Cosmic Fast #2 – VGA Box do Dreamcast

O último console lançado pela SEGA pertenceu a 6a. geração – época em que os videogames abraçaram sem volta (mesmo?) os gráficos 3D. Cutscenes de ares cinematográficos em jogos como God of War ou Final Fantasy XII no PlayStation 2 demonstraram que havia chegado o momento dos artistas se soltarem de vez nos videogames. No início da vida destes consoles, a maioria dos jogadores os utilizava em suas TVs de CRT, através da conexão por cabo video composto. Esta conexão se sai muito bem nos aparelhos de TV daquela tecnologia; mas hoje em dia, com a troca (sem volta mesmo) para as tecnologias LCD/Plasma/LED, conectar o PS2, Gamecube ou o velho Dreamcast nos novos aparelhos, tem-se uma perda visual que incomoda até os menos interessados no assunto. O contraste entre as cores vai-se embora, deixando a imagem com um incômodo aspecto de “lavada”.

“Mas LCD diminui mesmo o contraste por si só” – você lembra. Verdade, o tubo de raios catódicos exibia contraste “infinito”, garantindo pretos profundos e brancos brilhantes ao mesmo tempo na tela. Porém, dada a natureza digital destas novas TVs, utilizar conexões analógicas antigas como vídeo composto e S-Video tornam o contraste ainda menor – na verdade trazem uma perda tremenda que, como disse antes, não precisa ser muito cri-cri pra perceber. Eu mesmo já comparei a tela de um mesmo jogo em minha TV LCD e troquei pela mesma tela exibida num emulador, do PC conectado à mesma TV por HDMI (a conexão que “não perde nada” da imagem) – a diferença salta aos olhos.

Enter the VGA Box para o Dreamcast :)

O Dreamcast possui em seu design original o sinal VGA padrão (640 x 480 @ 60 Hz), tanto que algumas embalagens de certos jogos traziam uma logo “VGA”, indicando a compatibilidade daquele com esta saída (alguns jogos não suportam VGA, não exibindo imagem alguma pela saída). A SEGA vendia o seu próprio VGA Box, mas não havia muito interesse do público na época pois era vendido como um acessório para conectar num monitor de computador – ok, você vai um contra de Soul Calibur na frente do monitor de 15″ só pela qualidade, podendo estar no sofá na TV grande? Não justificava. Agora, 10 anos mais tarde e as televisões dispondo de um conector VGA próprio e ao mesmo tempo pedindo melhores conexões, a compra se torna obrigatória para os proprietários de Dreamcast.

Este vídeo inclui o unboxing do meu recém-adquirido VGA Box (não original da SEGA, mas é a mesma coisa), alguns testes comparativos acerca da qualidade de imagem (Ikaruga foi o jogo escolhido) entre as duas conexões e algumas surpresas.

Cosmic Fast

Edição #2: VGA Box do Dreamcast

Canais somente com os vídeos produzidos pelo Cosmic Effect:

No YouTube
http://www.youtube.com/user/CosmicEffectGaming

No Vimeo
http://www.vimeo.com/user4397129

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O Dia Do Jogo Justo

O Dia do Jogo Justo chega para contestar os altos impostos e alavancar a indústria nacional de videogames

Acontece em São Paulo, no dia 29 de janeiro, no auditório da Faculdade Impacta, o Dia do Jogo Justo. Iniciativa da ACIGames e do projeto Jogo Justo.

Com o objetivo de conscientizar o público gamer e a sociedade em geral quanto aos elevados impostos incidentes sobre os consoles e jogos de videogames, por conta de uma visão “desatualizada” em relação aos jogos, herdada pelo país da época em que os primeiros arcades confundiam-se com os salões de cassino e máquinas de azar, acontecerá, no dia 29 de janeiro, o Dia do Jogo Justo (DJJ) no auditório da Faculdade Impacta, em São Paulo.

O projeto do Jogo Justo, liderado por Moacyr Alves e apoiado pela ACIGames, Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games, quer despertar e estimular a sociedade para se mobilizar contra a pirataria e fomentar perspectivas promissoras no campo social e empreendedor para a geração de empregos na área de games, bem como a exportação da produção nacional para o mercado mundial.

Além disso, o projeto visa alertar as autoridades competentes, no campo político e tributário, para as graves distorções conceituais dos percentuais de impostos incidentes sobre as novas mídias digitais e jogos eletrônicos e a evidente defasagem tecnológica e comportamental da atualidade vigente no país.

Com a alta carga de impostos, crescem as importações ilegais e floresce um mercado paralelo de reprodução e distribuição de hardware e software com claras consequências na esfera industrial e comercial da nação.

O DJJ será um dia intenso, repleto de atividades para todos os públicos que apreciam jogos digitais e diversão em família. Os interessados já podem se mobilizar, enviando seu vídeo para a promoção “Loucos por Jogo Justo” e concorrer a prêmios (mais detalhes na página do projeto Jogo Justo).

Dia 29 de janeiro: Dia do Jogo Justo. Participe!

Dia do Jogo Justo

Data: 29 de janeiro de 2011, das 9h às 18h.

Local: Faculdade Impacta de Tecnologia

Endereço: Rua Arabé, 71 – Saúde – São Paulo/SP

Informações: www.jogojusto.com.br

Iniciativa do movimento Jogo Justo e da ACIGames – Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games

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Um Encontro Inusitado

Por Euler Vicente.

Atualização importante! (12/set/2013)

Inacreditavelmente, há poucos dias, encontrei um homem muito parecido com o rapaz descrito no artigo a seguir. Ele teria supostamente participado, como programador, do desenvolvimento do jogo Zorax. Alto, magro, cabelo curto e castanho e de óculos.

– Amigo, com licença. Você estudou na Faculdade Ruy Barbosa?
– Sim.
– Fez Processamento de Dados?
– Sim. Você também? Em que época?
– Entre 1994 e 1997. Acho que fomos colegas de turma!

Seu sotaque carioca era pronunciado: só pode ser a mesma pessoa! Incrível coincidência.

Decidi entrar no assunto do artigo, pois gostaria de aproveitar a coincidência e esclarecer alguns possíveis desencontros de informação que o leitor do Cosmic Effect, o amigo Alberto Meyer, levantou nos comentários. Será mesmo que o programador de Zorax que o texto menciona nunca esteve na Bahia?

Continuo o papo com o misterioso programador.

– Um colega de classe nosso, o Andrey, nos apresentou. Você tem lembrança deste dia?
– Não me recordo…

Pudera: isso foi há 15 anos. Continuei:

– O Andrey, naquele dia, disse para mim que você era um excelente programador em Assembly e que havia programado um jogo para o MSX que ficou conhecido: o Zorax.

Ele confirma positivamente com a cabeça! E verbaliza:

Sim, participei como programador. Na época trabalhava no Rio de Janeiro numa empresa chamada Nemesis Informática.
– Como é seu nome mesmo?
– Anderson.

A conversa parou por ai. Mas, apesar disso, a informação que consta nos créditos presentes na tela de abertura de Zorax não bate com a que ele me transmitiu. A empresa é outra: não a “Nemesis Informática” e sim a “Discovery” e o nome creditado do programador é Leonardo, não Anderson.

De qualquer forma, ele não parecia estar distorcendo a informação. A impressão foi de um homem sério, com seus 40 e poucos anos de idade — não haveria motivos. Fico imaginando se o projeto de Zorax passou por empresas diferentes na época de sua produção; ou se a participação do Anderson teria sido minoritária e, por isso, seu nome não teria sido incluído nos créditos da já apertada tela de abertura…

Apenas aproveito este acontecido para esclarecer que o teor deste artigo, publicado em janeiro de 2011,  é 100% real e honesto, de acordo com o padrão de qualidade do Cosmic Effect. Se algum leitor tiver alguma informação a acrescentar, por favor sinta-se à vontade!


Artigo original

Neste post não tratarei de nenhum review, apenas desejo compartilhar com vocês uma passagem curiosa da minha vida gamer.

Numa noite rotineira, enquanto aguardava a aula começar na minha faculdade de processamento de dados (Faculdade Ruy Barbosa em Salvador/Ba), batia um papo com o Andrey*, um colega de classe.

– Euler, você que teve MSX, lembra da Discovery Informática?
– Sim, lembro. Era uma empresa do Rio, né?
– Pois lembra de um jogo chamado Zorax?
– Ah, lembro também. Um jogo de nave nacional, não é? Ele era anuncia nas Micro Sistemas e MSX Micro da época. Dizia algo sobre ser “o jogo de ação mais sensacional criado no Brasil” (aos risos). Mas… nunca joguei ele não!

Então o Andrey olha para o fundo da sala e diz:

– Vê aquele cara alto, de óculos, ali no fundo da sala?
– Sim. O carioca?
– Ele mesmo. Você está olhando para o autor de Zorax!!! (nós dois ao risos)
– Tá de sacanagem comigo?
– Não estou. Vamos lá conversar com o cara.

Isso deve ter acontecido há uns 15 anos, ainda no começo do curso; foi um papo interessantíssimo, apesar de curto. Ele citou detalhes técnicos de como fez para programar o Zorax. Usaram um software para descompilar* o código de alguns jogos da KONAMI, para aprender os macetes. Lembro dele ter dito que haviam descoberto que a KONAMI trabalhava com um modo de tela intermediário entre o Screen 2 eo Screen 3 do MSX. Nem imaginava que isso era possível.

Achei graça mesmo foi dele comentando sobre como as coisas mudam na Informática:

– Naquela época eu era o Rei. Matava a pau em Assembly. Sabia como poucos. Hoje eu sou nada! Agora o que preciso aprender é Clipper, Visual Basic! (nós três aos risos).

Que situação inusitada, do nada, dou de cara com um bam-bam-bam do MSX do Brasil, numa sala de aula aqui em Salvador. Esse dia foi diferente; daqueles  que a gente realmente nunca esquece.

*Não é o Andrey daqui do Cosmic Effect :-)
*Descompilar é o ato de traduzir do código de máquina (1s e 0s), incompreensível para nós humanos, para linguagens de mais alto nível, como o Assembly (também incompreensível para muitos humanos como eu, hehehe).

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Vídeo “Loucos Por Jogo Justo”

Amigos do Cosmic Effect, quem a essa altura não conhece o Moacyr Alves Jr., grande colecionador de videogames e “o cara” do Projeto Jogo Justo? O responsável maior por acender as esperanças dos gamers brasileiros sonharem com algum tipo de respeito por parte das autoridades para com nossa diversão (mais que) predileta e que cada vez mais toma conta da sociedade?

Sem mais delongas, apresentamos o vídeo de apenas 2 minutinhos para contribuir com a divulgação do projeto Internet afora. Espero que gostem, está bem “Cosmic Effect”: retrogaming com uma pitadinha de next-gen para dar gosto ;-)

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Campanha Ajude as Vítimas da Região Serrana do Rio e Ganhe Retroprêmios!

Como está sendo amplamente divulgado, a região serrana do Rio de Janeiro está em estado calamitoso por conta das chuvas, criando uma situação desesperadora para os moradores afetados: muitos perderam familiares, além de terem seus lares destruídos e pertences arrastados pela correnteza.

Nossos amigos do Rio, especialmente o Gagá, decidiram promover uma campanha que incentiva a doação de todos nós, blogueiros e leitores. Basta seguir os passos:

  • Visite este link do GLOBO, que lista os diversos meios para se ajudar as vítimas da região serrana;
  • Escolha qualquer opção: doação de dinheiro, doação de sangue, qualquer uma;
  • Mande para ou poste aqui nos comentários uma prova de que você ajudou: foto sua no Hemorio, comprovante de depósito bancário, o que seja;
  • Dia 31 de janeiro, segunda-feira, serão sorteados alguns retrogames aos que participaram das doações e postaram a sua contribuição de alguma forma.

Em apenas um único dia de divulgação, já existem mais de 10 blogs participando – o que garantirá prêmios muito legais e variados (confira na lista a seguir) para os sorteados do próximo dia 31, portanto não deixe de participar. Com bastante gente doando um pouquinho, faremos a diferença ajudando substancialmente quem realmente precisa. Para se ter mais uma idéia da situação inóspita que os habitantes da região estão enfrentando: os poucos mercadinhos que conseguiram reabrir suas portas estão vendendo 1 litro de leite a quase 10 reais, o que é mais do que ganância – já chegamos à inumanidade incontestável. Portanto, vamos lá amigos, porque a dificuldade dessas pessoas está longe de acabar e podemos contribuir de verdade, mesmo à distância.

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