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Star Fox 64 (N64)

Com imagens capturadas diretamente do console real,
especialmente para a confecção deste artigo.

Em 1993, gráficos 3D poligonais eram privilégio dos donos de micro-computadores: Comanche: Maximum Overkill, um jogo de helicóptero que não utilizava pixels (e sim “voxels”), Strike Commander da Origin Systems (de Ultima e Wing Commander), e o famoso — nos PCs — simulador de vôo da Microsoft, o Flight Simulator. Todos eles — e Doom, claro — traziam polígonos texturizados a framerate aceitável para quem jogava no computador.

Já nos videogames, 3D poligonal era uma “bagunça” — na impossibilidade de uma palavra mais adequada. Star Fox do Super NES mostrou que a Nintendo realmente não estava para brincadeira. Eu mesmo, que amava M-1 Abrams Battle Tank no Mega Drive… não pude acreditar quando vi Star Fox pela primeira vez. Correção: ninguém pôde acreditar.

Como em um passe de mágica, vimos Fox McCloud e seus vetores voarem na tela de um videogame doméstico, num rail shooter até inesperado em se tratando da Nintendo. A empresa não tinha o “hábito” de produzir títulos deste gênero, uma vez que andara ocupadíssima revolucionando a indústria com NES, Mario & Zelda.

Os fliperamas, por exemplo, não viram sequer um título desenvolvido pelos estúdios da Nintendo nos anos 90. Mas, para quem é fã do estilo e tinha um Super NES, um dos melhores jogos com o “arcade feel” já feito estava disponível.

O sucesso dos vetores sem textura e das mecânicas aventureiras em um jogo de tiro — cortesia de Miyamoto — garantiram a continuação. Star Fox 2 teve seu desenvolvimento completado, porém Miyamoto preferiu que a glória 3D completa do Nintendo 64, prestes a ser lançado, comandasse o show.

Certas decisões de design do gênio da Nintendo são admiráveis. Star Fox 64 é praticamente um remake do original: até a trama foi parcialmente restaurada. A preocupação do mestre era com novas mecânicas que ele havia vislumbrado para Star Fox e uma possível garantia para o jogador: a fluidez de (até) 60 quadros por segundo. Algo que nem o chip Super FX 2 poderia oferecer à arquitetura do Super Nintendo.

Também, seria mais gostoso controlar a Arwing com a alavanca analógica, que havia sumido dos videogames desde o Atari 5200 e voltaria triunfante no Nintendo 64.

Quer mais poder de fogo no hardware? Seu desejo, atendido: o jogo inovou também com o Rumble Pak. Antes dele, nenhum controle havia tremido em suas mãos. Para os chamados jogadores hardcore, é a Nintendo dos bons tempos: poder no software e no hardware também.

Star Fox 64 não é frenético. O andamento da tela é lento, os personagens dialogam e existem rotas diferentes levando ao final. Divergindo de clássicos do gênero como After Burner e Space Harrier, o jogador encontra um pouco de aventura durante a partida. Sim, o objetivo é atirar em tudo que se mexe — é um rail shooter, afinal; Mas o fator replay não reside somente na melhoria do seu desempenho com a mira, como de costume no gênero.

Além de atirar um pouquinho nos inimigos, seus companheiros de batalha não são meras alegorias. Você, como o “Luke Skywalker” do time, é requisitado a todo momento para salvá-los de um inimigo.

É mais interessante do que parece: no 64, temos vozes de verdade no lugar daqueles ruídos engraçadinhos do Star Fox original. “Olha só, fui salvo por Fox. Que legal” — diz o wingman Falco, com a presunção típica de um Han Solo.

Alguém do seu time pode ser abatido e retirar-se do combate no meio de uma missão, caso você falhe em defendê-lo. Interessante dizer que cada um deles possui uma função extra: com Slippy presente, você escuta como vencer um chefe e é exibido o life daquele inimigo. Peppy dá conselhos genéricos de combate (úteis e não) durante a fase; e Falco é a chave para certos estágios mais difíceis. Sim, Star Fox 64 é praticamente um Zelda.

A novidade mais significativa talvez tenha sido o “All-Range Mode”. Consiste no seguinte: certas batalhas de final de fase oferecem uma pequena caixa de areia para Fox McCloud voar livremente. É uma área bem curta, na medida certa para não prejudicar a ação e apenas agregar elementos de fuga e perseguição.

Um dos melhores momentos é uma batalha antes do planeta final: em um cenário que lembra muito a Estrela da Morte de Star Wars, serão necessários muitos barrel rolls e U-Turns — a virada de 180 graus introduzida no 64, especial para este novo modo. Agrega muito ao “rail shooter de sempre” e os limites garantem segurança ao jogador.

Falando em segurança, o homing attack é uma novidade que deixou Star Fox 64 ainda melhor: segure o botão do laser, trave um alvo e solte o tiro reforçado e teleguiado. Além disso, temos a presença de life, que pode ser recarregado e aumentado em seu limite máximo através de itens soltos no cenário.

Os chefes, como de costume nos jogos de Miyamoto, possuem soluções criativas — ainda que em Star Fox 64 não haja muito espaço neste sentido. Exceto na batalha final com Andross…

Não há escolha de níveis de dificuldade. Gostaria, inclusive, de perguntar ao amigo leitor: você gosta de escolher entre “easy, normal e hard”? É importante para você que o jogo ofereça estas possibilidades de maneira explícita? Penso que esta decisão pode ser desconcertante, especialmente na primeira vez em que você joga um novo título. Se escolhe o nível fácil, certifique-se de que nenhum amigo seu está sentado ao lado no sofá, por exemplo.

Star Fox 64 dilui a dificuldade em meio à sua jornada. Quem nunca jogou, após algumas partidas certamente conseguirá vencer Andross na batalha final. Rápido e satisfatório, como um bom jogo de arcade. Após anotar “Star Fox 64” em seu caderninho, você naturalmente é compelido a retornar ao joystick. “Diferente do Super NES, o mapa impede a escolha da rota entre os estágios” — você lembra.

Ummm. Tem coisa aí.

Escondido nas últimas páginas do manual, há informações de como alcançar as rotas alternativas do mapa — que, por sinal, são mais difíceis. Sim, é o modo “hard”, imaginativamente inserido para fazer o jogador interessar-se genuinamento pelo replay mais desafiador. Sem precisar recorrer a aquele menu entediante de escolha de dificuldade após o new game.

É o fator que define o clima de aventura do Star Fox 64. Na primeira fase, por exemplo, perto do final uma grande nave passa pela tela. Falco pede bastante sua ajuda, enquanto é atacado. Se conseguir defendê-lo e atravessar 7 arcos de pedra que ficam no solo, seu wingman sugere que você o siga para um local inusitado.

Atravessando a cachoeira do cenário, temos um outro boss — por sinal, o mesmo primeiro chefe do Super NES, infinitamente mais detalhado — e temos a chance de seguir fases mais difíceis e totalmente novas, com outras condições “secretas” (pois estão descritas no manual).

Além disso tudo, há modos especiais para até quatro jogadores que, certamente, foram valiosos no tempo em que os videogames eram offline e nossos amigos jogavam conosco mesmo na ausência de uma conexão com a Internet. Se controlar aquele sapinho era um desejo seu ou, quem sabe, a nave do Falco “Han Solo” é mais a sua cara — eis a sua chance: cada entrada de joystick do N64 é pré-definida em um dos 4 personagens.

Star Fox 64 foi relançado para o 3DS mas, além das melhorias visuais esperadas e o efeito 3D do portátil, não há fases novas — é exatamente o mesmo jogo, sem tirar nem pôr. E sem a vibração do joystick, criação da Nintendo na geração 64-bit que ficou para as gerações seguintes e concorrentes.

Será que um “rumble pak 3D” foi considerado para ser embalado com o Star Fox 64 3D? Acho que não… o que contribui ainda mais para que este jogo do N64 em tela grande, som alto e música envolvente de Koji Kondo — tudo acontecendo no seu sofá favorito — seja a provável melhor versão de um rail shooter realmente turbinado.

SCORE

GAMEPLAY: Com novidades, atraiu também o não-fã de rail shooter 5/5
GRÁFICOS: O esforço em manter a fluidez teve prejuízo 3/5
SOM: Os charmosos “bleeps” da Nintendo, pegar uma estrela é uma festa 4/5
TRILHA SONORA: No contexto, Koji Kondo É John Williams 4/5
DIFICULDADE: A naturalidade entre o easy e o hard 5/5

DADOS

NOME: Star Fox 64
PLATAFORMA: Nintendo 64
DISPONÍVEL EM: Cartucho (N64) e Virtual Console (Wii)
ANO: 1997
DESENVOLVEDORA: Nintendo EAD
DISTRIBUIDORA: Nintendo

* * *

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32 Respostas

  1. Poxa vida Eric, nem acreditei quando vi o post, eu como fanboy da Nintendo, não radical é importante frisar, sou grande fã da série. Tá ai um game que encanta pela simplicidade + genialidade do design.Seu review foi muito completo, só vou reforçar uma coisa, o 64 é uma jóia que foi rejeitada por muitos em sua época, mas só contribuiu na história dos videogames, viva os cartuchos e grande abraço!

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  2. Caramba, se eu te disse que comprei esse cartucho não tem um mês e que ontem postei um texto sobre ele no Vão Jogar! você acredita? hwa hwa hwa…

    Eu sou muito suspeito para falar deste jogo, o de SNES eu zerei de cabo a rabo, e até o segundo eu joguei o beta através de emuladores. Até hoje não tem jogo que envolva naves que eu goste mais que SF64, nem mesmo Rogue Squadron. Uma pena a franquia ter descambado no Cubo e o Wii não ter ganho nenhum título da série.

    Muito bacana o texto, abraço.

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  3. Gosto deste game, mas não tanto quanto a versão original do SNES, cuja qual virei do avesso em todas as dificuldades!

    Ótimo review!

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    • @FAKEPIX Valeu Sérgio, sem loading time algum, gráficos 3D texturizados, bastante áudio digitalizado de fontes analógicas — foi a ROM no seu estado máximo :-) Abração!

      @Rafa Tchulanguero Punk Opa, acredito! Bela compra, seja bem-vindo de volta ao pesado cartucho de Star Fox 64 em nossas mãos, mas tão leve ao joystick! :-) Sim, esta versão é sem dúvida um dos “melhores jogos Star Wars” já feito — inclusive a música da “batalha na estrela da morte” (antes de entrar em Venom) é praticamente um dos temas de John Williams na Batalha de Yavin :-) Abração Rafa!

      @sandrovasconcelos Pois é Sandro, todos nós viramos do avesso ambos Star Fox — eu mesmo “roubei emprestado” cartucho e console de um amigo que tinha SNES na época, aquilo era demais para qualquer jogador. Valeu meu velho!

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  4. Star Fox 64 é muito bom, tão bom quanto o primeiro, ambos com características distintas! Eu amo o primeiro, por ser original e tão nostálgico, porém eu consigo imaginar a empolgação do Miyamoto em poder explorar os novos recursos do Nintendo 64! O jogo ficou excelente!
    Posso dizer que foi uma surpresa deixar de ouvir os barulhinhos charmosos de fala, ouvir a voz fina de Slippy foi um choque! Bom, eu prefiro os barulhinhos fofinhos. :)
    Quanto a dificuldade, eu escolheria Hard! Sempre prefiro, afinal, se não o fizer eu não sinto como se estivesse aproveitando 100& do jogo. Porém, o fator de replay mais difícil e com fases diferentes (e não simplesmente as mesmas fases com inimigos com mais vida) é infinitamente melhor!
    As músicas, aah as músicas. Música é uma paixão para mim, principalmente de videogame. E eu amo a trilha sonora de Star Fox! (porém gosto mais das versões do SNES). Ver e ouvir o remake em HD da abertura do original que um fã fez recentemente me fez escorrer lágrimas no rosto!
    Remasterizá-lo para o 3DS foi uma surpresa e me agradou, acreditando ser um renascimento da série. Uma pena que não trouxe grandes mudanças de fato. É uma pena, mas acho que a série continuará apenas agradando os fãs retrôs.

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    • Valeu pelo relato, Erika!

      Também “sofro” com a nostalgia pelo original do SNES — especialmente os gráficos vetoriais minimalistas, uma vez que jogava muitos jogos com aquele aspecto no MS-DOS na época — mas como resultado final, penso que o Star Fox 64 trouxe algumas melhorias que o deixaram levemente superior, uma vez que é basicamente um remake mesmo.

      Sobre o nível de dificuldade, é sempre complicado… você falou em escolher hard sempre, mas quem garante que os designers “tunaram” direitinho os níveis? Sempre fica uma dúvida… ainda mais na primeira partida — você ainda não sabe o que virá, afinal :-)

      E sim, rail shooter para o grande público… uma pena, mas parece não haver espaço mais na “turma do CoD” para Space Harrier e Star Fox! :-)

      Abração e volte sempre!

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      • Ah a maioria concorda que o N64 é superior! E eu também na verdade! Eu gosto da versão de SNES por questões de sentimento, rs. Mas não há dúvidas, a versão 64 melhorou e corrigiu muitos problemas e trouxe inovações! Acho q só a trilha sonora q eu acho do SNES melhor mesmo! Mas não é todo mundo que gosta de sons 16 bits também ne!

        É, eu prefiro dificuldade maior porque me deixa mais concentrada! Mas um jogo que só seja difícil não agradará muita gente mesmo! Eu não gostaria que só tivesse hard, pensando nos jogadores em geral. Como game designer é uma etapa difícil mesmo, não deixar muito fácil e enjoativo mas também não difícil a ponto de ser impossível jogar! O jeito mais fácil é incluir níveis de dificuldade, porém mais interessante é conseguir equilibrar tudo numa dificuldade única! Quem quiser mais dificuldade pode optar por algo mais hardcore como o “Master Quest” ou “Hero Mode” de Zelda por exemplo, ou as dificuldades que só são liberadas depois que você zera o jogo. :) Mas aí já é algo extra do jogo.
        Eu costumo jogar em “hard”, mas se o bixo pegar de verdade eu sempre tenho a opção de voltar e jogar no “normal” ou até “easy” em jogos insanos.

        Essa turminha do CoD viu.. ainda bem que não é proibido jogar jogos antigos! rsrs

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        • “Mas não é todo mundo que gosta de sons 16 bits também né”

          Opa, aqui no Cosmic Effect você está mais do que em casa neste aspecto: todo mundo só escuta VGM antiga no playlist, nós até produzimos versões de game music por aqui, dá uma olhada depois: https://cosmiceffect.com.br/game-music/ :-)

          “ainda bem que não é proibido jogar jogos antigos” Muito boa! Abração! :-)

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  5. eu e meu irmão Nelson, desbravamos esse game muitas vezes. era bons tempos quando o N64 ainda era novidade. a fase que mais gostamos é aquela que lembra independence Day, onde temos de derrubar um disco voador. a fase submarina é a mais linda do jogo. a fase onde tem de proteger a nave base do time do Fox daqueles mísseis….eita lasqueira. zeramos em todas as dificuldades, da para dizer que eu e ele somos ás do Star Fox.

    sem duvida é um excelente game.

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    • Beleza Leandro, muitos barrel rolls foram executados no seu passado em família! E sim, Star Fox referencia lindamente o universo sci-fi, porque são sutilezas na medida certa! Abração!

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  6. Que texto maravilhoso Eric!!!Principalmente porque suas referências gamers,imagino eu,orbitam mais o universo MS-DOS/SEGA e mesmo assim a Nintendo foi tratada com propriedade neste post de StarFox64.

    Star Fox 64 é um dos melhores jogos de todos os tempos,é o tipo de jogo que se confunde com a fama do console,quase o representa.Não tem a mesma proporção de um “Zelda Ocarina” mas mesmo assim é um dos melhores ever!
    Sobre a bagunça do 3D no início dos anos 90,eu só fui “aceitar” o 3D nos jogos com a chegada do PSX,e olhe lá,porque sou muito mais o 2D,entretanto com o PSX jogos como CROC me fizeram gostar mais desta evolução gráfica.
    Há 10 dias joguei pela primeira vez o Star Fox 3D(3DS) e não gostei muito,o jogo é ótimo claro,mas parece que não funciona naquela telinha,não traz a mesma emoção que a tela grande trazia com o N64,tem jogos que “exigem tela” acontece o mesmo com Donkey Kong Country do SNES,não fica legal na telinha de um emulador,ao contrário de Super Mário World que fica bom até emulado em um fogão à lenha,ah ahah a ha!

    Eric.bem lembrado do analógico do 5200,he he he eu até já tinha esquecido dele no Atari…sem dúvida controlar a Arwing com a alavanca analógica faz uma diferença absurda no gameplay.O N64 de certa forma consolidou o analógico no design dos controles.Ainda neste ponto eu lembrei do Cosmic Fast 8 quando você e o Osires comentaram sobre a maciez e a qualidade do analógico do Telejogo II.

    Ha ha ha,pode crer Eric, quando tudo era OFF-LINE e o termo certo para multiplayer era “Jogar de Dois” um modo de 4 players,ainda mais no N64, era quase…excêntrico e provavelmente muito divertido,eu nunca joguei de 4,uuuiiii ha ha ha,você entendeu ha ha ha!

    Easy, Normal e Hard ?
    Eu sempre ia de Normal,afinal de contas eu quero aceitar o desafio que o criador do jogo me propõe,imagino que o “normal” seja o “default” e se eu zerar um game em easy vou jogar no lixo a essência do game…mas e o hard?É confuso,não é mesmo?
    Eu fico puto com isso porque,por exemplo,um cara que zerou um game que oferece 3 níveis eu pergunto…mas você zerou no
    easy?
    Sou purista,easy não vale ha ha ha!Os jogos deveriam ser como livros ou filmes que não temos que escolher um modo,apenas o consumimos.Já imaginou abrir a primeira página de 1984 de George Orwell,por exemplo, e o autor oferecer 3 níveis de leitura?!Embora seja uma gradação de dificuldade clássica os jogos deveriam trabalhar isso durante o gameplay incorporando a dificuldade ao jogo.
    Sabe Eric,não é uma questão de se sentir envergonhado ao jogar no easy,ou se achar o fodão no hard,tudo é válido,mas a questão é:

    “Eu quero vivenciar o jogo no nível de desafio que o autor me propõe”

    Se o próprio autor não sabe definir isso,então cada jogador pode ter a sua experiência de gameplay,e por ser pessoal isso tira um pouco da originalidade da obra(o Jogo)afinal este jogo é fácil ou difícil?Vai saber.Na dúvida vou de normal.
    Ali no finalzinho Eric, em “DIFICULDADE” está escrito “entra” no lugar de “entre”
    “Equilíbrio entra o easy e o hard 3/5”

    Nunca nem cheguei perto de ter um N64 por que sempre foi um console caro,com cartuchos caros,mas pelo pouco que joguei(inclusive Starfox)valeu muito à pena!Pelo menos aqui no Brasil eu tenho a sensação que o N64 marcou muito,muito mais que GameCube.
    Ótimo texto Eric!Devorei cada linha,cada parágrafo,muito bom mesmo.

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    • Penso exatamente como você. Eu jogo no hard ou na dificuldade mais cabulosa que tem porque senão eu não me sinto jogando o jogo por completo. É igual jogar no PC em qualidade Low, é decepcionante. Eu jogo no mais difícil pq só assim eu estarei jogando 100% do jogo.
      Eu prefiro começar no hard, e se realmente não der eu volto pro normal. Mas começar pelo normal e easy raramente faz vc querer mudar d dificuldade e começar de novo. Eu gosto de sentir tensão e me concentrar ao máximo! No easy não rola… ahahaha

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      • Erika,ótimo você ter citado jogar em PC,e neste caso é mais que decepcionante,às vezes fica inviável.São tantas variáveis que influenciam na imagem,framerate e som,que duas pessoas com o mesmo jogo podem ter experiências de gameplay completamente diferentes uma da outra se o hardware não corresponder aos requisitos do game.
        Ha ha ha,Erika você é mais radical do que eu.Sempre procuro jogar no normal e quando vejo que dá,passo pro hard,dificilmente começo pelo hard.Mas neste ponto concordammos plenamente o EASY

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    • “tem jogos que “exigem tela” ” É Dactar, é você comentando e a gente tomando nota aqui. E a lembrança sobre a maciez do analógico do Telejogo II? Você é o cara, na mosca.

      Taí: você fechou a questão do nível de dificuldade artificial. “embora seja clássico escolher nível de dificuldade em jogos, o ideal é que isso seja incorporado ao gameplay”. Na dúvida, vou de normal, EXATAMENTE pelos motivos que você descreve: queremos vivenciar a plenitude do jogo, e o ato daquela escolha parece que nos obrigará a retornar ao mesmo após o final — ou não, ou sim — ou seja, fica a dúvida, rs. Acho que é praxe entre nós, retrojogadores, gostar de variedade gamística; então, após o final de um Star Fox 64 da vida, mesmo ele sendo ÓTIMO, em geral, parto para outro, não vou repetir o playthru escolhendo artificialmente a “dificuldade nightmare”…

      …mas…

      …como o mapa estava lá, “pedindo” de maneira ludica — ou seja, “jogando” conosco — para que eu escolhesse “new game” de novo… aí voltei com todo o prazer ao mesmo jogo. É assim que se faz! :-) “3 níveis de leitura de um livro”, hahaha, excelente.

      Assim como você (acho que muitos), não tive o 64 em sua época, só alguma coisa em locadora mesmo. É o que você falou mesmo: a cada jogo que tenho inserido no console aqui, cada vez mais a gente se convence que a Nintendo fechou com chave de ouro a era dos cartuchos. Foi como se fosse uma geração só pra ela… Abração Dactar!

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      • É isso aí Cosmonal! Sobre o mapa “pedindo” de maneira ludica um “replay”,eu acho que a Nintendo coloca mapas para induzir o replay do jogo mesmo,vc fica lá…olhando pra tela…olhando as partes e o todo…e de repente se encontra jogando de novo he he he,Mário 3 do NES que o diga,até hoje aqueles mapinhas não saem da minha memória,he he he.
        O N64 fechou com chave de ouro mesmo,aliás não é a toa o sucesso que fez aquele vídeo histórico do Nintendo Sixty-FOOOOOUR!!!!!!
        Ha ha ha.

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  7. Fala Cosmonal ^^
    Cara, você escreveu sobre um dos jogos que eu mais adorei em toda minha vida gamística (e certamente ainda adoro) e fez isso com toda a excelência que eu poderia exigir de um texto sobre o titulo!
    Ótimo mesmo, li bem devagar para absorver tudo o que escreveste, pois este jogo merece ^^ é um dos maiores clássicos dos shooters desse estilo de visão de trás que eu nunca sei definir um nome!

    Eu estou ensainando para jogar novamente este jogo a um bom tempo, e o farei logo que minha casa esteja 100% arrumada ^^ e creio que isso está próximo de acontecer meu amigo, ja até comprei um cartucho novinho para isso!

    E gostaria de fazer 2 adendos meu amigo: existe o Expert Mode em Star Fox 64! Ele é habilitado quando a gente conquista medalhas em todas as fases. Difícil é conseguir medalhas: é preciso abater um nomero de naves ENORME e terminar a fase com todo mundo vivo. Feito isso, o Expert Mode fica acessível no menú, e a tela de título muda ^^

    Depois, se o cabra for MACHO de conseguir medalhas em todas as etapas denovo, Fox passa a usar óculos escuros nas próximas jogadas XD

    Eu fiz… mas eu era um completo sem vida kkkkkkkk

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    • Cara, eu não sabia de expert mode, acabou de meter mais um desafio na minha cabeça :P

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    • Sabat meu velho, valeu pelos adendos!

      Rapaz, até tinha lido sobre o Expert Mode, ele é explicado indiretamente no manual, o que é uma maravilha. Aliás, ler o manual é uma delícia por si só, tanto pela nostalgia do ato da “leitura de um manual do cartucho” — caso sua locadora favorita da época deixasse você levar o manual, rs — quanto pelo charme do texto e da diagramação.

      Só pra curtirmos juntos, olha só como isso é exposto no manual de Star Fox 64. Na última página temos, logo antes da explicação “O que é o Rumble Pak” (risos), temos:

      “Se você atingir inimigos suficientes em cada área, terá direito a uma medalha. Se conseguir uma medalha por cada área, algo especial irá acontecer…”

      Essas reticências são adoráveis, demais, rsrs! Até sound test é liberado também com medalhas, uma beleza.

      Aliás, aproveitando o papo sobre manual, o texto que fala sobre o Rumble Pak pela primeira vez em um acessório de videogame, imagino:

      “Se você conectar o acessório Rumble Pak ao controle, quando sua máquina for atingida durante o jogo, você sentirá diferentes graus de vibrações. Você sentirá que está realmente sentado no cockpit da Arwing! Cuidado no manejo das baterias” :-)

      A Arwing é a “máquina” de Fox, pelo manual; Como nós que chamamos de “máquina” um carro ou computador possantes… o manual chama a Arwing de MACHINE! E é mesmo né? :D

      Abração mestre retroplayer!

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      • Rapaz, ja vi que eu perdi MUITA COISA por não ter jogos com manuais na época!!! A primeira vez que eu apreciei um manual de um game original cara, foi com Mishief Makers para N64, o primeiro jogo original lacrado que eu comprei na vida! Depois disso, bora alugar jogos novamente kkkk
        A pouco tempo, eu resolvi jogar Legend of Zelda de NES, peço até licença para postar o link da última parte deste especial, de onde é possível acessar a história toda (não que alguém vá ler, pois é coisa pra caramba):

        http://www.retroplayers.com.br/2011/retroaventurando-se-the-legend-of-zelda-parte-7-de-7-bonus-stage-retroreview/

        Acontece que nesta aventura, que me senti na obrigação de relatar inteirinha, eu decidi que para tentar desmentir (ou confirmar) os boatos de que era impossível se terminar este game sem a ajuda de detonados e dicas pela Net ou revistas, eu o jogaria tendo em mãos apenas e somente o MANUAL do jogo. E foi o que eu fiz!

        O resultado, meu amigo, foi uma aventura tão épica e marcante como a muito tempo eu não experimentava, tão sofrida e recompensadora que me remeteu diretamente aos meus velhos tempos de criança, jogando frente àquela saudosa TV de Tubo oval. E isso tudo foi graças ao MANUAL do jogo!

        Depois desta experiência, se eu pudesse, eu voltaria no tempo só para poder jogar tudo denovo, mas com seus devidos manuais sempre em mãos ^^

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  8. Caro Eric,

    Parabéns pela resenha deste jogo clássico! Joguei somente a versão do SNES e, como muitos, fiquei impressionado com os “gráficos 3D” e a fluidez da jogabilidade.

    Sua resenha despertou a minha vontade de ver a versão do 3DS…

    Ah, vocês já tentaram escrever “do a barrel roll” no Google? ;)

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    • Valeu Marcelo! Se experimentar a do 3DS em algum momento, conta pra nós por aqui como foi, viu? :-)

      *digitando do a barrel roll no Google agora* UAU!!!!

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  9. Quando você comentou sobre a semelhança com Zelda eu pensei que estava exagerando, mas quando cheguei na parte de seguir o Falco pela cachoeira a ficha caiu ^_^ É verdade mesmo, que coisa interessante! Não imaginava que o jogo tivesse toda essa profundidade (que você descreveu muito bem, diga-se de passagem).

    Até hoje não joguei o StarFox64. Só o de SNES mesmo, que eu amava (e rejoguei outro dia no Wii). Vou ver se pego o 64 no Virtual Console para dar uma conferida, parece ótimo.

    Ah, sua associação com Star Wars também foi muito feliz. Sem dúvida, Star Fox é o melhor jogo de Star Wars que não é Star Wars de todos os tempos, he he!

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    • Putz, valeu Gagá, sabia que ia curtir muito este detalhe, como fã de Zelda que você é. Os elementos de aventura dão o gosto diferente, que você já conhece de Star Fox 1 — você que é super fã dele, rs Só não sei se o Star Fox 64 é melhor que Rogue Squadron do mesmo N64, você quem vai dizer em breve ;-) Valeu Orakio!

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  10. Vixe, pelo que rolou nos blogs nas últimas semanas sobre o jogo, eu sou uma das poucas pessoas que não ligaram pra esse jogo quando ele surgiu. E até os dias atuais eu praticamente não joguei por conta disso, então não sei nem dizer se gosto do jogo ou não! huahuahua
    Mas tem muito que eu não sabia sobre o jogo, claro, eu só o vi umas 2 ou 3 vezes na vida no máximo, e nunca assumi o joystick. Eu ainda tinha minha birra com polígonos e coisas em 3D. Engraçado que adorava Mario 64, mas isso é outra história.
    Gostei do lance de vários personagens no “time” e cada um deles com funções específicas e que influenciam diretamente na jogabilidade, isso não é tão comum nos jogos. Pelo menos não me lembro de jogos que possuam isso.
    Legal que pelo visto o manual tem um monte de detalhes importantes sobre o jogo, mas na época ninguém lia manuais. Era aquele negócio de abrir a caixa e sair apertando botões pra ver o que cada um faz.
    Tenho medo de comprar o jogo pro 3DS e não curtir, mas é uma opção viável. Acho melhor experimentar antes no emulador ou no Virtual Console (não sabia que tinha, bom saber).
    De qualquer forma, mais um texto pra despertar minha curiosidade com o jogo. Aliás, excelente texto! Como sempre!
    Abraço

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    • Seu comentário confirma porque é tão bom ser retrogamer: sempre há uma pérola esperando você na prateleira de sua coleção ou no pack de ROMs do seu emulador… :-) Ou seja, Star Fox 64 ainda espera para deleitá-lo, você é um cara feliz, Gamer Caduco! :D Abração meu velho!

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  11. Esse é um daqueles jogos que, junto com Perfect Dark, Resident Evil 2 e Conker’s Bad Fur Day, joguei tanto que lembro até hoje dos diálogos. E o melhor é que, como não tinha manual nem porcaria nenhuma, acabei descobrindo o primeiro “Mission Accomplished” sem querer… Foi um susto quando vi essa mensagem na tela e fui para o Sector Y ao invés de Meteo. A partir daí, fui descobrindo tudo sozinho… Não tem forma mais recompensadora que jogar dessa forma!

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    • “Não tem forma mais recompensadora que jogar dessa forma!” Com certeza, mister Rafael! É a vida de quem dependia das locadoras… muito mais diversão na sua televisão! A gente só conhece os manuais anos depois do jogo, via PDF que alguém scaneou e só quando vai fazer review do título, rsrs, Valeu!

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  12. Belo texto. Conheço poucos jogos de Nintendo 64, mas Star Fox é obrigação de jogar. Lembro de um texto que citava uma mensagem especial que aparece quando se zera o jogo no hard. É uma mensagem do pai do Fox. Me deixou emocionado, sem exagero.

    Estes dias estava jogando Pocky & Rocky no PSP através de emulação e achei o jogo bom. Depois joguei na TV e achei maravilhoso. Eu adoro portáteis, jogo muito mais neles que em consoles. Mas sinceramente pra jogos o tamanho importa. Meu sonho jogar Mario ou outro jogo assim numa tela de cinema :D

    Dificuldade é sempre um ponto complicado… Eu vou de normal. Mas varia muito em cada caso. Se o nível hard consiste simplesmente de inimigos com mais HP eu já desanimo. Pra mim o nível difícil tem que no mínimo ter mais inimigos ou uma AP melhor. Gastar mais tempo pra matar o mesmo goblin é só encheção de saco. Pior era Guitar Hero: há coisas que só podem ser desbloqueadas jogando em cada modo. Imagina o tédio que é zerar no Expert e ir pro Easy desbloquear guitarras… Ou Golden Axe, onde o modo Easy é praticamente uma demo do jogo e nada mais.

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    • Caramba, tem mais Zelda do que imaginava-se no Star Fox 64… rolou até uma emoção nesse final do hard aí… muito legal.

      “…sonho jogar Mario ou outro jogo assim numa dela de cinema” Sensacional. Acho que entendi bem o que você quis dizer: os jogos bons merecem. Imagina só, ver os sprites de Mario World literalmente numa tela grande como a do cinema. Infartos imediatos.

      Valeu pelo relato sobre o nível, Heider. Você descreveu perfeitamente o medo que tenho de escolher hard também, ou seja, simplesmente “raise the bar”, aumentando os valores numéricos que regem a coisa toda e pronto. Haha, bem lembrado do easy “inútil” de Golden Axe. Em Bayonetta, curiosamente, o easy é basicamente a mesma coisa nesse sentido, um demo disfarçado (se não me engano, os combos saem sozinhos, só apertando um botão).

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  13. Ótimo review! Sou grande fã do jogo. Tenho o cartucho de SNES até hoje, ou melhor: seu chip! Um amigo, na época, me disse que seu vizinho estava vendendo o jogo a R$ 3,00, era original, porém por algum motivo que não sei até hoje, só tinha o chip. Estava lá ele, com seus contatos adicionais laterais e funciona até hoje! O guardo num estojo de fita K7 :-)

    Sou grande fã de ambos os jogos, apesar de ter jogado pouco a versão de N64. O que mais ficou marcado em minha memória, foi o Barrell Roll com um tanque numa fase do deserto, em que uma espécie de planta carnívora rapta um de seus companheiros. Nesse barrell roll, dá para sentir todo peso do tanque “tombando” no solo!

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  14. […] Miyamoto no comando, Star Fox 64 ganha aquele clima de aventura, cortesia do mestre. Fiz até um artigo com capturas de imagens diretas do meu Nintendo […]

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