Pitfall Legends

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Sony prepara retorno triunfal da PSN

O grande evento de “Welcome Back” do retorno à PSN terá alguns lançamentos de jogos mundialmente esperados pelos seus usuários que tanto sofreram neste período. A Sony, em parceria com a empresa de Pitfall Entertaiment, implantou o protocolo de segurança p2600-zx em sua nova rede – até então, somente o serviço GameLine o utilizava. Agora, os jogadores da PSN também terão a sua disposição a possibilidade de jogar Pitfall com até 32 jogadores online. O esquema de segurança, que possui quase 30 anos e nunca foi violado, foi desenvolvido pelo próprio Pitfall Harry em 1982, entre uma andança e outra na floresta.

Conecte já seu Atari ao seu PS1, 2 ou 3 e experimente o que nenhum gamer jamais sonhou! Isso que é retrocompatibilidade de verdade!

Além disso, visando ainda mais confiabilidade aos jogadores de PlayStation 3, a Sony anunciou oficialmente que realizou um acordo milionário com a Retrocard®. A operadora assumiu todos os danos causados aos jogadores, e seus agentes conseguiram localizar e prender os hackers num corredor subterrâneo fechado por uma parede  rosa. Os malfeitores, sem saída e morrendo de medo do escorpião Scorpion, confessaram seus crimes.

 Pitfall Legends: Scorpion e Pitfall Legends: Cobra
Para PS3.
Até 32 jogadores.
Baixe na PSN.

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Japão 2011

Caros retrogamers,

Vocês sabem que o Japão é um país que nos deu diversas alegrias.
Mario, Mega Man, Simon Belmont, Sonic, Pac-Man, e muitos outros
ícones da indústria dos videogames foram criados lá. Esse mesmo país sofreu
um grande abalo este ano. Muitas pessoas perderam tudo que tinham nos
terremotos e no maremoto que avassalou cidades inteiras.
Gostaríamos de apertar “CONTINUE”, para que tudo voltasse ao normal,
como num jogo. Mas é a vida real, e não podemos voltar.

O Japão já passou por diversas catástrofes, e sempre surpreendeu
o mundo com seu exemplo de superação. Mais uma vez esperamos
que ele se restabeleça rapidamente.

É muito triste ver todas aquelas pessoas que vivenciaram o mais severo terremoto
da história do país. Foi horrível. É por isso que nós oferecemos
nosso amor a todos os japoneses. Lamentamos que o Japão
tenha sofrido esta tragédia. Nunca percam a esperança!

Japoneses, estamos com vocês.

Vamos todos juntos nos fortalecer!

São os sinceros votos do Cosmic Effect.

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Conceito e Arte: Andrey Santos
Música: Eric Fraga *versão em piano de “Rise From Your Grave” (Altered Beast/SEGA)
Texto: Eduardo Shiroma

レトロゲーマーの皆様、

日本が、私達に多くの喜びを与えた国であると知っています。マリオ、ロックマン、シモン・ベルモンド、ソニック、パックマンなどテレビゲーム産業の他の多くのアイコンがそこに作成されました。この同じ国は、今年、大打撃を受けました。多くの人々は、それらが、全体の都市を破壊した地震と津波に持っていたすべてを失いました。「コンティニュー」を押したいと思います、そして、すべてがゲームのように標準に戻ります。しかし、実生活であり、私達は帰ることができません。

日本はすでに幾つかの災害を通り抜けて、いつも克服のその範によって世界を驚かせました。また、私達は、すぐ国が復元されることを望みます。

国の歴史の最も厳しい地震を経験したすべての人々に見るのは、非常に悲しいです。それは恐ろしかったです。それは、私達が私達の愛情をすべての日本人に提供する理由です。私達は、日本がこの悲劇を受けたのが残念です。決して、希望を失わないでください!

日本の皆さん、私達はあなた達と共にいます。

皆で一緒に頑張りましょう!

それはコズミックエフェクトの誠実な好意です。

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Fatman (MD)

Muita água rolou por debaixo da ponte, antes de Street Fighter II revolucionar os jogos de luta um-a-um. Heavyweight Champ, da SEGA, de 1976, é creditado como o primeiro jogo de luta deste estilo tão duradouro, mas não teve impacto até por conta da época. Karate Champ do arcade teria sido o primeiro a experimentar com sucesso a visão lateral, em 1984. Em 1989, um jogo de luta, conhecido pelos fãs do Mega Drive, com certeza detém pelo menos este título: o jogo com maior quantidade de nomes diferentes.

Fatman, como aparentemente ficou mais conhecido, é um jogo de luta obscuro portado para o Mega Drive japonês em 1990. Original de PC (Tongue Of The Fatman), no Commodore 64 e Amiga foi rebatizado para “Mondu’s Fight Palace” e, finalmente, no Genesis tascaram um “Slaughter Sport”. A desenvolvedora Sanritsu é a mesma que portou James Buster Douglas para o Genesis, aquele dos lutadores do tamanho da tela… Já no Genesis, a produtora Razorsoft, notadamente conhecida por lançar jogos controversos (Technocop, Death Duel), comprou os direitos da Activision (que era a publisher) justamente tentando aproveitar o liberarismo da SEGA of America dessa época.

Logo de cara, vemos uma versão lite de Jabba The Hut proferindo “Welcome to the Fight Palace” abrindo o maior bocão e mostrando a língua. O problema é que a boca do gordo está na barriga (Star Wars com… Kuato de O Vingador do Futuro?) e você já entra no clima fanfarrão de Fatman. É um joguinho de luta que não dá pra levar a sério, tanto que seu primeiro batismo foi “A Língua do Gordo” e não um “Combate Mortal” ou “Lutador de Rua” da vida, né?

Se você ainda estiver comigo, vai notar que o Fatman do Mega Drive, mesmo com essa aparente pegada mais leve, brincalhona, é aquele jogo que você precisa jogar bastante se quiser encontrar a diversão. Seu personagem, o Rex, é um dos poucos humanos que lutam no palácio. Seu desafio é lutar por dinheiro, enfrentando o Mondu The Fat Lord no final. O primeiro oponente é seu próprio color swap – numa luta para introduzí-lo ao jogo. E, também, responsável por afastar muitos jogadores, normalmente dando sensação de arrependimento de ter comprado, alugado ou mesmo trocado emprestado o cartucho.

Fatman é um daqueles casos em que o artista colocou um sonífero no cafezinho do game designer e, sorrateiramente, foi encher o jogo com quadros de animação. Sabe como é: se você assistir uma luta pré-gravada e o cara for um bom jogador, o negócio pode parecer um desenho animado. Estou exagerando um pouco, mas os personagens são muito criativos (destaque para o Bonapart, que é um esqueleto com o coração como único órgão) e realmente bem animados. Esse é o problema, e sem solução: um soco do seu personagem demora demais, e o pior, virar para o lado oposto leva aquela eternidade. “Tongue Of The Fatman” é anterior à era dourada dos jogos de luta e traz um detalhe curioso: a versão para Genesis ganhou a possibilidade de escolha de qualquer personagem (9 no total, sem contar os color swaps) no modo 2 jogadores e há alguns relatos de que seria algo inédito até então.

Voltando aos problemas de Fatman: ele é um jogo difícil, mas pelas razões erradas. A princípio, a impressão é de que os controles são ruins, muito ruins. A causa principal é realmente o fato das animações serem detalhadas demais, forçando o jogador a “assistir” todos os quadros ao realizar os movimentos. Isso não é novidade: Fantasia, também do Mega Drive, sofre do mesmo problema, por exemplo. Tanto que, logo na primeira luta, o jogador naturalmente “descobre” que deve focar-se em acertar voadoras no oponente, justamente pelo pulo ser rápido, sem uma animação mais elaborada – é possível, inclusive, pular em sequência apenas segurando a diagnonal. Tornou-se a estratégia mais natural para mim, pelo menos foi assim que consegui terminá-lo na época em que aluguei. Sim, passava o jogo inteiro pulando, tentando acertar voadoras, até o último chefe.

Os oponentes são o charme: uma mulher punk, uma galinha cibernética, uma gárgula (com um ataque chamado de “gas cloud”, no mínimo desagradável, se é que você me entende), “Bonapart”  (um mutante que “sobreviveu a um ataque químico”), “Buff” (irmão do Slimer do filme Ghostbusters) – dentre outros. Eles possuem ataques diferentes, como era de se esperar, mas até onde sei, a estratégia básica para vencê-los é sua voadora no tempo certo…

Existem habilidades especiais, meio “mágicas”, que podem ser compradas entre cada luta pelo seu personagem, exceto na primeira. A idéia não é muito comum, até onde sei, em jogos de luta deste tipo; dá pra considerar uma ótima adição, poderia trazer alguma estratégia. Pena que, por conta da dificuldade dos controles, quando o jogador solta um destes poderes, é necessário atacar o inimigo rapidamente; é frustrante quando você não consegue em tempo hábil e o efeito passa. A habilidade que considero mais útil é a cama de pregos (daquelas de faquir) que fica sobre a cabeça do oponente: ele não pode pular enquanto o efeito não passa. Ah, os oponentes também se utilizam dessas habilidades. Outra curiosidade: seu life não é renovado ao fim da luta; você deve comprar, através de dinheiro obtido a cada golpe desferido, energia e força de ataque extra, além de até 4 habilidades. Por exemplo: se terminar uma luta com o life no final e não comprar energia, seu personagem inicia a nova luta a um golpe da morte. Uma boa idéia do titulo, eclipsada pelos problemas já citados.

A trilha sonora não chama a atenção, são loops curtinhos e praticamente sem bateria. Alguns efeitos sonoros são ótimos, principalmente as (poucas) vozes – são bem claras, nem sempre era assim no Mega Drive. Bom… pessoalmente, acho algumas músicas muito boas, principalmente o tema que chamaria de “Mondu The Fat Lord Theme” – toca na tela em que o Fatman aparece em seu trono, com uma bela moça e uma sereia – que fica exatamente no mesmo local da Princesa Léia quando escravizada por Jabba em O Retorno de Jedi…

Acho a musiquinha bem climática, até bonitinha. Mas, hey, that’s just me :)

No final das contas, Fatman é um joguinho de luta com muito carisma e boas idéias, mas o elemento maior de atração num game deste tipo é a realização de controles eficientes, precisos, como Street Fighter II ensinou pouco depois. Talvez em um universo paralelo, sem o clássico da Capcom como parâmetro, Fatman poderia funcionar.

De qualquer maneira, se você gosta de um lance bem underground e jogos de luta… “Welcome to the Fight Palace”!

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Cosmic Fast #7 – Essa Tal De PSN

*Se estiver sem tempo para ler o “ensaio” a seguir, desce logo até o vídeo no final do post!

Quinta-feira, 21 de abril de 2011. O dia em que a PSN parou. Até a data deste post, o serviço que deixou órfão jogadores das modalidades multiplayer online de títulos recém-lançados de peso como Portal 2 e Mortal Kombat “9”, ainda não teria voltado, completando 9 dias fora do ar. A situação, que impede tanto a jogatina online quanto os demais serviços oferecidos pela PlayStation Network (download de DLCs e de jogos, acesso a filmes e outras mídias, dentre outros), ganhou notoriedade espantosa, chegando até a mídia não-especializada. Imagina só, uma rede online de videogames ganhando matéria no Jornal Hoje. Videogame anda bem popular esses dias. E, se você tem um PlayStation 3, seu número de cartão de crédito também.

Enquanto a PSN não volta, muitas piadinhas, muita gente caçoando da Sony por aí – que se orgulhava do seu todo-poderoso PlayStation 3, a máquina dos sonhos do gamer em 2006, lembram? Já antes de lançar, ganhou status de “super-computador” por conta do seu hardware “poderosíssimo”. Nada disso se mostrou muito útil, e já estamos em 2011 aguardando “os desenvolvedores ficarem à vontade para mostrar o potencial”. Conversa fiada – lembram dos jogos da primeira leva do Super Nintendo e do Mega Drive? Eles já eram tecnicamente bons, ótimos até – o poder da máquina já tinha sido “unleashed” pela Nintendo e pela SEGA desde o lançamento, ora. Claro que alguns jogos saem melhores com o passar do tempo, mas nunca é nada tão gritante.

Empolgada demais com seu novo console, a Sony andou até soltando uma mentira deslavada no lançamento do PS3: que o console teria poder para rodar jogos na mítica resolução Full HD – inclusive o fabricante aproveitava e lembrava das suas TVs Full HD que iriam “unleash the power of PlayStation 3”. Só tinha um problema: nenhum jogo típico manteria um framerate aceitável nessa resolução – o conjunto do hardware simplesmente não dá conta. Justamente por isso, nenhum jogo “grande”, com gráficos típicos, foi lançado nessa resolução até hoje – e nunca será.  No final das contas, tecnicamente, é um “Xbox 360 da Sony” – com algumas exceções de gráficos até inferiores, como o famoso caso do Bayonetta. Quem diria: pra quem gosta de gráficos e resolução, a empresa menos “recomendada” atualmente nesse território,  vai ser a que (muito provavelmente) trará o tal do Full HD de verdade antes de todo mundo, na próxima E3… Pra terminar, voltando à Sony: sua rede, a tal PSN, é indiscutivelmente menos interessante do que a Live da concorrente. Não precisava nem deste estrago para percebermos isso.

Por favor, não entenda mal: o console da Sony é um legítimo PlayStation, o que por si só, já vale a compra (3/4 dos colaboradores deste blog possuem o bixinho). Só que a empresa estava um pouquinho de salto-alto, ou pelo menos exibia excessiva confiança no seu novo produto e talvez até precisasse dessa rasteira dos hackers (além da rasteira dada pelo Wii) para refletir e voltar com mais força e, por que não, humildade. O terceiro PS tem vendido bastante ultimamente, e no final das contas, se estabeleceu muito bem entre os jogadores de videogame desta geração.

Nós do Cosmic Effect decidimos prestar solidariedade à Sony, ao PlayStation 3 e à PSN. Este Cosmic Fast mostra como o gamer típico se sente desnorteado, incapacitado, impotente com a PlayStation Network fora do ar. Um episódio onde toda a tripulação do Cosmic Effect participa, além de dois convidados especialíssimos muito conhecidos na PSN, digo, na nossa retrosfera.E falando em PSN, no final do vídeo apresentaremos um terceiro convidado: sua PSN ID será revelada para quem desejar um multiplayer de Killzone com o cara – quando a PSN voltar, basta adicioná-lo, ele é muito receptivo. É conhecido por ser o melhor jogador do planeta. Do Killzone.

Não se preocupem: apesar de todo esse papo next-gen, este vídeo terá o mesmo conteúdo retrogamer que já estão acostumados. Bem, amigos, este é o…

Cosmic Fast

Edição #7: Essa Tal De PSN

Sem tempo para assistir o vídeo?
O nosso amigo Sephrox fez um resumão:

As participações do Sephrox aqui no Cosmic Effect são raras, porém brilhantes.
Obrigado Sephrox. Estamos te esperando na rodoviária para uma calorosa recepção.

Canais somente com vídeos produzidos pelo Cosmic Effect

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O Primeiro Console A Gente Nunca Esquece: Atari 2600*

O ATARI 2600

*extraído da página que inaugurou o Cosmic Effect, O SuperConsole, para o meme “O Primeiro Console A Gente Nunca Esquece”.

Em 1984, o primeiro videogame da família foi adquirido: O Atari 2600. Acompanhado de Pole Position e Defender, minha vida gamística estava prestes a se iniciar. E assim aconteceu.

Não foi uma escolha difícil, pois a maioria dos amigos possuía Atari (acervo de cartuchos estendido automaticamente) e já tínhamos tido contato com o Odyssey – que parecia ter uma biblioteca menor de jogos, apesar de ser um videogame de aparência sofisticada – provavelmente por conta da presença do teclado no console. Além disso, o marketing da Atari, mesmo no Brasil, era fantástico. Joguei Atari até não poder mais. Fazia campeonatos em casa (um teve até troféu artesanal) com os amigos; voltar correndo da escola porque trocou cartucho com coleguinha e está louco para experimentá-lo – os jogadores de Atari sabem bem do que estou falando.

A primeira vez que saí sozinho de casa, aos 7 anos, foi para devolver uma fita na locadora (!) do meu bairro – a boa e velha locada no sábado para devolver na segunda. Gostava de explorar os jogos enigmáticos típicos da plataforma – só fui entendê-los na era da Internet: Raiders Of The Lost Ark, Porky’s, Riddle Of The Sphinx e os Swordquest me fascinavam em especial. No Atari tinha de tudo, de jogos que poderiam ser chamados de “títulos AAA” como H.E.R.O., Adventure, Montezuma’s Revenge, Cosmic Ark, James Bond 007 passando por cartuchos escabrosos de ruim, como (não, ET não era ruim)…  deixe estes pra lá. Como não havia o conceito de ‘fim’ nos jogos, pois em geral eram competitivos, alguns títulos inspiravam o jogador a jogá-lo incessantemente, talvez numa promessa de algo diferente acontecer em algum momento. Cosmic Ark, por exemplo: eu jogava acreditando que se conseguisse resgatar uma certa quantidade de alienígenas, surgiria algum cenário diferente, possivelmente o planeta originário da nave que controlamos. Enfim… na era do Atari 2600, havia um senso de descoberta, imaginação e mistério que provavelmente nunca mais se repetirá nos videogames. Hoje, todos os jogos estão documentados na rede e a equipe desenvolvedora tem twitter e facebook.

Para ilustrar essa imaginação tão intensa e divertida que só o nosso primeiro console pôde nos trazer, convido-os a assistir este vídeo que fizemos recentemente sobre um cartucho muito especial: o simples e épico Adventure, de 1979, produzido pelo própria Atari. Tenho certeza que após assistí-lo por inteiro, a memória de cada um de nós sobre a aventura que certos jogos do nosso primeiro videogame nos trazia (seja ele Atari, Odyssey, NES, Mega, Master, SNES…) se tornará tão intensa que você vai parar o que estiver fazendo para jogar aquele jogo favorito daquele console… :)

Quem não viu o vídeo a seguir aqui no nosso blog, se tiver um tempinho adoraria que assistisse e compartilhasse da sensação conosco :)

É, amigos… a primeira vez a gente nunca esquece.

Clique no play e aumente o volume :)

*O vídeo é o “Cosmic Fast #6: Adventure”, da série de vídeos
sobre retrogaming produzida pelo Cosmic Effect.

Blogs participantes do meme
“O Primeiro Console A Gente Nunca Esquece”

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