Phantasy Star V (Dreamcast)

Por essa os fãs da saga Phantasy Star não esperavam: a SEGA convidou todos os envolvidos no desenvolvimento dos quatro jogos da série clássica (incluindo Yugi Naka e Rieko Kodama) e montou uma espécie de “dream team secreto” somente para desenvolver o tão esperado quinto capítulo. O jogo será lançado ainda este mês e será um título exclusivo do Dreamcast: como nos velhos tempos, não sairá nos videogames das outras empresas. Ainda não se sabe quantos discos ocupará, mas especula-se que Phantasy Star V teve custo de produção próximo a 80 milhões de dólares, superando Shenmue. A história se passa 1000 anos após os eventos de Phantasy Star IV – April Fool, que escreveu a história do primeiro Phantasy Star, é também responsável pelo enredo deste quinto capítulo que promete explicar o mistério que envolve a espada Elsydeon e muito mais. Noah retorna e como personagem principal do enredo, porém “num papel que surpreenderá os fãs”. A SEGA não revelou maiores detalhes, porém liberou o scan da arte do título (provavelmente será arte da capa do jogo) e um dos temas musicais: “New Motavia”, que você poderá curtir logo após deleitar-se com as imagens a seguir.

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Versão alternativa enviada para o maior fã do Dreamcast 2, Keith Apicary:

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Tema “New Motavia” (clique em ▼ no player para baixar a MP3)
Ouça no volume máximo.

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Phantasy Star IV – The Confetti Edition (MD)

Por essa você não esperava, a raríssima versão de Phantasy Star IV – The Confetti Edition apareceu finalmente! Citado no Cosmic Cast #11 – Unidos do Retrogaming por não menos do que o Gagá do Gazeta de Algol, o cartucho foi arrematado num site de leilão por R$ 2000,00 (foi trocado por dois abadás, na verdade). O usuário vencedor foi uma mulher, uma tal de “IveteSangalo23”. Consegui o endereço dela (mora em Salvador, por coincidência), bati na porta e perguntei se tinha outras raridades da série de RPGs pra vender; ela me respondeu que também possui uma cópia do igualmente raro Phantasy Star III – Generations of Dalila. “Mas este não está a venda, minha banda tem planos para a trilha sonora contida neste cartucho” – disse. Falei em usar emulação pra tentar convencê-la de me vender ali, no ato (eu tinha três abadás na mochila e estava disposto a negociá-los), mas a cantora baiana respondeu que “minha banda é hardcore, só gosta de plagiar música direto do soundtest do cartucho real”. Incrível.

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A arte da brincadeira do Cosmic Effect é do nosso Andrey Santos.

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Game Music > Phantasy Star II – Rise Or Fall

E como prometido ao vencedor do primeiro prêmio da campanha capitaneada pelo Gagá, além de um Cybergame novinho em folha, o sorteado ainda poderia escolher uma game music à sua escolha para que eu produzisse uma versão exclusiva. O Cadu Bogik escolheu o tema da batalha de Phantasy Star II, a  “Rise Or Fall”. Parabéns ao vencedor por ajudar na campanha!

Sem mais delongas, está aqui a versão produzida para o Cadu – e, claro, para todos os nossos amigos retrogamers que curtam as músicas de Phantasy Star. Mais uma vez no estilo synthpop que costumo fazer e, como a música original do nosso Tokuhiko “BO” Uwabo é curtinha , deu espaço pra fazer arranjos diferentes – espero que gostem :)

Quem quiser baixar e para adicioná-la à sua playlist, aqui o link pra download da MP3 de alta qualidade no 4shared:

Download

A original, para comparação:

Phantasy Star II – Rise Or Fall (by Cosmonal)
Versão por (c) 2011 Eric Fraga.

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Game Music > Phantasy Star – Lassic’s Theme (Gagá’s Version)

Estava eu em mais um domingo gamer, quando larguei o joystick para escutar a estréia do programa Blogroll, da Rádio Gamer Station, a favorita de 10 entre 10 brazucas amantes da game music. No primeiro programa, o entrevistado foi o Gagá do Gagá Games, famoso retrogamer deste mesmo país. O bate-papo da apresentadora Jejé com o Gagá foi super-divertido, e contou com o playlist do Gagá tocando ao fundo. Nas favoritas do cara, não poderia faltar ou mesmo de encabeçar a lista: Phantasy Star, do Master System.

Como muitos fãs da game music e do Master System, a trilha de PS é épica. É difícil escolher uma ou outra que poderia ser considerada melhor. É como um bom álbum, de uma banda convencional: você ouve todas as faixas e se pergunta se é uma coletânea do grupo. Os temas de dungeons, nota 10; as músicas temas dos planetas? De arrepiar. Até a “musiquinha” das cidades é bela.

Como eu nunca havia produzido nenhuma música deste jogo, agora era a hora. “Gagá, escolhe aí a música de PS que eu produzo!” E o Gagá me escolhe uma que pode até ser considerada underground neste jogo: o tema da batalha com Lassic.

Para os músicos de plantão: mantive (quase) a mesma velocidade (a original é 145 bpm, a versão está a 140). Fiz arranjos caprichados na bateria e no baixo, pontos fracos no que se refere aos timbres gerados pelos consoles 8 bit – o esmero foi maior nestes instrumentos justamente para criar a sensação no ouvinte de “upgrade sonoro” :-) A melodia original está intacta, tirada nota por nota, com apenas um leve dueto no final. Como a música é rápida, com uma espécie de refrão suave intercalando a parte principal, adicionei alguns synths “funkeados” (funk aqui no sentido musical, por favor… :-) que cabiam e combinavam com o baixo slap.

É isso. Espero que gostem! Escute agora (para baixar, clique em ▼):

A original:

Phantasy Star – Lassic’s Theme (Gagá’s Version) (by Cosmonal).
Remix por (c) 2010 Eric Fraga.

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Phantasy Star e Mass Effect 2

Por Eric Fraga.

Apenas uma foto para “refletir”: duas pessoas jogando, ao mesmo tempo e no mesmo lugar, dois RPGs famosos e separados por duas décadas. É uma cena de diálogo, em ambos os jogos.

Clique para ver em alta resolução.

O jogo antigo, emulado no netbook do primeiro plano, é o marcante Phantasy Star. Famoso por diversos motivos, um deles o fato de adicionar elementos de ficção-científica ao gênero ainda neném na época. Também, por apresentar uma protagonista feminina, e não o típico ser masculino. O jogo ao fundo é Mass Effect, o segundo. Ficção-científica pura, puríssima, um jogo que só poderia ter sido feito pela Lucas Games ou pela própria Bioware. A desenvolvedora é certamente uma das mais apropriadas atualmente para desenvolver um jogo como este – sua experiência com a franquia favorita de 10 entre 10 nerds em Knights Of The Old Republic (o “KOTOR”) garantiu o sucesso da sua inédita franquia, Mass Effect.

Qual dois dois é o “melhor”? Qual dos dois é (“será”, no caso do ME) o mais influente?

Phantasy Star do Master System está sendo jogado por uma pessoa inexperiente em jogos, especialmente RPG de console de videogame. Como sua primeira experiência, ela está simplesmente adorando e já sente aquela vontade de voltar ao mundo de Algol (universo, eu sei, foi figurado :-) sempre que não está nele. Bom sinal. Para garantir o “efeito console”, ela está jogando num (bom) joystick com direcional tradicional (dica pra quem gosta de emular: Logitech Precision, um gamepad retrô fantástico) e áudio do Master System no modo tradicional do ocidente (sem o chip FM). Precisou de uma dica para comprar o roadpass (quem não precisa, ora? :-), mas está evoluindo bem.

Eu estou jogando Mass Effect 2, no PC, com toda glória gráfica da resolução máxima, do áudio 5.1, da tela grande e et cetera. Este jogo me provoca aquele efeito de um grande RPG: assim como a jogadora iniciante de Phantasy Star, eu quero voltar para o mundo de Mass Effect 2 (aqui também é universo, droga :-) sempre que possível. Quero jogá-lo, quando não estou jogando.

Ok, ok. Rasgação de seda à parte,  o que mudou de 1988 para 2010? Muita coisa ou, essencialmente, um RPG eletrônico “bom” tem o mesmo efeito sobre o jogador? Fica aí esta dúvida maravilhosa…

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