WoW – Depois do level 80

Por Marcelo Araújo

Iniciando a seção “World of Warcraft” do blog, falarei um pouco sobre os 2 jogos dentro de WoW. Assim como o nosso calendário se divide em “Antes de Cristo” e “Depois de Cristo”, WoW se divide em “Antes do 80” e “Depois do 80”. Isso levando em consideração que Cataclysm não saiu ainda, pois quando essa expansão sair, o level máximo será o 85. Para quem ainda não chegou no 80, não há muito mistério: apenas upar, de preferência fazendo instâncias e ganhando experiência (as duas: o xp e a prática), sem se preocupar com gear, apenas em ter o mínimo necessário para conseguir se virar durante o caminho. É muito útil também para aprender “wowtiqueta”: saber no que você pode dar need / greed, interação direta com outros players, etc. Mas, o foco desse post não é falar muito do jogo antes do 80, e sim quando você chega nele. Certamente, você já ouviu alguém falar que “WoW começa quando se chega no 80”. Desculpe-me, mas é a pura verdade. É comum, quando se chega neste nível, alguns players sentirem um “vazio”, achando que não há mais nada a se fazer, que o jogo “acabou”, etc. Ora, mas estamos falando de um MMO. A última coisa que a Blizzard quer é que você fique sem ter o que fazer :-) Então, a idéia aqui é apresentar uma “receita de bolo” do básico que você tem que fazer caso queira começar a raidar e aproveitar o conteúdo end game. Vamos a ela:

a) Você chegou hoje ao 80 ? Abra seu Dungeon Finder e faça sua primeira random para pegar logo seus emblemas de Frost;

b) Mas o que são emblemas de Frost e para que servem ? Aliás, para que servem emblemas ? Os emblemas de Frost são um tipo de moeda do jogo. Com eles você “compra” gear, (e mais outros itens, tais como gemas, materiais, etc) podendo trocá-los também por emblemas mais antigos, como Triumph, Conquest, Valor e Heroism;

c) Agora fiquei confuso. Para que servem tantos emblemas ? Cada gear disponível nos vendors tem um item level. As gears mais antigas são compradas com emblemas de sua respectiva época. O emblema mais valioso é o Frost, e com ele se compra gear Tier 10;

d) O que são Tiers ? Digamos que Tier é um tipo de gear diferente das demais. Cada classe tem seu set de Tier e ele dá 2 bônus para quem os usa: o de 2 e o de 4 peças. Quando se usa, pelo menos, 2 peças do Tier você ativa o bônus 2p dele. O mesmo vale para as 4 peças. A grande vantagem de se usar o Tier é o bônus. Como apenas 4 peças bastam para ativar os 2 bônus dele, é indicado que a 5a peça pega não seja Tier, pois essa peça extra, que é vendida no mesmo NPC que vende o Tier, geralmente é melhor do que sua correspondente no Tier. Os bônus do tier melhoram algumas habilidades de sua classe, seja com aumento de dano, armor, etc. Existem tiers para cada tipo de papel que você desempenhe: healer, tank ou dps. O tier a ser comprado com emblemas de Frost é o 10;

e) Já fez a random e ganhou seus primeiros frosts ? Faça mais randoms e vá juntando emblemas de Triumph para comprar gear T9;

f) Agora que você já é 80, vale a pena investir em enchants e gemas. Alguns dos melhores enchants do jogo só podem ser comprados em uma facção específica. Para isso, é necessário estar Exalted com ela. Falarei sobre as principais facções em um post futuro. Mas, para começar, você pode farmar reputação com Kirin Tor, que é a facção à qual Dalaran pertence. Para isso, vá em Violet Citadel, dentro de Dalaran, e compre a Tabard de Kirin Tor com o quartermaster de lá. Estando com ela equipada, cada mob morto em uma dungeon de level 80 que você fizer lhe dará uma quantidade de reputação. Quando ficar Exalted, é hora de trocar a Tabard;

g) Habilite os canais “General”, “Trade” e “Looking for groups”. 99% das coisas mais interessantes do jogo você vai aproveitar através desses canais, como invites para raids, eventos, dailies, etc;

h) Agora que você chegou ao 80, vai precisar mais do que nunca de gold. Uma ótima forma de farmar gold é fazendo quests dailies. Para habilitar as melhores dailies do jogo sugiro que você vá para Icecrown e faça todas as quests de lá, principalmente as do torneio e de Shadow Vault;

i) Quase tudo referente ao jogo pode ser encontrado no http://www.wowhead.com.

Por enquanto, é isso! Até o próximo post.

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Chrono Trigger (SNES)

Uma Viagem no Tempo…

Por Marcelo Araújo

Já faz 15 anos que Chrono Trigger foi lançado no Japão, pela Squaresoft. Esse RPG, que é considerado um dos melhores RPGs de todos os tempos, foi desenvolvido pelo “dream team”, formado por:

a) Hironobu Sakaguchi: criador da série Final Fantasy. Seus projetos mais recentes foram Blue Dragon e Lost Odyssey, ambos para o Xbox 360;
b) Yuji Horii: diretor da série Dragon Quest;
c) Akira Toriyama: criador de alguns animes, como Dragon Ball;
d) Kazuhiko Aoki;
e) Nobuo Uematsu: compositor da trilha sonora de alguns jogos, como Final Fantasy. Tem uma banda de game music chamada “The Black Mages”.

Chrono Trigger, além de ter uma história marcante e ser um RPG que prende o jogador do início ao fim, marcou época em vários aspectos. Dentre eles, podemos citar: múltiplos finais (são 13 finais diferentes disponíveis a partir do término do jogo), inexistência de batalhas dentro do mapa (aquelas que começam de forma aleatória), história espetacular e uma trilha sonora empolgante. Há também alguns eventos opcionais que podem ser resolvidos durante o jogo, ocasionando mudanças em alguns finais.Ao contrário de alguns RPGs, em que a história demora de engrenar, em Chrono Trigger a ação é imediata. Em menos de 30 minutos de jogo, ela já começa e o jogador já se vê preso à história, realmente com pena de desligar o console…

O jogo começa no ano de 1000 AD, no reino de Guardia, no dia em que acontece a Millenium Fair (feira do milênio). Cronos (o protagonista) vai à feira e lá conhece a nova invenção de sua amiga Lucca: uma máquina de viagem no tempo. E aí tudo começa…

O único defeito do jogo é que ele, infelizmente, tem curta duração. Longe dos RPGs atuais, em que se leva, pelo menos, umas 60 horas de jogo, Chrono Trigger tem uma média de 15 horas.

Oficialmente, foram lançadas 2 continuações: Chrono Cross, para o psOne, e o Radical Dreamers, para o Satellaview. Esse último, disponível apenas em japonês (depois me perguntam o porquê de eu querer aprender japonês)…

Uma comunidade de fãs do Chrono Trigger começou a desenvolver um remake para ele, chamado Chrono Resurrection (http://www.opcoder.com/projects/chrono), que foi barrado pela Square.

O motivo de eu ter feito esse pequeno review hoje é que o meu Chrono Trigger acabou de chegar. Daí, para “comemorar”, resolvi escrever esse post :)

(Esse post foi retirado do meu “antigo” blog, o videogames-ever).

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Side Pocket (SNES)

Sinuquinha básica.

Por Marcelo Araújo

Ontem eu estava jogando um cartucho que há muito tempo não via: Side Pocket. Trata-se de um joguinho de sinuca produzido pela Data East e lançado para Mega Drive/Nintendo/Super Nintendo/Game Boy/Game Gear e Wonderswan em 1992.

O jogo é bem interessante e divertido, mas peca na precisão das tacadas. Quem já jogou sinuca na vida real vai estranhar um pouco o fato de certos ângulos não poderem ser alcançados. Exemplificando: você quer acertar uma bola na caçapa do canto, mas você está no meio da mesa. Aí você até sabe mais ou menos o ângulo que você vai precisar usar, mas o jogo não permite que você o escolha. Resultado: certas bolas você não vai conseguir acertar mesmo, o que vai te levar a querer acertar outras bolas ou tentar outra caçapa. Isso é um pouco “broxante”, mas você acaba acostumando. Esse é o único aspecto negativo do jogo.

Cada fase do jogo tem uma pontuação que deve ser alcançada. Para isso você pode acertar as bolas na sequência numérica, o que te dá uma pontuação extra, e/ou derrubar bolas em sequência. Você começa o jogo com um número limite de tacadas para errar. Conseguindo a pontuação necessária você passa para a próxima fase. Mas antes é preciso passar por uma fase bônus, onde você tem que derrubar um número X de bolas com apenas uma tacada. São fases “puzzle”, digamos assim. Inclusive, é recomendável começar o jogo na opção “trick game”, que já permite que você pratique essas fases antes de começar a jogar de fato. Caso você consiga passar pelos puzzles, vai ganhar pontuação extra e/ou mais tacadas.

É possível fazer algumas jogadas virtuosas aplicando efeitos na bola. Em algumas situações isso será extremamente necessário, como nas fases puzzle.

O jogo é bem divertido e vale a pena. A versão que eu joguei foi a do Super Nintendo, porém, as screens desse post são da versão do Mega Drive.

Existem continuações lançadas para Saturn (Side Pocket 2 e 3) e PlayStation (Side Pocket 3).

(Esse post foi retirado do meu “antigo” blog, o videogames-ever).

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