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Jamestown: Legend Of The Lost Colony (PC)

Amigos do Cosmic Effect: estamos iniciando uma série com posts sobre jogos independentes. Muitos de nós já sentiram que orçamentos milionários e cutscenes cinematográficas não são garantia de grandes momentos com o controle na mão.
Grandes idéias andavam escondidas nas mentes dos desenvolvedores independentes que, finalmente, ganharam o espaço que lhes é merecido através da Internet e redes privadas dos consoles modernos.
Nosso blog é 80% retrogaming e 20% next-gen, então… nada melhor do que batermos um bom papo sobre os ótimos títulos indie que adornam esta geração, não acham? :)
O artigo de estreia é do Heider Carlos, do 1/2 Orc e um apaixonado por jogos independentes. Ele nos contará sua experiência com o recém-lançado “Jamestown”.
Espero que gostem!

Por Heider Carlos

Jamestown é um shmup vertical steampunk indie. O jogo tem leves inspirações históricas: Jamestown foi a primeira colônia dos Estados Unidos, estabelecida em 1607. E termina por aí. Você joga com cowboys montados em espaçonaves, enfrentando uma aliança entre espanhóis e marcianos. Não tem como não amar isso :D O estilo é debochado como Metal Slug, embora as cut scenes tenham um visual de hqs dos anos 90. E ninguém é obrigado a ver nenhum segundo de história: se quiser é só pular direto pra ação, uma opção sempre bem-vinda.

Jogos também têm suas modas. E um estilo visual que voltou com tudo foi o pixel art. Se antes era questão de limitação técnica, hoje é estilo ver os pixels estourados, verdadeiros mosaicos de quadrados coloridos. É um efeito que, quando bem utilizado, fica muito belo. E em Jamestown o trabalho foi cuidadoso. Saber distinguir tiros do cenário é essencial em shmups e, mesmo com o enorme colorido das fases, é simples e instintivo saber o que está acontecendo. Assista um vídeo do jogo em movimento pra notar a harmonia com que ele foi feito. O design dos inimigos e cenários é bem feito, criativo e variado.

A música também é de altíssimo nível. Jamestown nada contra a maré e traz músicas mais eruditas, e não remix ou músicas eletrônicas genéricas. Cada fase tem músicas próprias. São temas bastante épicos, que caem como uma luva na jogabilidade. É uma pena que a trilha sonora não tenha sido liberada para download.

A última fase, em particular, é incrível. Com balas voando pra tudo quanto é lado, armadilhas espalhadas, blocos que se mexem pra abrir caminho pro jogador e um fundo sonoro épico – a imersão é incrível. É belo de se ver, e emocionante de jogar.

O jogador começa com 3 créditos e cada um dá direito a 3 vidas. Assim sendo, temos 9 vidas por fase. É possível acessar diretamente o estágio que desejar e, ao morrer, continuamos do mesmo lugar, invulnerável por um certo tempo. O jogo é desafiador, mas como não te obriga a voltar a cada erro, não frustra. E assim impera o sentimento “dessa vez vai” e “só mais uma tentativa” :D Quem deseja um desafio casca grossa pode liberar modos com menos vidas, onde é necessário transpor todas as fases em sequência. Boa sorte.

Outro fator que evita a dificuldade excessiva é o fato de não existir nada mais, além de dinheiro, para coletar durante as fases. Então, quando o jogador perde uma vida, as armas e poderes não são perdidos, como em Gradius e em boa parte dos shmups.

A campanha do Jamestown pode ser considerada curta. Jogando direto, é possível terminá-lo em menos de uma hora. Os menos habilidosos (eu incluso) devem levar mais tempo. Demorei aproximadamente 3 horas pra terminar, jogando desde o nível de dificuldade normal, e fazendo vários desafios no caminho. Se, por um lado a duração é pequena, por outro isso é uma benção – para quem não tem tanto tempo para investir e deseja curtir um título com ação ininterrupta.

Mesmo com a campanha não muito longa, há muito mais o que  fazer. Com o dinheiro coletado nas fases, é possível adquirir naves e bônus, além de liberar modos de jogo e desafios. Alguns são de arrepiar os cabelos.

O jogo foi desenvolvido para ter achievements, ou conquistas. Poucos gêneros combinam mais com achievements que os desafiadores shmups. Eles ficaram bem distribuídos: o jogador sempre está a poucos minutos de uma nova conquista, o que serve como motivação adicional para continuar.

Jamestown é um jogo excelente. E fica ainda melhor jogando com os amigos: suporta multiplayer local para até 4 pessoas, e dá pra jogar no teclado, mouse e controle usb. Cada segundo deste game empolga, uma experiência memorável. É um grande exemplo das vantagens dos jogos indies: despretensioso, extremamente divertido e o tipo de projeto que dificilmente veria a luz do dia se dependesse dos grandes estúdios.

* * *

Este é o primeiro artigo desta série. A partir do próximo post, os links
para todos os artigos da série até ali estarão disponíveis no final.
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23 Respostas

  1. O amigo Antideus tinha me falado desse jogo, e acabei criando certa curiosidade sobre ele. Parece ser muito legal mesmo, tomara que role logo uma promoção relâmpago no feirão do Steam.

    Agora tenho uma dúvida, não sei se alguém pode sanar: O jogo diz que oferece “Local Co-Op” para quatro jogadores. Mas o quão local ele seria? Ele oferece suporte a LAN ou ele se refere ao uso de quatro controles?

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    • Aplaudo sua iniciativa, Eric! Sou fã de jogos indie desde Little Fighter 2, acho.

      Belo review, Heider!

      Estou com você, Rafael. Se o jogo entrar em uma promoção boa no Steam eu compro :).

      Adoro pixel art! É provável que eu compre o jogo só por causa disso e do multiplayer cooperativo, pois não sou muito fã de shmups (vulgo jogos de navinha).

      Que eu saiba, “Local Co-Op” no Steam significa multiplayer na mesma máquina.

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  2. Ele tem multiplayer local para até quatro jogadores. Dá pra usar teclado, mouse ou controles usb. A configuração é prática e rápida.

    O jogo não oferece suporte a lan. Eu tentei jogar com um amigo pela internet usando uns truques mas o lag deixa ele injogável.Pra fazer iso vc tem que rodar dois jogos, e a diferença de centésimos de segundos faz com que vc possa estar morto no pc do seu colega mas vivo no seu.

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  3. Show! Me amarro na estética steampunk, além de adorar shmups hehe. A primeira coisa que fiz depois de ler o post foi procurar um trailer ou gameplay no YouTube. É bacana como o Heider falou. Adorei o fato de suportar multiplayer local, e a trilha sonora parece ser boa mesmo. Muito bom o review. Quero jogar! *-*

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  4. Caramba Heider!
    Sempre que ouvia o termo IndieGames eu associava a jogos fracos e/ou simples (embora feitos de coração ) mas lendo seu texto fiquei muito impressionado e curioso em saber mais ainda sobre Jamestown,vejo que é um jogo robusto com belos gráficos e além disso é um Shoot ‘n Up,perfeito!
    Busquei no Youtube e fiquei apaixonado por Jamestown!

    Jamestown no Youtube,lindo!

    http://migre.me/54kaW

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    • Verdade Dactar, esse Jamestown parece obrigatório mesmo. Se eu não adorasse shoot’em up, ia pegar pra jogar só pela trilha, que parece ser épica mesmo, como o Heider falou. Olha a abertura, o maior climão de “Game of Thrones” – e num jogo de nave!

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  5. Opa!! Mais um novo colaborador!!! Bem vindo colega!!

    Sabe… eu tenho conhecido esse universo de jogos indie graças a PSN e tenho tido agradáveis surpresas, devo dizer. Joguei com muito gosto o Death Spank e estou me divertindo bastante agora matando zumbis em Dead Nation.

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  6. Seja bem vindo Heider a família Cosmic Effect, e que estréia. Eu sou fanático por um bom shmup (quem não é) e este então com música boa, coisa cada vez mais rara hoje em dia, não posso deixar passar.

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  7. Bem Vindo Heider, post muito bom. Nao conhecia o jogo mas esta na lista dos 2011!
    Valeu!

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  8. Excelente review!

    Acho que nunca na história dos videogames tivemos uma era que valorizou tanto o retrô, com verdadeiras homenagens aos clássicos de 8 e 16 bits, seja na forma, seja no estilo de jogo.

    Os indies têm ganhando uma importância inédita – em que outro momento da história poderíamos imaginar games como Braid, Limbo (que o senhor Eric Fraga fez um excelente review) ou Meat Boy fazendo tanto sucesso.

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  9. Jamestown com 50% de desconto (5 dólares) só hoje!

    http://store.steampowered.com/app/94200/

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  13. […] Se ninguém te contar, você termina este shmup sem perceber que é um jogo independente. Ok, não estou querendo dizer que é uma mega-produção cheia de cutscenes de Kojima, mas sim um jogo de nave que usa sprites sem afetação, sem parecer que os desenvolvedores estavam se sentindo nostálgicos e, só por isso, o Jamestown terminou tendo visual retrô. Além da pixel art imbatível e detalhada, a trilha sonora é lindamente orquestrada e o estilo é o mais atualizado manic shooter, com alguma dose de estratégia e um co-op empolgante. Por sinal, basicamente joguei-o “de dois”, o que me permitiu terminá-lo razoavelmente bem por causa da soma de forças. Cereja no bolo: a história… é até interessante! Não esqueça de que isso é uma mega elogio em se tratando de jogos de nave… Heider escreveu um review deste indie aqui no CFX. […]

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