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A Trilha Sonora No PC Speaker: The Secret Of Monkey Island

Amigos, o IBM-PC foi responsável por fortes emoções nas vidas de muitos retrogamers. Eu mesmo fui um dos que até abandonou os consoles por um tempo, após ganhar um 386 em 1994, de tão seduzido que estava pela trinca IBM, Microsoft e Intel. Antes disso, costumava jogar na casa de dois amigos distintos, em seus 286 poderosíssimos. Um deles possuía apenas monitor CGA de fósforo verde. Prince of Persia era incrível, mas… a ausência de cores era um “turn-off”. Já o outro amigo… possuía um incrível monitor VGA, que exibia absurdos 640 x 480 pixels, além das cores – que não eram poucas.

Mais incrível do que a resolução, era a nitidez daqueles pixels na tela. A conexão padrão dos IBM-PC era a chamada RGB, que era algo a frente do tempo em qualidade. Para se ter uma idéia, é tão boa quanto a recém-chegada (e já em processo de abandono…) conexão Video Componente, presente nas TVs de LCD atuais. Pois, quem jogava em PC já gozava dessa nitidez desde a década de 80. Sabe essa moda de imagem com pixels estourados? A gente só via os pixels desse jeitinho nos monitores super-nítidos dos PCs – os videogames ganhavam um “anti-aliasing* gratuito” por conta da TV de CRT, que adorava borrar as imagens.

Placa de som era artigo de luxo nos computadores que rodavam MS-DOS. Era engraçado: jogos incríveis graficamente, como Wolfenstein 3D,  com sons muito mais rudimentares que os do Atari 2600, por exemplo – um contra-senso. E olha que eu tive a sorte de ver Wolf 3D logo na primeira vez num monitor VGA, o que só aumentava o “absurdo” que aqueles sons representavam.

Outro exemplo chocante: Wing Commander. Uma super-produção, um negócio que a gente nunca sonharia ver num videogame, ou mesmo no arcade. A abertura apresentava cenas animadas que pareciam ter saído de um Star Wars. Já dentro do cockpit da nave, o jogo começa e… o som do tiro… era mais simples que o de Defender do Atari. A estranheza sonora do IBM-PC ia além: praticamente todos os outros micro-computadores da época tinham sintetizadores de som excelentes. Porém, o mais poderoso dentre todos era o PC: mais memória, processador muito mais rápido, processamento de vídeo superior. Mas o som… uma lástima. E as placas eram caras – já era difícil ter um clone do IBM-PC no Brasil, quanto mais um acessório que custava até 300 dólares.

O tempo passou. Em meados dos anos 90, os “bons” PCs eram comprados com um “Kit Multimídia” no pacote. Os leitores do Cosmic Effect devem lembrar: a Creative Labs colocava numa caixa enorme e vistosa um drive de CD-ROM, vários CDs (e disquetes também) com conteúdo “multimídia”, além de alguns ótimos jogos e… uma placa de som! Agora sim, a diversão estava completa. Como sempre, o PC é a plataforma da flexibilidade: haviam placas de som para todos os gostos e bolsos, desde os tempos mais remotos.

Até expandir a memória da placa de som era possível – eu mesmo tenho até hoje uma SoundBlaster AWE32 com 32 MB de RAM, memória essa comprada meses após adquirir a placa. Era possível utilizar mais de uma placa no mesmo micro, ou até mesmo configurar a música do jogo para ser tocada por um… teclado! Utilizando as conexões MIDI que acompanhavam 90% das placas de som, quem tinha um teclado musical com portas MIDI poderia utilizar seu banco de som para ser controlado pelo jogo.

Os efeitos sonoros continuavam gerados pela placa de som – somente a trilha sonora era executada pelo instrumento MIDI. Era fantástico, porque dependendo da qualidade do teclado, as músicas ficavam ótimas. Eu possuía um teclado mediano, porém muito superior ao chip de música das placas de som típicas de PC – o chamado “padrão SoundBlaster/Adlib”. Lembro como hoje da surpresa que foi escutar a abertura de X-Wing, jogo inesquecível da LucasArts do universo de Star Wars, com o tema de John Williams sendo executado pelo meu teclado. Os efeitos sonoros eram digitalizados do filme, completando a experiência. Na prática, a possibilidade de conectar um instrumento musical no PC era restrita a, naturalmente, músicos que possuíam computadores.

Porém, existiam módulos de timbres que podiam ser adquiridos para compor este setup. Estes módulos nada mais eram do que “teclados sem as teclas”, ou seja: os sons dos instrumentos estavam lá para serem acessados de alguma maneira. Uma delas… era pelos jogos de MS-DOS! Mas aí o negócio é bem restrito, esses módulos eram caros demais, coisa de entusiasta endinheirado. Quem reclama, hoje em dia, que jogar em PC é caro, é porque não conhece o histórico da plataforma…. o negócio nunca foi diferente.

Nos anos 2000, a placa de som integrou-se à placa-mãe. Ninguém mais tinha computador sem som, sem música. Acabou a confusão sonora. Os jogos deixaram de usar o padrão MIDI, passando a soar rigosamente igual em qualquer PC. E, finalmente, chegamos à época atual, onde os velhos jogadores passaram a apreciar e cultivar o passado. Assim como o feijão que a mamãe faz e o filho não resiste, mesmo não sendo aquela feijoada completa de um restaurante, o som do PC Speaker marcou época e traz nostalgia.

Mas, diferentemente da moda dos chiptunes que homenageiam os chips sonoros mais flexíveis, como o do NES ou de computadores como o Commodore 64 (nota: não entendo por que não há compositores de chiptune que não utilizam sons do Master System/MSX, que falta de consideração! :P), o som do PC Speaker parece ter sido esquecido. Bem… não pelo Cosmic Effect!

Como sabemos, limitações sempre aguçaram as mentes dos programadores de jogos. Eles parecem funcionar melhor nessas situações de “aperto”. O PC Speaker é uma mera caixinha de som, nem é uma interface de som – longe disso. Foi criado para dar feedback ao usuário: ou seja, pra “bipar quando dá erro”. O som é programado pela própria CPU, que funciona como “placa de som”. Ou seja, como o PC Speaker é só uma caixa de som, qualquer som que a CPU gerar, tá valendo – vai sair na caixinha interna do PC. Só que, para isso acontecer de maneira “satisfatória”, o processador precisaria trabalhar dedicado demasiadamente a aquela tarefa.

Sabe quando o NES ou o Master System congelavam quando precisavam gerar um som digitalizado, como um grito? Aconteceria o mesmo se o PC quisesse tocar uma musiquinha mais elaborada pelo PC Speaker. Então, na prática, os programadores utilizaram “sons pré-programados” que a BIOS disponibilizava. Estes sons eram beeps monofônicos e nada mais.

A LucasArts foi uma das empresas que operou milagres utilizando o beep do PC. Até mesmo a impressão de que a música era polifônica (mais de um som ao mesmo tempo) ela conseguiu. E um jogo que se beneficiou bastante do esforço destes programadores e músicos foi o nosso delicioso The Secret Of Monkey Island. O adventure mais charmoso da história começava com um tema de abertura fenomenal – MESMO no PC Speaker. Ele dava o tom de aventura, com um pouco de deboche – como o próprio jogo é. Uma obra de arte, com um único som, um único timbre. Intitulada “Deep In The Caribbean…”, foi composta por Michael Land, um dos principais compositores dos jogos LucasArts daquele tempo.

Eu tentei até gravar em fita cassete, na casa do amigo que tinha o 286, a tal música de abertura de Monkey. Sim, a versão do PC Speaker mesmo… mas não consegui fazê-lo. Alguns anos mais tarde, quando ganhei o 386, não precisava mais disso. Bastava digitar:

CD\GAMES\MONKEY [enter]
MONKEY [enter]

…e escutar, mesmo sem placa de som. Então, amigos, apresento-lhes a trilha sonora original do The Secret Of Monkey Island gravada diretamente do PC Speaker (sem emulação, gravação de um PC real!). Volte ao início dos anos 90 conosco ou, caso não conheça a trilha de Monkey no PC Speaker, aproveite e descubra mais uma fronteira que só pode ser cruzada pelo jogador de videogame: imaginar uma grande música a partir de um som tão simples e rudimentar quanto… um beep.

Trilha Sonora completa em versão PC Speaker de
The Secret Of Monkey Island (1990, LucasArts).
Composta por Michael Land.

Para comparação: trilha da versão de 1992, em CD-ROM,
com as músicas no formato digital de CD.

E, por fim, a melhor versão, em minha humilde opinião,
da “Deep In The Caribbean…”, música-tema da série,
presente no The Curse Of Monkey Island (1997).

É a realização definitiva da “imaginação sonora”
que o PC Speaker havia criado para nós…

Créditos para a gravação direta do PC Speaker são do zeitgestalten.
*Anti-Aliasing: filtro gráfico que diminui os efeitos do serrilhado.

* * *

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24 Respostas

  1. Quem diria…

    Estava eu esses dias mesmo a ouvir a versão do tema de Monkey Island tocado no piano pelo “Vinheteiro”, e de repente me deparo com esse texto. Foi uma verdadeira volta ao passado.

    Lembro-me que no início eu só admirava meus amigos que tinham computadores jogando seus maravilhosos jogos em suas máquinas. Um dos meus amigos tinha o computador dele com um desses kits da Creative Labs, e o único jogo que me lembro que acompanhava o pacote era Time Commando, que eu achava soberbo. O engraçado é que em minha memória quanto aos jogos de PC, só me lembro do que joguei após 1996, que foi justamente o ano em que comprei, aliás, compraram-me meu primeiro microcomputador (alguém ainda fala “micro” hoje em dia?).

    Nunca tinha ouvido essa versão das músicas de The Secret Of Monkey Island somente com o PC Speaker! Realmente tiraram leite de pedra; ficaram ótimas, mesmo com esses bipes! Obrigado pelo momento nostálgico!

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  2. Excelente artigo! Monkey Island foi o responsável por me tornar um grande fan de adventure games, principalmente da Lucas Games e da Sierra.

    No entanto não foi no PC que eu joguei inicialmente Monkey Island I e II, foi no glorioso Commodore Amiga, que possuia uma capacidade gráfica e sonora que na altura estava a anos luz dos PCs.

    Enquanto eu tive o Amiga o meu pai teve vários PCs e posso dizer que só na geração dos 486DX2 é que eu me converti… e foi preciso um kit multimedia com uma Sound Blaster 16 e CD-ROM de duas velocidades, joystick e jogos como o Star Wars Rebel Assault. Mesmo com a qualidade que o Amiga me havia habituado, o meu queixo caiu com a intro do Rebel Assault, “full motion video” e CD Audio eram uma combinação explosiva :)

    No entanto antes do Amiga passei muito tempo com um PC e seu speaker ;)

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  3. Legal ouvir a pegada cinematográfica da composição em um PC Speaker. É incrível como o cara conseguiu fazer algo coerente mesmo com um canal apenas. Às vezes soa um pouco desajeitado, mas duvido que na época alguém se importou!

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    • @E. Shiroma Legal Edu, até procurei a foto do kit multimídia mais comum da Creative, que era numa caixa amarela e preta, bem da sua época do seu primeiro “micro” hehe – mas não encontrei. Era o que acompanhava a SoundBlaster 16-bit. Mas todo mundo que eu conhecia… ninguém tinha placa de som, no início dos anos 90. Era um contraste danado: jogos como Stunts, ou Alone in the Dark quase mudinhos e quando “falavam” eram esses beeps insossos. Mas ficou gravado na memória da gente e é uma “nostalgia pouco consumida” hoje em dia – porque o DOSBox emula o MIDI direitinho, com um bom sintetizador e a galera acaba não forçando o PC Speaker.

      @Odrakir Opa, bem lembrado da versão do Amiga, eu as tenho aqui também! São bem legais mas curiosamente faltam nelas o charme dos arranjos do Michael Land! Provavelmente as MODs não foram feitas por ele, imagino eu. Ele (o Michael Land) fez aquele padrão iMuse no Monkey do PC, onde a música trocava suavemente os instrumentos entre um tema e outro, não tenho certeza se isso funcionou no padrão MOD do Amiga. No PC Speaker, as músicas também não usavam esse algoritmo iMuse, só com placa de som mesmo porque dependia do padrão MIDI pra funcionar.

      Você teve o Amiga, mas como teve PC também talvez lembre disso: Out Of This World do PC tinha todos os sons digitalizados, sem usar os beeps padrões, e *tudo* no PC Speaker mesmo! Era impressionante, tanto que na época teve gente que amplificou o PC Speaker por causa de jogos como Out Of This World. Era um milagre que fizeram no port do PC. Você, que deve ter jogado OotW no Amiga, ouviu tudo direitinho, mas nós só no PC, pelo menos tivemos
      todos os sons originais do jogo mesmo sem placa de som!

      @Rafael Fernandes Gostei do “versão cinematográfica no PC Speaker”, parece que foi mesmo essa intenção do compositor nos arranjos que fez pros beeps! Também é vero, fica desajeitado às vezes eheheheheh e sim, na época eu notava e achava terrível na verdade…. ora, já tinha Mega Drive em casa né, rs, a comparação era desleal! Mas hoje… é uma doce nostalgia, dá pra sentir o cheio do gabinete do 386 que tinha aqui ouvindo músicas de PC Speaker :)

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      • Se bem me lembro, o iMuse só foi usado a partir do Monkey Island 2, mas sim, era tudo feito com MODs e funcionava bem. O problema do MI2 no Amiga era não ter algumas das músicas incluidas na banda sonora do PC :(

        O Out of This World ou Another World como foi lançado originalmente aqui na Europa foi um assombro quando saiu. O jogo foi programado num Amiga pelo Eric Chahi, sózinho! Na GDC ele deu uma apresentação bastante interessante sobre o jogo e o desenvolvimento do mesmo – http://www.gdcvault.com/play/1014630/Classic-Game-Postmortem-OUT-OF

        Só na versão do 15 aniversário do jogo lançado para o Windows XP é que o PC veria uma versão do Another World em condições… todos os ports para consolas e computadores não chegaram aos calcanhares do Amiga :D

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        • Sim sim, vimos essa apresentação dele, foi demais! E imagino que a versão do Amiga deve ter sido a melhor mesmo, o pessoal curte muito a do 3DO que apresentou aquelas texturas (de fato, ficaram muito bonitas, mas mata o minimalismo um pouco) mas a versão original do Amiga devia ser matadora mesmo.

          Fiquei curioso em ver como as transições de instrumentos se deram nas MODs da versão do Amiga (de MI2 como você bem ressaltou), vou emular aqui pra escutar. Abração!

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  4. Joguei Pinball Fantasies também emulando sons pelo speaker! Muito bom!

    Ah, tive exatamente esse teclado Yamaha (se consigo identificar bem), um PSR 510 que aprece nessa foto:

    https://cosmiceffect.files.wordpress.com/2011/07/a-trilha-sonora-no-pc-speaker-the-secret-of-monkey-island-5.png?w=468&h=263

    Usava ele pra jogar Doom e Tie Fighter, por exemplo :)

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    • Alexo, esqueci de responder: sim um 510!!! Foi meu segundo instrumento, e o mais importante!! Fiquei amargamente arrependido de vendê-lo em 2005, pois em 2002 eu havia adquirido um Triton. A maior parte de versões de game music que fiz foram nele. E – sim sim sim – usei-o para jogar Doom e Tie Fighter e todos os jogos com MPU-401 da época!!!! Então você se lembra como ficava SUBLIME o tema de Star Wars em Tie Fighter/X-Wing no banco de sons do 510!!!!! Parecia uma MIDI feita para ele! Na AWE32, por exemplo, que era mais “soundcanvas like” não ficava tão bom. Demais compartilhar essa lembrança com você!

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  5. A Monkey Island sempre me fascinou. Aquela parte The church, The Scumm bar, nossa quanto tempo.
    Um post a altura dos jogos e da simgularidade da tecnologia da epoca.
    Esse vai pra o Oscar dos post Eric!
    Valeu!

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  6. Duas lembranças que tenho distintas são um programa para Windows 3.1 que fazia o PC Speaker falar (com voz feminina e tudo) e do jogo Pinball Fantasies, onde o MOD tocava muito bem no PC Speaker. Foram as vezes que eu esbugalhei os olhos e falei “putz, speaker consegue fazer isso”?

    Jogar ouvindo som de pc speaker é que nem jogar atari, você não pode dizer que é “das antigas” sem ter feito.

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    • @Alexo Melo Muito bem lembrado por você e por Dancovich, os Pinball Dreams/Fantasies eram ótimos exemplos do poder brutal de processamento dos Intel frente aos motorola, Z80, etc, da época: era possível executar samples multicanais em qualquer 386 e ainda assim mantendo o jogo com ótimo desempenho. E no caso específico de jogos que usavam MOD (como os Pinball da Digital Illusions) os programadores pareciam se aproveitar de engines otimizadas para execução desse formato no PC.

      Pra quem não tinha $$$ e estava a fim de perder um tempinho com eletrônica, dava pra fazer o que era chamado aqui em Salvador pelo menos de “Mini SoundBlaster”: usar um DAC pela LPT1 pra amplificar o áudio gerado originalmente para o PC Speaker. Bons tempos… você lembra da música de abertura de Pinball Dreams 2, meu caro Alexo: http://www.4shared.com/audio/xoh-F4tb/Intro_Pinball_Dreams.html aumenta o volume aí! :D

      @Andrey Valeu Andrey, imagino que você devia delirar no estilo visual da LucasArts!

      @Dancovich Era mesmo Danc, você descreveu perfeitamente essa sensação: quando um aplicativo ou jogo conseguia expelir samples pela caixinha interna do PC, era um motivo de felicidade para nós que estávamos de frente para o monitor!!! Demais!

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    • Exatamente!!! Lembro bem do Pinball Fantasies – nunca fui muito fã de pinball (tirando o Space Cadet por motivos que até eu desconheço).

      Mas quando vi esse jogo rodando aquela sonzera numa PC Speaker minha cabeça explodiu!

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  7. Que é isso, Cosmonal! Chora então com esse link: http://www.iimusic.net/catalog/2011/04/alex-mauer-system-master

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    • Velho, ganhei o dia, a semana! Brigadão mesmo, estou escutando e curtindo o site do cara, me divertindo horrores com o álbum dele “System Of A Master”! Reforço a dica do Felipe pra quem estiver vendo, baixe o álbum que ele linkou, não é todo dia que rola um chiptune com Z80!

      …agora estou escutando “São Paulo Summer Rain” do Felipe, muito bom meu caro, parabéns!

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    • @Filipe muito,muito obrigado pela dica!!!
      Sou fã de gamemusic desde a primeira vez que vi e ouvi a abertura de megaman2 (NES) não sei porque aquela musiquinha simples me marcou e desde então coleciono soundtracks.Não sei se o @Cosmonal chegou a tecer lágrimas :),como você sugeriu, mas eu estou bem perto disso,abraço!!!

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    • Putz, não sei se fiquei mais feliz quando vi do que se tratava o link ou quando percebi que o download funcionou aqui no trabalho. Olha, meu fone tá aqui do lado! Que coincidência.

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  8. Sorte sua Eric ter amigos proprietários de micros 286 naquela época,meu primeiro contato com pc´s foi um 486 já com “kit multimídia”, nunca provei do difícil mundo sonoro do PC speaker(salvo quando fazia alguma merd… no pc,daí ele apitava pelo speaker,ignorando a placa de som, sempre num tom alto e pavoroso… ha ha ha).Minha experiência como Pc gamer foi limitada,não posso falar muito mas imagino o “drama” em ver gráficos deslumbrantes (para época) sem a contrapartida equivalente ao som,tenso.

    Na sua nota…
    “não entendo por que não há compositores de chiptune que não utilizam sons do Master System/MSX…” Cosmonal,eu percebi que seu lado fã-boy SEGA falou mais alto, será?Ha ha ha! OK…OK… não respondo pelo MSX, mas o Master System sem dúvida tem muito a oferecer em matéria de chiptune.

    A LucasArts teve um papel chave fundamental no desenvolvimento de jogos daquela época isso é fato e penso que pessoas como o compositor Michael Land foram verdadeiros magos ou bruxos da composição,como você disse,a L.Arts operava milagres com o beep do PC.
    Eu ouvi as faixas do speaker que você postou eu imagino o quanto foi difícil compor algo aceitável com recursos tendendo a zero.

    Eric,Será que eu li direito?
    Você tentou gravar em k7 a música de Monkey Island, no PC Speaker mesmo?Quer dizer,sua paixão por games e pela musica já era intensa!Juro que quando li eu imaginei você aproximando um daqueles gravadores portáteis(clássico dos anos 80)junto ao 286 do seu amigo tentando captar o som…ha ha ha ha,não foi assim, foi?

    Seu texto Cosmonal é tipicamente “coisa de músico” :) a forma como você colocou sua indignação do péssimo som frente aos belos gráficos dos jogos e como tudo isso evoluiu no tempo culminando com as trilhas sonoras no final do post…ficou ótimo!A “visão” do Eric músico se destacou sem dúvida!As faixas estão no formato FLAC,muito bom mesmo!!!Mais uma vez vou conhecer a trilha antes de jogar o game… mas quer saber? Eu adoro isso…ha ha ha!!!
    Até a próxima meu amigo!

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    • Graande Dactar! Ahahaha, o lado fanboy falou, tem razão, mas falando sério realmente não entendo direito porque há tão poucos fazendo chiptune com o Master. Esse link do Felipe aí que você e eu comentamos é o primeiro chiptune de Master que escutei na vida. Certamente existem outros, mas nunca havia encontrado.

      O por quê de “não entender” é devido ao sucesso do Master System na Europa e também no Brasil, onde há bastante gente fazendo chiptune de qualidade. Será que seguem o “padrão americano de fazer chiptune” que é chiptune baseado em NES, por causa do estrondoso sucesso dele lá junto com a impopularidade do Master? Gostaria que, por aqui, os nossos amigos brazucas refletissem mais sobre o Master System (O MSX citei porque é basicamente o mesmo áudio do Master, e também um computador de sucesso nos locais onde o SMS teve).

      Eu mesmo não faço chiptune porque, desde os tempos antigos, como você sabe, eu curtia muito fazer versões “melhoradas” da original, prática que mantenho a quase 20 anos. Então, acabo não explorando o chiptune, pelo menos por enquanto, meramente por uma questão de foco. Não precisa nem dizer que, se eu resolver brincar com esse tipo de música, os sons serão somente do Z80! Mas não pelo lado “fanboy” (juro!) e sim pela falta de “carinho” por este chip, igualmente interessante.

      Sobre gravar em k7, é exatamente o que você leu :D eu gravava desde 1989, as músicas que gostava do Master, começou com Double Dragon. Veja esse post, Dactar, do início do Cosmic Effect: https://cosmiceffect.com.br/2010/03/18/musica-double-dragon/ você vai curtir, meu amigo! No caso do Monkey, eu era fissurado pela música e como já fazia isso no Master, queria fazer na casa dele mas não deu certo… PC era na sala, todo mundo era muito “guri”……

      Se Andrey ler isso aqui, ele fazia o mesmo se não me engano com músicas de arcade e do TK90, conta aí Andrey!

      Legal Dactar os pontos que enfatizou, como sempre! Abração!!!

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      • Opa, conto sim.
        Gravar em cassete…uau.. fazia muito mesmo. Desde o TK, MSX, muitos arcades, PC-Monkey Island, Asembly92, muitas fitas Basf90, VAT90, Scotch60…
        Tenho que converter pra mp3.. muitas horas de muisca…

        Demais mesmo!

        Valeu

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        • Você também Andrey? Putz essa você desenterrou… VAT90? eu usava mais a Basf, tinha qualidade melhor.Eu tinha um famoso “Duplo Deck” ha ha ha!!Cópia certa!

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      • Não entendo também…será preferência ou comodidade?
        O Master é um console historicamente injustiçado,um ótimo hardware que sofreu com a pressão da nintendo sobre as desenvolvedoras da época para que produzissem apenas pra ela(nintendo) e agora o “Karma” continua até na cena da produção independente de música eletrônica,que pelo jeito escolheu a big N como favorita,vai entender…

        SignOfTheDragon
        Ouvi e adorei!Principalmente porque toda a introdução é densa e calma e a partir de 1:56 a coisa toda muda e este contraste é que deixa a sua interpretação marcante.Já adicionei no meu MP4,é claro. :)

        K7
        Ha ha ha ha!!! a boa e velha fita K7 fazendo história, eu sabia Cosmonal, seus métodos eram arcaicos!

        PASSAGEM SECRETA
        Ilustríssimo convidado especial(Ficou redundante?)
        Muito Legal sua participação no Cast Passagem Secreta, o pessoal está de parabéns,ótima edição,som de primeira e o tema fluiu deliciosamente,96 minutos que passaram voando :)
        Era para passar medo?Os “causos” estavam muito engraçados. :)
        Eu ri quando Rafael datou o início da sua experiência gamer desde os anos 70,como assim?!Somos da geração 80,certo Eric?Foi uma gafe do Rafael,ha ha ha,eu já passei por situações assim :)
        A melhor foi sua história do HD,o barulho do HD,ha ha ha ha sensacional!!!

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        • Faltou tudo sobre a posição “desconfortável” que o Master teve, Dactar.

          Que bom que gostou da Sign Of The Dragon! Uma honra estar no seu player!

          Certíssimo, somos dos 80’s, deve ter sido por causa do Cosmic Fast do Telejogo que Rafael me “empurrou” logo pros anos 70, hahaha! Bom, nascido em 78 — praticamente não vi nada, nem Star Wars deu pra pegar no cinema….

          Pois é Dactar, eu realmente fiquei meio bolado com aquele lance de ouvir o barulho do HD sem parar. Lembro do dia e da situação exata em que realmente me perguntei “onde está esse disco rígido fazendo barulho”, e eu estava bem longe de um computador…

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  9. Noooooossa, mr. Fraga, alto nível esse post, hein? Sensacional a ideia e a “execução”. Valeu por compartilhar as gravações do Monkey Island!

    Eu lembro direitinho dessa época. Não tive PC (na verdade, só tive meu primeiro PC já com 20 anos na cara), mas vários amigos tinham, e nenhum tinha placa de som. Era mesmo um luxo, então a gente ficava com aquelas musiquinhas impagáveis…

    Muito bom o post, parabéns!

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    • Valeu mesmo Gagá!

      Tá vendo aí, ninguém com placa de som entre seus amigos também né? Ou ninguém tinha mesmo esse negócio ou a gente que só andava com “pé-rapado” ahahahahahah!

      Mas era um assalto uma placa de som, o jeito era curtir as “musiquinhas impagáveis” mesmo, como você se recorda.

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