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Mass Effect 2 (PC)

O jogo mais elegante que você já viu.

Por Eric Fraga

Palavras-chave: crossover; qte; tps; rpg; épico. Mass Effect 2 conseguiu ser o jogo “Império Contra-Ataca” que a Bioware almejava – tanto no aspecto do gameplay quanto pela história “segundo ato”. Prepare-se para muita  e merecida  rasgação de seda.

Logo no início, ME2 apresenta uma característica que não vejo desde a quadrilogia original de Quest For Glory, adventure com elementos de RPG clássico da Sierra: nele, era possível importar o personagem para o capítulo seguinte. Na época, joguei até o terceiro desta maneira, mantendo os stats de meu wizard original.

Quem teve o prazer de jogar o primeiro Mass Effect e o manteve presente em seu PC ou Xbox 360, pode fazer o mesmo que em QFG com o seu personagem de ME1. Eu diria que os elementos importados são relevantes ao contexto dos jogos da atual geração: sua “personalidade”, especialização e um punhado de decisões – além do seu rosto customizado.

O editor de faces é excepcional. Razoavelmente flexível, dá pra deixar o Sheppard com a sua cara – ou pelo menos, a que você queria no jogo. Este é Eric Sheppard de ME1, no momento de sua “concepção” em ME2:

A introdução fantástica deixa o gamer que continua a aventura anterior a par dos acontecimentos, mas também cria uma situação que permite o novo jogador da franquia ficar bem à vontade com a trama. Veja o vídeo  que vem agora ou não – mas continue lendo. O  que importa mesmo, virá a seguir.

Começa o cruzamento de gêneros de sucesso da Bioware. Os elementos básicos dos RPGs estão presentes: nível, habilidades a escolher, especialização, upgrades de arma e armadura; só que todos eles estão devidamente encapsulados no sistema de combate.

Um exemplo sutil mas que representa bem o design da interface – arrisco-me a dizer – revolucionário: você comprou uma nova arma; o menu de escolha sempre explicita em qual alvo ela é mais eficiente, a partir de um pequeno texto. Durante a batalha, o alvo de sua mira exibirá, na parte superior da tela, o “life” de cada etapa da proteção dele:  shield, armor, barrier e, por fim, o health.

Tudo com uma simplicidade e eficiência pouco vista antes. Cada barra tem uma cor e estão sobrepostas na diagonal. Você troca de arma (ou troca a de alguém de sua party) de acordo com a situação do alvo no momento, sem perda de tempo com a interface.

O segundo e mais importante elemento da interface e que é a cereja no bolo deste crossover: a possibilidade de pausar a ação e tomar parte das decisões. Diferentemente de Fallout 3, não há Action Points – e não podemos atirar no alvo durante o pause. O momento turn based de Mass Effect se limita à execução dos bióticos (as “magias” do universo deste jogo), troca de armas e… girar a câmera para ver melhor o cenário (e fazer screenshots belíssimos…). Isso garante o equilíbrio entre a ação e o lado estratégico, cerebral do jogo. E, falando em ação, o esperado sistema de cover iniciado em Gears of War está aqui. É consagrado entre os jogadores, funciona bem e garante ótimos momentos de ação pura.

Se os elementos de RPG estavam muito bem inseridos no combate, qual surpresa a Bioware teria para os outros 50% de um role-playing game? Escute bem: simplesmente O MELHOR sistema de diálogos que você já viu – hands down.

Para começar, como é um jogo AAA, espere: a melhor dublagem e animação possíveis. As vozes de Martin Sheen, Seth Green e Carrie-Anne Moss (sim, The Matrix) mais uma penca de outros atores estão presentes, garantindo atuações acima da média. A voz de Sheppard masculino é muito convincente e pelo jeito, o cara é bom pelo menos como dublador. Mas o lado técnico não é o que mais surpreende: é a dinâmica de suas escolhas.

O vídeo a seguir demonstra muito bem as possibilidades que o diálogo permite – portanto, reforçando muito o elemento role-play. Nesta sequência, foi oferecido ao jogador um quick time event de moralidade renegade. Observe as mudanças de câmera e as interações dos personagens.

Você escolhe suas falas a partir de frases curtas, que contém apenas a idéia do que será dito a seguir; as opções são exibidas antes do outro personagem terminar de falar; mesmo assim, sua escolha já é permitida pela interface; após escolher, a animação prossegue no momento certo: ou quando quem está com a palavra termina de falar ou, até mesmo, ele poderá ser interrompido – caso sua escolha seja mais agressiva, por exemplo.

Isso já existia em ME1; mas, na continuação, a Bioware agregou quick time events durante o diálogo, em momentos, a princípio, imprevisíveis. Juntando isso tudo, é possível, por exemplo, impedir alguém de atirar em outra pessoa – pois os QTEs se traduzem na animação de uma decisão mais “derradeira”.

Estas decisões seguem o estilo paragon/renegade introduzido pela franquia: decisões paragon são mais amigáveis e lhe garantem status de bom moço; escolhas renegade traduzem o ódio reprimido do seu Sheppard. Renegade não quer dizer que o cara seja “mau”: só mais violento e rude. Em Mass Effect 1, haviam skills baseadas nos seus pontos de moralidade. Isso foi simplificado no 2: novas opções de diálogo surgirão de acordo com seu score de moralidade – e só.

Uma curiosidade: as feridas no rosto do seu personagem serão curadas aos poucos, caso seja ‘bonzinho’. Eric Sheppard era paragon total em ME1; mas agora, ele atravessou a campanha bem nervosinho e o score se equilibrou.

O brilho cinematográfico de Mass Effect 2 é fora de série, justamente por causa da maneira em que os diálogos acontecem. Não vamos nos enganar: mesmo em um RPG, nos preocupamos menos com a história e mais com o gameplay. Claro que as desenvolvedoras vêm de um longo caminho, inspirado em sua mídia mais próxima neste aspecto – o cinema – transformando os jogos eletrônicos em super-produções.

Dito isso, ME2 é um dos pouquíssimos exemplos em que a narrativa realmente envolve; você quer ouvir e participar (como nunca antes, por sinal) das conversas,  interessando-se por elas e pelos envolvidos. Voltando à época dourada dos PCs com seus adventures, os diálogos de Mass Effect 2 realmente importam para o jogo – e você se importa com eles. Dá até para se relacionar (sim, e com direito à achievements) com outros personagens, o que rendeu uma matéria na Fox americana e o apelido “Sex Effect”. Não vou abordar este assunto por aqui, pois está devidamente esmiuçado em qualquer fonte online.

O importante dizer é que as cenas e as possibilidades foram inseridas de uma maneira até interessante – mas isso ainda soa como algo que está em “fase beta” nos games, não se enganem.

Quando joguei ME1, ao pousar no primeiro planeta e pilotar o Mako – veículo terreno utilizado na exploração das superfícies – notei uma obscura similaridade com um jogo antigo o qual sou apaixonado. Na Normandy (a nave do comandante Sheppard), percebi a presença de um mapa estelar que também me trouxe ao passado, lembrando este mesmo jogo.

Digitei no Google: “Mass Effect Starflight”; nos fóruns da Bioware, os programadores já tinham sido questionados e admitiam ser fãs de carteirinha do antigo jogo RPG espacial de PC e Mega Drive e que, de fato, trouxeram diversos elementos para Mass Effect diretamente do clássico Starflight. Fiquei emocionado só de ler os comentários dos desenvolvedores: “…foram muitas noites em claro minerando planetas e descobrindo galáxias obscuras em Starflight, e de fato ele se tornou fonte de inspiração para Mass Effect…”. Claro, houve um “pequeno” update nos gráficos, vejam:


O gameplay variado de ME2 ainda inclui um minigame de mineração: vendo o planeta inteiro, é possível girá-lo e procurar por minérios em toda a superfície; os sensores detectaram algo? Solte uma sonda e continue procurando até esgotar as reservas daquele planeta.

Não há desafio neste minigame, mas achei-o estranhamente terapêutico e viciante, provavelmente pela bela música de fundo, por conta do visual sci-fi refinadíssimo e os efeitos sonoros agradáveis. Hackear computadores e abrir portas trancadas trazem dois minigames “de verdade”, com um certo grau de dificuldade. São bem divertidos, especialmente o joguinho onde é necessário “ler” blocos de linha de código de programação para burlar o “firewall”.

A trilha sonora foi composta por Jack Wall (um dos regentes do Video Games Live) que participou da trilha do primeiro capítulo. Ele sabia o que fazer: usou somente sintetizadores, por vezes old school, trazendo a ambiência sci-fi ao extremo. Trechos mais grandiosos contam com alguma instrumentação de orquestra, mas a base é sempre eletrônica. Para os fãs de ficção científica, é um deleite escondido.

No fim do dia, o que temos é, mesmo, o primeiro grande exemplo de um possível novo gênero, resultante dos third person shooters com os role-playing games. Mass Effect 2 é ficção científica em estado puro, mas é um JOGO: seus elementos de gameplay otimizados confirmam o esforço da desenvolvedora. Ele agrada os assim chamados hardcores e tem appeal para o jogador médio; tem gráficos e animações fora de série, comparável somente à Final Fantasy, God of War e MGS4; e, mesmo com os elementos de RPG um pouco escondidos, apresenta a melhor interface com o jogador sob este aspecto – com destaque para os diálogos realmente imersivos e que afetam seu gameplay.

Não deixe de presenciar o esforço da Bioware ao criar um jogo eletrônico com tanto esmero, em cada detalhe. Jogue, nem que seja por isso. Os caras que fizeram esta obra-prima amam videogames tanto quanto nós que estamos do lado do joystick. O título deste blog agradece à Bioware :-)

Trinta e cinco horas de jogo – foram daquelas em que não se vê o tempo passar. Agora é aguardar “O Retorno de Jedi” e levar mais este save adiante.

Quem não jogou, não veja este vídeo…

SCORE

GAMEPLAY: Dois gêneros populares genuinamente misturados e você nem percebe 5/5
GRÁFICOS: Não é o estado-da-arte da tecnologia, mas é na arte e design 5/5
SOM: Diálogos bem interpretados como nunca visto e efeitos sonoros apuradíssimos 5/5
TRILHA SONORA: Para quem gosta de “trilha sonora de ficção científica”, prato cheio e mais um 5/5
DIFICULDADE: Mediana, mas com a presença dos níveis hardcore e insanity a coisa melhora bastante 3/5

DADOS

NOME: Mass Effect 2
PLATAFORMA: Xbox 360 e PC
DISPONÍVEL EM: DVD
ANO: 2010
DESENVOLVEDORA: Bioware
DISTRIBUIDORA: EA Games

* * *

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17 Respostas

  1. Ótima análise Eric!!

    Só achei que o Eric Sheppard não ficou muito parecido com você não hehehe

    35 horas de jogo? É jogo pra burro isso…

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    • eheheheh, tá nada, meu avatar do Xbox 360 até parece mais. Não tanto quanto o de Danilo se parece com ele :-)

      Fiz bastante sidequests, mas ainda faltou explorar alguns planetas. Dá pra terminar em bem menos horas. Joguei no hardcore, as batalhas ficam bem mais intensas assim. Possivelmente mais demoradas também.

      Mas como disse, você nem vai perceber o tempo passar… espero mesmo que esteja em suas futuras aquisições para o PS3!

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      • Taí um que vou ter que adquirir. Vou começar a vender a cama, o sofá e as portas da casa pra ver se dá dinheiro.

        Tendo terminado ME 1 recentemente, to ansioso por esse masterpiece aí, pena que esse não foi publicado pela Microsoft, daria pra comprar na Saraiva mesmo sem importar.

        Quanto as horas, 35 muitas? Eu levei 100 horas pra zerar Fallout 3, umas 130 pra Oblivion e ambos os jogos ficaram sobrando sidequest…. será que é bastante? Hehehe. Sério, ME1 tinha a dose certa de ação e o jogo termina no momento que tem que terminar, imagino que no 2 o mesmo aconteça.

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        • ehehehe, isso mesmo. Não lembro as horas de ME1 (não lembro se a interface do jogo mostrava) mas ME2 foi mais curto, mas não muito. E ainda tinha sidequests sobrando – que podem ser feitas mesmo depois de terminar, o que é bem legal – tendência nos RPGs de agora.

          Danilo tá doido pra poder importar a personagem dele… isso mesmo, “a” personagem ehehehehehe

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  2. Cara, excelente analise, assim que tu publicou em imprimi, li ela hoje.
    Cara, esse game é um dos motivos pelo qual optei em comprar o Xbox 360.

    Simplesmente genial a união dos gêneros!

    Excelent post :D

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    • Valeu mesmo Cyber!

      Você imprimiu pra ler, bem “new old player” ;-) legal!

      Pois é, Mass Effect é popular e tal, mas o ponto é que ele é fantástico mesmo para o retro-ultra-hardcore-etc player :-)

      Na verdade, dá pra admirá-lo ainda mais conhecendo a evolução dos jogos e gêneros.

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  3. Excelente review, Eric. Parabéns!

    Seu personagem está parecendo com o Starkiller, de The Force Unleashed… rsrsrs

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  4. Grande Márcio, valeu!

    Cara, quando você puder pôr as mãos neste jogo – um fã de Star Wars como você vai gostar, não porque se inspira ou copia algo, e sim porque a Bioware respeita Star Wars e criou seu próprio “universo expandido” inserido em um jogo com ótima mecânica, como descrito no post. Prepare-se…

    Starkiller era o nome “beta” de Luke, não era? :-)

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  5. Pena que não saoiu para PS3…

    E sim, Eric. Starkiller era a ideia para o “mocinho” de Star Wars, mas acharam um pouco agressivo… rsrsrs

    Inclusive o todo oroteiro original foi esctito com esse nome

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  6. Caramba, rapaz, que bacana essa relação com o Starflight… joguinho danado de influente, hein? A gente devia montar uma irmandade de adoradores de Starflight.

    Hmmm… já pensou, um wiki colaborativo que só possa ser editado pelos fãs, falando sobre as raças do Starflight?

    Holy shit, se eu arrumar mais um site a esposa volta para a casa da mãe dela :)

    Você fica falando de Mass Effect e eu fico me roendo de vontade de jogar, mas não estou dando conta nem do meu Wii que só tem dois jogos :) Eu chego lá, eu chego lá…

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    • Putz, Gagá, suas excelentes e empolgantes idéias realmente têm potencial para acabar casamentos ehehehehehe

      “Gazeta da Interstel”?

      “O Planeta de Cristal em Foco”?

      “O Poder dos Ovos Negros”?

      (Esta última, sem comentários, bizarro pra dizer o mínimo eheheheheh)

      Pois é, e tem uma galera que tenta fazer um Starflight 3 desde aquelas páginas geocities. Param e voltam, mas estão aí, e inclui um ou dois programadores do original. http://www.starflight3.org/

      Espero que você dê um jeito de jogá-lo o mais breve possível, deixa passar mais uma geração de consoles pro seu review dele não ficar deslocado no Gagá Games :D

      Já vejo seu tweet, em 2020:
      “Mass Effect no Gagá Games: em tempos de Xbox 720, um joguinho de 10 anos atrás deixa o Gagá boquiaberto” eheheheheheh

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  7. Uma das mais compleras análises que já li. Parabéns e obrigado!

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  8. Nossa, este texto tirou todas as minhas dúvidas com respeito ao jogo e me fez decidir em comprá-lo.

    Análise muito bem feita mesmo Eric, parabéns!

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    • Valeu Tandrilion, que bom meu velho!

      Depois que começar a jogar conta suas impressões pra gente lá no twitter!

      Grande abraço, aguardando mais review seu no Gagá de ZX Spectrum :)

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  9. Olá Eric!

    Primeiramente, peço desculpas por estar meio sumido e sem comentar no blog. Mas saiba que ainda gosto muito do Cosmic Effect e em meu e-mail tenho uma pasta onde recebo todas as notificações dos novos artigos para visitá-los e comentar devidamente depois.

    Desculpe postar isso aqui, queria mandar e-mail diretamente para você,mas não achei nenhum endereço ou página de contato no site.

    Infelizmente, o RPG Cast podcast/blog acabou, mas como sei que você é fã de Mass EFFECT (claro, né!?), gostaria muito de compartilhar um novo projeto de blog (não é só sobre ME) que montei com um amigo e uma possível série de vídeos que estou fazendo sobre Mass Effect 2.

    Não sei se dizer se está bom ou não, é bem amador, mas gostei de fazer:

    Um abraço! E agora que peguei um Celular com tela grande (Iphone) vou tentar baixar os vídeos do Cosmic Cast para assistir no ônibus! Mas é claro que depois volto aqui para comentar. Um grande abraço!

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    • Opa Frank, cara, muito legal o Projeto Jogatina, já aproveitei e adicionei no “Blogs of Fame” aqui do CFX :)

      Pô, já estou no seu blog assistindo o vídeo agorinha mesmo (sim fã de Mass EFFECT, hehe, não tem como esconder ;-) e estou curtindo. Comento por lá no seu blog, abração e se ver mesmo os Cosmic Cast no buzão (que legal isso!) volta mesmo pra contar viu? Tava sumido realmente meu velho! :D

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  10. Olá Eric! Agradeço a gentileza de nos linkar, pois estamos bem fracos de divulgação :-)

    Acabei de ler a sua análise de ME2 (tremendo de medo, pois não sabia se ia ter algum spoiler, ufa! Acertada a decisão de não revelar a trama no texto e avisar sobre o vídeo final)

    “O brilho dos tiros ou explosões ficam ‘pulsando’ ”
    Muito bem observado! Não tinha chegado a notar esse detalhe especificamente em ME2, mas quando o percebi em um outro jogo fiquei maravilhado e claro que tirei várias fotos de cenas de ação pausadas (Halo Reach no caso).

    Dublagens: Dos outros atores eu já tinha conhecimento, mas não sabia que tinha a Carrie-Anne Moss! :-)

    QTE: Olha só, você deu grande destaque nesses QTE bruscos. Bem legal de sua parte citar isso!

    Mineração: Humm, acho que nesse ponto, talvez discordamos. Confesso que sou MUITO chato com certas mudanças. E em Mass Effect 2 muitas delas me aborreceram (não manchando é claro obra prima que o jogo é). Coisas que mudaram e não gostei, vão desde detalhes minuciosos no Codex, Mapa e passando também por essa parte de mineração, inclusive este será um ponto que abordarei no meu próximo vídeo.

    No mais, ME2 é um jogaço, os diálogos são sensacionais. E por falar em sensações, desde o 1, existem diálogos com certos personagens que são tão profundos que parecem que fizeram parte de uma conversa com uma pessoa real que sou íntimo. Nunca me esqueço de uma conversa com a Ashley em ME1 dentro da Normandy, onde ela fala sobre seu pai, sobre sua irmã e alguns problemas que ela teve. Além é claro do Codex, com seu vasto conteúdo sobre tudo, dando a Mass Effect o status de um dos universos fictícios mais amplos já criados. Parabéns pelo post!

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