à telas de loading de início de fase, com um CGI bonitinho para mascarar o carregamento: são loadings praticamente no meio da ação! Tomei alguns sustos pensando, inclusive, que o console poderia ter travado. Vem na minha memória o fantasma do YLOD em cada um dos congelamentos.

Porém, minha jogatina em KZ2 me fez lembrar do passado: da primeira vez que vi um jogo travando durante as fases para carregar.

Foi em 1988 ou 1989, quando morava em Itabuna (interior da Bahia). Estava numa festinha de aniversário de um amigo, quando ele me convidou para ver o MSX que o vizinho tinha. Lembro bem que o dono do computador em  questão morava no andar térreo e quando entrei no seu quarto, vi um Hotbit com um drive 5 e 1/4 (coisa de “barão” na época) rodando um jogo de nave que nunca tinha visto antes. O jogo era bonito mesmo! Tinha uma armas legais, mas não sabia qual era aquele título. Só depois que ele perdeu todas as vidas e o jogo foi para a tela de apresentação, descobri do que se tratava: era o lendário Nemesis.

Uau! Então esse era o tal do Nemesis! Puxa! Bom mesmo, hein? Mas, achei uma coisa muito estranha. Por que o jogo “travava” a todo momento?

Tempos depois fui equipando meu Expert: ganhei um drive 5 e 1/4, um cartucho MegaRAM e por fim a conversão para MSX 2.0. Obviamente, Nemesis logo foi adicionado à minha lista de games, mas sempre fiquei na dúvida do por quê dele ser o único jogo a ter uma versão para MegaRAM (que NÃO travava) e uma outra versão para o MSX normal (aquela do vizinho do meu amigo).  Afinal de contas, Nemesis era um jogo feito para MegaRAM ou não?

Somente anos depois, graças ao Google, obtive a resposta.

Nos anos 80, algumas empresas japonesas lançaram cartuchos de jogos com capacidade de expandir a memória RAM do MSX de forma a rodar jogos mais elaborados, que exigissem mais memória para rodar. Algo parecido com o que acontecia no SNES com o Super FX, só que os chips adicionais eram apenas memória extra. Esse cartuchos expandiam a capacidade da memória do MSX de 64kB para 128 e até mesmo 512kB. Foram surgindo vários títulos de qualidade inquestionavelmente superior, como o F1 Spirit, Maze of Gaulious e o próprio Nemesis.

Mas, a década de 80 foi a era da chamada “reserva de mercado” no Brasil. Para quem não sabe do que se trata, o governo brasileiro impôs uma série de normas com o intuito de proteger a incipiente indústria nacional de tecnologia da concorrência estrangeira. Ao invés do Estado incentivar a indústria a crescer e tornar-se competitiva, acompanhando o desenvolvimento tecnológico que acontecia nos países de “primeiro mundo”, o governo preferiu blindar a nossa indústria da concorrência externa para que não quebrasse. O efeito colateral:  vivíamos num país uma década atrasado.

Assim, a pirataria nos anos 80 não era apenas uma questão de economizar dinheiro comprando mais barato, era a única opção que existia.

O famoso jeitinho brasileiro resolveu o problema. Aproveitando-se do fato de o MSX ter sido concebido para ser um padrão de computadores que oferecia total compatibilidade entre os diferentes modelos, sabia-se que qualquer hardware/software comprado no exterior funcionaria aqui sem problemas. Então, as pessoas passaram a trazer de suas viagens ao exterior muitas novidades. E alguns cartuchos MegaRAM caíram nas mãos das pessoas certas, para nossa felicidade!

Tiveram a idéia de extrair o jogo do cartucho, alteraram o código do Nemesis original para que ele fosse lido a partir do disco. A “nova versão” de Nemesis copiava para a memória apenas o que estava sendo realmente utilizado no momento, ao invés de carregar tudo de uma só vez para a RAM, como era praxe nos jogos da época. Assim, um jogo que ocupasse 128kB de espaço em disco, poderia ser jogado num micro de 64kB!

Essa adaptação genuinamente brasileira nos permitiu experimentar jogos mais avançados do que seria possível com o hardware disponível por aqui, bastava ter de aceitar os “travamentos”.

Pouco depois, lançaram o cartucho de expansão MegaRAM no Brasil. Somente o cartucho com o chip que expandia a memória, sem a ROM com o game – algo como parecido com os cartuchos de memória extra que podem ser comprados para o SEGA Saturn. Dessa forma, bastava colocar o cartucho MegaRAM no slot frontal do Expert e mandar rodar os jogos adaptados direto do disco, como o nosso Nemesis. E o melhor é que já havia um bom acervo de jogos adaptados por aqui. Mas, isso é um outra estória…

Bom amigos, é isso. Quis compartilhar com vocês a sensação de déjà vu que senti jogando Killzone 2…  quando vi pela primeira vez o Nemesis travando para carregar no querido MSX…

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