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O Dia Do Jogo Justo

O Dia do Jogo Justo chega para contestar os altos impostos e alavancar a indústria nacional de videogames

Acontece em São Paulo, no dia 29 de janeiro, no auditório da Faculdade Impacta, o Dia do Jogo Justo. Iniciativa da ACIGames e do projeto Jogo Justo.

Com o objetivo de conscientizar o público gamer e a sociedade em geral quanto aos elevados impostos incidentes sobre os consoles e jogos de videogames, por conta de uma visão “desatualizada” em relação aos jogos, herdada pelo país da época em que os primeiros arcades confundiam-se com os salões de cassino e máquinas de azar, acontecerá, no dia 29 de janeiro, o Dia do Jogo Justo (DJJ) no auditório da Faculdade Impacta, em São Paulo.

O projeto do Jogo Justo, liderado por Moacyr Alves e apoiado pela ACIGames, Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games, quer despertar e estimular a sociedade para se mobilizar contra a pirataria e fomentar perspectivas promissoras no campo social e empreendedor para a geração de empregos na área de games, bem como a exportação da produção nacional para o mercado mundial.

Além disso, o projeto visa alertar as autoridades competentes, no campo político e tributário, para as graves distorções conceituais dos percentuais de impostos incidentes sobre as novas mídias digitais e jogos eletrônicos e a evidente defasagem tecnológica e comportamental da atualidade vigente no país.

Com a alta carga de impostos, crescem as importações ilegais e floresce um mercado paralelo de reprodução e distribuição de hardware e software com claras consequências na esfera industrial e comercial da nação.

O DJJ será um dia intenso, repleto de atividades para todos os públicos que apreciam jogos digitais e diversão em família. Os interessados já podem se mobilizar, enviando seu vídeo para a promoção “Loucos por Jogo Justo” e concorrer a prêmios (mais detalhes na página do projeto Jogo Justo).

Dia 29 de janeiro: Dia do Jogo Justo. Participe!

Dia do Jogo Justo

Data: 29 de janeiro de 2011, das 9h às 18h.

Local: Faculdade Impacta de Tecnologia

Endereço: Rua Arabé, 71 – Saúde – São Paulo/SP

Informações: www.jogojusto.com.br

Iniciativa do movimento Jogo Justo e da ACIGames – Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games

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15 Respostas

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Gagá, Cosmic Effect. Cosmic Effect said: O Dia Do Jogo Justo: http://wp.me/pOe7d-zf […]

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  2. E aí Eric, o que você achou do dia em si?

    Eu achei que houve uma certa negligência por parte do Walmart em não acreditar que tantos gamers fossem acessá-la ao mesmo tempo, principalmente porque a organização do evento concentrou toda venda online do dia lá.
    Talvez uma parada meio de “rodízio” entre os games (as 9 começa só com 360, depois vai pra Wii, depois vai pra PS3, enfim…) desse uma aliviada nos servidores e deixaria a operação mais sossegada.

    Eu dei uma trollada básica de manhã porque não resisti – é divertido ver que os grandes também erram. Mas eu acho legal o jeito como o Walmart abraça a causa do Jogo Justo. Tem o fator Marketing envolvido? Sem sombra de dúvidas! Mas a parada é boa pros caras como é pra nós.

    Aproveitei o dia do Jogo Justo comprando o Wolfenstein de PS3 (comprei só pelo nome, nunca joguei o de PS3, mas acho que devo parte da minha miopia pro Wolf3d e aquele outro de PC que saiu uns 10 anos depois) e o AC Brotherhood na Saraiva (que fez sua parte bem quietinha, mas ainda assim teve problemas com o site).

    Ficar de mimimi por causa do número reduzido de títulos é uma babaquice sem tamanho. O propósito do evento não era queima de estoque (ainda que tenha ocorrido com alguns jogos, convenhamos) , e sim levantamento de dados pra poder levar a campanha adiante. Mas eu entendo o povo que ficou frustrado porque se fez muito mistério pra isso tudo durante meses, e quando anunciado – logicamente – decepcionou muita gente.
    Ainda assim achei a escolha de títulos acertada.

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    • Legal seu comentário Luiz. Pois é, a gente que acompanha o Moacyr (ele é um dos maiores colecionadores do país e presente em grupos grandes de retrogamers brasileiros como o Canal 3) sabe que o cara é demais e só tem um único interesse: ajudar a cultura gamística do Brasil.

      Ele mesmo já gastou milhares de dólares com sua coleção, já pagou impostos de importação mais do que ninguém.

      O dia foi de um sucesso sem precedentes. Quando você viu filas para comprar jogos no Brasil? NUNCA. E ainda sair na mídia mainstream (Jornal Nacional)? Missão cumprida.

      “Haters gonna hate”. Eles distorcem tudo e têm um tom egoísta nas palavras.

      “Nenhum destes jogos me interessa”

      “Eu quero é #AlfandegaJusta”

      E bobagens do gênero. Ficar divulgando sites internacionais como se fossem os “espertos da galera”. Que novidade é essa que é mais barato comprar o jogo no play-asia ou no shopto?? Duh! Ou seja: não é que não entenderam; eles só não têm senso de equipe, espírito de contribuição. Então, soltam os hates gratuitos, sentados em suas cadeiras atrás das ferramentas de rede social. Mas fazer que é bom, não fazem – que era comprar um jogo da campanha, caso pudessem. Qualquer gamer teria interesse em algum daqueles títulos. Eu mesmo não comprei desta vez porque comprei Bioshock 2 na prévia (eu e Danilo daqui do blog, cada um uma cópia). Ele (Danilo) ia comprar Lords Of Shadow mas não conseguiu – que bom pra campanha, porque o motivo dele não ter comprado foi o excesso de vendas no site! Ele não ficou chateado, pelo contrário. Quem passou o dia trolando, metendo o pau na Walmart… ai, ai… ignore essas criaturas :)

      Ainda bem que eles são poucos e não arranham o projeto.

      É claro que as lojas Walmart, etc vão se aproveitar pra fazer marketing! É o que eles são, é o que eles FAZEM! Não há como evitar. É como pedir para os bancos não fazerem aquelas propagandas piegas (vide Itaú) – não vai acontecer, eles têm de fazer pra criar uma imagem artificial de que eles são cool. Isso não é relevante para o Jogo Justo (eles querem mudar os IMPOSTOS, não o jeito que as lojas tratam as suas vendas!), e vi muita gente criticando – crítica super vazia, improdutiva, nonsense. As lojas queriam aproveitar para queimar estoque? Queimem! Como dizem os americanos, “that’s what they do”. Deixe eles lá, não está atrapalhando o projeto.

      É isso, temos de continuar apoiando, sempre. Não perder tempo se preocupando com o site da walmart não ter aguentado, ou se “não tinha meu joguinho favorito”. O que precisamos é fazer algo, e o que dá pra fazer é comprar (e isso foi feito, estamos de parabéns, a estatística está gerada) e apoiar sempre pelas redes sociais.

      Abração Luiz, caramba, sou louco pra jogar esse novo Wolf também, meu caso é pela nostalgia do original, quem sabe rola uma referência ao antigo nesse novo :D

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      • Infelizmente tais pessoas existem, haters. Felizmente são realmente minoria mas é triste ver que as redes sociais deu poder demais a essas pessoas. Na proximidade do dia do jogo justo vi no twitter muitas pessoas mal-informadas e algumas infelizmente se bateu com um dos haters primeiro, criando mais uma idéia distorcida do projeto.

        Pessoas tem que entender que comentários do tipo “que promoção idiota, site X (normalmente de fora) vende por Y” não ajudam em nada nossa situação.

        Outra coisa, os “espertinhos” que dizem que você é idiota por não piratear ou não comprar fora eu pergunto: é esperteza roubar um banco? É esperto abordar um cara que sacou uma grana e roubar ele? Ora, o benefício é gordo e imediato então porque não fazer? Nesse exemplo o motivo é óbvio, é algo errado e contra a lei, mas porque o conceito fica tão “cinza” quando o item roubado é um jogo ou filme? A desculpa do preço alto é bem vinda, afinal é verdade que o custo é alto, mas aí quando vem um projeto que quer resolver o problema do preço alto vocês vão e boicotam?

        Não dá pra entender as vezes.

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        • “A desculpa do preço alto é bem vinda, afinal é verdade que o custo é alto, mas aí quando vem um projeto que quer resolver o problema do preço alto vocês vão e boicotam?”

          Frase que sintetiza a irracionalidade da falta de senso de contribuição dos espíritos de porco que apareceram na reta final do Dia do Jogo Justo.

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    • “Mas eu entendo o povo que ficou frustrado porque se fez muito mistério pra isso tudo durante meses, e quando anunciado – logicamente – decepcionou muita gente.”

      Completamente normal, os títulos foram bem variados (um de esportes, um de aventura e um de ação) então logicamente vão haver os que não gostaram dos títulos.

      Eu quando vi Castlevania gritei YEAH!!! mas quem não gosta ficou decepcionado.

      Vai da cabeça de cada um, mas as pessoas tem que entender que para agradar todo mundo tinha que por TODOS os jogos sem imposto, aí não dá né?

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      • Isso mesmo Danilo. Acho que se fosse até Viva Pinata eu comprava, mas tudo bem, um monte de gente só compraria se fosse interessante (compreensível que nem todas as pessoas apenas comprariam para tão somente contribuir, ok). Para isso, contamos com Moacyr Alves liderando o projeto, somente um dos maiores colecionadores do país que tem esse senso e garantiu o alinhamento com a logística das lojas escolhendo títulos que teriam boas chances de agradar o típico jogador de videogame.

        Castlevania? Título tradicional, sucesso garantido.

        Assassins Creed? Boa chance pra quem não conhece de conhecer a franquia.

        E as filas e os sites fora do ar foram a prova de que foram escolhas, no mínimo, razoáveis. Imagina ter de lidar com donos de lojas gritando de um lado, jogadores do outro… São Moacyr! :D

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  3. Eu gostei do Jogo Justo. É uma boa iniciativa, mas eu sei que, no Brasil, os valores ainda são impraticáveis. Jogos a 99 reais são bons preços? Em parte sim, mas, o maior problema ainda se dá na ganância excessiva dos lojistas.

    É só ver, tem jogo do PS2, digamos, Gran Turismo 3, que quando foi lançado custou 249 reais e agora é vendido por 49 reais? Quer dizer, o jogo ficou tanto tempo encalhado no estoque que, agora, a loja x tenta vender a todo custo.

    Eu pergunto, prá que uma santa cavalice em lucros? Para que obter lucros de, sei lá, 200% em cima de um jogo e/ou produto? Quais vantagens há nisso?

    Mas, creio eu, que o jogo justo não vai servir tão somente aos games, mas sim aos produtos culturais em geral. Prá que livros a 50 reais? Depois reclamam que brasileiro lê pouco, poxa, ele lê pouco pq, além do salário de m#@!@@ que recebe, se for comprar um livro bom custa, sei lá, 10% do salário do cara?

    E aí vai muitas outras coisas, como revistas, 8,90 uma VEJA? Ou um CD do legião, custando 38 reais. São valores irreais para um país que tem uma carga tributária de um lugar de primeiro mundo e uma renda mensal para os trabalhadores muito próximos a países africanos em várias partes.

    Só espero que este movimento esclareça isto, antes de mais nada.

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    • Perfeito Daniel, isso aí. Depois do jogo justo, precisaremos de #livrojusto, enfim… #mídiajusta. O bom é que alguém começou algo e melhor ainda pra nós jogadores, começou por eles! Isso por si só já devia merecer nosso total e irrestrito apoio.

      A “cavalice em lucros” que você falou disputa pau-a-pau com os impostos em… cavalice. Moacyr escolheu atacar os impostos, e dá pra imaginar porquê: mexer com a ganância dos lojistas parece ser mais complicado ainda do que mexer com a corrupção e desatenção dos políticos. Então, o primeiro passo e, talvez, o que mais tenha efeito a médio prazo, já foi dado. Mexer com o capitalismo parece ser algo mais a longo prazo, talvez Moacyr não esteja nem mais vivo pra ver :D

      Puxa, que jogador de videogame não ficou feliz em ver filas para comprar retail no Brasil, pela primeira vez – coisa que a gente só vê nos EUA, Japão? A mensagem começou a se espalhar de verdade, agora é continuar apoiando o projeto até chegar de verdade em Brasília.

      Acho que a idéia pode mesmo contribuir com outras mídias mais tarde, um ótimo efeito colateral.

      Valeu Daniel!

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    • O lance dos lucros da loja não são algo muito difícil de entender.

      Primeiro, os jogos lá fora são US$60, logo não tem como aqui ser mais barato que R$100 por causa da conversão do dólar, mesmo sem imposto o valor tem que ser esse. Quando há promoção aqui (as vezes até de R$29) é devido a estoque encalhado ou porque lá fora saiu no platinum games (que as vezes sai por US$19)

      Segundo, hoje videogame é um negócio de risco devido aos impostos. Vá num restaurante, já notou como as comidas populares são + ou – baratas e as menos pedidas são bem caras? Não devia ser ao contrário pra promover as menos vendidas? É, mas o problema é que quando o nicho é pequeno (como o nosso) as vezes baixar o preço não funciona, não há público alvo, então de fato a loja tem que aumentar o preço pra quando uma alma solitária for comprar ele tentar tirar o máximo de prejuízo nessa venda.

      Agora, meu segundo ponto parece loucura, pensar que os gamers são poucos no Brasil. Mas acontece que a pirataria e os altos impostos fazem as lojas “pensarem” que somos um nicho pequeno, afinal na Saraiva com certeza “Exaltasamba” sai mais que “Assassin’s Creed”.

      É por isso que movimentos como o jogo justo são necessários, para acordar os lojistas e o governo que temos público suficiente para cobrar barato e ganhar dinheiro.

      Com o tempo nosso mercado será um espelho do americano, jogos a R$99 lançamento, uns R$80 pra R$70 na promoção e uns R$50 ou R$40 quando entrarem em platinum, com os encalhados indo pra R$19,90 talvez.

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      • Confirmando o que Danilo fala, 99 reais é um ótimo preço na nossa moeda (bom até demais pra lançamento), não sei porque às vezes (não seu caso, Daniel) algumas pessoas não entendem isso, uma conta tão simples de dólar pra real. Mas vi mesmo gente achando “muito”. Ai, ai…

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        • Concordo com os dispostos acima. Quando eu disse, e realmente vocês entenderam, sobre os preços de 99 reais, até mesmo em lançamento, se dá mais pelo fator Salário x custo de bens de consumo, que é fora da realidade aqui no Brasil.

          Como eu disse anteriormente, a gente paga caro por muita coisa e recebe pouco com muito trabalho, daqui a pouco deverá sair um outro movimento chamado #empregojusto, pq o Brasil precisa rever a carga tributária em cima das pessoas, das empresas, enfim, uma reforma utópica que, creo eu, iremos estar velhinhos quando isto acontecer.

          De toda forma, jogos a 99 reais são um preço justo em seu lançamento e achei maravilhoso ver alguns jogos no PS3, 360 e Wii a esse preço. Mas o osso se dá quando este mesmo preço é praticado de forma ilógica em vários outros jogos.

          Um exemplo que eu deu, por exemplo, é o jogo Dead Space, lançado em 2008, ainda é vendido por 99 REAIS na Saraiva e em várias outras lojas e nesta Saraiva em particular o mesmo jogo está encalhado nas prateleiras a mais de 6 meses, já tá criando até poeira.

          É isto q eu não entendo no mercado nacional de vendas de games, eles simplesmente não baixam os preços de produtos que estão a anos nas prateleiras e é isto que me entristece. Mas vamos ver se agora isso abre os olhos dos lojistas e baixem os preços de jogos que já foram lançados a tanto tempo…

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          • Essa do Dead Space a gente conversou pelo twitter, putz, os caras deixam encalhados mas não baixam – irracional mesmo.

            Teve até um absurdo do absurdo que fotografei outro dia (e olha que estavam na vitrine da frente da loja!)

            http://twitpic.com/3tojy3

            De uma loja daqui de Salvador, a mais popular de suprimentos de informática da cidade, por sinal. Tudo bem que não é o forte dela vender jogos, mas curiosamente tem uma variedade de títulos, ficam expostos sempre na vitrine tomando um espaço danado e os preços são algo que a gente fica achando que foi erro de digitação.

            O resto dos preços da loja é bom (até os de PC se enquadram na normalidade) mas nos jogos de console, dá a clara impressão de que o dono da loja quer se aproveitar de algum besta riquinho passando pra ter um lucro exorbitante numa única venda. Putz….

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  4. Caramba, essa foto agora deu medo. E olha que isto é coisa de loja de CAPITAL, imagine o preço que pode acontecer no interior do Brasil? É uma pena que falta visão de lojistas no Brasil.

    E esse Dead Space tá osso viu. Neste FDS agora eu vou tentar argumentar com o vendedor que o jogo tem mais de 3 anos e por isso que ninguem vai comprar um jogo do PC por 99 reais, sem contar que irei falar sobre o Steam e outras coisas.

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