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Dragon Quest VIII (PS2)

Olá amigos leitores do Cosmic Effect! Aqui é o André Breder, o mais novo (não na questão da idade) integrante do blog que vocês tanto gostam. Alguns devem me conhecer do Gagá Games, blog que eu tive o prazer de participar até o ano passado. Com o fim do Gagá Games e com o surgimento de uma vontade de continuar escrevendo sobre games, mas títulos que fossem mais atuais do que estava habituado, pedi um espaço para o nosso amigo Eric Fraga aqui no blog e cá estou então “rabiscando” mais uma vez. Minha estréia aqui no Cosmic Effect é uma análise de um RPG que gosto muito.

Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King foi o primeiro (e até agora único) game desta lendária franquia que eu joguei. Mas acho que eu não poderia ter começado de forma melhor, pois trata-se de um RPG simplesmente fantástico!

Lançado em 2005, de forma exclusiva para o PlayStation 2, o game se mostra como é totalmente possível fazer um RPG bem nos moldes dos clássicos mas trazendo ao mesmo tempo gráficos e sonoridades de cair o queixo. É quase como se pegasse algum RPG da era dos consoles de 8 ou 16 Bits e fizessem um remake em 3D, pois Dragon Quest VIII é “descaradamente” um RPG tradicional tão bom quantos os que eram lançados antigamente.

A história do jogo

O enredo de Dragon Quest VIII mostra o pobre rei Trode, que foi transformando numa criatura horrenda (bem parecida com o Yoda de Star Wars) por Dolmaghus, um bobo-da-corte que acabou dominado por um cetro maligno, que deu ao mesmo imensos poderes.

Para piorar a situação a (antes bela) princesa Medea também sofreu uma transformação nada agradável por meio das mãos de Dolmaghus, passando a possuir a forma de uma égua!

Juntamente com Trode e Medea está o protagonista (cujo nome fica a cargo de cada jogador), que misteriosamente escapou ileso de ser atingido por qualquer maldição.

Os três partem para uma missão onde devem encontrar e desafiar o maldito Dolmaghus, pois esta parece ser a única maneira de livrar, tanto o rei quanto a pobre princesa, da maldição que os aflige.

Batalhas por turnos… totalmente tradicionais!

As batalhas de Dragon Quest VIII são por turnos, assim como foi nos games anteriores da franquia, e os produtores não tiveram intenção nenhuma em inovar tanto nesta questão.

Fãs dos RPGs mais antigos não terão nenhuma dificuldade em travar batalhas no jogo. Há habilidades e magias que podem ser usadas durante os combates com os inimigos, naturalmente, e fazer o uso certo de cada uma destas formas de batalha é necessário para sair vitorioso de maneira mais tranquila.

Mesmo que a príncipio a força bruta dos personagens pode dar conta do recado, a medida que o jogador vai avançando no jogo ele irá encontrar batalhas que exigem mais inteligência e sabedoria em utilizar os golpes certos, do que simplesmente ficar apertando os botões a esmo.

Para deixar os heróis mais aptos para sair vitoriosos nas batalhas, cada um deles possui 5 quesitos que podem ser melhorados à medida que se ganha experiência, e consequentemente, melhora seus níveis: 3 correspondem às armas que cada um pode utilizar, outro para o combate com as mãos nuas e um atributo exclusivo de cada personagem.

Agora pelo menos houve uma grata novidade em Dragon Quest VIII para incrementar o sistema de batalhas: trata-se do comando “psyche-up”, que faz com que os personagens possam acumular suas forças para posteriormente desferir ataques mais contundentes em seus inimigos. Este comando pode ser usado até quatro vezes seguidas, fazendo com que a “tensão” do personagem alcance o nível 100, podendo então mandar ver ataques literalmente devastadores em seus oponentes.

Gráficos

Os gráficos do game utilizam o efeito Cel Shading, que é um conjunto de técnicas empregadas na renderização de imagens 3D de modo que o resultado final se assemelhe ao de desenhos em 2D! Ou seja, ao jogar Dragon Quest VIII você tem a nítida sensação de estar controlando um desenho animado. A oitava versão foi o primeiro jogo da série totalmente em 3D, e os produtores não tiveram preguiça em criar um mundo vasto para ser explorado pelos jogadores! Até mesmo um simples vilarejo é enorme, cheios de locais para visitar! Os cenários do jogo são os mais variados possíveis: o jogador irá se aventurar em cavernas, castelos, desertos, florestas, áreas com neve, etc

A riqueza de detalhes é imensa! Você poderá, por exemplo, subir em uma montanha e de lá avistar locais que poderão ser explorados, graças a profundidade do mundo de Dragon Quest VIII.

O design dos personagens e monstros do jogo não poderiam ser melhores: todos foram feitos pelo talentoso desenhista Akira Toriyama (para quem não sabe o mesmo da série Dragon Ball) que trabalha na franquia desde o seu início e portanto, faz com que Dragon Quest VIII seja totalmente familiar aos olhos dos jogadores veteranos que acompanham a série desde épocas passadas.

Sonoridade

A trilha sonora de Dragon Quest VIII é fantástica! Só para se ter uma noção do cuidado que os produtores do jogo tiveram em relação aos temas musicais do game, basta citar que cada música foi tocada e gravada pela Orquestra Filarmônica de Tóquio, sob regência do compositor Koichi Sugiyama, que é outra figura lendária dentro da franquia Dragon Quest. Tudo é tão perfeito que os temas musicais passam ao jogador a gostosa sensação de estar no meio de um desses filmes medievais e épicos que todos estamos acostumados a assistir.

As músicas são bem variadas, indo de temas mais calmos e leves, até músicas agitadas e extremamente empolgantes (como os temas de batalhas)! Koichi Sugiyama é tido por muitos como um dos maiores compositores de video games de todos os tempos, sendo que até mesmo talentos como Nobuo Uematso, que compôs as trilhas dos games mais clássicos da franquia Final Fantasy, é fã declarado do mestre.

Os efeitos sonoros também estão totalmente condizentes com clima divertido do jogo, sendo que não há do que reclamar deles. Agora vale destacar o trabalho na dublagem dos personagens na versão americana de Dragon Quest VIII ( na versão do game lançada no Japão os personagens não tinham vozes) que ficou muito boa. Como o jogo se passa em um mundo medieval, foram escolhidos de forma proposital dubladores ingleses para que o sotaque dos personagens fosse algo totalmente perceptível. Ou você acha que alguém que tenha vivido na idade média tenha um inglês com sotaque americano?

Jogabilidade e Dificuldade

A jogabilidade do jogo é bem básica e simples, onde qualquer veterano em games do gênero não terá problema algum. Os menus, tantos os dos períodos de batalha quanto os dos períodos normais do jogo, são todos bem fáceis de mexer.

Mas agora vamos falar do que realmente pode ser uma dor de cabeça para jogadores mais impacientes: a dificuldade do jogo vai aumentado de forma considerável a medida que se avança na história de Dragon Quest VIII, fazendo com que cada nova etapa seja bem mais complicada do que a anterior, o que acaba obrigando o jogador a passar horas e horas lutando contra monstros para subir os níveis de seus personagens e então melhorar seus atributos.

Procurar comprar sempre as melhores armas e armaduras disponíveis também ajuda, mas o que faz a diferença entre a vitória ou derrota do jogador está mesmo na questão de sempre ter que elevar o nível dos personagens para que ele esteja pelo menos no mesmo nível dos inimigos de uma nova área do jogo. Vale citar também que em Dragon Quest VIII existe uma bacana passagem do dia para a noite, e vice-versa, sendo que nos períodos noturnos os monstros são ainda mais perigosos.

Conclusão

Dragon Quest VIII é um RPG tradicional que utilizou de maneira sábia todos os recursoso gráficos e sonoros do PlayStation 2, fazendo dele um dos melhores games do gênero no 128 bits da Sony. Se você que está lendo esta análise é um fã de RPGs das gerações passadas, principalmente da era 16 bits, e ainda não jogou Dragon Quest VIII, tem grandes chances de amá-lo eternamente após jogá-lo.

Nesta análise evitei ao máximo dar grandes detalhes sobre o jogo e o desenrolar de sua trama para evitar desagradáveis spoilers, que em um game de RPG onde a história é o fator principal, se torna algo totalmente impordoável. Por isso tenha certeza que Dragon Quest VIII é ainda um game muito mais grandioso e profundo do que é mostrado nesta análise.

SCORE

GAMEPLAY: O básico dos JRPGs. Os comandos do jogo não poderiam ser mais simples e eficientes. 5/5
GRÁFICOS: Tão bonitos que você vai achar estar controlando um desenho animado!5/5
SOM: Efeitos sonoros clássicos, que vão deixar os veteranos na série bem familiarizados. Dublagem bem feita dos personagens principais. 4/5
TRILHA SONORA: Soberba! Uma verdadeira obra de arte! 5/5
DIFICULDADE: Se não fortalecer seus personagens, prepare-se para ver seu grupo sendo dizimado até mesmo por monstros comuns. 5/5

DADOS

NOME: Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King
PLATAFORMA: PS2
DISPONÍVEL EM: DVD
ANO: 2005
DESENVOLVEDORA: Level 5
DISTRIBUIDORA: Square-Enix


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19 Respostas

  1. Seja bem vindo André! Acompanhava, vez ou outra, o blog do Gaga Games. Não sabia que tinha acabado. Uma pena!

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  2. Olá, André!

    Parabéns ao Cosmic Effect por ter conseguido agregar o nosso estimado André Breder ao seu cast. Tomara que essa tendência continue: uma verdadeira migração dos talentos do Gagá Games para o CFX.

    Tenho uma pergunta sobre o game, já que o preço na PSN está bem bacana: a todo tempo, você fala que “qualquer veterano em games do gênero” vai gostar e achar fácil; porém, e os outros jogadores? Refiro-me aqueles que invejaram a vida toda os jogadores de RPG, mas não tinham corag… er… aham… quero dizer, tempo, de enfrentá-los. Agora, neste momento da vida, esses gamers veteranos, mas novatos em RPGs, querem matar a vontade de detoná-los… E aí? Vale a pena encarar DQVIII? Ou será mera frustração, pois não se ensina truque novo a macaco velho? Não que eu seja um desses, magina! É pra um amigo meu, sabe?

    Valeu!

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    • Antes de mais nada agradeço pelas suas palavras.

      Bem, mas respondendo a sua pergunta…

      Os veteranos não terão problemas em relação a jogabilidade do título (“A jogabilidade do jogo é bem básica e simples, onde qualquer veterano em games do gênero não terá problema algum.”), mas em relação a dificuldade de DQ VIII, ela é alta para qualquer um, seja o jogador um veterano ou um novato. Há a necessidade de se gastar horas e horas passando de nível para poder prosseguir no jogo, pois cada nova área é bem mais difícil que a anterior.

      Se você ainda não jogou nenhum game do gênero RPG, não aconselharia a pegar como o primeiro jogo justo um da franquia Dragon Quest, pois eles são tradicionalmente bem difíceis e exigentes. Qualquer coisa pegue antes algo mais fácil, como o excelente Chrono Trigger, onde você não tem que ficar aumentado os níveis dos seus personagens sempre que vai para uma nova área do game; ou algo da série Final Fantasy. Se gostar destes games e ficar com vontade de ter um “desafio de verdade”, depois então dê uma chance para um título da franquia Dragon Quest.

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      • Obrigado, André! Vou falar pro meu amigo :).

        Interessante é que Chrono Trigger está na lista. Antes, porém, prometi a mim mesmo começar com Phantasy Star I (fui influenciado pelo Gagá Games e pela Gazeta de Algol (rs)).

        Pena que a versão do PS para PS3 (Ultimate Genesis Collection) é em inglês. Bem que eu gostaria que fosse em português. Também sei que, no Wii Shop Channel, a versão de CT não será na nossa língua. Mas tentarei (ou melhor, meu amigo tentará).

        Grato pelo conselho. Valeu.

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        • Se gostar do Phantasy Star I (que foi meu primeiro RPG e até hoje é um game que tenho um carinho todo especial) pode ter certeza que gostará de Dragon Quest VIII, pois ambos os games são bem parecidos. Se teve um game mais recente que me lembrou os bons tempos em que eu passava jogando o Phantasy Star do Master System, foi o Dragon Quest VIII.

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          • Olá, André!

            Já estou gostando de PS1 (principalmente daquelas musiquinhas), mas estou só no começo.

            Fiquei com uma pequena dúvida: PS1 é parecido com DQVIII na dificuldade também? Ou dá para um noob como eu ter alguma esperança de um dia ver o final?

            Valeu!

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            • O lance é ser paciente para ganhar níveis com os personagens (leia-se: passar boas horas lutando e lutando para ganhar pontos de experiência), e sempre se equipar com os melhores armamentos disponíveis, para não passar aperto depois.

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  3. dizem que o Dragon Quest VIII é um dos rpgs mais dificeis já feitos. só para vencer o primeiro chefe do game, tem que chegar no minimo no LV 10 e ainda sim fica tenso. e na evolução das armas achei complicado, tinha escolhido ir de lança, resolvi bancar o diferente e não ir de espada. só que enquanto se segue na aventura, a maior parte das melhores armas são espadas e sem contar o aumento de habilidades num tipo de arma, nem dá tempo de trocar de equipamento perto da metade do game. e o personagem vira um Super Sayajin usando o poder interno. como se os traços pelo Akira Toriyama já não nos lembrasse de Dragon Ball por si só, mas beleza.

    que faça mais posts André!!

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    • O jogo é “casca grossa” mesmo. E pelo que leio por aí, isso não é exclusividade do DQ VIII, e sim de toda a franquia que ele representa.

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  4. Excelente análise, Andre!
    Vejo muita gente que não gostou das inovações da Square nos FF´s lançados para PS2. Então, esse publico em especial vai vibrar com Dragon Quest VIII, um jogaço mesmo. Vi alguns contras nele, mas isso ai eu irei guardar para a análise que publicarei futuramente em meu blog!

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  5. Ora, ora! André Breder no Cosmic Effect! How cool is that? ^_^

    O engraçado é que vamos continuar sendo companheiros de blog, só que agora não sou mais seu patrão. Ou seja, você não vai ter mais que me deixar fazer gol naquelas peladas semestrais de confraternização da retrosfera. Raios.

    E seja-bem vindo ao Cosmic Effect!

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    • Obrigado pelas boas vindas. E já que você tocou no assunto sobre eu ter sido seu empregado no Gagá Games… quero informar que em breve o senhor estará recebendo a visita do meu advogado, que irá requerer de vossa senhoria todos os meus salários atrasados, mais as férias não pagas e também os décimos terceiros! Uuahuahuahua… 8)

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    • CLT -Wins!
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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  6. Mais uma contratação de peso para o time Cosmic Effect! Seja bem vindo Breder, vc podia trazer sua coluna Recordar é Envelhecer para aqui só que agora sem restrições na data de lançamento do jogo avaliado. Bela capa desse Dragon Quest, esse é o jogo da franquia que mais tenho vontade de jogar, algum dia eu jogo ja que possuo muito outros jogos na fila.

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    • Não utilizarei o nome “Recordar é envelhecer” mais, pois agora também irei falar sobre games mais recentes, mas em tese vai ser a mesma coisa quando eu for fazer um review para o Cosmic Effect: análises simples e objetivas, coisa de gamer pra gamer.

      E valeu pelas boas vindas Leo!

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  7. bem… gostei muito do jogo e cheguei ao lvl41 mas eu nao comsegui vencer o chefao eu realmente preciso das 7orbs?

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  8. Esse jogo é muito bom, eu ainda o tenho original com caixa e manual, uma das minhas preciosidades, esse jogo é uma obra de arte

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