Campanha Ajude as Vítimas da Região Serrana do Rio e Ganhe Retroprêmios!

Como está sendo amplamente divulgado, a região serrana do Rio de Janeiro está em estado calamitoso por conta das chuvas, criando uma situação desesperadora para os moradores afetados: muitos perderam familiares, além de terem seus lares destruídos e pertences arrastados pela correnteza.

Nossos amigos do Rio, especialmente o Gagá, decidiram promover uma campanha que incentiva a doação de todos nós, blogueiros e leitores. Basta seguir os passos:

  • Visite este link do GLOBO, que lista os diversos meios para se ajudar as vítimas da região serrana;
  • Escolha qualquer opção: doação de dinheiro, doação de sangue, qualquer uma;
  • Mande para ou poste aqui nos comentários uma prova de que você ajudou: foto sua no Hemorio, comprovante de depósito bancário, o que seja;
  • Dia 31 de janeiro, segunda-feira, serão sorteados alguns retrogames aos que participaram das doações e postaram a sua contribuição de alguma forma.

Em apenas um único dia de divulgação, já existem mais de 10 blogs participando – o que garantirá prêmios muito legais e variados (confira na lista a seguir) para os sorteados do próximo dia 31, portanto não deixe de participar. Com bastante gente doando um pouquinho, faremos a diferença ajudando substancialmente quem realmente precisa. Para se ter mais uma idéia da situação inóspita que os habitantes da região estão enfrentando: os poucos mercadinhos que conseguiram reabrir suas portas estão vendendo 1 litro de leite a quase 10 reais, o que é mais do que ganância – já chegamos à inumanidade incontestável. Portanto, vamos lá amigos, porque a dificuldade dessas pessoas está longe de acabar e podemos contribuir de verdade, mesmo à distância.

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Feliz 2011 (Cosmic Effect Version)!

Segundo um amigo, Pitfall e Blaze se conheceram há um tempo. Então, em visita ao Brasil, decidiram passar as festas de final de ano em Salvador.

Pela primeira vez vestidos de branco, comemoraram mais um estágio em suas vidas. O casal ainda não revelou planos para o futuro, pois Pitfall tenta convencer Blaze a visitar a floresta. Ele acredita que ela sempre foi uma mulher determinada e que sabe onde quer chegar. Melhor esperar a decisão dela (lógico!).

Os dois enviaram um grande abraço aos amigos retrogamers e agradecem a todo trabalho e dedicação em mais um ano de muitas fases e objetivos conquistados.

Ah, e mandaram um cartão postal com a mensagem a seguir:

“Que 2011 seja um ano retrogamer
recheado de novidades!
Feliz Ano Novo,
 

Blaze & Harry”

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Texto e arte por (c) 2010 Andrey Santos

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Eric Fraga @Cosmonal

Danilo Viana @Dancovich

Euler Vicente @eulervicente

Andrey Santos @AndreyBrasil

 

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Feliz Natal (Cosmic Effect Version) Para Todos!

O amigo e colaborador Andrey Santos fala por nós neste natal de 2010 através de mais uma de suas artes com altíssimo teor retrogamer. Esta é a maneira Cosmic Effect de desejar aos nossos amigos, parceiros e leitores um Feliz Natal e um 2011 lotado de jogos antigos, com uma pitada de jogos novos para dar gosto ;-)

Não deixe de clicar na imagem e visualizar no tamanho que ela merece!

 

Eric Fraga @Cosmonal

Danilo Viana @Dancovich

Euler Vicente @eulervicente

Andrey Santos @AndreyBrasil

 

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Casual ou Hardcore?

Por Danilo Viana.

Desde o lançamento do Nintendo Wii, uma distinção entre os jogos surgiu. Na verdade, ela sempre esteve lá, mas ninguém nunca havia prestado atenção antes do primeiro console com controle de movimentos: falo da distinção entre jogos casuais ou hardcore.

Junto com esta diferença, surgiram os “lados”: pessoas que gostam de um estilo e não do outro, além de  contundentes opiniões a respeito do assunto e um aproveitamento das grandes empresas de console do momento em suas campanhas de marketing. Mas, ao prestar atenção a estes termos – casual e hardcore – não paro de pensar que todo mundo entendeu errado o que eles realmente significam, inclusive Nintendo, Sony e Microsoft.

Penso que a forma como estas definições têm sido contextualizadas hoje, costumeiramente acabam não refletindo  seu verdadeiro significado. Exemplos são fartos, revistas e sites classificam jogos como sendo casual ou hardcore baseados em conceitos não ligados ao tema, como o nível de violência, a qualidade gráfica ou o nível de perícia exigida para jogar. Decidi então falar um pouco sobre o assunto, mostrar minha opinião do que são “jogos casuais” e “jogos hardcore”; e a melhor forma de começar é tentando definir o que as palavras significam dentro do contexto dos videogames.

Um jogo é casual quando é possível jogá-lo dispondo-se de pouco tempo, esporadicamente e ainda assim obtendo uma experiência completa. Um jogo de baralho como UNO é casual, você pode terminar uma partida em 10 minutos ou menos e terá jogado uma partida completa do jogo.

Já um game hardcore exige dedicação e tempo por parte do jogador. Não é possível completar uma partida em poucos minutos e ter uma experiência completa. Acredito que o termo venha da expressão “jogador hardcore”, que é aquele cara (ou garota) que dedica com bastante frequência várias horas do seu dia ao videogame. Um exemplo é um jogo de RPG, que raramente pode ser terminado antes de se dedicar entre 20 e 30 horas.

Acredito que estas definições são bastante completas e fáceis de entender, mas há um problema – elas têm sido extrapoladas por quem as utiliza. Note que, da forma como defini os termos, não há qualquer menção ao nível técnico exigido para jogar, à quantidade de violência e muito menos aos gráficos do jogo – estes fatores nada têm a ver com as definições de casual e hardcore. Mesmo assim, vejo estas características sendo utilizadas todo o tempo para classificar jogos como se estivessem em um dos “lados”, trazendo um estereótipo equivocado na maioria das vezes.

Vejamos como exemplo o famoso Street Fighter 2. É possível terminar o jogo e enfrentar M. Bison em cerca de 15 minutos e uma partida multiplayer pode durar no máximo pouco mais de 3 minutos (cada partida dura 99 segundos). Ora, ele possui todas as características de um jogo casual. Quando apresento esta idéia a alguém costumo ser prontamente rechaçado com um “você é louco, um jogador casual não sabe jogar Street Fighter”. Bem, sinto muito por essas pessoas mas eu mesmo sou um jogador casual de Street Fighter. Tenho SF4 em casa, mas jogo muito de vez em quando, dedicando cerca de 30 minutos no máximo a ele, mas me considero um jogador muito bom. Vejam bem, a habilidade necessária para jogar Street Fighter nada tem a ver com ser casual ou não, um jogador casual pode ser o melhor jogador de todos os tempos, mesmo dedicando apenas alguns minutos àquele jogo.

Agora vejamos Mario Galaxy para Nintendo Wii: ele pode levar cerca de 10 horas para ser terminado, mais que isso se o jogador quiser pegar todas as estrelas. Uma partida rápida de 10 minutos raramente é suficiente para terminar uma fase, quanto mais o jogo inteiro, logo espera-se que o jogador dedique bastante tempo a ele. Parece um jogo bem hardcore para mim, mas apesar disso muitos jogadores ficam presos ao fato que Mario Galaxy é um jogo colorido, com pouca violência e feito pela Nintendo, característas que nada têm a ver com ser casual ou hardcore.

Acredito que a confusão aumentou quando surgiu o próprio Wii e seus jogos “casuais”. É fato, muitos jogos que usam o Wiimote são preparados para serem jogados em curtos espaços de tempo, tornando-os casuais. Além disso, a primeira leva de jogos também eram bem fáceis, principalmente o Wii Sports, por isso acredito ser esta a causa da confusão. Jogadores associaram casual com fácil e a própria Nintendo anuncia seus jogos como para a família, fáceis de pegar e jogar, ou seja, “casuais”.

A verdade é que acredito que a Nintendo falhou neste ponto – a característica que seus jogos têm não os torna casuais (na verdade não os torna “apenas” casuais), mas sim familiares. Jogos de Nintendo são “para a família”, o que significa que podem ser jogados pela família inteira, do vovô ao netinho. Normalmente um jogo para família é casual mas isso não é obrigatório – o jogo The Sims acredito ser um grande exemplo de um jogo familiar hardcore: ele é fácil de jogar e na verdade grandes fãs dele são não-gamers – mães, pais, etc. Mesmo assim, ele requer grande dedicação e tempo investido, o que o torna hardcore. Já pararam para pensar? Sua mãe pode ser uma jogadora hardcore.

Claro que um jogo casual ou hardcore pode ser usado de forma diferente. No caso de jogos casuais, certos títulos podem precisar de pouca dedicação para curtir em um nível básico, mas exigem anos de treino para jogar num nível profissional – são os fáceis de aprender e difíceis de dominar. Creio que o exemplo mais claro de tais jogos são os shoot’em ups, ou jogos de nave – nascidos na era arcade e feitos para serem jogados em pouco tempo, contudo apenas aquele jogador que dedicou horas (e fichas…) diárias ao treino de cada elemento de um shmup pode chegar aos níveis superiores, onde repousam os maiores scores e as façanhas dignas de lendas (como jogar Ikaruga controlando duas naves, uma em cada mão).

Jogos hardcore jogados de forma casual são mais raros mas existem, um bom exemplo são os FPS com modo online. O modo campanha requer certa dedicação, mas o modo multiplayer pode ser jogado em partidas rápidas de alguns minutos. Conheço várias pessoas que nunca terminaram o modo campanha desses jogos: foi comprar e entrar no modo multiplayer de cara.

A confusão está longe de terminar. Microsoft e Sony entraram no negócio de “jogos casuais” e haverá uma nova enxurrada de games familiares sendo chamados de casuais. Clones de títulos do Wii serão criados e reclassificados como “hardcore” apenas por terem gráficos fodões e serem difíceis, mesmo que na essência permitam partidas rápidas e descompromissadas. As empresas vão usar e abusar das palavras “casual” e “hardcore” em suas campanhas de marketing até ninguém se lembrar o que elas realmente significam.

Mesmo assim, espero que meu pequeno texto ajude a esclarecer um pouco a situação para algumas pessoas – e a remover parte do preconceito que jogos casuais sofrem atualmente. Não vamos desmerecer os jogos casuais, lembre-se que a era de 8 e 16 bit que nós amamos está recheada deles.

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WoW: Muito MMO, pouco RPG

Por Eric Fraga.

O gênero nem é tão novo assim: Ultima Online, de 1998, teria inaugurado a era dos MMORPGs, que buscava inserir jogadores reais em um mundo aberto, onde a exploração e a história têm mais importância do que a ação. Jogar World Of Warcraft por quase 1 ano requer um esforço gamístico tremendo: é impossível jogar outros games, caso você deseje aproveitar (mesmo que razoavelmente) sua mensalidade de 15 dólares.

Sim, impossível.

Principalmente se você deseja participar das Raids, que são as “dungeons maiores e mais importantes” cujas visitas em busca de itens acontecem em grupos de 10 ou 25 pessoas.

Joguei World of Warcraft entre junho de 2009 e março de 2010. Não havia jogado MMOs antes, mas tinha uma boa idéia do que esperar por estar sempre lendo a respeito. Porém, procurava ignorar quando se tratava de algo mais detalhado sobre jogos que terminam com “craft” ou “world”, costumeiramente virando a página da revista ou apertando vários page down. Suspeitava que eles me fariam jogar menos jogos, que acabariam com a variedade das sessões de jogatinas. E eu estava…

…100% correto.

Como toda novidade, uma hora vamos nos sentir compelidos a experimentar: vide óculos 3D (do Master), Move e Kinect. Gostando de RPGs em single player, será que um role-playing game online seria a próxima etapa na escala evolutiva? Estaria eu perdendo a chance de estar participando de uma experiência mais densa em RPG eletrônico?

No início, parece mesmo um RPG single player. Você precisa subir de nível através de quests simples, distribuídas na vila ou cidade da classe escolhida. Quando percebe que o ponto do mapa onde seu jogo começa é de acordo com a classe, sente uma sensação muito gostosa de “mundo virtual” mesmo – único. Não sei dizer se isso é padrão entre todos os MMORPGs.

De qualquer maneira, jogá-lo no início, ainda sozinho, é um RPG sem novidades, old-school inclusive: quests descritas às pressas pelos NPCs e grinding por pontos de experiência, moedinhas e quem sabe uma armadura. Enxague e repita. O mapa indica tudo e onde você precisa fazer (isso sem falar nos inúmeros plugins  da comunidade que praticamente fazem seu personagem andar sozinho).

Não há condições de fazer nada em grupo com outros jogadores nos níveis iniciais do seu personagem. Ok, é bom para ir se familiarizando com interface, com a mecânica. Mas, fora isso, com exceção da  trilha sonora excelente, não há muito para ver: as batalhas, neste estágio inicial, são praticamente “Ys” (onde lutas são baseadas no ato de esbarrar no inimigo) uma vez que os inimigos apresentam uma AI muito simplória.

Mais tarde no jogo, nas dungeons e raids que são feitas em grupo, as batalhas ficam densas e ganham complexidade de RTS, exigindo realmente uma grande coordenação entre os jogadores e isoladamente.  Não vou tocar no assunto dos gráficos, pois é um “mixed bag”: tecnicamente é um jogo de PS1 renderizado no PC, porém o conceito artístico é muito bom mesmo.

De qualquer maneira, certamente WoW não teria o mesmo sucesso como single player: é muito fraco para um jogo de 2004. Mas claro que não é esta a proposta, tudo bem aí.

Apesar disso, o mundo é realmente grande e variado. Na época eu tinha acabado de sair de 160 horas The Elder Scrolls IV: Oblivion e a comparação era inevitável no que se refere ao tamanho do ambiente de jogo. Ambos são enormes, mas naturalmente a riqueza de Oblivion é incomparável à WoW, uma vez que o primeiro é desenvolvido apenas para um jogador; então, tudo que o cerca tem um teor mais aprofundado (ambientação, NPCs, batalhas solo e modo de contar a história).

Não me entenda mal: o “Mundo de Warcraft” é um belíssimo jogo, cheio de oportunidades e recompensador. A questão é que é um belíssimo JOGO; eu esperava um belíssimo RPG eletrônico, só que acompanhado de múltiplos jogadores. Não joguei The Secret Of Mana, mas os relatos da experiência cooperativa num RPG são sempre carregados de boas lembranças.

World of Warcraft poderia ser o que esperava, numa escala absurdamente maior. Mas uma cultura, contrária às minhas expectativas, se formou na comunidade do MMO: a cultura do “upar” e “raidar por loot”.

Pelo menos até o lançamento de Cataclysm, WoW completo possuía 80 níveis. Ao chegar no 60, você é “convidado” a fazer grinding na expansão “Burning Crusade”. Lá, um jogador da guilda que eu fazia parte, de nick “Spancation”, estava com seu Tauren no mesmo nível, então me convidou para fazer quests juntos – que é algo bem divertido.

Mesmo quests criadas para serem feitas solo podem ser feitas por uma party, naturalmente facilitando bastante. Os XPs são divididos, para compensar. Ao receber uma quest, eu realmente  lia o texto da mesma, exibida pelo NPC; me preocupava em entender a historinha por trás da minha pequena missão.

E a Blizzard capricha nos textos, por sinal, enriquecendo muito este lado. Mas meu companheiro de quests recebia a missão, cancelava o texto e saía correndo matar (vide o nick do rapaz…). Ele me perguntou: “Cara, você está com ping muito alto? Toda vez que a gente pega quest, tu fica aí parado!”

Não precisa dizer o tamanho do “LOL” que ele me mandou após ler minha resposta que dizia que a latência de minha conexão era baixa, e que aquele tempo era dedicado à leitura e entendimento da quest (para quem não conhece, é coisa rápida, 10 a 20 segundos apenas). Mas qualquer momento de WoW em que o jogador pré-80 não esteja “upando”, é perda de tempo – na cultura dos jogadores.

A coisa piora, amigos. O mapa de Warcraft online é dividido em zonas, como os jogadores costumam se referir às áreas relevantes do MMO. Cada zona normalmente possui um ou mais locais com NPCs distribuindo quests encadeadas.

Em um determinado momento, os XPs obtidos já não são satisfatórios matematicamente: a partir daí, o típico jogador do MMO larga as quests no meio e se manda daquela zona para outra mais recompensadora em pontos de experiência.

Sou daqueles jogadores de RPG eletrônico que gosta de snifar cada cantinho (maioria de nós, acredito). Terminar as quests de uma zona dá aquela sensação de missão cumprida, além de você deixar os NPCs “numa boa”. Isso não é loucura, é só role-play, não é mesmo? Spancation dizia: “Pronto, Cosmonal, já viu que as quests mudaram de cor? Vamos pra outra zona, dropa tuas quests aê!”. Puxa – disse eu – gosto de fazer todas antes de partir pra outro lugar. Mais risada digitada tive de escutar.

Ao completar o nível 80, começa um novo jogo: XP deixa de existir. Agora vai ser legal, não tem mais essa neurose de pontos de experiência a qualquer custo – pensava com minhas teclas. Vai dar pra explorar os tantos lugares que deixei de ir, as quests continuam recompensando com dinheiro e itens. Que nada. A palavra de ordem agora é “raidar”.

Com o tempo, você percebe que a neurose só mudou de mecânica: obter os emblemas, que na prática são outra moeda corrente, disponíveis somente ao completar dungeons ou salpicadas nas raids. Os emblemas permitem que se adquiria melhores armamentos, necessários para dar condições ao jogador de raidar com sucesso.

Meu problema com isso é que, pelo menos na época em que joguei, a “raid do momento” era a Icecrown Citatel – ou apenas ICC. Todos os domingos, o mesmo grupo de 10 jogadores repetia a mesma dungeon. Durante uns 3 meses seguidos. Porque em ICC tem a melhor gear. Ok, entende-se. Mas se arrisque a convidá-los a fazer uma outra raid, uma de níveis abaixo mas que você não conseguiu fazer no seu tempo porque ninguém queria – não fique para ouvir a resposta.

O trecho seguinte da coluna do Desslock tem minha total simpatia:

World of Warcraft é um belíssimo jogo da Blizzard, que nos trouxe o ótimo Black Thorne anos atrás. Mas ele “encoraja certos comportamentos que não conduzem ao roleplaying” como enfatiza o colunista da PC Gamer. Por mim, tudo bem. Mas só não chame de de “RPG online”. Parece que não estou mais sozinho.

Minha primeira e única experiência concreta com MMORPG foi com o WoW. Mas em 2003 foi lançado Star Wars Galaxies e, como qualquer fã de Star Wars & videogames, fiquei louco para jogar. Mas, na época, não estava “disposto” a pagar assinatura e não tive sucesso com os servidores alternativos.

O MMO não fez muito sucesso de qualquer maneira, apesar de estar ainda ativo, porém com servidores diminuindo a cada ano. Mas, uma luz no fim do (meu) túnel para o gênero de roleplaying game online se acendeu recentemente: Star Wars: The Old Republic, será lançado em 2011 pela Bioware, que dispensa apresentações em RPGs single player.

Ele promete ser o primeiro MMO que procura manter os elementos dos RPGs eletrônicos solo: NPCs serão ricos em história e será possível recrutá-los, na falta de jogadores reais para explorar seja o que você quiser explorar. Um curtíssimo preview que confirma as promessas aqui. Por este MMORPG, estou salivando. Se não estou enganado, até os diálogos dos NPCs são 100% falados.

“Ah, fica jogando single player mesmo, Eric, é o que você quer”. Provavelmente é uma preferência sim, mas que não me impediu de jogar World of Warcraft durante 1 ano inteiro e só ter terminado míseros dois jogos durante este período (Shadow of the Colossus e Ikaruga) – minha meta pessoal é jogar por completo a maior quantidade de jogos possíveis e anotar num caderninho a data em que vi o final, desde os tempos do Master System.

Quero dizer com isso que me dediquei bastante a WoW, a ponto de sacrificar o que me dá mais prazer com videogames. Claro que não foi uma tortura não, tive meus momentos memoráveis: a “primeira dungeon de 5 pessoas”, a “primeira battleground” e – claro – a primeira montaria púrpura, er, não, nunca me importei muito com color swaps.

Mas, no final, você olha o arco de suas realizações, digita o comando “/played” e descubre que 40 dias, 12 horas e 34 minutos foram dedicados ao jogo, em alguns meses. Minha “campanha” durou 972 horas, amigos.

No final, após já ter decidido que ia voltar a ser um jogador de videogame e computadores, eu estava apenas infiltrado na guilda que participava, que incluía meu amigo Danilo (que jogou quase o mesmo tanto e na mesma época – e que compartilha uma opinião similar).

Cheguei a ir para alguns encontros sociais do guilda. Meu objetivo naquele momento era sondar o perfil das pessoas com quem eu jogava e ouvia a voz no skype muito raramente (somente nas raids) para, um dia, compartilhar no nosso bloguinho. Juro que era por isso.

Alguns rodízios de carne e de pizza depois, descobri: World of Warcraft é “The Sims para gamer que foi hardcore”. Este “wowgamer” 1) passa a não falar de outros jogos, muito menos experimentá-los; 2) tudo é comparável à mecânica de WoW; e – por fim – 3) ele considera WoW o “ultimate challenge” dos jogos eletrônicos. I rest my case.

Será que é só um ataque hater de um retrogamer rabugento? Pelo menos  deu pra compartilhar  a experiência com vocês, amigos retrogamers, que me dão a impressão que percorrem um caminho mais completo e prazeroso jogando jogos variados não somente em gêneros, mas também em épocas. Claro que  existem 12 milhões que discordam de tudo exposto acima; mas isso é apenas WoW sob minha perspectiva. Missão cumprida e game over – em um MMO!

Nunca gostei de The Sims mesmo…

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