Nintendo Wii e o YTboard Project

Amigos, este é um post off-topic, mas nem tanto…

O Nintendo Wii foi mais que um console de videogame: ele mudou os rumos da indústria, deixou todo mundo de boca aberta com a possibilidade de jogar com aquele nível de interação e desprezou avanços típicos, como a força-bruta de processamento. Quase 5 anos depois, controles de movimento em videogames domésticos são lugar comum, mas em 2006… é só perguntar para qualquer jogador de videogame: ele descreve com riqueza de detalhes sua primeira partida de Wii Sports.

Pouco tempo após o lançamento do Wii, o Arnaldo Diniz, amigo de longa data e meu “personal Professor Pardal” (ele é o arquiteto por trás do SuperConsole, e isto é apenas um exemplo do que ele já fez por mim) veio a minha casa conhecer o novo console tão falado. Fã da Nintendo e de certos jogos disponíveis para seus consoles  – em 1996 me fez sequenciar uma MIDI da música de abertura de Final Fantasy… – e, principalmente, da abordagem criativa que a empresa sempre costuma fazer a cada nova geração, ficou completamente seduzido pela eficiência e simplicidade do Wiimote. Jogou Wii Sports por quase 2 horas seguidas, investigando cada detalhe da experiência, enquanto eu tentava colocar um mísero teclado sem fio para funcionar no meu PC, para mostrar alguns jogos next-gen depois da sua sessão de tênis. Ele nem se interessou pelos gráficos de Mass Effect, Dead Space… depois de conhecer o Wii :P

Tempos depois, seu projeto de graduação de Ciências da Computação gravitava em torno de experimentos que envolviam a tecnologia de detecção de movimentos do Wiimote – chave da revolução proposta pelo Wii. A Nintendo decidiu utilizar a especificação bluetooth na conexão do controle com o console, que é uma tecnologia devidamente padronizada e não-proprietária (todos podem utilizá-la sem pagar royalties); portanto, qualquer pessoa + um computador pode fazer uso das capacidades do Wii Remote. Diversos projetos surgiram, variando entre acionadores de timbres de bateria eletrônica até sistemas que controlam uma casa inteira. Um destes usos alternativos é aproveitar o Wiimote para obter uma lousa interativa de baixíssimo custo.

Após conhecer alguns projetos do gênero (que, até então, só existiam fora do Brasil), o Arnaldo decidiu partir para estudar detalhadamente as entranhas da tecnologia e… encurtando a história, ele hoje ensina, gratuitamente, como montar um kit completo que permite qualquer pessoa ter uma lousa interativa, através do seu site YTboardProject.com. Escreveu um software que fazia parte do sistema da lousa interativa para seu projeto final de graduação e deu seguimento após o término do curso – aperfeiçoando a ferramenta em diversos aspectos. Com interface elegante e funcional (muitos softwares nacionais, infelizmente, não recebem estes cuidados – os programas do Arnaldo não têm este “problema”), o programa oferecido pelo projeto cuida da comunicação entre o Wiimote, o bluetooth do sistema operacional (Arnaldo inclusive o tornou compatível com as versões 64-bit do Windows), além de oferecer uma ferramenta de anotação – que permite efetivamente usar o sistema como um quadro branco virtual.

No site, além de ensinar e ceder uma versão do software para download gratuito, ele oferece suporte e aceita sugestões da comunidade – que contribue continuamente para o sucesso e valor do produto final. Adicionalmente, o Arnaldo oferece um kit completo, com canetas infra-vermelho de alumínio (manufaturadas para este fim), Wiimotes que não necessitam de pilhas e software que garante estabilidade máxima à conexão bluetooth no sistema Windows (Bluesoleil).

Como apóio o Arnaldo em suas diversas empreitadas científicas há quase 2 décadas, com o YTboard não seria diferente: fizemos um vídeo para contribuir com a divulgação do seu projeto, através do dinamismo próprio desta mídia. Sem mais delongas, convidamos a conhecerem e, quem sabe, divulgarem seu projeto a quem tiver interesse – seja para fazer uso em sala de aula, apresentações, etc. ou simplesmente para interessados em tecnologia. Apesar do conteúdo não estar diretamente ligado aos videogames, a tecnologia barata e eficiente do Nintendo Wii bem utilizada por um também retrogamer – por volta do ano 2000 nós dois até fizemos uma banda na qual, nos ensaios, marcavam presença músicas de Out Run, Sonic e R-Type, dentre outras :) – é o gancho para que, quem sabe, aceitem o nosso convite de assistir o vídeo a seguir…

Este não é um Cosmic Cast/Fast, mas nós do Cosmic Effect ficamos honrados em contribuir de alguma maneira para este projeto sensacional – que provavelmente nem existiria, não fosse um… console de videogame. Esperamos que os amigos retrogamers que nos acompanham curtam o Projeto YTboard do Arnaldo Diniz :)

Site do projeto: YTboardProject.com // Twitter do YTboard: @ytboard

O vídeo conta com arte/animações do AndreyZX e edição & trilha sonora original do Cosmonal.

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Pitfall Legends

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Sony prepara retorno triunfal da PSN

O grande evento de “Welcome Back” do retorno à PSN terá alguns lançamentos de jogos mundialmente esperados pelos seus usuários que tanto sofreram neste período. A Sony, em parceria com a empresa de Pitfall Entertaiment, implantou o protocolo de segurança p2600-zx em sua nova rede – até então, somente o serviço GameLine o utilizava. Agora, os jogadores da PSN também terão a sua disposição a possibilidade de jogar Pitfall com até 32 jogadores online. O esquema de segurança, que possui quase 30 anos e nunca foi violado, foi desenvolvido pelo próprio Pitfall Harry em 1982, entre uma andança e outra na floresta.

Conecte já seu Atari ao seu PS1, 2 ou 3 e experimente o que nenhum gamer jamais sonhou! Isso que é retrocompatibilidade de verdade!

Além disso, visando ainda mais confiabilidade aos jogadores de PlayStation 3, a Sony anunciou oficialmente que realizou um acordo milionário com a Retrocard®. A operadora assumiu todos os danos causados aos jogadores, e seus agentes conseguiram localizar e prender os hackers num corredor subterrâneo fechado por uma parede  rosa. Os malfeitores, sem saída e morrendo de medo do escorpião Scorpion, confessaram seus crimes.

 Pitfall Legends: Scorpion e Pitfall Legends: Cobra
Para PS3.
Até 32 jogadores.
Baixe na PSN.

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Japão 2011

Caros retrogamers,

Vocês sabem que o Japão é um país que nos deu diversas alegrias.
Mario, Mega Man, Simon Belmont, Sonic, Pac-Man, e muitos outros
ícones da indústria dos videogames foram criados lá. Esse mesmo país sofreu
um grande abalo este ano. Muitas pessoas perderam tudo que tinham nos
terremotos e no maremoto que avassalou cidades inteiras.
Gostaríamos de apertar “CONTINUE”, para que tudo voltasse ao normal,
como num jogo. Mas é a vida real, e não podemos voltar.

O Japão já passou por diversas catástrofes, e sempre surpreendeu
o mundo com seu exemplo de superação. Mais uma vez esperamos
que ele se restabeleça rapidamente.

É muito triste ver todas aquelas pessoas que vivenciaram o mais severo terremoto
da história do país. Foi horrível. É por isso que nós oferecemos
nosso amor a todos os japoneses. Lamentamos que o Japão
tenha sofrido esta tragédia. Nunca percam a esperança!

Japoneses, estamos com vocês.

Vamos todos juntos nos fortalecer!

São os sinceros votos do Cosmic Effect.

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Conceito e Arte: Andrey Santos
Música: Eric Fraga *versão em piano de “Rise From Your Grave” (Altered Beast/SEGA)
Texto: Eduardo Shiroma

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レトロゲーマーの皆様、

日本が、私達に多くの喜びを与えた国であると知っています。マリオ、ロックマン、シモン・ベルモンド、ソニック、パックマンなどテレビゲーム産業の他の多くのアイコンがそこに作成されました。この同じ国は、今年、大打撃を受けました。多くの人々は、それらが、全体の都市を破壊した地震と津波に持っていたすべてを失いました。「コンティニュー」を押したいと思います、そして、すべてがゲームのように標準に戻ります。しかし、実生活であり、私達は帰ることができません。

日本はすでに幾つかの災害を通り抜けて、いつも克服のその範によって世界を驚かせました。また、私達は、すぐ国が復元されることを望みます。

国の歴史の最も厳しい地震を経験したすべての人々に見るのは、非常に悲しいです。それは恐ろしかったです。それは、私達が私達の愛情をすべての日本人に提供する理由です。私達は、日本がこの悲劇を受けたのが残念です。決して、希望を失わないでください!

日本の皆さん、私達はあなた達と共にいます。

皆で一緒に頑張りましょう!

それはコズミックエフェクトの誠実な好意です。

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O Primeiro Console A Gente Nunca Esquece: Atari 2600*

O ATARI 2600

*extraído da página que inaugurou o Cosmic Effect, O SuperConsole, para o meme “O Primeiro Console A Gente Nunca Esquece”.

Em 1984, o primeiro videogame da família foi adquirido: O Atari 2600. Acompanhado de Pole Position e Defender, minha vida gamística estava prestes a se iniciar. E assim aconteceu.

Não foi uma escolha difícil, pois a maioria dos amigos possuía Atari (acervo de cartuchos estendido automaticamente) e já tínhamos tido contato com o Odyssey – que parecia ter uma biblioteca menor de jogos, apesar de ser um videogame de aparência sofisticada – provavelmente por conta da presença do teclado no console. Além disso, o marketing da Atari, mesmo no Brasil, era fantástico. Joguei Atari até não poder mais. Fazia campeonatos em casa (um teve até troféu artesanal) com os amigos; voltar correndo da escola porque trocou cartucho com coleguinha e está louco para experimentá-lo – os jogadores de Atari sabem bem do que estou falando.

A primeira vez que saí sozinho de casa, aos 7 anos, foi para devolver uma fita na locadora (!) do meu bairro – a boa e velha locada no sábado para devolver na segunda. Gostava de explorar os jogos enigmáticos típicos da plataforma – só fui entendê-los na era da Internet: Raiders Of The Lost Ark, Porky’s, Riddle Of The Sphinx e os Swordquest me fascinavam em especial. No Atari tinha de tudo, de jogos que poderiam ser chamados de “títulos AAA” como H.E.R.O., Adventure, Montezuma’s Revenge, Cosmic Ark, James Bond 007 passando por cartuchos escabrosos de ruim, como (não, ET não era ruim)…  deixe estes pra lá. Como não havia o conceito de ‘fim’ nos jogos, pois em geral eram competitivos, alguns títulos inspiravam o jogador a jogá-lo incessantemente, talvez numa promessa de algo diferente acontecer em algum momento. Cosmic Ark, por exemplo: eu jogava acreditando que se conseguisse resgatar uma certa quantidade de alienígenas, surgiria algum cenário diferente, possivelmente o planeta originário da nave que controlamos. Enfim… na era do Atari 2600, havia um senso de descoberta, imaginação e mistério que provavelmente nunca mais se repetirá nos videogames. Hoje, todos os jogos estão documentados na rede e a equipe desenvolvedora tem twitter e facebook.

Para ilustrar essa imaginação tão intensa e divertida que só o nosso primeiro console pôde nos trazer, convido-os a assistir este vídeo que fizemos recentemente sobre um cartucho muito especial: o simples e épico Adventure, de 1979, produzido pelo própria Atari. Tenho certeza que após assistí-lo por inteiro, a memória de cada um de nós sobre a aventura que certos jogos do nosso primeiro videogame nos trazia (seja ele Atari, Odyssey, NES, Mega, Master, SNES…) se tornará tão intensa que você vai parar o que estiver fazendo para jogar aquele jogo favorito daquele console… :)

Quem não viu o vídeo a seguir aqui no nosso blog, se tiver um tempinho adoraria que assistisse e compartilhasse da sensação conosco :)

É, amigos… a primeira vez a gente nunca esquece.

Clique no play e aumente o volume :)

*O vídeo é o “Cosmic Fast #6: Adventure”, da série de vídeos
sobre retrogaming produzida pelo Cosmic Effect.

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Blogs participantes do meme
“O Primeiro Console A Gente Nunca Esquece”

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The Cake Is Not A Lie

Cosmic Effect: Gagá, você já jogou Portal?

Gagá: Nunca, mas parece bem divertido.

[.. Em nome do Cosmic Effect ..]

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