Phantasy Star V (Dreamcast)

Por essa os fãs da saga Phantasy Star não esperavam: a SEGA convidou todos os envolvidos no desenvolvimento dos quatro jogos da série clássica (incluindo Yugi Naka e Rieko Kodama) e montou uma espécie de “dream team secreto” somente para desenvolver o tão esperado quinto capítulo. O jogo será lançado ainda este mês e será um título exclusivo do Dreamcast: como nos velhos tempos, não sairá nos videogames das outras empresas. Ainda não se sabe quantos discos ocupará, mas especula-se que Phantasy Star V teve custo de produção próximo a 80 milhões de dólares, superando Shenmue. A história se passa 1000 anos após os eventos de Phantasy Star IV – April Fool, que escreveu a história do primeiro Phantasy Star, é também responsável pelo enredo deste quinto capítulo que promete explicar o mistério que envolve a espada Elsydeon e muito mais. Noah retorna e como personagem principal do enredo, porém “num papel que surpreenderá os fãs”. A SEGA não revelou maiores detalhes, porém liberou o scan da arte do título (provavelmente será arte da capa do jogo) e um dos temas musicais: “New Motavia”, que você poderá curtir logo após deleitar-se com as imagens a seguir.

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Versão alternativa enviada para o maior fã do Dreamcast 2, Keith Apicary:

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Tema “New Motavia” (clique em ▼ no player para baixar a MP3)
Ouça no volume máximo.

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Dia Internacional Da Mulher 2011 (Cosmic Effect Version)

O Cosmic Effect parabeniza:

Lara Croft, Chun-Li, Zelda, Feena, Reah, Elena, Alis, Samus, Ripley, Mai Shiranui, Alisia, Blaze, Cammy, Sakura, Kitana, Mileena, Maria Renard, Maki Genryusai, Athena, Mail,  Annie, Tyris Flare, Pocky, Ayame, Divada, Zana Keene, Annet e as garotas do X-Man e Haloween do Atari 2600…

…pelo Dia Internacional Da Mulher 2011!


Conceito e Arte por (c) 2011 Andrey Santos
Música “Woman” (c) 1980 John Lennon, Versão por (c) 2011 Eric Fraga

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Game Music > Phantasy Star II – Rise Or Fall

E como prometido ao vencedor do primeiro prêmio da campanha capitaneada pelo Gagá, além de um Cybergame novinho em folha, o sorteado ainda poderia escolher uma game music à sua escolha para que eu produzisse uma versão exclusiva. O Cadu Bogik escolheu o tema da batalha de Phantasy Star II, a  “Rise Or Fall”. Parabéns ao vencedor por ajudar na campanha!

Sem mais delongas, está aqui a versão produzida para o Cadu – e, claro, para todos os nossos amigos retrogamers que curtam as músicas de Phantasy Star. Mais uma vez no estilo synthpop que costumo fazer e, como a música original do nosso Tokuhiko “BO” Uwabo é curtinha , deu espaço pra fazer arranjos diferentes – espero que gostem :)

Quem quiser baixar e para adicioná-la à sua playlist, aqui o link pra download da MP3 de alta qualidade no 4shared:

Download

A original, para comparação:

Phantasy Star II – Rise Or Fall (by Cosmonal)
Versão por (c) 2011 Eric Fraga.

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Double Dragon 2 (NES)

Double Dragon 2 (NES)
Por Danilo Viana.

Em 1987, uma empresa japonesa chamada Technos cria um beat-em-up chamado Double Dragon, sucessor espiritual de um game que, nos EUA (e aqui), era conhecido como Renegade. Double Dragon pegou o mundo dos arcades de jeito, oferecendo ação para dois jogadores simultâneos e a possibilidade de roubar as armas dos inimigos (isso na época era novidade, bons tempos).

Obviamente as versões de consoles eram obrigatórias – mas estamos falando de tempos negros para os videogames domésticos, onde um port do arcade era garantia de conversões imperfeitas em diversos aspectos. Com Double Dragon, não foi diferente. Infelizmente, as perdas neste caso ultrapassaram todos os limites: fases foram alteradas, permitindo apenas dois inimigos ao mesmo tempo na tela (e ambos eram color swap do um mesmo inimigo) e, o pior de tudo: foi removida a opção de dois jogadores simultâneos, sendo substituída por um esquema “Super Mario Bros.” (os jogadores se alternam cada vez que um morre) e Jimmy se tornou o último chefão do jogo!

Para torcer a faca nas costas do NES, a SEGA adquiriu os direitos para lançar o jogo para seu Master System e o resultado foi bastante superior. Ainda não era perfeito, mas contava com dois jogadores simultâneos, três inimigos na tela ao mesmo tempo e gráficos superiores ao NES.

Parecia que o NES estaria marcado com o estigma de receber os ports ruins de Double Dragon, mas eis que no ano seguinte, em 1988, é lançado para os arcades Double Dragon II: The Revenge. Aqui a missão não é salvar a mocinha, mas sim vingar seu assassinato – já que, no início, a moça é morta pelos bandidos. O jogo de arcade seguia o mesmo estilo do primeiro, mas tinha controles diferentes – ao invés do velho soco e chute, aqui existe um ataque para esquerda e um para direita; para chutar o jogador, era necessário virar ao contrário do lado que iria atacar (virar para esquerda e usar o ataque da direita e vice-versa).

Em 1989, viria a versão do NES do segundo jogo. A expectativa era geral – seria o jogo mal portado como o primeiro? A resposta é: sim e não. Mas, como isso é possível? Bom, para começar a versão de NES é bem diferente do arcade, o que faz dele um mau port. Mas como Ninja Gaiden e Contra estão aí para mostrar, nem sempre um mau port se traduz num game ruim, e aqui descobrimos que a versão de NES é de fato MELHOR que a original de arcade.

Essa vale a pena vingar a morte.Vamos começar pelas semelhanças, que são poucas. Aqui a opção de dois jogadores simultâneos voltou ao NES e introduziu duas opções distintas. No modo A, os jogadores não podem se atingir, tornando o jogo mais fácil; mas, no modo B, eles podem trocar sopapos e isso é até uma manha para mais vidas, já que caso um jogador mate o outro, a vida perdida vai para o vencedor do combate. Outra semelhança é o esquema de combate usando ataque para esquerda e para direita, o que confundiu alguns jogadores na época – inclusive este autor, que tinha um Phantom System com botões B e A trocados por A e B, fazendo com que o botão de ataque para direita fosse na esquerda. A semelhança final é a história: é a mesma no NES, o que surpreende, pois temos um jogo de Nintendo – o videogame mais anti-violência gratuita que existe –  onde o tema do jogo é vingança pela namorada morta.

Agora vamos as diferenças – a começar pelas fases. No arcade existem 4 missões, mas na versão de NES são 9 no total, tornando o jogo maior e mais interessante. No Nintendinho temos também seleção de dificuldade, que inclusive determina o quanto do game o jogador verá (para ver todas as 9 fases é necessário jogar no nível mais difícil). Os inimigos do arcade foram quase todos reproduzidos no NES, mas a versão de console trocou alguns deles por novos sprites, e introduziu alguns novos. Inclusive, o último chefe do NES é diferente e produz uma batalha final mais “épica”, eu diria. O final é diferente também nas duas versões, mas aí vocês terão que jogar para conferir cada um. Como última diferença, a versão de NES conta a história através de cutscenes entre as fases: observem a Marion que aparece na introdução do jogo e decida se não vale a pena vingar a morte da donzela.

Os gráficos da versão de NES são obviamente inferiores à versão de arcade, mas bastante superiores ao primeiro jogo do console. Os sprites são bem diversificados e apenas os inimigos mais fracos são copiados do primeiro jogo. Vale ressaltar a ausência de Abobo, inimigo mais icônico da série e aqui substituído por cópias de Arnold Schwarzenegger e… bem… um cara que “parece” Abobo com cabelo mas é um inimigo completamente diferente e que na versão de NES, usaram o sprite do Abobo como base.

A música é um show à parte – a série sempre foi conhecida por sua ótima trilha sonora e aqui não é diferente. O tema principal está presente e as músicas das fases encaixam-se perfeitamente ao tipo de ação exigida. A música final é super empolgante e faz a última batalha ser ainda mais épica.

Dado o port de baixa qualidade do primeiro Double Dragon e o desastre que foi o terceiro jogo da série (talvez um dia façamos um review dele), é fácil dizer que Double Dragon II: The Revenge é o melhor Double Dragon de NES – se considerarmos ainda que a série andou de molho um bom tempo é fácil perceber que este jogo concorre com louvor a melhor jogo da franquia.

SCORE

GAMEPLAY: Foi perfeito na época, hoje está um pouco duro. O esquema de controle não ajuda, mas no geral, o gameplay é bom 3/5
GRÁFICOS:
Defasagem típica de port de arcade, mas o trabalho ficou excelente 4/5
SOM:
Os básicos socos e chutes, bastante som reaproveitado, mas são bem executados 4/5
TRILHA SONORA:
Perfeita, típica da série. Não há nenhuma música ruim 5/5
DIFICULDADE:
Só no mais difícil se vê o final, há vários momentos de instant death e não há continues, é bem difícil 4/5

DADOS

NOME: Double Dragon II: The Revenge
PLATAFORMA: NES
DISPONÍVEL EM: NES, Virtual Console (Wii), emuladores
DESENVOLVEDORA: Technos
DISTRIBUIDORA: Taito
ANO: 1989

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Cosmic Cast #9 – Zillion & Tri Formation

Continuando nossa série de vídeos com uma incursão pelos dois únicos jogos baseados na série de anime “Akai Kodan Zillion”, o nosso Zillion. Com apenas dois jogos exclusivos para o Master System, a SEGA tentou trazer o universo do cativante desenho animado para o seu recém-lançado 8-bit em duas adaptações, bem distintas uma da outra. O anime foi produzido pela Tatsunoko Production e pela própria SEGA, que buscava utilizar a popularidade do desenho na divulgação do seu console, inclusive modelando a famosa pistola Light Phaser a partir da arma empunhada pelos heróis da série televisiva.

Quem gosta dos dois jogos (ou somente de um deles), pode ser uma viagem bem divertida à sua memória. Se não os conhece, será uma boa oportunidade. Sem mais delongas, apresentamos o nono episódio do Cosmic Cast para vocês.

Cosmic Cast

Episódio #9: Zillion & Tri Formation

Nota: em Zillion II, comento no vídeo que não é possível controlar Apple e Champ (os companheiros que o JJ pode salvar durante sua missão); mas, para minha supresa, é possível sim: utilizando o segundo controle conectado ao Master System, ao pressionar o botão 1 ou 2, o jogo pausa tornando possível alternar para um dos dois amigos –  somente uma única vez cada um durante a partida. A troca é permitida somente nas fases ímpares, onde os personagens estão pilotando a Tri Formation (a moto que se transforma). Como sempre jogava Zillion II alugado ou emprestado, nunca pude ler o manual e iria morrer sem saber disso…

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect:

No YouTube
http://www.youtube.com/user/CosmicEffectGaming

No Vimeo
http://www.vimeo.com/user4397129

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